Coração Lindo

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À vista do homem perfeito que em Cristo devo ser, meu coração se angustia de vergonha pelas fraquezas e marcas do pecado que ainda habitam em mim.

O coração do discípulo não se satisfaz apenas com as dádivas do Criador, pois aprendeu a repousar na plenitude do próprio Criador.

Ainda que minha alma caminhe por temporadas de aridez e aparente silêncio do Alto, meu coração permanece constrangido por um amor incomensurável, resgatado pela efusão de sangue e graça no Calvário.

Eis que meus dias são poucos e fogem, Senhor. Transpassa meu coração com a Tua graça, para que eu não me perca na transitoriedade das coisas criadas, mas aprenda a viver o tempo como um caminho para comunhão Contigo, ó Vida que nunca morre.

Só podemos transbordar o que Deus coloca em nosso coração. Encontre o seu verdadeiro valor no Senhor e viva de modo digno da sua vocação.

Nem toda presença é permanência; acolha cada encontro conforme o propósito de Deus. O coração não precisa fechar as portas, apenas discernir, pela graça, quem deve habitar nele.

No silêncio do Éden, antes que o coração de Adão formulasse o desejo, a graça de Deus já havia preparado a resposta. O Criador habita o futuro de nossas carências, providenciando o auxílio antes mesmo que a necessidade desperte.

Cristo não arrasta ninguém pelos cabelos; Ele atrai pelo coração.


C. H. Spurgeon Pregado em 7 de Março de 1858 no Royal Surrey Gardens-Londres.

Saudades

Saudade é uma distância
que o coração se recusa a medir.
É olhar para o caminho percorrido
e descobrir que alguma parte de nós
ainda mora onde tudo começou.
Saudade é a voz de quem amamos
atravessando os anos em silêncio,
é um olhar guardado na memória,
um portão, uma despedida,
um “Deus te abençoe”
que o tempo nunca conseguiu apagar.
Partimos porque tínhamos sonhos,
mas ninguém nos contou
que alguns sonhos carregam ausências.
E seguimos…
entre conquistas e lembranças,
aprendendo que vencer também dói
quando não podemos abraçar
quem nos ensinou a sonhar.
Hoje compreendo:
quem parte não deixa tudo para trás.
Leva consigo os afetos, as raízes,
os gestos e as vozes.
Porque saudade talvez seja isso:
o amor quando já não cabe no presente
e decide morar para sempre
dentro de nós.

Onde faltam a suavidade do jugo e a leveza do fardo, e onde o coração permanece em desassossego, ali a graça de Cristo ainda não frutificou plenamente.

Que a confissão da tua boca seja o reflexo fiel da santificação do teu coração. A tua vida deve, portanto, selar a verdade que os teus lábios proclamam.

Há três níveis: a mente, que enxerga, o coração, que percebe, e a vontade, que impulsiona. A vontade não é o desejo, o coração não é a sensação e a mente não é a compreensão.

⁠“Coragem é despir-se da razão.
É uma vontade de realizar explicada apenas pelo coração.
Coragem é ter fé!”

​No coração, vejo a ostentação de estruturas envelhecidas pelo tempo.
​Percorro pensamentos pelas linhas das veias e canais que as ligam ao corpo, e deflagro o mistério: como cabe tanto sentimento em tão pouco espaço? Afinal, uma bomba ventricular nada mais é do que a sede de emoções traduzidas em impulsos elétricos pelo ser que habita atrás dos olhos.
​Tudo ouço por trás desses olhos — abertos ou fechados. Somos apenas um ego ecoando informações num emaranhado quântico de ligações sinápticas. Guardamos significados na escuridão, e essa busca tem vida... até pousarmos na eternidade.
​Vejo o mesmo nas fotos das estrelas que picam o céu reluzente: uma dança cósmica que transcende o tempo. Uma eternidade para nós, mas um suspiro para os astros que alimentam nossos sonhos em meio à alienação intelectual. O tempo é lento, ou talvez nunca tenha existido — as linhas que nos ligam são apenas ilustrações no pano de fundo da Matrix onde vivemos.
​A mente tem suas leis e limitações. A simulação corre no escuro da nossa consciência para mantermos a dormência do tempo. Lá fora, a existência é clara. A gravidade é implacável. Em outros planetas, ela é tão esmagadora que a própria vida se torna impossível, dobrando a luz ao seu desmande. A visão, em sua limitação, diz que a luz se curva ou é sugada pelo buraco negro — afinal, a visão enxerga apenas o que a mente quer ver.
​Dentro da funcionalidade cerebral, as imagens são configuradas para traduzir o tempo e a luz. No fato lógico, são matérias em movimento para que haja forma, seja de maneira apocalíptica, passiva ou massiva. Olhamos através das linhas da estrutura, mas o que importa isso? O tempo passado mostra que o seu tempo acabou. Diante do relógio, ouvimos tik, tik, tik... o tok nunca existiu, foi apenas embutido para nos dar conforto diante do inevitável.
​O alinhamento mental se propõe a adivinhar o amanhã enquanto a evolução existencial reluta contra a gravidade e o tempo. Olhamos para dimensões que balançam em mundos paralelos perfeitos, infinitamente sobrepostos. Um universo programado para ser infinito, onde o Coelho toma seu chá e a velha senhora nos lembra: o espaço é uma piada para a sua mente viva, até que você volte a ser poeira cósmica e suas experiências sejam trancadas no esquecimento.
​Tik-tok.
​Imagens de vídeos rápidos passam na tela para conter a solidão, tornando o insustentável aceitável. Na linha de raciocínio, estamos todos na estação, à espera do trem. Olhos fixos no celular, aguardando a composição ficar pronta para receber mais gente no vazio do espaço. O trem chega. A multidão entra e se comprime como matéria num buraco negro — uma força massiva puxando tudo para dentro de si.
​O TikTok rola. A estrela vermelha cresce, apaga-se e se torna uma anã branca. O tik-tok continua lá, nos fragmentos emitidos pelos fótons de luz da assimilação.
​A estrutura ganha páginas em dimensões mais densas. Uma cadeira, um olhar fixo na tela. Seu tempo acabou: insira mais créditos, Game Over.
​Esta realidade dentro da realidade é um espelho diante de outro espelho, refletindo infinitos pontos até que tudo virar um borrão — ou até que se atravesse para o outro lado, numa dimensão paralela.
​Tudo o que temos é irrelevante. Na riqueza ou na pobreza, a dor é a mesma, a solidão é a mesma, o olhar perdido é o mesmo. Nada importa, pois a simulação continua rodando sem parar. A mente é apenas a equivalência da nossa própria irrelevância.
​Ainda assim, a resiliência da vida em continuar — mesmo crescendo sobre o asfalto quente — é a maior prova da realidade ambígua que toca nossas mentes enquanto encaramos o vazio do espaço.
​— Celso Roberto Nadilo

Dentro das almas o impensável desejo.
Num suposto estado gelado o calor do coração.
Virtude julgada nas profundezas da alma.

Num espaço vazio sempre há um coração partido...

A sombras da almas
Resquícios do coração.
Espírito irriqueito...
Paira nas mortalhas do espírito clama o frio...
Anestesia dos sentimentos
Seja maravilhoso a sepultura.
O corvo consome a alma e leva espírito.
No fogo da vela jas a vida... um dia foste viva..
Olhares profundos em seres enigmáticos.
Voz fria no ador da noite calida...
As asas batem o ar sombrio e temeros abita nossos pensamentos...
Fragmentos da madrugada serena a brumas do sereno clamam o frio...
Angústia das almas que berram seus pecados numa tumba qualquer...
Meros arficios tocam sinos da capela e a fumaça branca denúncia o dia dos mortos.

O valor ser humano e o que valemos para o poder publico.


Prato é fino mais o coração é simplicidade abandonado.
As camas são quentes no albergue
Mas é contado as vagas e quem esta la , ninguém saberá.
Pessoas dormem nas pracas a prefeitura passa caminhões de jato de agua frio. Não noticia apenas o retrato dos vulneráveis...
Nas barracas seres passam frio e morrem o unico destino geladeiro do MIL ... aonde esta a dignidade.
Imporar para viver....
Roubar para viver.
Aonde chega o ser humano.

Espinhos da madrugada
Ecos do coração embriagado.
Flores que sangram
memórias tais lembranças.
Fogo arde queima a paixão...
Vultos na parede do quarto
Devido devido a fumaça do cigarro.
Delírio da bebida vangloriar
Os espinhos da madrugada...
Flores que sangram nas sombras dos quarto.
Vago meus pensamentos perdidos
No transe profundo torna navegante.

⁠Dia triste .. mais um dia de inverno ..folhas caindo .. dia nublado .. cinzento.. feito meu coração em pedaços... eu nunca mais fui o mesmo ... eu não consigo mais sorrir ... desde o dia que vc foi embora ... ainda escuto seus passos na escada .. eu ainda sinto teu perfume no apartamento... porque? Me diz porque ? Será que eu mereço essa dor ? Será que mereço sofrer .. tudo que eu queria era vc aqui comigo..mas vc se foi como o vento ..nem pude te dizer até breve ou adeus ... vc partiu e levou um pedaço de mim ... levou meu sorriso , minha alegria de viver ..desse dia em diante tudo é frio .. congelante ..minha vida é só inverno ..Neva em minha alma ... eu nunca mais serei o mesmo ... nunca mais vou sorrir .. minha alma dói profundamente.. a falta que vc faz pra mim .. e imensa ..eu coração congelou pra sempre ...