Corpo
CLEMENTE
Mas é uma peleia ingente
Nesse torrão conturbado
Não se pode andar pra frente
Ancorado no passado
Viver o tal do presente
Desimporta qual o fardo
Chacoalhar o corpo e mente
Sem ficar apavorado
Campereando persistente
Pra se fazer melhorado
Nessa busca intransigente
De aplainar o errado
Num exercício clemente
Que jamais será encerrado.
BERÇO ESPLÊNDIDO
Trabalho que embala o sono
De um corpo meio cansado
É "sorte" que veste o sonho
Que acorda realizado.
LIVRO POÉTICO
Seu corpo é um livro de poesia.
Portanto, não deixe qualquer um pegar, foliar e vê.
Mantenha-se fechado (a).
Até você conhecer alguém que sábia ler.
A idade é um fator físico do corpo. A alma não tem idade, a não ser quando lhe é imposta. Juventude é um estado de espírito, independente da idade física.
O corpo é um templo. Nela se pode fazer a morada do Evangelho do Cristo. É a religião perfeita sem a influência do homem manipulador. Ame-o. Preserve-o. E, cuide-o. Sem a loucura do homem envaidecido do seu conhecimento à caminho da sepultura.
"Ela sonha em ser a minha musa, no escuro do meu quarto.
Pra ela é motivo de orgulho, ver-se em minhas palavras e perceber que inspirou mais uma do Famigerado.
Mas o preço é caro.
O gosto fica na boca e a pele ferve num tom acalorado.
O coração palpita ao ler as leviandades, de um homem apaixonado.
Ela me vê em todos os rostos, ela suspira forte, ao lembrar dos nossos corpos, entrelaçados.
Ela lê o que eu escrevo, me faz de divindade e deseja, uma vez mais, me adorar no escuro do quarto.
Aquela boca, seca e ofegante, antagoniza, aquele delírio de corpo suado.
Ela me vê como prazer, sonho, amante, quiçá namorado.
Eu sou um poço de gratidão, por ter me inspirado.
Mas ela sabe, que no fim, ela e o nosso amor, será só mais uma, do Famigerado..."
"Eu me perdia nos seus olhos e na tentação do seu corpo.
Me queimava, cada beijo, e eu desejava outro.
Cada toque da sua boca, me deixava louco.
A sua voz serena acalmava todo pensamento tempestuoso.
Uma mistura de sentimentos, tudo novo.
A chuva leve, era a música de um amor fervoroso.
Quanto mais, à ti, me prendia, mais eu me sentia solto.
O nosso jogo é perigoso.
Mas o cheiro e o negro dos cabelos, me faz querer o perigo o tempo todo.
No escuro do meu quarto, quero adorar-te de novo.
Sua companhia se tornou meu berço, meu vício, meu conforto..."
No doce bailado do sentir,
Em cada sabor, em cada aroma,
Nas pontas dos dedos, no toque a fluir,
Na pele macia, sedosa, com a minha soma.
No perfume que emana, tão singular,
No prazer que nos guia, sem fim,
Seguir o contorno, sem hesitar,
Beijar a boca, em desatino e assim.
Afogar-me no mel que é seu,
Loucuras partilhadas, a dois,
Emaranhar cabelos, num doce breu,
Perder-me no olhar, em meus anseios.
Enlouquecer com a voz que sussurra,
O desejo no ar, palpável e quente,
Numa dança de almas, em loucura,
Sentir o amor, intensamente.
"Estamos vivendo o mal do novo século?... O exibicionismo?... O exibicionismo do corpo, dos bens, dos prazeres, dos desejos, dos medos e até mesmo dos mais secretos sentimentos?"
A natureza do pecado é destrutiva, nascemos em pecado, pois nosso corpo físico, se degrada e envelhece naturalmente se não o cuidarmos.
*"Pior que a miséria econômica que mata o corpo é a miséria espiritual e intelectual que matam a Alma"*
Graças a Deus que não é preciso levar o corpo físico para o Céu, porque o espírito não viverá jamais as mesmas corrupções, as marcas e degenerações da carne.
