Criação e inspiração
Ninguém é obrigado a nada! Essa deveria ser, uma regra básica e fixa, para um convívio melhor e um respeito mútuo...
Inspiração? Onde ela foi parar?
O que aconteceu comigo? Porque as palavras insistem em fugir de minhas mãos?
Será que vai ser pra sempre assim? Será que um dia tudo vai voltar ao normal?
Porque a incerteza e a insegurança me dominam tanto?
Qual é meu problema afinal?
Será que me falta sabedoria, entendimento?
Será que só me faltam sentimentos?
[...]
Falta-me, talvez, mais alegria, mais carinho, mais abraços, mais beijinhos. Falta-me açúcar. Falta-me sal. Falta-me amor afinal.
O meu fututo começa quando eu acordo toda manhã... Todos os dias eu acho algo criativo para fazer com a minha vida... Assim vou sem pressa, construindo hoje aquilo que quero amanhã...Indo, sempre indo...E sempre levando você dentro de mim...
Ao admirarmos uma obra de arte, as vezes precisamos dar um passo atras para entendermos melhor, acontece o mesmo em nossos relacionamentos... as vezes precisamos nos afastar para enxergar melhor alinha do discernimento que turva nossas mentes
Chorar não vai diminuir sua dor, gritar não vai te acalmar, sorrir não vai te fazer melhor, esperar não significa que vai chegar.
Gênesis.
Deus já tinha você em mente quando resolveu criar todas as coisas. Criar o mundo somente era tarefa muito fácil, você era algo maior, bem maior. Você ficou pra depois por questões técnicas, de planejamento e maturação, talvez, como na produção dos melhores vinhos.
Tinha que haver pessoas e coisas pra que você se destacasse entre elas. A contemplação do belo só se dá quando acompanhada de outras. Também há a questão do ornamento, do acabamento e da perfeição, então Deus, como um exímio decorador, deixou que você fosse feita no ultimo clarão da aurora.
O feito as pressas, como no caso do mundo em 7 dias, as vezes, deixa muito a desejar e muitas imperfeições; basta olhar pra algumas fêmeas de sua espécie e saberás o que eu digo. Fazer você não era tão simples como dizer “haja luz” e ver que era bom. Foi preciso tempo, paciência, lucidez, dedicação, inspiração e muito esmero.
Enfim, hoje, depois de meses, vou poder olhar de verdade nos olhos do ser que Deus demorou bilhões de anos-luz pra arquitetar, lapidar, desenhar – ver que era bom – e nos presentear nessa vida tão curta e sem graça. Quiçá você vivesse em todas as épocas, certamente teríamos uma raça menos infeliz e tão desprovida de amor.
Todos, independente do que são, se sentem maravilhados a sua volta e se embebedam com sua doce presença. Você irradia felicidade a todos ao seu lado. Quanto a mim, todas as suspeitas do mundo exalam em meus poros, por um simples fato: eu a amo, desesperadamente. Espero que Deus crie uma como você, ou pelo menos parecida, a cada mil anos, pois que sem você não há chão, não há dias nem noites, não há nada.
Não se preocupe em levar a vida tão a sério, afinal, as melhores coisas são aquelas que vivemos da maneira mais intensa e simples.
PROFESSOR EDUCADOR
É comum, no período que antecede o início das aulas, terem as crianças uma certa expectativa, um certo desejo, antecipando o que será a escola. Têm, as crianças, a tendência de gostar do professor. É o gosto da novidade, do que não conhecem – é a aventura do aprendizado. Começam as aulas e algumas expectativas são superadas, outras frustradas. Alguns encontros se revelam marcantes, outros nem tanto. Há alunos que voltam para casa, dos primeiros dias de aula, desejosos de narrar aos pais cada detalhe de seus professores.
Em uma leve viagem ao passado, todos rapidamente nos lembramos de alguns professores. Por que desses e não de outros? Porque alguns marcam mais. E é desses professores que a pessoa se lembrará ao longo da vida.
Infelizmente, muitos professores se convertem em burocratas da escola. Estão ali exercendo a profissão de estar ali. E nada mais. Sem perfume nem sabor. Sem encontro nem encanto. Apenas ali, munidos de um programa determinado, e sequiosos do fim, já no começo. Tristes mulheres e homens que embarcam na profissão errada e lá permanecem aguardando a miúda aposentadoria. Não são maus. Apenas não são educadores.
Há aqueles que educam desde os primeiros raios da aprendizagem. Preparam-se para a celebração do saber e do sabor – palavras com a mesma origem. Lançam redes em busca de curiosidades, surpreendem e permitem surpreender; ensinam e aprendem com a mesma tenacidade. Estão ali, em uma sala de aula, desnudos de arrogância e ávidos de vida. Não temem a inquietação das crianças e dos jovens. Não negligenciam o conteúdo, mas valorizam os gestos. Gestos – é disso que mais nos lembramos dos nossos mestres que passaram. E que permaneceram.
Lembro-me de alguns, como a Ana Maria, professora de história, que nos instigava a estudar antes da aula o tema que seria trabalhado. Quando chegava a aula, ela propositadamente errava, e nós a corrigíamos. Era um jogo, uma didática simples que empregava. Eu chegava a sonhar com aquelas aulas. Ela despertava o gosto pela pesquisa e destravava os mais tímidos. Todo mundo queria corrigir a professora.
Talvez um exercício interessante para o professor seja o das lembranças. Lembrar-se, de quando era aluno, daqueles professores que eram educadores, e de repente ter a humildade de imitá-los ou até reinventá-los.
E não há tempo nem idade para fazer diferente. É só ter uma característica que Paulo Freire considerava importante para toda a gente mas essencial para quem educava: gostar de viver.
Quem gosta de viver não tem preguiça de reinventar, nem medo de ousar. Quem gosta de viver não tem medo de ternura, da gentileza, do amor.
Quem gosta de viver, educa!
O resgate da cidadania
Resgatar o conceito de cidadania nas crianças e adolescentes brasileiros é um desafio e, por isso mesmo, o principal objetivo do programa Mutirão da Cidadania - lançado pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. O objetivo é trazer à tona o sentimento de nação, de civismo, de solidariedade, de união e de amor aos valores dignificantes que têm sido cada vez menos apreendidos pelas novas gerações. O Mutirão será composto por diversas ações que visam ampliar nos estudantes da rede estadual de ensino a compreensão sobre questões essenciais à sua formação pessoal e profissional. A ética, a nobreza de caráter, o espírito de equipe, o respeito ao próximo e às suas diferenças de gênero, raça, credo e classe social, a preservação do meio ambiente - a começar pelo cuidado e valorização do espaço da própria escola -, o incentivo ao voluntariado e os estudos dos símbolos nacionais constituem as bases principais do programa. Uma das medidas que adotadas para a conquista desses objetivos é o hasteamento da Bandeira e a execução do Hino Nacional nas unidades de ensino, todas as segundas-feiras. A idéia é estimular a criação de espaços voltados ao resgate de valores ligados à vivência da cidadania, ao mesmo tempo em que a utilização da linguagem musical é otimizada como forma de expressão, comunicação e convivência. O programa será desenvolvido por meio de parcerias com as secretarias da Justiça, da Cultura, do Meio Ambiente e da Juventude, Esporte e Lazer, além de instituições como a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Procon e o Faça Parte. Juntas, essas entidades trabalharão a consciência cidadã dos alunos, incentivando a participação ativa dos jovens tanto na escola quanto na comunidade. Elas fornecerão orientações sobre a formação e administração de grêmios estudantis, a realização da coleta seletiva de lixo nas escolas - ressaltando a importância dessa ação para o ecossistema -, a criação de Bandas da Juventude nos estabelecimentos de ensino, a conscientização dos direitos e deveres do consumidor e o estímulo ao voluntariado, que se constituirá em exercício efetivo de solidariedade. Acreditamos que a prática dessas ações será fundamental para a formação de cidadãos críticos que possam ocupar, definitivamente, um lugar de destaque nos cenários político, econômico, social e cultural do Brasil. Vivemos numa sociedade mutante, diversa e repleta de peculiaridades. Independentemente disso, o mundo todo atravessa um período de mudanças radicais que alteram o comportamento das pessoas provocando fenômenos sem precedentes na história da humanidade. Basta lembrarmos o quanto a família se modificou adquirindo novos modelos de estruturação - o que não quer dizer que está mais presente na vida das crianças e jovens. Ao contrário, paralelo às mudanças na estrutura familiar, o mercado de trabalho tem exigido cada vez mais de todos, tornando o tempo que os pais dedicam aos filhos mais escasso quantitativa e qualitativamente. A carência afetiva é a porta de entrada para o recebimento de influências negativas do meio e da mídia - essas últimas por meio da exposição exagerada à televisão e ao computador, sem nenhum critério seletivo. O resultado desse processo é evidente quando observamos a inversão de valores fundamentais à vida em sociedade, favorecendo o consumismo exacerbado, o culto exagerado ao corpo, da superficialidade das relações e a ascensão acelerada da violência e das drogas. Com isso, o papel da escola hoje é muito mais amplo e complexo do que há algumas décadas. Cabe a ela não só ensinar, mas auxiliar a formar o cidadão. Outro fator importante de mudança está na universalização do ensino, que trouxe aos bancos escolares pessoas extremamente diferentes, muitas vezes provenientes de famílias desestruturadas e/ou com situação econômica precária. Essas crianças, até há pouco tempo excluídas do ambiente educacional, necessitam de cuidados e atenções redobradas dos professores. Com a política da escola pública para todos, a rede oficial precisou reestruturar a proposta pedagógica para acolher os mais variados perfis estudantis. Nesse sentido, O Mutirão de Cidadania é uma ferramenta mais do que importante para garantir aos alunos uma formação mais adequada aos desafios impostos pelo século XXI. Machado de Assis, o grande mestre da literatura brasileira, nos forneceu um alento para as adversidades quando disse: "Defeitos não fazem mal, quando há vontade e poder de os corrigir." Se depender de nossa vontade e de nosso esforço, a educação conseguirá, sim, cumprir sua função: ser a bússola para mostrar um norte, um caminho seguro em direção ao futuro.
Publicado no Diário do Grande ABC
A ciência nada mais faz do que procurar compreender a grandeza da Criação Divina. Quanto mais avança no estudo da Natureza e das suas leis, mais reconhece a harmonia e a inteligência que estão por detrás de tudo o que existe. De forma mais ou menos directa, quanto mais conhece os fenómenos naturais, mais reconhece o Poder e a Glória do Seu Autor.
O Homem não nasceu para trabalhar de forma subserviente e escrava, mas sim para ser livre, ser criativo, ser poeta. Talvez por isso alguns defendam que a palavra trabalho tem origem no nome de um instrumento de tortura.
Se a fé move montanhas... Imagina o que você poderia realizar atrelando coragem, vontade e determinação.
