Coracao Partido Machucado Dilacerado
Se o teu coração há tempos
entrou no modo concreto,
sou como Pau ferro - não temo,
Na muralha escrevo poesia,
e por nenhum segundo tremo.
Sei o que o meu amor é capaz
de fazer inteiro por dentro,
no momento que beijo os olhos,
E ensino a olhar para o céu
neste tempo que furta sonhos.
Se não está preparado para ouvir,
e tampouco para sentir - irei seduzir,
e colocarei no ponto para sentir,
onde os meridianos estão a nos unir.
Ainda que você esteja desatento,
estarei entrando nos teus poros
com o meu manso e ribeiro cortejo,
e se renderá com fina gala e festejo.
O brilho do olhar
que veste, envolve
despe e declara
que no teu coração
já tenho endereço;
e alcanço muito
mais do que apreço.
És igual a sorte
de quem encontra
um lindo Uirapuru
cantando na mata;
logo não será preciso
dizer mais nada.
Nossos lábios bem
rentes nos guiarão
com amor, paixão
e desejos sem
nós intermitentes.
Não és uma lenda,
és realidade plena,
que empolgada
me leva facilmente.
Seja enfeitando a visão
ou dando sabor ao prato,
as pupunheiras ocupam
a memória do coração;
Dizer que não importam
para mim é um pecado,
porque é uma preciosa
recordação que faz com
que não nos percamos
do amoroso pertencimento
de quem somos e seremos,
para não permitir que não
nos percamos de nós mesmos.
As auroras em baile
fazem companhia
ao coração e a alma
que nessa travessia
sem data marcada,
mas num pacto
íntimo com o tempo
elegeram primeiro
render a existência
de inefável maneira
ao Rukun Negara
por uma vida inteira.
Alma que se expande
e no coração floresce
a sublime Bunga Raya
para que nada distraia
sutil revela seguir com
união a Rukun Negara
que cada pétala leva
e faz a vida renovada.
Tudo começa pela fé,
respeito com quem crê,
É Deus ou Deus sempre
com todos e com você.
São Jorge da Capadócia,
sozinho derrotaste o dragão,
Peço do fundo do coração
que de uma vez por todas
ajude a terminar com a ocupação
nos Territórios Palestinos,
para que o povo desfrute da pacificação.
Ostento no coração igual
a florada Manduirana
reverente sob o céu austral
que o olhos encanta.
Nascendo sob a guarda
da Mata Atlântica, do Cerrado,
e até mesmo da Caatinga,
porque tudo aqui é poesia.
Habitante do pensamento
é o suficiente para tornar-me
o teu favorito sentimento.
O tempo que para uns dilui
usualmente o charme,
traz aliança e estabelecimento.
Floração de Manduí
silenciosa no coração,
É a minha presença
que traz o frescor
com flores do amor
discreto e feminino,
Que não será resistido
por nada nessa vida.
Revelo-me como titular
assumida da rebelião
interna que não pode
ser dentro de ti contida,
Eis-me a inabalável
que mantém o tempo
todo a tua pele acendida,
e a fantasia mais realista.
O meu coração romântico
com raízes bem fincadas
na Mata de Terra Firme,
Desejo perpétuo e sublime
envolvido pelo capuz ebúrneo
íntimo que guarda secreto
o sonho de ver de perto
o seu semblante decidido.
Encanto perene e mútuo
de entrega o tempo atravessa,
Castanheira-do-pará em flor
confiante do seu amor celebra
por antecipação a entrega
que haverá de acontecer:
nas tuas mãos pacientes
sem nada deixar arrefecer.
Nem brasa e nem fumaça,
em nós há um fogo que
queima, arde e não se apaga,
Há em nós permissão ampla,
fina, incontida e deliberada,
É questão de tempo aberto
para a rota encaminhada
para encontrar a Via Láctea.
Na Mata de Araucária
o meu coração é Pinha,
E tu és Gralha-Azul
alimentada espalhando
Pinhão na terra fértil
e austral do coração,
Não permitindo nada
nos pôr em inquietação.
Semeando o paraíso
com sedução refinada
para deixar faltar nada,
Mantendo empolgada,
para não deixar a desejar
[o que faz inequívoca]
e enlevada a iniciativa
d'alma toda extasiada.
Não é de ontem que
tenho dado com clareza
e gala inúmeras pistas
de natureza feminina,
Da sua parte o que falta
mesmo é só a iniciativa,
Não posso o que não sou,
se não vieres, jamais vou.
Seu coração que
é Oceano Pacífico,
é o destino do meu coração,
que é o Oceano Atlântico,
Sob o céu do Hemisfério Austral,
sinto que já somos umpar
romântico, absoluto e celestial.
No absoluto do Cerradão
plena sob o Pequizeiro
generosamente carregado,
Com o coração indomado,
e brio de Ipê-amarelo
plenamente em floração.
Ser escolhida ou opção,
prefiro escolher e ser
por total determinação;
Ostento o imparável
e a convicção selvagem,
não cairei em rendição.
Desfilam em noite de céu
aberto do céu olhar lindo
Acrux, Mimosa e Gacrux,
Em retribuição e destino
o céu do meu olhar Carnaval
faz com Imai, Intrometida,
Sirius e Canopus e Spica.
E Procyon, Antares, Rigel
e Betelgeuse começam
a aparecer entre olhares,
Não sei se foi um sonho
com os olhos abertos,
tenho te sentido comigo
pelos lugares, e universos.
Ela era lavadeira, cantadora
e fazia do coração grande
um altar como devota
zelosa de Nossa Senhora;
A criançada gostava
de ajudar a pendurar
as roupas só para ouvir
a saudosa Idalina cantar.
Ela era nordestina e irmã
presente das vizinhas,
que oferecia sempre
o melhor para alegrar,
Coragem naquela mulher
tinha para esbanjar.
Nunca esqueci do dia
que ela pediu ao marido
colher côcos para uma
surpresa nos preparar,
Os anos se passaram,
e nada da memória
conseguiram apagar.
De um dia para o outro
quando voltamos como
de costume para ouvir
ela cantar enquanto
as roupas ela lavava,
A gente também cantava
se importar com nada.
Era somente a gente
naquele distante lugar,
não havia ninguém
para da algazarra reclamar
e o tempo passava
por nós sempre devagar.
Assim que terminou
de lavar as roupas
que não eram poucas,
Nos chamou até a sala,
vimos a mesa arrumada
com uma bela toalha
e guardanapos rendados,
Como a realeza viesse
ali conosco se sentar.
Ela pediu para esperar,
fez a criançada rezar,
E foi assim que não fui
somente eu que provei
o mais autêntico Manjar,
que deixou essa memória
bonita para compartilhar.
As chuvas de março ainda
não vieram para lavar
e o coração renovar,
Guerras sempre deixam
lições para aprender,
E se eleger adversar,
o faça sem abrir frestas
para o inimigo externo
no território nunca entrar.
A paz nunca é perfeita,
e por menor que seja,
Cabe a gente preservar
como a Quaresmeira
que resiste o que passa
ao redor para a floração
neste tempo não faltar,
Espero contar contigo
para o melhor preservar.
Nós merecemos manter
o que é nosso intocado,
o amor no coração
e o olhar esperançado,
Para ninguém jamais
colocar aprisionado
o que nos move adiante
fazendo cada passo
resiliente e imparável.
LXXXIX
Quando Rodeio está em festa
o meu coração também está,
Por esta e por cada primavera
a alma sempre plena agradecerá.
Feliz por viver aqui neste rincão
que tem o Pico do Montanhão
diante da visão como inspiração.
Por hoje e por cada festa que virá
nesta terra onde a poesia perdurará.
A beleza primeira que sempre enredará.
Confissões embaladoras
com o afã de submergir,
e abrigar na sua respiração,
coração com o coração
no compartilhado silêncio.
Neste tempo talvez o mais
perigoso da nossa História,
que pede mel nas palavras
por mais que a realidade
flerte com o cruel e o covarde.
Deixar por conta os intentos
das quaresmeiras e as aleluias,
e encontrar sob a floração
da época os maiores motivos
para não apagar os sentidos.
À Shanti De Corte, Milou Verhoof e Noelia Castillo Ramos
Com a razão, o coração e as flores
da coerência e da eternidade em mãos,
ergo os meus tijolos de lamentos
pela absurda série de sofrimentos.
A Europa já não está sentada
no touro branco com guirlanda de flores —
e sequer foi notada.
Os sinos dobram por vós, herdeiras,
que não fostes protegidas nem cuidadas.
Há tempos a Europa foi sequestrada.
Não há sinal de vida dela, nem do touro.
Tudo indica que pelos algozes,
foi por suicídio assistido ou eutanasiada,
e o touro, torturado e sacrificado.
Não vai demorar muito para que vós, herdeiras,
sejais esquecidas pela elite depravada,
porque a direção da Europa
há muito já não se entende a si mesma.
Os princípios, a moralidade e os valores
foram enterrados na mesma cova rasa,
sob a indiferença coletiva e televisionada.
Da minha parte não existe desculpa
que me satisfaça da parte de quem vos abandonou nos braços da morte,
abertamente, na beira da estrada.
Sob a luz do dia que a Europa foi executada,
e a indiferença no território está acampada.
Depois disso, não será preciso
absolutamente ninguém dizer mais nada.
Itaiópolis
Do coração és a laje
ou pedra molhada
e fundamental:
linda cidade amada.
Teu nome guarda
em tupi-guarani e grego,
honra, festa e glória:
Colônia Lucena da História.
De muitas vidas o início
depois de tudo na vida,
és palco relembrado
da Guerra do Contestado.
Sonho paranaense,
e posse catarinense
no Planalto Norte,
endereço da boa sorte.
Onde a Vyshyvanka
e a Wicynanki se encontraram,
fizeram berço e o seu povo
sabe ser amável e acolhedor:
Itaiópolis és o poema de amor.
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