Creio
"Creio que ninguém está totalmente SÓ como CRÊ. Tampouco outras RODEADAS o suficiente de várias pessoas que não possa compartir com mais alguém."
—By Coelhinha
"O Deus que eu creio e sirvo nunca falha.
Ele supera em me realizar tudo aquilo que eu jamais sonhei conquistar.
Sou sua herdera na graça, no amor dEle por mim.
Que eu seja prospera com a tua sabedoria, com a tua unção, prospera em usar-me pra engrandecer mais e mais Teu santo nome.
No amor, no mover do Senhor na minha vida e daqueles que verão a tua glória...Prospera-nos. Amém."
—By Coelhinha
Sou, creio, um homem a quem a vida muito tem dado, mais do que mereço. Tenho alegria de viver, amo a vida e sempre a vivi ardentemente.
Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.
...MaisEu creio se for para propagar que seja o amor semeando a paz entre os homens para termos um amanhã verdadeiro;
Pois o silêncio pode te encontrar e quando se der conta que o entender da violência é o grande problema dos lideres viveremos melhor;
Desfaça o ódio e substitua com sorrisos, compreensão e esperança que alimenta um futuro não tão distante;
Por que ele existe não o vejo, mas creio na sinceridade dele que tanto sei que já não cabe em meu coração;
Creio que me restauraste com o seu ar apaixonante curando a meu pobre coração;
Fez com que despertas em mim sentimentos adormecidos no qual me envolve-se com o que há de mais importante;
Sonho com um abraço teu, sua mão me acariciando dando-me atenção para que eu possa cultuar a tua graciosidade;
Sim eu creio... Em cada momento da minha vida... Não por ter sido enganado por várias vezes, mas por ter esperança de encontrar alguém que eu possa depositar toda a minha confiança de verdade;
Nem tudo está perdido como muitos pensam... A vida é muito mais! E eu não a espero fazer nada por mim e sim faço o que o meu coração acha o que é certo;
Para a minha loucura exagerada creio eu que não haja remédio
Mas para o amor em meu coração creio eu que você!
Creio eu que não devemos lamentar pelo que não aconteceu, mas dar graças às oportunidades assim concedidas;
Eu ainda creio que exista um sentimento arrebatador
No qual direcione a felicidade impulsiva e nos faça humano;
Não creio que o desprezo desate quais querem que sejam os problemas
Mas sim o sorriso sincero que se esquiva;
Creio eu
Que talvez, o segredo
A bem viver a vida
É guardar sempre pra si
Um pouco de coragem
Misturada ao medo
Saber viver as alegrias
Mas só um pouco dela a cada dia
Penso
Num momento de silêncio
Em meio ao caos
Nem todo mal
Nem todo bem com muito afã
Pra que a vida seja bela
Deixe um pouco da tristeza
Para vivê-la também amanhã
Feche a janela para o Sol
Deixe entrar a escuridão do dia
E você sorrirá
Pra luz do Sol de amanhã
Não se come todo o almoço
Numa única garfada
É preciso tempo pra esfriar
Consolidar, brotar, crescer
Secar e até morrer
Não sinta pressa em livrar-se de nada
Cedo ou tarde as coisas se vão
O tempo é que rege essa vida
E é sempre bom ter lágrimas nos olhos
Pra que se contenha as risadas
Mesmo que elas venham
Vão passar
Pois tudo passa
Tudo e nada
Solidão também faz companhia
Penso eu, que a graça da vida
É saber dividi-la
Não se vive tudo de uma vez
De um fôlego só
Uma só voz
É preciso guardar sempre um pouco
de lágrimas e de sorrisos
E, quem sabe, a presença
de alguém que seja louco o suficiente
Para estar
Sempre presente em nossas vidas
E queira estar com nós.
Edson Ricardo Paiva
Hoje, surge meio que atalhado
Creio que seja esse meu jeito
Esse jeito meio que imperfeito
De olhar sempre de lado
Para as coisas do horizonte
Surge um Sol minguante, meio alaranjado
Emerge uma luz meio apagada
Iluminando meio que quase nada
Na fresta por entre as telhas
Restando um pouquinho pra cada telhado
Era o ventre do mundo, era uma luzinha assim...de nada
Reflete no espelho, me olhando de esguelha
Repetindo a imagem de alguém que hoje sou
Mas que ontem não era eu
Esse é algo que eu resgatei
Antes que se perdesse por completo
Pode ser que seja ainda alguém
Quem sabe ainda tenha uma alma
Eu sei que, ao caminhar na chuva, se molha
E, que ao pisar na folha, chega quase a barulhar
Mas elas farfalham também ao vento
Quem sabe todos nós, sejamos folhas que arremedam gentes
Hoje, surgiu meio que atalhado, o Sol
E eu olhei-o meio de soslaio
Percebi como sou diferente das folhas
As folhas são filhas de Deus e se quedam
Eu caio.
Edson Ricardo Paiva.
De tantas ruas quanto atravessei
Quantas mãos eu segurei
Creio sejam tantas quantas me largaram
Quantas delas, ao longo do caminho
A gente pode confiar, não sei
Creio sejam tantas quantas
Hoje eu vejo aqui por perto
Estando assim, sozinho
Quantas pressas eu vivi
Nenhuma dessas eu guardei
Ficaram todas tão perdidas e esquecidas
Quanto os pés que alcançam
O outro lado
Das ruas que a vida atravessa
Cada esquina fria
Cada olhar atrás se esconde
Onde estão tantas cortinas
Vãos, desvãos, janelas e retinas
Todo olhar que nos espia e vê
Cada rotina
Nossas mãos perdidas
Esquecidas e vazias
Quase tão vazias quanto as nossas vidas.
Edson Ricardo Paiva.
Poema de infância.
Uma folha de papel
Creio eu que era de pão
Nem chegava a ser folha inteira
Acho que meia folha não era
Creio eu que era quase meia
Era infância ainda
Talvez fosse um dia de verão
Creio eu que era primavera
Só me lembro que fazia uma tarde linda
Creio eu que depois choveu
Faz muito tempo aquele dia
E, se é que choveu
A chuva foi mais linda ainda
Era um tempo de paz, talvez
Não existe certeza de mais nada
Hoje eu penso que paz nunca houve
Então eu desenhei um peixe no papel
Me deixem chamá-lo assim, de peixe
Pode ser que fosse um golfinho
Pois não caberia uma baleia
Numa folha tão pequena, diminuta
Que não chegava nem a ser meia
Daquelas que, na alegria da infância
Se cata na ventania
E guarda pra sempre na alma
Com a calma dos anos passados
Mas agora eu compreendo
Que momentos bobos assim
São os que vão ficar eternizados
Uma tarde chuvosa
Num papel amassado
O mesmo sol, que hoje arde no céu
Mas compreenda
Que há tardes em que brilha diferente
O Sol, o céu, o golfinho, a felicidade
Na verdade essas coisas existem
Muito menos neste mundo em que vivemos
E muito mais
Aqui, no coração da gente.
Edson Ricardo Paiva.
Creio que me seja preferível
Viver de saudade, talvez até
de insanidade, uma curta loucura de mentira
À viver as verdades que amanhecem com os dias
Eu acho que esse quotidiano mundano
É horrível demais, para vivê-lo assim
da maneira que ele me vem
Prefiro conversar com as almas do além
A gente vai falando sobre as coisas
que nos eram costumeiras
lealdade, coragem, galhardia e outras besteiras
bobagens que não fazem mais
parte deste infame dia a dia
em que impera a covardia
na triste realidade
Que os modernos amanheceres nos apresentam
Calço meus chinelos e vou ao quintal
até os voos mais inocentes
das transeuntes borboletas soam falsos
Elas dão-me a impressão
Que se esqueceram como se voa
e voam à toa um voo desajeitado
De inseto que não poliniza nada
Voa um voo meio que andando
de vez em quando vêm-me a impressão
Que ela está a ponto de pedir minha ajuda
A vantagem que vejo no inseto
é que ele voa mal, mas voa quieto
seu voo suicida de quem se autoatropela
Deus fez muito bem
Em fazer da borboleta
Uma criatura muda e bela
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