Criação e inspiração
Um jogo que é uma vergonha
Imagina um jogo deste jeito: o campo é de pedra bem pontuda e acontece num dia muito frio.
Num time, os jogadores têm tênis e camisa de manga comprida e, no outro, os caras jogam
descalços e só de calção.
O time que tem tênis e camisa ganha fácil, dá aquela goleada! O outro fica a maior parte do
tempo tomando cuidado pra não cortar os pés ou então esfregando o braço arrepiado de frio.
Times iguais.
Pra mim, a diferença da vida entre nós, que temos escola e casa e as crianças que não têm é
um jogo assim. Quem não tem, perde sempre.
Não acho que todo mundo que tem as coisas é culpado por causa dos outros que não têm, mas
isso não quer dizer que a gente não possa fazer nada. Porque pode.
Porque, se a gente quiser jogar um jogo justo, pode exigir que os dois times sejam iguais, para
começar. Casa e escola.
Não acredito que as crianças de rua viveriam na rua se tivessem outro lugar melhor pra escolher.
Se a gente não exigir que todo mundo tenha casa e escola, vai sempre ficar jogando esse jogo
besta.
Ganhando de dez a zero de um time tão fácil, mas tão fácil, que não vai mais ter o gosto da
vitória, vai ter só vergonha.
Criamos conflitos com o tempo, como se ele não fosse um ser, e a menos que façamos as pazes com ele agora, viveremos uma realidade supratemporal e passaremos a vagar no passado ou futuro, atestando a nossa insanidade mental.
Por que apressar o rio? Deixe-o correr só. Melhor ver sua corrente fluindo livre, refletindo a beleza da vida, do que vê-lo seco, esgotado pela pressa.
Bruno Coração
Talvez a melhor coisa que tenha após um dia, árduo e cansativo, de serviço seja ter para quem voltar.
Ter um alguém que independente de quem quer que seja, esteja lhe esperando.
Mesmo com um tímido sorriso no canto da boca, mas que expresse a sensação de alivio e saber que a parte que faltava retornou aos seus.
E dessa forma pode dizer... Boa noite!
Coisas sutis, mas que são percebidas por um rei, que ao seu redor, tem como família real e súditos, portas, janelas, espelhos, tornando suas noites frias, mais frias ainda.
Lágrimas, alimentam o voraz monstro que se esconde em um vale bruno outrora chamado coração.
Engraçado pensar que o amanhã será melhor que o hoje e diferente do ontem.
O mal do século é a solidão, cada um em sua própria arrogância esperando um pouco de afeição.
O ontem sempre será o ontem, o hoje daqui a alguns instantes se tornará o ontem, mais o amanhã esse sim, nos apegamos de uma tal maneira e força acreditando que tudo será diferente, verdade ou não só saberemos disso amanhã!
Quando criança me perguntava o que eu queria ser quando crescer, mesmo estando bem mais velho ainda continuo querendo a mesma coisa da época pueril
Amado...
Não ficamos velhos quando pessoas que vimos crianças se tornam adultas, mas sim quando vemos adultos que nem se lembram que já os vimos quando crianças, é sinal que realmente se passaram vários anos
"Brincando de amar"
Amor brincando no peito,
qual criança a saltitar,
desperta sonhos e anseios,
faz o coração dançar.
É chama que aquece a alma,
sopro doce e encantador,
traz consigo a paz e a calma,
é leveza, é puro amor.
Nas batidas compassadas,
eco de um doce sentir,
o peito vibra em jornadas,
de um eterno existir.
Sorriso que se abre em flor,
melodia em cada olhar,
é o amor, singelo e puro,
que nos ensina a amar.
Não se faz mais crianças como antes, a inocência é mais que banalizada, a vida se tornou um ringue de competições sem respeito, a educação e a ética na verdade viraram palavras retrógradas, falar de religião é mexer com a raiva dos intolerantes.
Em tempos de pandemia nos restam pensar que dias melhores virão e que sairemos bem dessa, apesar das sequelas. Que não nos falte esperança!
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