Criação e inspiração
"É melhor ser um pé de madacaru, do que uma árvore que dá sombra . Sabe por quê? Porque sendo um mandacaru, ninguém ousará a mexer contigo e muito menos aproveitar-se de você. Mas,se preferir ser uma árvore que dá sombra,fique na certeza, de que todos a sua volta,irão aproveitar-se de você e de sua boa vontade,como se não houvesse amanhã."
---Olívia Profeta---
E se tudo está dando errado, recomece do zero. Tente uma, duas, três, ou melhor, tente infinitas vezes, até que tudo encontre equilíbrio. Se deu certo, ótimo! Mas só não esqueça de agradecer.
"Faça do seu cansaço um exercício de fé. Não sente, não deite: inspire-se no nosso Senhor Jesus Cristo, pois Ele é a nossa fortaleza e o nosso alicerce seguro!"
Nenhum homem que está tentando melhorar merece ser chamado de fracasso - nem por outros, nem por si mesmo.
O que dizer quando se espera demais de uma pessoa?
O que dizer quando você cria uma pessoa em sua imaginação e ao conhece- lá toda aquela imagem positiva que você tinha dela se desmorona como se o seu pilar central tivesse caído deixando todos os outros pilares frágeis demais para sustentar toda a estrutura?
Talvez eu tenha criado expectativas demais criado um ser que eu achei que existisse quando tudo não passava de uma simples imaginação.
E ainda sou julgada por não tentar entender um ser humano assim.
Se uma mulher não pode me oferecer
uma vida melhor do que a que eu já
tenho sozinho, é melhor eu continuar
solteiro.
____Sim__
Boa noite
😴
Se até o Barulho das nossas Lágrimas chega aos Céus, imagina o Barulho da nossa Oração!
Façamos Barulho!?!
Há quem pense que Deus só ouve palavras perfeitamente organizadas, discursos eloquentes ou orações longas.
Mas a história da fé sempre revelou outra verdade: o Céu reconhece sons que a Terra nem sempre consegue explicar.
As lágrimas silenciosas têm voz!
Elas denunciam a dor que a boca já não consegue traduzir.
Gritam quando o coração está cansado, quando a esperança parece pequena e quando a alma insiste em permanecer de pé, mesmo ferida.
E, se até esse silencioso barulho alcança os Céus, quanto mais a oração que nasce de um coração rendido e machucado.
Orar não é informar a Deus sobre aquilo que Ele desconhece.
Ele sabe de todas as coisas!
É declarar que, apesar das circunstâncias, continuamos acreditando que existe um Deus capaz de transformar o que parece impossível em testemunho, o deserto em caminho e a espera em propósito.
O mundo faz barulho para espalhar medo, desesperança e confusão.
A fé faz barulho para anunciar confiança, esperança e vida.
Cada oração sincera rompe o silêncio da resignação.
Cada joelho dobrado desafia a lógica da derrota.
Cada “amém” pronunciado com convicção ecoa muito além das paredes ou abismo onde foi dito.
Talvez o milagre que esperamos ainda não tenha acontecido porque estamos ouvindo mais o barulho do mundo do que o da nossa própria fé.
Então, que nossas orações sejam mais altas do que nossos medos.
Que nossa confiança fale mais forte do que nossas dúvidas.
E que nossa esperança nunca se cale diante das “impossibilidades”.
Porque, se até o Barulho das nossas Lágrimas chega aos Céus… imagine o Barulho da Nossa Oração.
Façamos barulho!?!
O Céu continua nos ouvindo!
Amém?!?
Nas gôndolas da política-espetáculo só há aquilo que os apaixonados admiram: criadores de conteúdos.
Não de ideias nem caminhos.
Muito menos de soluções.
A política, que deveria ser o espaço mais rígido do pensamento coletivo — onde conflitos reais da sociedade são encarados com responsabilidade — foi lentamente convertida num palco onde o que importa não é governar, mas performar.
O político deixa de ser um mediador de interesses públicos para tornar-se um personagem que precisa alimentar diariamente a máquina da visibilidade.
Nesse mercado, a coerência vale menos que o engajamento.
A profundidade perde para a viralização.
E o compromisso com a realidade torna-se um obstáculo para quem precisa produzir narrativas rápidas, emocionais e constantemente inflamáveis.
Assim, a política vai sendo reorganizada como um grande shopping de convicções prontas: cada público escolhe a vitrine que mais agrada ao seu afeto, ao seu medo ou à sua raiva.
E, como bons consumidores, muitos já não querem ser confrontados com fatos — preferem apenas ser abastecidos com conteúdos que confirmem suas paixões.
O resultado é uma curiosa inversão: nunca se falou tanto de política, e talvez nunca se tenha pensado tão pouco sobre ela.
Porque quando a política vira entretenimento, o cidadão vira audiência.
E quando o cidadão aceita ser apenas audiência, o poder agradece — afinal, plateias não governam, apenas aplaudem ou vaiam conforme o roteiro do dia.
No fim das contas, o problema não está apenas nas prateleiras dessa política-espetáculo.
Está também nos consumidores que já não procuram estadistas, pensadores ou construtores de futuro.
Procuram apenas o próximo conteúdo que lhes retroalimente seu viés de confirmação.
A gente só para de flertar com a m0rte todos os dias quando descobre que o melhor dia para se viver é hoje.
Há uma espécie de suicídi0 muito silencioso que pouca gente se atreve a nomear como tal.
Ele não acontece apenas nos gestos extremos, nas decisões finais ou nas manchetes trágicas.
Às vezes, ele se instala gradualmente, no adiamento crônico da vida, na rotina de empurrar para amanhã aquilo que já pede coragem no agora, na mania de sobreviver sem realmente habitar a própria existência.
Muita gente não quer m0rrer — quer apenas descansar da exaustão de existir sem sentido.
E é justamente aí que mora o flerte cotidiano com a m0rte: quando se abandona a urgência de viver.
Viver, porém, não é apenas respirar, cumprir tarefas, pagar contas e colecionar ausências disfarçadas de compromissos.
Viver é reconhecer que o tempo não faz promessas.
O amanhã é uma hipótese muito elegante, mas continua sendo hipótese.
O hoje, com todas as suas imperfeições, é a única matéria concreta que temos nas mãos.
E talvez amadurecer seja justamente isso: perceber que a vida não começa “quando tudo se ajeitar”, “quando a dor passar”, “quando houver mais dinheiro”, “quando a paz finalmente chegar”.
A vida está acontecendo agora — inclusive no caos, inclusive nas faltas, inclusive enquanto ainda estamos tentando entender quem somos.
Há quem flerte com a m0rte não por desejar o fim, mas por tratar a vida com permanente negligência.
Negligencia os afetos, as pausas, a própria saúde, os pedidos de socorro da alma, os sinais do corpo, os vínculos que importam, as palavras que deveriam ser ditas enquanto ainda há quem possa ouvi-las.
Age como se viver fosse um ensaio infinito, como se sempre houvesse tempo para recomeçar, pedir perdão, recalcular a rota, amar melhor, ou simplesmente descansar.
Mas nem todo adiamento é prudência; às vezes, é desistência parcelada.
Descobrir que o melhor dia para viver é hoje não é um clichê otimista — é uma revelação muito dura.
Porque obriga a gente a encarar a própria covardia, os próprios álibis e a confortável ilusão de controle.
Nos obriga a admitir que há muita m0rte disfarçada de rotina eficiente, muita apatia travestida de maturidade, muito medo chamado de prudência.
E, ao mesmo tempo, essa descoberta também liberta: porque devolve ao presente a dignidade que o imediatismo e a ansiedade roubaram.
Faz a gente entender que viver bem não é ter a vida perfeita, mas parar de oferecer o próprio tempo em sacrifício a tudo aquilo que nos afasta de nós mesmos.
Talvez a grande virada aconteça quando deixamos de esperar uma razão extraordinária para viver e passamos a reconhecer a grandeza escondida no ordinário: no abraço ainda possível, na conversa adiada que enfim acontece, no descanso sem medo e sem culpa, na lágrima que finalmente se deixa rolar, no riso que interrompe o peso do mundo — ainda que por alguns segundos.
O hoje não precisa ser grandioso para ser valioso.
Ele só precisa ser vivido com presença — e não desperdiçado como se fosse descartável.
No fim, flertar com a m0rte todos os dias talvez tenha menos a ver com desejar partir e mais com não se permitir ficar por inteiro.
E viver, em sua forma mais honesta, começa quando a gente decide parar de se ausentar da própria história.
Porque o melhor dia para viver não é o dia ideal, nem o dia fácil ou o prometido.
É este.
O único que realmente chegou — o agora.
