Corrupção
Com tanta violência e corrupção na política, somos mais livres dentro da nossa própria casa, e, prisioneiros ao andar nas ruas e praças.
Entre guerras constantes, corrupção institucionalizada, burocracias que esmagam vidas e a banalização da morte, descobre-se que um país só é respeitado pelo mal que ele pode causar.
Onde um político pode votar o próprio salário, a democracia revela sua corrupção; somente a lei que garante proteção ao indivíduo é soberana e igual para todos.
Os corajosos são aqueles que enfrentam as mentiras, a corrupção e as traições com pouca sabedoria, reconhecendo que sua força, inteligência e determinações vêm de Deus.
Toda corrupção atrai mais corruptores, os quais serão, mais cedo ou mais tarde, punidos, presos e passíveis de exoneração.
Receita de corrupção fresca:
1. Pegue três poderes distintos e homogeneíze-os.
2. Misture-os em todo tipo de processo.
3. Em casos específicos, acrescente justamente aquele que mais precisa “fermentar”.
4. Sirva quente: a maioria nem vai perceber.
É desanimador quando palavras como combate a corrupção e patriotismo saem da boca da hipocrisia e desonestidade.
Podres poderes egoístas
Nossa crítica vai à corrupção,
Que avança com muita força,
Com abusos sem noção
Ainda que você por muito torça
Nós não nos contentamos com essa questão.
Os poderes só falam em sigilo
E ficamos sem saber.
Da parte deles é estilo,
Enquanto nós ficamos sem entender.
Está claro que isso é abuso
É corrupção institucionalizada
Percebemos algo escuso
Numa situação inviabilizada.
Vimos uma seletividade da justiça
Com interesses egoístas,
Em detrimento do bem comum
Isso é pensamento idealista.
Mentira, falsidade, corrupção e vida mundana não encontram entrada nos Céus, porque afastam a alma do destino preparado por Deus.
Combate à Corrupção
A normalização da corrupção revela um fenômeno ainda mais grave: a erosão da consciência coletiva. Quando práticas ilícitas deixam de causar indignação social, instala-se o que Hannah Arendt denominou de “banalidade do mal”, agora adaptada ao contexto administrativo e político. O Direito, que deveria funcionar como barreira contra o arbítrio, frequentemente é manipulado para legitimar injustiças, blindar poderosos e criminalizar seletivamente.
A polarização ideológica extremada, por sua vez, atua como cortina de fumaça, desviando o debate público de questões estruturais e fragmentando a sociedade em campos inimigos, incapazes de dialogar. Nesse ambiente, a democracia se enfraquece, pois o dissenso saudável é substituído pelo ódio, e a crítica racional cede espaço à militância acrítica.
