Cronica Escolas Gaiolas Escolas Asas Rubem Alves
Líquido
Sempre havia
Numa leve brisa fria, faziam...
Duetos ao outono
Para assuntos, contos, sonhos do doce encontro
Solenemente suplico aos memoráveis encontros
Na sutileza prospera do amar.
Versos feitos de mosaicos, surpreendo em cantorias românticas
Em tantos porquês, haverá sensatez
Onde só fez, hoje só faz
Como sempre, foi capaz.
Apocalipse Humanidade
Todo canto há sangue e desordem; num súbito momento a água se transformou em vinho. Todos os dias pensam em matar. Pensando em máquinas para sobreviver em modo de tirania entre os animais.
A raça perversa suplica após um mero desespero, depois de protagonizar tantos terrores nível Hitchcock.
Recôndito durante tanto tempo, acabei me deparando no espelho que fui infectado, me tornei um deles; tentei achar a cura, mas vi que precisei matar para isso. Pobre de mim e de todos, nesta vasta pandemia devastadora de pobres seres.
Otávio Alves
RITUAL
Reunida com meu arsenal favorito inicio o dia. Coloco meu lindo salto alto, meu melhor perfume e batom, roupas que deslizam sobre minhas curvas... Deixo a mais linda melodia orquestrar as horas que seguem, incansavelmente aberta a absorver aprendizados do novo que chega, entregando meu melhor sorriso que você pode sentir e ver através de meu olhar.
Por: STELA ALVES
O SORRISO E O OLHAR
A vida tem me mostrado sequências infinitas de desafios e transformações, principalmente por dois principais aspectos: Pelo sorriso e pelo olhar. O modo em que dirigimos o nosso olhar, tem se tornado um dos grandes segredos do bem viver, enxergar sempre o lado bom de todas as coisas, altera-se e promove mudanças positivas na vida, mesmo em meio a dor; e o verdadeiro sorriso relaxa as tensões do dia a dia. Tentar ser feliz com o que podemos fazer por nós mesmos é se permitir ser feliz!
FORÇA E EQUILÍBRIO
A construção do corpo pelo corpo só não basta. Há de se encontrar a verdadeira identidade pessoal, seguindo um sentido decisivo, que também não se fortalece somente pelo aspecto espiritual, simplesmente se constituí em grande parte pelas realidades e formações do corpo e da alma, o que depende de outro tipo de crescimento e modelagem, entre outras formas: força e equilíbrio, advém de como apresentamos melhor performance em nossa essência de vida do que realmente somos feitos perante o mundo.
Nordeste.
Nordeste sofrido e oprimido
Terra amada
De grandes pensadores
Mestres e doutores
De Suassuna a gonzagão
De castro Alves a Dominguinhos
E porque não falar de Raul
De grandes personalidades
Nordeste da asa branca
Que bate asas com seus filhos
Nordeste do auto da compadecida
De João grilo e chicó, filhos sofridos
Nordeste minha terra
Meu amor por ti es imenso
A felicidade de viver
Na terra de grandes mestres
No nordeste sou feliz.
Essa menina não sai dos meus pensamentos
Em cada instante
Em todos os momentos...
É o primeiro pensamento e último pensamento do meu dia
Minha jóia rara
Minha doce companhia
Como pude gostar tanto de alguém assim ?
Só você foi capaz de despertar isso em mim
Esse texto faz uma parte dos meus sentimentos
Você em minha vida quero em todos os momentos
Aqui fico eu imaginando
Seu cheiro
Seus lindos lábios
O cachear de seus cabelos
Estou ficando louco em imaginar
Se essa menina um dia eu encontrar
Amor.....
No balanço das nossas conversar perco os segundos
E dar um simples tchau se torna a tarefa mais difícil desse mundo
29a.Fejeba: 11/11/17
Bom dia!! Marinho não perca!
Sábado, 13hs, Veridiana Higienópolis.
A Turma de 73 está acabando... Rsrsrs
Melhor comparecer!!
Bj. do Jereba
Jereba é o apelido carinhoso do Doutor Jeremias Alves Pereira Filho , colega de faculdade,
Mestre em Direito, professor da Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, Advogado bom e renomado, diferente de uns colegas renomados e outros bons.
Político desde sempre ,dirigiu o Diretório Acadêmico na época da nossa turma que foi de de 1968 a 1973, se não me engano, com competência e alegria, sem envolver os colegas nas confusões juvenis tão comuns no Governo Militar como a chamada Guerra da Maria Antônia, liderada da parte chamada esquerda comunista pelo então estudante José Dirceu, ex deputado, ex ministro e atualmente presidiário vai e volta e do outro lado pela chamada direita, pelo CCC Comando de Caça aos Comunistas. Era Presidente o General Artur da Costa e Silva.
Jereba criou e comanda a FEJEBA agora na 29a. Edição uma das mais longevas comemorações desse tipo.
Fui a várias delas e só não fui mais por morar no Guarujá e ter nessa época do ano, começo do verão, um corre-corre para preparar as lojas que numa época eram quase duas dezenas.
Mas sempre tenho notícias do evento pela nossa colega Marilia Prado que é assídua.
Conta ela:- Marinhoooo… estáááávaaa ôôô... máááááxiiimoooo!!! Você perdeeeeeuuu!!!(Ela fala assim mesmo) Encontrei fulano e beltrana, sicrano está gordoooo... fulana continua linda, mas sicrana deve estar arrependida pois as plásticas não deram muito certo… Fiquei sabendo que morreram A, B e C .
Tem também os colegas que têm Facebook que postam uma ou outra foto.
Jereba alerta no convite que é melhor eu comparecer antes que a turma acabe..
Não creio, pois se ele estiver vivo pode não ser um evento grande mas será sempre um grande evento e ele vai se encontrar nem que seja com um remanescente.
O Jereba é festeiro e um ótimo colega e no máximo nos próximos anos pode ser que faça uma pequena alteração no convite: Feijoada… Salada e Papinha do Jereba.
O lobo perde o pelo mas não perde o vício!
Convido a todos!!! FEJEBA 2017!!!! 11/11/17
Quando ela chegou"
A minha vida sempre foi uma estrada longa, reta… e silenciosa.
Como se o tempo andasse de muletas e os dias carregassem o peso de tudo o que não deu certo.
Era tudo previsível demais. Tudo... sem cor.
Até que ela chegou.
Não chegou com flores. Nem promessas.
Chegou com aquele jeito atrapalhado, com um sorriso que parece tropeçar nas palavras,
e com uma boca que sinceramente nunca vi calar.
Falava sobre tudo, às vezes sobre nada, e ainda assim, tudo nela fazia sentido.
Até o que não fazia.
Ela não sabia, mas entrou num mundo meu que já tinha fechado as cortinas.
Ela abriu a janela.
Fez piada dos meus silêncios, desafiou meus muros e zombou da minha seriedade.
E de alguma forma, o som da risada dela começou a fazer sentido…
E pior: falta.
Eu me sinto como um cara qualquer.
Não por desistir da vida,
mas porque antes dela, eu já tinha desistido de viver de verdade.
E então vem essa garota, com seu caráter que arrasta os dias ruins para fora,
com essa força no olhar de quem encara o mundo mesmo quando o mundo desaba,
e me faz lembrar o que é sentir mesmo que seja só nos pequenos momentos.
Ela não me salvou.
Mas me fez querer ser salvo.
Por mim mesmo.
QUEM SÃO?
Há muitos e muitos anos, um poeta revoltado
Escreveu Navio Negreiro, pois estava indignado
Com o povo que emprestava a bandeira para cobrir
A infâmia e a covardia que se viam por aqui!
E no palco da cidade, ao som do toque do tambor
Ouvia-se o poeta clamando ao Nosso Senhor:
“Senhor Deus dos desgraçados!
dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”
Quem são estes miseráveis sem acesso a habitação?
Nas praças, sob as marquises
Buscam no lixo seu pão
Quem são? E de onde vieram?
Quem são? E por que miseram?
Quem são? E o que fizeram
Para tal condenação?
Quem são estes que, transportados, piores do que gados, vão?
Subempregados, suburbanos, exaustos na condução
Sem ter moradia digna, nem acesso à educação
Sem saneamento básico, com parca alimentação
Quem são estes cidadãos?
Quem são? Quem são? Quem são?
Tantos anos se passaram, mas tão pouca evolução
Ainda se usa a bandeira para encobrir a inação!
E no centro da cidade, ao som do toque do tambor
Ressoa a voz do poeta, clamando ao Nosso Senhor:
“Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se eu deliro...ou se é verdade,
tanto horror perante os céus?!”
Sinapses Temporais
- Quando ela canta perto de mim,
- O sabor do feijão que só ela faz,
- Quando fica toda dengosa na época de TPM,
- Quando fica emburrada querendo toda a minha atenção,
- Quando o timbre de sua voz muda em uma de nossas conversas mais sérias,
- Como a gargalhada dela soa tão prazerosa com o meu jeito rudimentar e ácido,
- A grandiosidade da nossa União Indissociável
- A forma como ela me seduz, com seus negros cacheados cabelos
- Nossa eterna lua de mel
- Como nem mesmo o tempo quebra o nosso matrimônio emocional
- Como aos meus olhos, a silhueta dela sempre me fascina
- Única Majestade de todo este meu profundo coração.
Eu sei que por diversas vezes, ela testa a minha paciência de Buda, mas sabe quando você não consegue guardar ódio, rancor, nada de ruim em relação a uma pessoa em todo o planeta, então ela é o significado exato de uma equação insolúvel dentro do meu coração, e note-se o fato de que eu não gosto de ter contato físico com ninguém nessa vida, mas ela é capaz de atravessar a minha armadura, e fazer com que isso mude totalmente.
O tempo passa tão veloz ao lado dela, quanto mais a tenho, mais e mais eu a desejo, a energia é revigorante à nossa alma, seja escutando uma música junto, indo ao cinema, andando de bicicleta, ou até mesmo sentadas em uma calçada, conversando de pertinho, com ela é tudo tão incrível, é muito insano, tu perceber que alguém neste universo pode encher tanto o teu saco, te irritar, te fazer querer dar um golpe de muay thai e ao mesmo tempo, te roubar todo o fôlego, é ela sempre foi assim, desde a primeira vez que ela roubou toda a cena.
Claro que ela não poderia deixar de ter um temperamento tão igual ou mesmo semelhante ao meu, turrona, irredutível em algumas ocasiões, risonha, ciumenta, levemente agressiva, brincadeira, eu sempre amei os tapinhas que ela me deu, me dá e quem sabe um dia volte a me dar, nossa que absurdo, estou confessando por meio de um texto em prosa o quão apaixonada, eu sempre fui, sou e serei, por a única mulher que em toda a minha existência, foi capaz de despertar o real e sutil significado do verbo amar, amo porque amo, amo porque nasci assim para amar.
O mais engraçado, é que em meio a tanto amor, ela nunca conseguiu entender o quanto ela é amada por mim, ela jura a qualquer pessoa, que eu nunca a amei, que nunca a levei a sério, mal sabe ela, quantas vezes acordei no meio da madrugada, quantos horas foram gastas, exclusivamente pensando exatamente nela, sim, fotos, objetos, nada é capaz de ser tão penetrante em nossa alma, como a memória fotográfica da janela de nossos olhos, somos capazes de sentir fragrâncias e até mesmo o sabor de um beijo quente, que por vezes nos despiu.
Ah, se ela soubesse que quando ela fala, pego o controle remoto de minha vida e dou pause, para apreciar ela, mulher, menina, o maior e único, amor de toda a minha vida.
Escrito por
Madam Avizza
Em Santos,
As 16:54 de 07 de outubro do ano de 2023
Dedicado ao Leão de toda Selva do meu ❤️
Esperança, semente da vida,
Que em nossos corações germina,
Nos faz acreditar que há saída,
E que o amanhã será mais divina.
Rubens Alves nos ensinou,
Que a esperança é como um vento,
Que sopra forte e nos conduz,
Para além do nosso sofrimento.
Mesmo em meio à escuridão,
A esperança é luz que brilha,
Mostrando-nos a direção,
E nos dando a força que precisa.
Pois acreditar no amanhã,
É ter a certeza de que é possível,
Transformar a dor em alegria,
E viver uma vida mais incrível.
Então, sigamos firmes na jornada,
Com a esperança a nos guiar,
Pois o amanhã nos trará,
Um mundo melhor para se habitar.
Daí eu caia na real e percebia que eu só olhava seus lábios, será que era desejo do seu beijo?
Então, eu fico até perdido em meio a sua perfeição, meus olhos te beijando e minha boca trêmula em silêncio, meu corpo trêmulo pra fazer companhia a meus lábios, e seu abraço apertado e quentinho.
- para de tremer. Você dizia.
E eu não sabia o que fazer, lá no fundo do coração eu tinha palavras, mas elas não saiam de lá, alguma coisa me fazia emudecer, e só você olhar pra mim, já era suficiente pra você ouvir as declarações de dentro da minha alma.
Por várias vezes durante todos os dias, fico em silêncio repetindo seu nome dentro da minha mente e te chamo de meu amor, e digo o quanto gosto de você, também digo: que bom amor, que você gosta de mim assim também.
Ah .. suas mãos quentes e seu beijo tranquilo em meu rosto, seu corpo se arrepiando no calor do meu corpo.
Eu não sei que hora dizer, me dá um medo, então faço silêncio e escuto o som do nosso amor, dizendo, me abraça, não me solta, aperta mais um pouco, quero você aqui comigo pra sempre. Como fala esse amor. Ah... As palavras sinceras que esse amor fala em silêncio, repetindo o quanto a gente se gosta.
Borboletas no Jardim da Vida
Por Diane Leite
Quando eu era muito jovem, olhava para o futuro com olhos curiosos e cheios de expectativas. Aos 18 anos, ao me tornar mãe, comecei a imaginar como seria chegar aos 40. Pensava se estaria velha, se já seria avó, se teria conquistado meus sonhos. Lembro-me da avó do meu filho, que com apenas 33 anos se tornou avó. Ela era deslumbrante, uma mulher que desafiava o tempo, e eu a admirava profundamente. Pensava: "Será que serei assim um dia? Maravilhosa aos 40?".
Hoje, aos 40 anos, me percebo como uma mistura de dois mundos. Uma parte de mim gosta de dormir cedo, acordar ao nascer do sol, e encontrar nos primeiros raios de luz a serenidade para iniciar o dia. Outra parte, aquela que renasceu das cinzas, sonha, luta e busca mais. Redescobri minha força e meus desejos, não apenas como mulher, mas como uma centelha divina que entende seu propósito.
Aos 40, compreendi que a vida é feita de escolhas e prioridades. Passei anos colocando as necessidades de outros acima das minhas: amigos, namorados, familiares. Sempre dei o meu melhor, mas aprendi que o amor mais puro vem da reciprocidade. Hoje, eu sei dizer "não" sem culpa. Não porque eu ame menos, mas porque respeito a energia que ofereço a quem também me nutre.
Os relacionamentos que vivi foram capítulos essenciais do meu livro da vida. Cada amor me moldou de uma forma única. Com um, aprendi a me arrumar impecavelmente; com outro, entendi o valor da estabilidade financeira e emocional; e com aquele que talvez tenha sido o grande amor da minha vida, descobri a beleza do amor sem reservas. Esses homens, cada um ao seu modo, deixaram marcas em mim, e sou grata por isso. Não os vejo como ex-namorados, mas como professores da alma.
No entanto, a mulher que sou hoje sabe o que merece. Mereço o melhor porque plantei com amor e colhi com resiliência. Acredito na prosperidade divina, em um universo que nutre, não que castiga. Deus nos testa, mas também nos honra. Fé, para mim, é seguir de pé mesmo quando o mundo desaba ao redor. É amar mesmo na perda, é construir mesmo no vazio.
Aos 40, sei que sou multifacetada. Posso ser princesa, guerreira ou salvadora de príncipes. Posso escrever finais felizes ou reinventar histórias. Somos assim, mulheres: capazes de ser tudo, mas também dignas de cuidado e amor. Reconheço que minha jornada foi marcada por luzes e sombras, mas ambas me ensinaram a integrar meu ser.
E o jardim? Ah, esse jardim que cultivo hoje é minha maior obra-prima. Nele, plantei sementes de sonhos, nutrição e amor-próprio enquanto muitos estavam ocupados demais com a vida alheia. Com as mãos sujas de terra e o coração repleto de esperança, reguei cada semente com fé. Hoje, ao olhar para as borboletas que habitam meu jardim, posso escolher se quero admirá-las ou se desejo que uma delas permaneça.
O futuro? Ele é incerto, mas não me assusta. Sei que, enquanto plantar e regar com amor, terei sempre o jardim mais lindo para admirar e me orgulhar. E talvez, no fim das contas, a maior beleza esteja na jornada – nas mãos cheias de terra e no coração cheio de vida.
Assim sigo, plena, grata e em paz.
---
Autoria: Diane Leite
Perdão: A Liberdade Que Só Você Pode Dar a Si Mesmo
Autoria: Diane Leite
Perdoar é um ato de coragem. Não para os outros, mas para si mesmo. É libertar o peso que você carrega dentro de você, aquele que corrói por dentro, silencioso. Mas o que significa perdoar? Perdoar não é sobre o outro. É sobre como você escolhe reagir à dor. É abrir mão da prisão que você criou ao redor do que aconteceu.
E pedir perdão?
Pedir perdão é um ato de humildade rara. Não é sobre implorar para voltar, nem sobre apagar o passado. É sobre dizer: "Eu sinto muito." Sinto muito por não ter sido melhor naquele momento, por não ter compreendido, por ter julgado. Mas é também entender que o passado não pode ser mudado, apenas aceito.
Quantas vezes esperamos o perdão de alguém que nunca virá? E quantas vezes somos nós quem deveríamos ter pedido perdão? É fácil cobrar dos outros, mas difícil olhar no espelho e reconhecer nossas falhas. Quando foi a última vez que você disse: "Eu errei"?
E quanto ao perdão a si mesmo?
Ah, esse é o mais difícil de todos. Porque aí não há para onde fugir. Não há outra pessoa para culpar. É você e sua consciência, lidando com o que poderia ter sido diferente. Mas já foi. Já passou. E tudo o que resta é o hoje.
Se você carrega arrependimentos, lembre-se: você fez o melhor que podia com o que tinha. Com as ferramentas, a consciência e as limitações que existiam naquele momento.
"Só machuca quem está machucado."
Isso não é desculpa para o que as pessoas fazem. Mas é um lembrete de que a dor que elas causam muitas vezes vem de uma dor ainda maior dentro delas. E quando você entende isso, algo mágico acontece. Você para de carregar a dor como algo pessoal. Não é sobre o que fizeram com você, mas sobre como você reage ao que fizeram.
Imagine uma luz e coloque sua mão à frente dela. Observe como a pequena sombra de sua mão pode parecer um monstro na parede. Mas quando você olha para sua mão de verdade, ela é apenas isso: pequena, humana, imperfeita. Assim são as pessoas que te machucam. Assim é a sua dor.
Não podemos mudar o que o outro faz, mas podemos mudar como reagimos.
Se alguém te feriu, você tem 24 horas para sentir. Para chorar, gritar, dissolver. Passadas essas 24 horas, o peso que você carrega não pertence mais a essa pessoa. Ele pertence a você. E o que você foca, cresce.
Escolha a luz. Escolha o silêncio. Escolha a reciprocidade com sua essência, não com a atitude do outro. Não é fraqueza; é força. É liberdade.
Sobre expectativas:
O erro mais comum que cometemos é esperar que os outros sejam como nós. Que sintam como nós, que amem como nós. Mas as pessoas dão o que têm. E se não têm o que você precisa, nunca poderão te dar. Isso não as torna ruins. Apenas incompatíveis.
E o amor?
Não existe amor forçado, nem obrigação de ser amado. As almas precisam dançar juntas. Se isso não acontece, está tudo bem. O universo é vasto, e há milhões de almas por aí prontas para dançar com a sua.
A vida é curta demais para perder tempo em lugares que não nutrem sua alma. Plante sementes hoje, não apenas para você, mas para o todo. Plante tamareiras, mesmo que você nunca veja seus frutos. A verdadeira grandeza está em deixar um legado.
A combinação perfeita:
Seja 50% alma e 50% humano. Integre luz e sombra. Use sua dualidade para criar, para crescer, para amar. Não é sobre ser perfeito. É sobre ser inteiro.
Então, eu te pergunto: o que você está plantando hoje?
Gratidão e Luz
Por Diane Leite
Em cada passo, há um traço de fé,
Um eco do passado que nunca se desfaz.
Das sombras que um dia pareciam tão grandes,
Hoje são memórias que deixei para trás.
Do jornalismo às redes, da mãe à mulher,
De quem cria, cuida e também floresce.
Nunca deixei meu dom se apagar,
Pois quem sabe o que planta, sempre agradece.
Os monstros eram sombras, nunca reais,
Descobri a força que em mim sempre morou.
Não nasci para o silêncio, mas para expandir,
Meu intelecto é a luz que Deus me entregou.
Cada projeto é um sonho que ganha asas,
Cada batalha, uma lição para crescer.
Ser grande não é o que os outros enxergam,
Mas o quanto escolho de mim reconhecer.
Divina justiça, clara e fiel,
O amor que plantei, sei que virá.
Pois a unidade somos todos nós,
E na luz do outro, minha alma brilhará.
Gratidão à vida, ao dom, à jornada,
Ao lixeiro, ao vendedor, ao comunicador.
Pois cada um tem seu brilho e seu papel,
E juntos criamos um mundo de amor.
Que as críticas não pesem mais que os louvores,
E os elogios não me façam perder o chão.
Quem conhece o próprio caminho,
Sabe que as respostas estão no coração.
Sou Diane Leite, centelha divina,
Caio e levanto, mas nunca desisto.
O universo me dá o que é justo,
E no amor que cultivo, persisto.
Assim caminho com fé e certeza,
De que tudo que é belo me pertence, enfim.
Só quero o que nutre minha alma,
E faz do meu espírito um jardim.
Os desígnios de Deus, embora muitas vezes nos pareçam estranhos e incompreensíveis, são traçados com um propósito divino e perfeito. Há um filme que assisto de tempos em tempos chamado *Os Pássaros Feridos*. É uma história única, uma saga que atravessa mais de 60 anos, narrando o romance proibido entre um padre e uma jovem comum.
A trama se inspira na lenda de um pássaro espinheiro, que passa a vida buscando o espinho mais afiado para empalar-se. E, ao fazer isso, entoa um canto incomparável, mais belo que o da cotovia e do rouxinol. É um canto sublime, cuja perfeição só é alcançada ao custo da própria vida.
Quantos de nós, ao longo da vida, não nos ferimos em espinhos dolorosos, conscientes de que, apesar da dor, esses momentos podem extrair o melhor de nós? Esse filme fala sobre renúncia, não sobre religião, e carrega uma mensagem profunda e universal. Recomendo com entusiasmo, pois é uma obra que nos faz refletir. Espero que, um dia, você tenha a oportunidade de assisti-lo.
Toda história que não é vivida em sua plenitude — seja interrompida por um acontecimento inesperado ou uma revelação marcante — carrega em si a essência de algo extraordinário. No íntimo de nossas emoções, temos a tendência de eternizar aquilo que, por não se concretizar, permanece envolto em mistério e beleza.
É como o exemplo atemporal de um amor não correspondido ou nunca vivido em toda a sua intensidade. O desconhecido, o inalcançável, ganha um brilho especial justamente por nunca ter sido desvendado. Há algo poeticamente sublime no que fica suspenso no tempo, naquilo que apenas o coração ousa imaginar e que jamais será ofuscado pela realidade.
Estou sentindo uma saudade tão intensa de você que chega a doer fisicamente. Aqueles amores que julgamos perfeitos, na verdade, são vestígios de experiências que não foram plenamente vividas, fragmentos de histórias que ficaram inacabadas.
São situações que experimentamos pela metade, deixando em nós um vazio que clama por completude.
Para quem não tem propósito
Meu propósito não é um ponto fixo,
é um plano em construção.
Não busco um fim,
eu desenho caminhos.
Como o rio,
não importa onde começa ou termina —
importa o que cria enquanto flui.
Levo ideias, traço sentidos,
dou forma ao invisível.
Se há um segredo, é este:
não espere encontrar, cuide das suas águas.
