Criação e inspiração
Quando se é criança, encaramos a imortalidade como um incrível super poder. Uma loucura! 50 ou 60 anos de vil insanidade, sofrimento e dúvidas já são difíceis de se levar. O homem nasceu pra ser feliz em certo período da vida, triste em outro, e inevitavelmente perecer como todas as coisas.
Esses dias, me vi imaginando infinitas possibilidades. Vi mais possibilidades do que achei que podia. E em todas elas, era colorido. Eu que sempre enxerguei tudo em preto e branco, vagando mais do que vivendo, me senti renovado ao ver aquele sol descendo no final do mundo, nos aplaudindo sentados na areia e descobrindo a sorte de esbarrar um no outro por essa vida tão tortuosa.
Aceitei que é melhor colecionar dores e não amores. As muitas dores ensinam, mas amor eu só espero viver um.
A melhor parte do meu dia é quando eu não preciso lidar com as pessoas. Quando não preciso responder perguntas, nem encarar os olhos piedosos. Esse momento que eu passo pela porta, sento na cadeira e sou só eu. Apenas eu, e nada mais.
Quando Deus fez a criação
Deu Eva de presente para Adão
Para o Sol uma constelação
Mas era a Lua sua grande paixão
No universo do amor
O possível perde a razão
A natureza das coisas fica sem conexão
Milagres acontecem no imaginário da imensidão
A contemplação desse amor
É instante de luz e calor
Vista quando a lua nasce
E o sol vai se por
Os poetas reunidos, aclamando o amor.
Fizeram um encontro de poesia
Tendo como tema o Sol, a Lua e suas sinas
O poema Perpetuação sintetizou tudo que acontecia
Deus atendendo aos pedidos
Decretou que para o amor tudo é possível
Criou o eclipse para o ato se concretizar
Aconselha-se nesse momento para céu não olhar
A lua minguantemente, se pôs a gargalhar.
O sol irradiante a brilhar
O universo a contemplar
Amor mais belo, jamais acontecerá.
ME DANDO SOPA
Meu compadre Zé
Companheiro que é
Me convidou pra tomar uma sopinha
Com a melhor cachaça que tinha
Má cheguei e sua bichinha
Que não é, comadre minha
Veie logo me dando sopinha
Mas, prato e colher não tinha
Compadre falava das coisas
E ela me dando sopa
Compadre ia pegar uma cachacinha
E ela me dando sopa
Compadre mostrava as coisas que tinha
E a bichinha, me dando sopa
Compadre dava uma saidinha
E ela me dando sopa
A prosa foi melhorando
E ela me dando sopa
O tempo passando
E ela me dando sopa
Compadre se abestalhando
E ela me dando sopa
A noite foi chegando
E ela me dando sopa
Compadre se embriagando
E ela me dando sopa
Fui ficando de água na boca
Compadre deu uma toradinha
Peguei a danada da sopinha
Me fartei da bichinha
..... Seguindo a Via-Láctea
Que é a rota mais certa
No expresso da imaginação
Que passa a noite por minha janela .....
A PELEJA DO SAPO
Me falaram de uma história
Que minha imaginação
Não acreditaria
Falavam de um Sapo
Que um certo dia
A lua engoliria
Fiquei tão impressionado
E imaginando
Como isso aconteceria
Um Sapo tão pequeno
E a lua tão grande
Como ele conseguiria
Falavam que era noite
E o Sapo na lagoa
Pela Lua se apaixonaria
Vendo o reflexo da Lua na lagoa
O Sapo planejou um plano
Que logo em pratica colocaria
Dando um mergulho na lagoa
Com a boca bem aberta
A Lua, ele engoliria
Prosseguindo o plano da sua vida
Saltou pra dentro da lagoa
Bebendo toda água que podia
Bebeu tanta água
Que sua barriga pequena
Nunca conseguiria
Saiu da lagoa boiando
E passou semanas rolando
Por que saltar não podia
Coitado do Sapo
Recebeu uma lição
Para o resto da sua vida.
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