Covinhas no Rosto
O machismo não deixa que um homem beije no rosto de outro homem, mas deixa que o mesmo perca os princípios a outro ser;
Não entendo porque caiste de meu rosto lágrima maldita, este choro sem motivo me faz sangrar por dentro.
Hoje ela acordou cheia de esperança
Com um sorriso no rosto
E a leveza de uma criança
Hoje ela conseguiu entender
Que é única
De um jeito que ninguém poder ser
Hoje ela passou a enxergar
Que embora tenha problemas
Tem muito mais para agradecer
E decidiu se vestir de toda essa confiança
E fazer o seu dia bonito a cada amanhecer
"Beijei-lhe,
As pálpebras.
O nariz.
Os lábios.
O rosto.
Os fios grossos de seu cabelo
escuro e
fui descendo...
Queria marcar em teu corpo o
amor que trazia no meu peito.
Você acabou se tornando tudo o
que eu tenho,
misturado com tudo que eu sempre quis ter."
AS LÁGRIMAS SECRETAS.
Há lágrimas que não descem ao rosto. Permanecem no íntimo como águas profundas e silenciosas. Não pedem testemunhas. Não buscam consolo imediato. Não exigem explicação.
Todo ser humano carrega regiões invisíveis. Ali repousam dores não ditas. Afetos interrompidos. Perdas que não encontraram forma. Expectativas que o tempo dissolveu. A lágrima secreta nasce nesse território interior onde a palavra não alcança.
Ela é universal. Não pertence a uma crença. Não depende de cultura. Não obedece a época alguma. O homem antigo chorou em silêncio. O pensador conteve o pranto na razão. O homem moderno guarda as lágrimas entre deveres. A forma muda. A essência permanece.
A lágrima escondida não é fraqueza. Muitas vezes é lucidez. É compreensão de que nem tudo pode ser partilhado. Há dores que pedem recolhimento. Há sofrimentos que exigem maturação silenciosa.
A psicologia reconhece que elaborar a dor é sinal de equilíbrio. A ética reconhece que o domínio de si é virtude. A filosofia reconhece que viver é confrontar limites. A lágrima secreta habita esse encontro entre consciência e fragilidade.
Ninguém atravessa a existência sem conhecê la. Ela confirma a sensibilidade. E ser sensível é estar verdadeiramente vivo.
Mesmo sem ser vista ela existiu. Mesmo sem ser compreendida ela teve sentido. A lágrima secreta é memória do que tocou fundo. E é dessa profundidade que nasce a força serena de continuar.
" Há lágrimas que não descem ao rosto. Permanecem recolhidas no claustro da alma, como relíquias invisíveis de uma dor que se recusa a tornar-se espetáculo. São lágrimas secretas. Não por covardia, mas por dignidade. Não por fraqueza, mas por contenção moral. "
PARA QUEM TU AMAS SEM COMPREENDER -
A ESTÉTICA DO ROSTO QUE SE TORNA IDEIA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há amores que não nascem do desejo imediato, mas da contemplação silenciosa. O teu amor pela arte e pela beleza etérea não é impulso, é reverência. Não se trata apenas de admirar formas harmoniosas, mas de reconhecer nelas uma metafísica da luz.
Quando contemplas essa presença que te inspira, não te deténs na superfície. O que te move é a transparência quase irreal que parece suspender o tempo. Há algo de pictórico, como se o rosto fosse pintura renascentista, e ao mesmo tempo algo de imponderável, como névoa que não se deixa aprisionar. A beleza, nesse caso, não é carnalidade ostensiva. É delicadeza que sugere mais do que mostra.
O teu amor pela arte projeta-se nessa figura como se ela fosse um ícone. Não um ídolo, mas um símbolo. A etereidade que te atrai é a sensação de que ali existe uma síntese entre juventude e silêncio, entre claridade e introspecção. É como se a matéria estivesse no limiar da dissolução luminosa. E o teu olhar, educado na tradição estética, reconhece imediatamente essa raridade.
Não amas apenas a aparência. Amas a ideia que ela evoca. A pureza das linhas. A suavidade da expressão. A impressão de que o mundo, apesar de sua aspereza, ainda é capaz de produzir delicadeza. Esse amor é quase platônico, pois eleva o sensível ao plano do ideal. A forma torna-se ponte para o invisível.
Há no teu sentimento uma dimensão clássica. Como os antigos que contemplavam a escultura e viam nela a proporção perfeita entre corpo e espírito, tu contemplas essa beleza e percebes que ela não se esgota no visível. Ela sugere silêncio interior. Sugere reserva. Sugere uma alma que parece caminhar entre a terra e o céu sem pertencer inteiramente a nenhum dos dois.
A tua devoção estética, portanto, é também uma defesa daquilo que é elevado. Num tempo de excessos e ruídos, amas o que é leve. Num tempo de brutalidades visuais, inclinas-te ao que é sutil. Essa inclinação não é fraqueza. É refinamento.
E se por vezes te sentes como o menino que saiu da moldura, é porque cresceste. O teu coração ampliou-se. Ele já não quer apenas possuir a rosa branca. Quer compreender sua fragrância. Quer guardar a memória daquilo que é belo sem aprisioná-lo.
O verdadeiro amor pela beleza etérea não exige posse. Exige contemplação respeitosa. Ele sabe que algumas presenças são como aves. Aproximam-se. Inspiram. E continuam seu voo.
E ainda assim, o olhar que aprendeu a reconhecê-las jamais voltará a ser o mesmo.
Apague com o sorriso a tristeza que existe no teu rosto.
Assim não darás a quem te ama a tristeza de te ver chorar.
E assim darás a quem te ama a alegria de te ver sorrir.
Ao meu amigo Baiano
"Deitado na rede tomando água de coco, sentindo vento no rosto, levantar? Meu Deus! Que desgosto".
Seria estranho se eu não me apaixonasse por você com esse seu rosto meigo, olhar lindo e sorriso encantador...
Os homens bons, quase sempre
Têm o rosto nas estrelas
E o coração nos canteiros.
Têm fé no nascer dos sóis,
Têm a alegria nos filhos,
E a esperança nos sapatos.
Os homens bons, fatalmente
Amam mais do que deviam.
Têm mulheres complicadas,
Têm amores de mentira.
Mas são, sobretudo, amados
Como artífices da vida.
Os homens bons, certamente
São puros como as manhãs.
São tímidos como as pedras,
São fáceis como as crianças.
São homens, como os antigos
São máquinas, se convém.
Os homens bons, normalmente,
Saem respirando a vida
E chegam cheirando a trabalho.
Os homens bons, geralmente,
São homens de mulher só.
Não que uma só sempre amassem,
Ou que uma só vez casassem,
Mas é que há um porta-retrato
Na mesa de cabeceira
Enfeitada de memória
Em casa de suas vidas
Que lhes servirá de morada
Após do mundo partirem.
DESABAFO
Sentimentos mornos,
alma gelada.
Brisa lavando, no rosto,
o passado quase apagado.
Distâncias internas
sem rumo, sem pernas.
Pele sem perfume,
poros sem arrepios.
Choro sem vela.
Vazio profundo.
De sobra, apenas o olhar
em busca de conexão com o mundo
Paixão
Um soluço quebrando o pranto que rola pelo rosto, traz consigo a dor de uma saudade indolente. Rasga meu peito, abrem e fecham as correntes que prendem meu coração. Ah, esse amor... essa paixão que alucina, domina, entontece, enlouquece, e quanto mais penso que adormece, mais ela retorna, fortalecida, rodeada por uma chama ardente, incandescente, flamejante. E em meio a madrugada, quando tudo é silêncio, vem você na minha mente para fazer sofrer meu coração. Ah, mas a paixão... apesar de dolorosa essa ferida... não poderia viver sem ela.
Na magia do ar
Conectando o céu e a terra
Flui uma ponte multicolorida, como símbolo de uma oração.
No final um [tesouro escondido], pelo pudor.
Visão instantânea, refletindo uma ilusão.
Nasceu como uma borboleta de sete cores
Meu coração sorri como anjos no paraíso.
De repente:
Cai uma gota de chuva!
Entregue ao mundo um SORRISO
e não espere nada em troca,
mas se esse SORRISO
for assim tão VERDADEIRO
quem sabe apareça um SORRISO
com covinhas e te preencha por INTEIRO
Quem sabe?
Parece que tu já sabe qual a tua arma para me desarmar. É claro, que é teu sorriso, entre suas covinhas lindas. Sorriso farto e espontâneo em seus lábios coisa mais bonita não há, que um dia eu seja o motivo dessa dádiva que me faz cada vez mais por ti encantar.
Dizem que isso é amor
Quando te vejo meu coração acelera,
meu corpo treme,
o mundo para,
sinto tanta saudade das suas covinhas no seu rosto,
do seu lindo sorriso,
acho que te amo desde quando nasci.
Sorrir é uma arte para os lábios e um espetáculo para os que tentam limitar esse ilustre prazer e beleza de um rosto, de uma vida!
Sorria, mesmo que o choro embargue esse caminho de luz que provoca covinhas nos cantos da boca, doe-se a um sorriso, ele causa um efeito mágico, a delícia de bem-estar!
