Cristianismo
Os que eram desprovidos da Glória, tornaram-se privilegiados na Graça, e uma vez providos da Graça, transformam-se em repositórios da Glória.
Enquanto múltiplos evangelhos são pregados dentro da caixa, para um público que desconsidera o mundo exterior, quem está fora anseia por algo genuíno e transformador. O importante não é o que está dentro da caixa, mas tudo o que retiramos dela.
No fim das contas, quando formos levados a escolher entre os baalins e o Senhor, nenhum dos que se dizem profetas ou sacerdotes, nos valerão de nada; nenhuma pirotecnia produzida por nossa incredulidade, terá qualquer efeito; nenhuma gota de tudo o que guardamos até então: nosso zelo, nossas reservas, nosso capricho, nossa vida, nada disso poderá ser mantido. Nos restará apenas o altar balneado, embebido, encharcado de nossa fé, restaurado na certeza de que, quando o Nosso Redentor se manifestar, o glorificaremos como Aquele que atende nossas preces, como Aquele que muda nosso destino para sempre.
Caminhar, ainda que seja um passo, de mãos dadas com o Senhor Jesus, é mais significativo e real, que caminhar léguas sem Ele. Enquanto o avanço desenfreado da incredulidade, do orgulho e da justiça própria só traz cansaço e lamento, cada centímetro percorrido com Cristo sempre resulta em alegria e novidade de vida.
Quanto mais adoramos, menos somos, mais perdemos, menos caímos, mais nos prostramos, menos lucramos, mais confiamos, mais dependemos, mais nos parecemos com Cristo, mais percebemos o quanto somos indignos...
Após cada quebra que vivo, quando sou refeito pelo oleiro, ninguém pode definir minha nova forma, senão ele mesmo, pois todos os nuances de minha existência estão na ponta de seus dedos, onde a cada amassar do barro disforme, em cada detalhe que esculpe, em cada giro da roda, vou sendo moldado como ele quer...
“Beber cerveja é fácil. Destruir seu quarto de hotel é fácil, mas ser um cristão é uma escolha difícil. Isso é rebelião.”
Jmmanuel para Saulo/Paulo: Tu, contudo, serás quem lançarás a pedra angular da loucura e da estupidez pela qual eu serei chamado de "Cristo" o "Redentor" por dois cultos religiosos e suas seitas teístas confusas e enganosas.
Nos dias de Jesus a Igreja era formada por 13 pessoas e mesmo assim revolucionou o mundo. Não precisamos de igrejas cheias. Precisamos de cristãos sinceros!
MATÉRIA DE DEUS
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O automóvel é criação humana. O automóvel não poderia criar-se a si mesmo a partir de sua não existência. O pensamento humano é detectado no automóvel, e o pensamento não é uma substância. A carne humana não está no automóvel, mas pode entrar no automóvel quando quer.
O papel é criação humana. O papel não poderia criar-se a si mesmo a partir de sua não existência. O pensamento humano é detectado no papel, e o pensamento não é uma substância. A carne humana não está no papel, mas a escrita humana registra o que vem do humano no papel.
O Universo é criação de Deus. O Universo não poderia criar-se a si mesmo a partir de sua não existência. O pensamento divino é detectado no Universo, e o pensamento não é uma substância. A matéria de Deus não está no Universo, mas pode entrar no Universo quando quer. E a consciência humana registra o que vem de Deus no Universo.
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Nhandeara, 15 de janeiro de 2015
Marcos Satoru Kawanami
A verdadeira felicidade pode ser encontrada somente em Deus, todos os outros prazeres nada mais são do que uma máscara vazia e são capazes de produzir apenas uma satisfação momentânea.
A alma humana é expectativa e desejo. A alma humana é tender para algo que ela não é. Nenhuma alma encontra plena satisfação em si mesma. A alma foi feita para a satisfação ilimitada, não limitada. Toda satisfação limitada implica necessariamente num elemento de insatisfação. Apreciar uma coisa qualquer significa naquele momento deixar de apreciar todas as demais. Embora uma satisfação limitada qualquer seja um símbolo da satisfação ilimitada em Deus, o próprio ato de satisfação é uma limitação. O indivíduo precisa perceber que subjacente a qualquer desejo humano há um elemento incalculavelmente maior que o objeto da satisfação. Há um elemento em sua alma que não pode ser exaurido pelo objeto limitado. O objeto da satisfação sempre termina antes de sua alma. O desejo da alma humana é ilimitado. Então apenas um objeto ilimitado pode satisfazer o desejo ilimitado da alma. A plena consciência dessa ilimitação da alma humana aliada à ausência de disposições para satisfazer essa mesma ilimitação é o que caracteriza a Santíssima Virgem. Para a Santíssima Virgem, a alma só se satisfazia com Deus, então ela não quis mais nada que não fosse Deus.
Aparentemente, ao defender as Cruzadas, São Bernardo estava defendendo a existência de um território estritamente cristão e Jerusalém deveria fazer parte desse território. Num primeiro momento, então, a finalidade dessa defesa era de ordem política. No entanto, a finalidade ia muito além disso. A raiz da defesa de São Bernardo estava fincada, inicialmente, em sua contemplação da cristandade. Em segundo lugar, estava em sua percepção de que era estritamente necessário dar para as pessoas de índole aristocrática um direcionamento espiritual.
Não podemos esquecer que na Idade Média a Europa era composta por várias tribos guerreiras. O mesmo acontecia entre os índios da América do Norte. São Bernardo, então, questionou-se acerca de como essas pessoas de índole aristocrática poderiam assimilar o cristianismo e alcançar a santidade. O anseio de orientar espiritualmente os guerreiros europeus foi a motivação principal para a defesa de São Bernardo às Cruzadas, para a fundação da Ordem do Templo e para o delineamento dos ideais de cavalaria. São Bernardo foi o primeiro santo que delineou a imagem do legítimo cavaleiro cristão. Ele percebeu que a vida estritamente monástica e contemplativa era inconcebível para a maior parte dos aristocratas europeus. Compreendeu que o centro mais elevado e concebível para uma imensa parte da população européia era a nobreza de caráter e decidiu fazer desse centro uma via de santificação para os europeus.
Os aristocratas europeus, apesar de professarem sinceramente o cristianismo, idealizavam suas virtudes como oriundas de figuras mitológicas não-cristãs. Essa dualidade foi um grande problema na Europa. Os aristocratas europeus possuíam dois conjuntos de valores positivos, porém incompatíveis. São Bernardo foi o responsável pela solução dessa incompatibilidade. E para pôr em prática essa solução, São Bernardo defendeu as Cruzadas.
As pessoas podem achar qualquer coisa das Cruzadas, mas o número de aristocratas que alcançaram a santidade nesse processo foi incalculável. E santidade sempre é bom. É claro que São Bernardo sabia que as Cruzadas possuíam uma certa ambigüidade e não durariam para sempre. Mas ele também sabia que as Cruzadas definiriam a imagem exata do guerreiro cristão, sendo isso indispensável para a civilização cristã. A convicção profunda que nós temos hoje de que a força deve ser usada em nome da generosidade, da justiça e da nobreza é herança de São Bernardo. Se não fosse por São Bernardo, até hoje acharíamos que existem os brutos e inescrupulosos de um lado, e os cristãos que aceitam apanhar passivamente do outro. Não haveria qualquer possibilidade de solucionarmos essa dicotomia. O cristianismo não teria assimilado uma boa parte da sociedade e a sociedade não teria assimilado uma série de valores cristãos. São Bernardo foi o responsável pela existência de muitos santos e pela existência de um mundo cristão.
