Conversa
Meus pensamentos na ideia de Schopenhauer
Aqui fiz uma espécie de conversa minha com Schopenhauer, e não uma negação dele.
A ideia dele permanece como ponto de partida, mas a pergunta muda: se a vontade move o homem, por que alguns possuem muito mais poder para transformar a nossa vontade em realidade do que outros? É aí que a filosofia encontra a política.
“O Mundo com Vontade”
Schopenhauer enxergou no fundo do mundo uma vontade cega: uma força que deseja sem saber exatamente por quê, que alcança uma coisa apenas para desejar outra, condenando o homem à inquietação de nunca estar inteiramente satisfeito. Talvez estivesse certo sobre a vontade. Mas talvez tenha olhado demais para dentro do homem e pouco para o mundo que construímos ao redor dele.
Porque nem toda vontade nasce livre.
Há quem acorde desejando conhecer o mundo e precise primeiro pensar no pão. Há quem tenha vontade de estudar, mas encontre uma porta fechada pelo preço. Há quem sonhe com arte, música, filosofia, literatura, mas tenha suas horas consumidas pela necessidade de sobreviver.
E há quem possa dedicar a vida inteira à procura de si mesmo simplesmente porque outros, em algum lugar, trabalham para sustentar o conforto dessa procura.
Então pergunto: de quem é a vontade que governa o mundo?
A vontade do trabalhador de descansar ou a vontade do capital de produzir mais? A vontade daquele que deseja uma casa ou a daquele que transforma casas em números? A vontade de quem sente fome ou a vontade de quem calcula o preço do alimento?
Talvez o sofrimento humano não venha apenas dessa eterna insatisfação descrita por Schopenhauer. Parte dele nasce de algo muito menos metafísico e muito mais concreto: construímos sociedades em que algumas vontades possuem poder para se realizar enquanto milhões de outras precisam pedir permissão até para existir.
E nisso há uma crueldade silenciosa. Dizemos ao pobre que basta querer. Dizemos ao trabalhador que basta se esforçar. Dizemos ao jovem que basta sonhar. Como se todos começassem a corrida da mesma linha. Como se vontade fosse moeda. Como se esperança pagasse aluguel.
Não paga.
Mas também não acredito que devamos matar a vontade para escapar do sofrimento. Talvez seja justamente o contrário. Precisamos transformar a vontade individual em vontade coletiva.
A vontade de comer deve encontrar a vontade política de acabar com a fome. A vontade de aprender deve encontrar uma escola aberta.
A vontade de viver precisa encontrar dignidade.
A vontade de ser livre precisa significar mais do que escolher aquilo que podemos comprar.
Porque liberdade sem condições para exercê-la corre o risco de ser apenas uma palavra bonita pronunciada por quem nunca precisou escolher entre duas necessidades.
Schopenhauer desconfiava profundamente da esperança. Eu ainda prefiro desconfiar de um mundo que exige desesperança dos que estão embaixo para preservar o conforto dos que estão em cima.
Talvez a humanidade jamais deixe de desejar.
E talvez isso não seja nossa condenação.
Talvez seja nossa possibilidade.
Enquanto houver um homem com vontade de mudar aquilo que lhe disseram ser imutável, haverá política. Enquanto houver vontade de repartir aquilo que foi concentrado, haverá justiça. Enquanto alguém olhar para a miséria de outro ser humano e disser “isso também me diz respeito”, haverá alguma esperança.
O mundo é vontade, sim.
Mas eu acrescentaria uma palavra que Schopenhauer talvez não acrescentasse:
nossa.
Porque o mundo que vale a pena desejar não deveria nascer da vontade de possuir o outro, mas da vontade de não abandonar ninguém.
Eu poderia escrever esse texto cheio de raiva.
Poderia contar tudo.
Poderia falar das conversas escondidas, das comparações, das humilhações, das coisas que foram ditas pelas costas, das pessoas que acabaram envolvidas em problemas que deveriam ter ficado entre duas pessoas.
Poderia falar de muita coisa.
Mas não vou.
Não porque não aconteceu.
Aconteceu.
Mas porque eu não quero mais viver disso.
Eu sei dos meus erros.
Sei que tenho um temperamento difícil. Sei que sou explosivo, que já fui ignorante, que já falei coisas que não deveria. Sei também que alguns vícios meus fizeram estragos e que preciso continuar lutando contra eles.
Não vou esconder isso para parecer perfeito.
Eu não sou perfeito.
Nunca fui.
Mas também não sou aquilo que alguém pode contar sobre mim quando quer me colocar como o único culpado de uma história que foi vivida por duas pessoas.
Eu assumo a minha parte.
Apenas a minha.
E isso muda tudo.
Porque durante muito tempo eu achei que precisava explicar cada reação minha.
Hoje não.
Eu sei que uma reação errada continua sendo errada.
Mas também sei que existe uma história antes dela.
Existem coisas que foram acumulando.
Palavras.
Desconfianças.
Atitudes.
Promessas que não mudaram comportamentos.
Conversas que deveriam ser claras e pareciam escondidas.
Pedidos de mudança que foram feitos mais de uma vez.
E situações que foram me deixando cada vez mais cansado.
Eu não quero justificar meus erros.
Quero aprender com eles.
Essa é a diferença.
Eu também não quero mais ficar tentando entender por que, depois de uma briga, tudo parecia voltar ao normal tão rápido.
Eu ficava mal.
Pensava.
Tentava entender.
Enquanto do outro lado parecia que bastava colocar uma foto na academia, postar alguma coisa, curtir, sair, sorrir e continuar como se nada tivesse acontecido.
Durante muito tempo, isso me incomodou.
Hoje, não mais.
Porque eu finalmente entendi que a vida que alguém mostra na internet não é responsabilidade minha.
Se está feliz, que seja feliz.
Se não está, que resolva.
Se quer postar foto sorrindo, que poste.
Eu não preciso mais olhar para uma tela tentando descobrir o que existe por trás de um sorriso.
A vida dela não é mais a minha preocupação.
A minha vida é.
E talvez essa seja a maior mudança dentro de mim.
Eu também não vou mais gastar energia tentando entender por que, depois das brigas, coisas que eram nossas chegavam aos ouvidos de outras pessoas.
Eu nunca entendi.
Eu esperava lealdade.
Não queria que ninguém defendesse meus erros.
Se eu estivesse errado, eu queria ouvir.
Mas eu esperava que aquilo que acontecia entre duas pessoas permanecesse entre duas pessoas.
Quando descobri que havia gente falando de mim, e que quem deveria estar ao meu lado também participava dessas conversas, doeu.
Claro que doeu.
Mas hoje não dói como antes.
Porque algumas decepções só têm poder sobre nós enquanto ainda esperamos alguma coisa delas.
Eu parei de esperar.
Também parei de me preocupar com comparações.
Durante muito tempo, ouvir que alguém era melhor, mais isso ou mais aquilo me fez questionar o meu próprio valor.
Hoje eu penso diferente.
Eu não preciso ser melhor que ninguém.
Não preciso competir com ninguém.
Não preciso provar que sou suficiente.
Quem quiser outro tipo de pessoa, que procure.
Eu não vou mais mudar minha essência para disputar espaço na vida de ninguém.
E existe uma coisa que eu aprendi depois de tudo:
quem precisa diminuir você para se sentir maior já está dizendo muito mais sobre si mesmo do que sobre você.
Eu não quero fazer isso com ninguém.
Nem mesmo com quem me machucou.
Porque eu não quero sair dessa história carregando os mesmos comportamentos que um dia me fizeram sofrer.
Eu quero sair diferente.
Mais consciente.
Mais forte.
Mais tranquilo.
E, principalmente, mais dono de mim.
Eu também não vou esquecer das humilhações.
Não porque quero guardar rancor.
Mas porque algumas coisas precisam ser lembradas para não serem repetidas.
Eu sei o que senti quando fui diminuído diante de outras pessoas.
Sei o que senti quando precisei fingir que não tinha doído.
Sei o que senti quando saí de algum lugar sorrindo por fora e completamente destruído por dentro.
Mas aquilo acabou.
E não vai mais me definir.
Eu não sou aquela versão de mim que saiu de uma discussão se perguntando se era um homem bom o bastante.
Eu não sou aquele cara que precisava da aprovação de alguém para saber o próprio valor.
Eu não sou os meus piores dias.
Eu sou também tudo aquilo que estou fazendo para mudar.
Meus vícios não são meu destino.
Minha raiva não é minha identidade.
Meus erros não são minha sentença.
Eu posso reconhecer tudo isso e continuar de pé.
Aliás, é exatamente isso que estou fazendo.
De pé.
Sem precisar fingir que não doeu.
Porque ser forte não é dizer que nada machucou.
Ser forte é olhar para aquilo que machucou e decidir que não vai deixar aquilo controlar o resto da sua vida.
Eu poderia passar horas contando quem fez o quê.
Mas não quero.
Não preciso.
A verdade não precisa de espetáculo.
Eu sei o que vivi.
E quem viveu comigo também sabe.
O resto é opinião.
E opinião dos outros não vai mais decidir como eu me sinto.
Eu não vou mais correr atrás de explicações.
Não vou mais procurar respostas em redes sociais.
Não vou mais investigar conversas.
Não vou mais tentar descobrir quem está falando de mim.
Não vou mais tentar convencer ninguém da minha versão.
Acabou.
Não porque eu perdi.
Mas porque eu escolhi sair da disputa.
E existe uma diferença enorme entre perder uma batalha e decidir que você não quer mais lutar aquela guerra.
Eu escolhi a segunda.
Hoje eu quero cuidar de mim.
Quero vencer meus vícios.
Quero controlar minhas explosões.
Quero trabalhar.
Quero crescer.
Quero recuperar minha paz.
Quero olhar para trás e conseguir dizer:
“Eu passei por isso, mas isso não acabou comigo.”
Porque não acabou.
Eu ainda estou aqui.
Talvez mais cansado.
Talvez mais desconfiado.
Talvez mais cuidadoso.
Mas também mais consciente.
Eu aprendi a prestar atenção nas atitudes, não apenas nas palavras.
Aprendi que amor sem respeito não basta.
Que carinho sem lealdade não sustenta uma relação.
Que transparência não deveria ser implorada.
Que confiança não sobrevive quando existem segredos demais.
Que comparação machuca.
Que humilhação deixa marca.
Que expor o outro depois de uma briga não resolve nada.
E que duas pessoas podem se amar e, mesmo assim, não saber mais fazer bem uma à outra.
Eu não quero mais ser vítima de ninguém.
Mas também não vou aceitar ser culpado por tudo.
Eu tenho responsabilidade pelos meus erros.
Cada um deve ter responsabilidade pelos próprios.
É simples.
Eu não quero vingança.
Não quero que ninguém sofra.
Não quero destruir reputação.
Não quero transformar passado em guerra.
Quero simplesmente seguir.
E talvez seguir seja a resposta mais forte que eu poderia dar.
Enquanto alguém pode estar preocupado em mostrar para o mundo que está tudo bem, eu estou preocupado em fazer com que realmente fique tudo bem dentro de mim.
Essa é a diferença.
Eu não preciso parecer feliz.
Eu quero ficar em paz.
Não preciso provar que superei.
Quero simplesmente superar.
Não preciso mostrar que estou melhor.
Quero realmente estar melhor.
E isso não acontece em uma postagem.
Acontece longe das câmeras.
Na mudança dos hábitos.
Nas escolhas.
No silêncio.
Na distância.
Na coragem de não voltar para aquilo que fazia mal.
Eu não sei se um dia alguém vai reconhecer os próprios erros.
Talvez reconheça.
Talvez nunca.
Isso já não importa.
Eu reconheço os meus.
E isso é o suficiente para eu seguir.
Eu amei.
Eu errei.
Eu fui ferido.
Também feri.
Tive vícios.
Tive explosões.
Tive momentos dos quais não me orgulho.
Mas também tive momentos em que fiquei quando poderia ter ido.
Perdoei quando estava machucado.
Tentei quando já estava cansado.
E hoje eu não preciso transformar ninguém em vilão para reconhecer que aquela relação deixou de fazer bem para mim.
Algumas histórias terminam.
Algumas pessoas vão embora.
Algumas feridas demoram para fechar.
Mas nenhuma delas precisa decidir quem seremos daqui para frente.
Eu não vou carregar ódio.
Não vou carregar vingança.
Não vou carregar uma culpa que não é minha.
Vou carregar apenas o aprendizado.
E seguir.
Porque eu finalmente entendi uma coisa:
eu não preciso provar que sou forte.
Preciso apenas continuar sendo.
E, depois de tudo que aconteceu, existe uma coisa que ninguém mais vai tirar de mim:
a decisão de não me abandonar novamente.
Eu perdi muito tentando não perder alguém.
Agora eu vou recuperar a mim mesmo.
E isso, para mim, é o verdadeiro recomeço.
Dessa vez, eu vou comigo.
## Capítulo XXII
# A Conversa Depois
Durante vinte anos acreditara que o encontro seria o fim da espera.
Descobriu que era apenas o início de outra forma de tempo.
Saíram da cafeteria sem combinar destino algum. Heidelberg permanecia envolvida pela serenidade discreta das cidades que aprenderam a conviver com os séculos. As ruas estreitas conservavam o rumor distante do rio, e o vento da primavera movia lentamente as copas das árvores como se também ele tivesse decidido caminhar sem pressa.
Nenhum dos dois parecia disposto a romper o silêncio.
Não porque lhes faltassem palavras.
Mas porque certas presenças exigem primeiro o reconhecimento da realidade antes de aceitarem a linguagem.
Durante duas décadas haviam conversado através de livros, críticas, perguntas e ausências. Agora precisavam aprender uma tarefa infinitamente mais difícil.
Estar um diante do outro.
Foi Ariadne quem sorriu primeiro.
— Você continua caminhando como quem pensa.
Ele riu.
— E você continua observando como quem escreve.
Ela abaixou os olhos.
— Nunca deixei de escrever.
— Eu sei.
— Como sabe?
— Porque ninguém pensa dessa maneira sem escrever em algum lugar.
Ela não respondeu.
Apenas continuou andando ao lado dele.
Jantaram num pequeno restaurante às margens do Neckar. A conversa atravessou a literatura, passou pela música, alcançou a filosofia e, pouco a pouco, abandonou todos esses territórios para chegar ao único assunto realmente importante.
A vida.
Ela contou dos anos dedicados à universidade, dos alunos que lhe devolveram a esperança quando o mundo parecia definitivamente entregue à superficialidade. Falou dos pais, das perdas, das amizades interrompidas pelo tempo. Confessou que relera *O Cadafalso* muitas vezes, mas que a cada leitura encontrava um homem diferente escondido entre as páginas.
Ele ouviu mais do que falou.
Havia esperado tanto por aquele encontro que agora descobria não possuir qualquer urgência.
A realidade finalmente dispensava a imaginação.
Quando saíram, a cidade já estava quase vazia.
Caminharam sem destino.
Como duas pessoas que sabiam exatamente para onde desejavam ir e, por isso mesmo, não tinham pressa de chegar.
Foi ela quem interrompeu novamente o silêncio.
— Você imaginou este encontro?
Ele sorriu.
— Todos os dias.
Ela baixou a cabeça.
— Eu também.
— E aconteceu como imaginou?
Ela demorou a responder.
— Não.
— Melhor ou pior?
Ela voltou-se para ele.
— Melhor.
Porque a imaginação sempre exagera.
A realidade apenas existe.
Continuaram caminhando.
Chegaram ao apartamento dela já perto da meia-noite.
Havia livros por toda parte.
Partituras sobre o piano.
Uma xícara esquecida sobre a mesa.
Nada parecia preparado para receber alguém.
E exatamente por isso tudo parecia verdadeiro.
Ela abriu uma garrafa de vinho.
Serviu duas taças.
Sentaram-se diante da janela.
Conversaram durante horas.
Não sobre o amor.
Mas sobre aquilo que o amor permite compreender.
Em determinado momento, ela aproximou lentamente a mão da dele.
Não havia hesitação.
Havia reconhecimento.
Ele segurou aqueles dedos com a delicadeza de quem recebe de volta alguma coisa que acreditava definitivamente perdida.
O beijo aconteceu sem qualquer urgência.
Não pertencia ao desejo.
Pertencia ao tempo.
Naquela noite fizeram amor como duas pessoas que já haviam aprendido que o corpo não serve para vencer a solidão.
Serve apenas para lembrar que a alma também precisa de abrigo.
Depois permaneceram deitados.
Nenhum dos dois demonstrava vontade de dormir.
A chuva começava a bater contra a janela.
Foi Ariadne quem quebrou o silêncio.
— Durante vinte anos imaginei uma única pergunta.
Ele voltou o rosto.
— Qual?
Ela sorriu.
— Sobre o que conversaríamos depois?
Ele fechou os olhos por um instante.
Depois respondeu quase num sussurro.
— Descobri que passei vinte anos procurando essa resposta.
Ela esperou.
— E encontrou?
Ele olhou para o teto.
Depois para ela.
— Sim.
— Qual é?
Ele sorriu com uma serenidade que nunca conhecera.
— Descobri que, quando duas pessoas finalmente deixam de pertencer à memória e passam a pertencer à realidade, qualquer assunto se torna extraordinário.
Ela apoiou a cabeça sobre seu peito.
Durante muito tempo permaneceram ouvindo apenas a chuva.
Lá fora, o mundo continuava exatamente o mesmo.
As guerras continuavam.
Os jornais continuavam mentindo e dizendo a verdade ao mesmo tempo.
Os homens continuavam perseguindo poder.
Nada havia mudado.
Exceto uma pequena vitória invisível.
Depois de vinte anos, o pensamento finalmente encontrara a realidade.
E, pela primeira vez desde a tarde distante na Baviera, nenhum dos dois precisou imaginar o futuro.
Bastava viver a noite.
Um dos tipos mais insuportáveis de conversa é aquele em que se nega a confiança mútua e se desrespeitam os sentimentos alheios.
Ao conduzir uma conversa espiritual para o pecador inspire o seu coração a confiar nas promessas do Advogado cristão, pois Seu Vade-mécum Divino já produziu provas de amor, perdão, fidelidade e salvação.
Sei que os nossos desejos não controlam a vida, mas hoje eu daria tudo por uma última conversa com você em uma praça, só para conseguir traduzir em palavras os meus sentimentos mais lindos e sinceros.
- Desculpa ter que interromper a nossa conversa, mas... eu tenho que ir...
- "Ir para onde?"
( perguntou o Tempo)
- Para o Mar!
- "Para o Mar?!
Mas está frio e chuviscando! "
- Sim, o Mar !!!
Tenho que ir para o Mar
em todas as estações
da minha vida,
lá, eu volto para mim...
Me entende?
-" Sim que entendo.
Você pode até ficar distante do Mar...
mas Ele nunca vai sair do seu âmago. "
✍©️@MiriamDaCosta
(Em "Diálogos com o Tempo")
Na Praia de Itaipu,
o mar não grita,
ele conversa baixo
com quem sabe escutar.
Aqui,
na Região Oceânica de Niterói
o horizonte verde
não é promessa turística,
é confidência.
Eles correm
como se o mundo
não tivesse muros e portão
como se a areia
fosse extensão do peito
e a liberdade
não precisasse de plateia.
O vento penteia o pelo,
a onda beija as patas,
e o tempo,
(Ah, o Tempo!)
desaprende a pressa.
Entre a restinga e a espuma
há um pacto silencioso:
coabitar é respeitar
o ritmo das marés.
Eles,
como eu,
amam a praia deserta.
E eu,
amo vê-los livres,
longe do ruído humano,
longe do excesso,
longe da invasão dos sem noção.
Na Praia de Itaipu,
até o silêncio tem corpo.
E a liberdade
anda de quatro patas
ao lado da minha alma. 🐾🌊
✍©️@MiriamDaCosta
Não escute a conversa alheia às escondidas; pode ser que ouça seu servo falar mal a seu respeito.
Texto bíblico
Detectando um COVARDE:
Quando você conversa com um COVARDE ele não olha nos seus olhos, olha para o chão!!!
O COVARDE só é valente quando está em turma, sozinho é um Zé ninguém!!!
Fala mal de todos pelas costas!!!
O COVARDE sempre culpa os outros pelos seus erros!!!
Intimidam os mais fracos, pois sabem que não vão revidar!!!
O gado diz que meus posts são conversa para boi dormir, então por que ainda estão acordados? Confundiram a postagem com pastagem?
Você não precisa encerrar tudo com explicações perfeitas. Não precisa de uma última conversa, de um último sinal ou de mais uma tentativa.
“Há silêncios que dizem mais que palavras, porque neles a alma conversa diretamente com o infinito.”
Minha escrita é uma conversa com os que já partiram, uma tentativa de preencher o vácuo deixado por cadeiras vazias e telefones que nunca mais tocarão. É um monólogo que espera o eco de uma resposta que eu sei que só ouvirei quando eu também for apenas memória.
