Contos William Shakespeare Amor

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O Homem e Sua Luta

William Contraponto

No campo onde a terra sente o peso,
Pepe caminha, mas não pede perdão,
sua vida é mais que um simples recomeço,
é a luta viva contra a opressão.

Sem ouro, sem trono, seu olhar é franco,
com mãos calejadas, mas alma acesa,
na verdade que surge de um simples estanco,
sua liberdade não é uma mentira, é certeza.

Na prisão do corpo, ele se fez inteiro,
não cedeu ao luxo que corrompe o ser,
seu coração é campo, seu espírito é feitor,
na luta constante por um outro viver.

Ele diz: "a felicidade não é mercado",
não vive por nada que o poder decida,
seu país é a rua, seu exílio, o fardo,
onde a justiça nasce, na raiz da vida.

Mujica, a lição que jamais se apaga,
um homem que resiste além da dor,
e na memória do povo, sua chama nunca se apaga,
pois o verdadeiro poder está no amor.

Inserida por Fabrizzio

O Vício Invisível
William Contraponto

O pior vício é aquele que não se vê,
não há marcas no corpo a denunciar,
mas na mente, o jogo cresce em segredo,
e o coração se perde no não-lugar.

Não há suor, nem tremor na mão,
é o silêncio que arrasta a razão,
sem dor visível, mas um abismo profundo,
onde o ser se dissolve em pura ilusão.

A cada aposta, um pedaço da vida,
mas ninguém vê, e ninguém pode saber,
é o vício que se oculta na mente perdida,
como um fogo que consome sem aparecer.

E o pior é que não se sente a prisão,
não há correntes, nem marca a pele,
mas a alma se fecha, sem direção,
e a esperança se esvai, sem que se revele.

Inserida por Fabrizzio

Francisco, o Dissidente
William Contraponto

No trono antigo, a veste é só cenário,
mas tua voz tropeça em outra estrada.
Não segues o script do imaginário,
prefere a lama à cúpula dourada.

Tua liturgia é gesto sem vitrine,
não veste mitra, veste humanidade.
Fala com fome, não com hino ou delfine,
e pisa firme onde há precariedade.

Não creio em dogmas, mitos ou condenas,
mas vejo em ti dissenso verdadeiro.
Entre palácios, contas e antenas,
caminhas quase como um companheiro.

Não busco santos — busco quem resista,
quem fale ao povo sem se ajoelhar.
E mesmo sendo peça de uma lista,
te vi tentar o mundo reencantar.

Inserida por Fabrizzio

⁠Sistema Clandestino
William Contraponto

Nos becos frios, vozes se escondem,
O jogo sujo corre sem avisar,
Na margem, segredos que respondem,
A quem se recusa a se calar.

Sistema clandestino, sem perdão,
Na noite escura, trama a ilusão,
Correndo entre fios, sem razão,
Na luta muda da opressão.

Papel oculto, fala que consome,
O grito preso que ninguém quer ouvir,
No silêncio frio do poder enorme,
Quem ousa pensar pode sucumbir.

Sistema clandestino, sem perdão,
Na noite escura, trama a ilusão,
Correndo entre fios, sem razão,
Na luta muda da opressão.

Mas há uma luz que nasce na esquina,
A força bruta que não vai ceder,
Contra o silêncio e a máscara fina,
Quem tem coragem vai renascer.

Sistema clandestino, sem perdão,
Na noite escura, trama a ilusão,
Correndo entre fios, sem razão,
Na luta muda da opressão.

Inserida por Fabrizzio

⁠Boneca do Vazio
William Contraponto

Há um corpo que não respira,
com olhos fixos no não-ser.
No colo, a ausência gira
vestida de um quase-viver.

Não chora, mas comove a alma,
não cresce, mas sabe esperar.
É ternura sem ter calma,
é consolo a simular.

Boneca feita de lamento,
de desejo e de negação.
O tempo ali é fingimento,
repetição sem coração.

É culto ao que nunca sente,
fetiche do eterno imaculado.
Negar o real, tão pungente,
por um afeto embalado.

No berço, repousa o espelho
de um mundo que teme sofrer.
Prefere o falso conselho
a ver o amor perecer.

Tão real quanto uma mentira dita,
com olhos que não sabem ver.
É o retrato de uma era aflita
que troca o fato por parecer.

Inserida por Fabrizzio

⁠Rito de Lama - A Saga dos Legendários
William Contraponto

Subiram calados a encosta,
sem celulares, sem nome.
Só homens. Só músculos. Só ordem.
Sem margem pra fome.

Pintaram-se com a terra
como quem volta ao começo,
mas era só mais um teatro
pra esconder o avesso.

Um gritou com voz de trovão,
o outro caiu de joelhos.
O suor nos rostos partidos
fingia lavar espelhos.

Passaram lama nos corpos
como quem sela um pacto.
Mas o toque era censura
revestida de ato.

Não era afeto o que unia,
era um medo compartilhado —
de que dentro daquele abraço
houvesse algo errado.

Diziam-se livres, guerreiros,
senhores da própria vontade.
Mas seguiam o velho script
de uma falsa identidade.

Não podiam se olhar nos olhos
sem desviar o sentido.
Pois sabiam — mesmo sem nome —
o que ali era omitido.

Chamam de rito, de cura,
de resgate da missão.
Mas é só o velho machismo
com nova embalagem e fardão.

E a montanha, que tudo via,
guardou em seu barro espesso
os segredos de um bando de homens
com medo do próprio começo.

Inserida por Fabrizzio

⁠Apresentação de Lilo
por William Contraponto

Há dentro de mim um menino que nunca se calou. Seu nome, quase um sussurro de infância, é Lilo — apelido que as vozes tortas e apressadas das crianças deram ao “William” que ainda não sabiam pronunciar seu nome direito.

Lilo não é apenas um personagem ou uma lembrança. Ele é o princípio inquieto, a centelha primeira que ainda hoje ilumina meus passos no caminho do pensar e do sentir. Enquanto o mundo impõe certezas e verdades prontas, ele permanece com suas perguntas — simples, musicais, profundas — feitas sem pressa, com a curiosidade de quem observa o céu, a terra e os próprios pensamentos e não aceita respostas fáceis.

Ele é o contraponto das minhas convicções adultas: uma voz que canta dúvidas, que mistura o existencialismo da alma com o naturalismo dos fenômenos, e o encantamento científico pelo universo que se desdobra diante dos olhos.

Lilo pergunta como quem toca uma viola de brinquedo — uma canção que nunca termina, uma melodia feita de perguntas que atravessam o tempo, o ser e o mundo.

É por isso que apresento Lilo a vocês, meus leitores, como o guardião das “Pequenas Grandes Perguntas”. Um convite para que, juntos, nunca deixemos de perguntar, de duvidar, de cantar a infância do pensamento.

Porque, no fundo, toda poesia é uma criança que se recusa a dormir.

Inserida por Fabrizzio

Corpo a Corpo
William Contraponto

Teu cheiro chegou primeiro.
Nem palavra, nem nome.
Apenas pele
em estado de intenção.

Tinhas o torso do erro
que eu nunca quis evitar,
e um olhar de quem conhece
a língua dos labirintos.

Não havia futuro em nós —
havia agora.
Esse agora denso,
que se despe com os dentes
e se escreve no escuro.

Minhas mãos em tua nuca,
teus quadris contra o mundo,
e tudo o que não sabíamos dizer
se dizia ali,
em cada investida.

Não fizemos amor —
fizemos ausência.
Do que disseram que era certo,
do que juramos reprimir.
Fizemos vício,
feito dois animais
com pensamento demais.

Depois, o silêncio.
Não o constrangido —
mas o pleno.
Como quem sabe
que o que aconteceu
não precisa de legenda.

E quando partiste,
deixaste um rastro de ti
no cheiro do lençol,
e um pouco de mim
nas tuas costas.

Inserida por Fabrizzio

⁠O Silêncio Que Te Espia
William Contraponto

Te escondes no ruído e na agonia,
temendo o vulto da própria verdade.
Chamas de vida a farsa que te guia,
mas vives sob o fio da tempestade.

Teus gestos são ensaio e encenação,
reflexos de um deserto mal coberto.
Teu riso é disfarce da contramão,
pois nunca estiveste assim tão perto.

O quarto te devolve o que calaste:
um murmúrio sem rosto, frio, inteiro.
No fundo do silêncio que evitaste,
te espreita um ser sem nome e verdadeiro.

Não foges só do mundo lá de fora,
mas da presença crua que te habita.
O barulho é o refúgio de quem chora
sem ter coragem de escutar a dita.

Inserida por Fabrizzio

⁠Os Que Ficaram
William Contraponto

Era.
Sem disfarces.
Mas também — sem cartazes.

Fui o que era,
sem anunciar,
sem negar.

Toquei muitos —
como eu —
sem nomear o que havia.
Corpos sabiam,
palavras não.

Alguns chamariam de busca,
outros, de fuga.
Para mim,
era caminho.

Até que me aceitei.
Me revelei.
Não ao mundo —
mas a mim.
E bastou.

Enquanto tantos,
com quem me perdi,
optaram por se esconder.
Assinaram papéis,
tiveram filhos,
ergueram casas.
Mas não abrigo.

Fizeram o que se espera.
E esperam, ainda hoje,
que a vida passe
sem que ninguém veja
o que falta por dentro.

Ficaram nas sombras
das aparências.
Eu?
Neguei esse papel.

Inserida por Fabrizzio

⁠William Contraponto: 20 anos de Colaboração Com o Pensamento Crítico e Livre.

William Contraponto é poeta-filósofo, escritor e ensaísta, conhecido por uma produção literária marcada por densidade reflexiva, crítica social e existencialismo. Ateu e humanista, constrói seus versos como espelhos desconfortáveis, que questionam certezas e provocam inquietações. Ao longo de sua trajetória, atua também como articulista e cronista, escrevendo para veículos de comunicação impressos e digitais há pelo menos 20 anos, abordando temas que vão da literatura à filosofia, do comportamento à análise política.

Contraponto transita entre a poesia e o pensamento ensaístico, recusando dogmas e abraçando a liberdade de expressão como fundamento de sua arte. Suas obras circulam em países de língua portuguesa e espanhola, algumas traduzidas, conquistando leitores que se reconhecem no tom crítico e lúcido de sua escrita. Mais do que oferecer respostas, William Contraponto se propõe a cultivar perguntas — e a devolver ao leitor o direito de pensar por si.

Inserida por GabrieldaLuz

SE UMA CRIANÇA CONVIVE:

01)-Com a crítica, aprende a condenar.
02)-Com a hostilidade, aprende a ferir.
03)-Com a zombaria, aprende a ser tímida.
04)-Com a vergonha, aprende a se sentir culpada.

MAS, SE A CRIANÇA CONVIVE:

05)-Com a tolerância, aprende a ser paciente.
06)-Com o encorajamento, aprende a ser confiante.
07)-Com o louvor, aprende a apreciação.
08)-Com a imparcialidade, aprende a ser justa.
09)-Com a segurança, aprende a ter fé.
10)-Com a aprovação, aprende a gostar de si própria.
11)-Com a aceitação e a amizade, aprende a encontrar o amor.

Você não ama a vida pela própria vida. Você ama lugares. animais, pessoas, memórias, comidas, literatura, música. E às vezes você conhece alguém que requer todo o amor que você tem para dar a ela. E se você perde este alguém, você acha que tudo vai parar também. Mas todo o resto continua. Giradoux disse, você pode perder um único ser mesmo estando cercado de inúmeros outros. E essas pessoas são como... extras. Ofuscam a sua visão, são como uma multidão. Uma distração indesejada. Então você procura por esquecimento na solidão, mas a solidão só lhe faz mais seca.

"Tinha suspirado
Tinha beijado o papel devotamente
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas
sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que
saía
delas
Como um corpo ressequido que se estira num banho
lépido
Sentia um acréscimo de estima por si mesma
E parecia-lhe que entrava enfim uma existência
superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu intuito diferente
Cada passo conduzia um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações."

⁠Passei minha vida evitando complicações, especialmente do tipo romântico. Tendo conhecido você, entendo agora que eu não estava vivendo. É difícil ouvir “amo você”, mas preciso dizer as palavras. Elas estão na minha cabeça durante o dia todo, e se não posso dizê-las, vou escrevê-las repetidamente.

Abre o sorriso menina, o sol nasceu outra vez. Deixe que o vento leve as brisas das lágrimas do seu coração. Feche os olhos e sinta o som tocar as notas e o seu coração vibrar. Viaje na mente da vida, e sinta o tom do respirar. Beije as flores da imaginação, navegue no mar de palavras. Ame do jeito que for para amar, mas seja verdadeira no seu falar. Se for preciso seja feliz, não deixe o vazio se expandir. Não fuja nem se esconda, mostre o seu rosto e se liberte do seu próprio mal. Ame alguém outra vez, se esqueça das pisadas. Levante e prossiga para o alvo. Deste mundo nada espere.

⁠Depois de perder meu irmão, tive um tempo difícil. Então tomei uma decisão. Disse a mim mesmo que viveria uma vida na qual eu não teria que perder ninguém. Não viveria uma vida divertida. Viveria uma vida na qual eu não sonharia com o futuro. Desde então, nunca tive uma noite de sono confortável. Nunca fiz piada, nunca toquei piano e nunca amei ninguém. Até você pousar no meu mundo um dia. Era assim que eu vivia.

⁠O passado pode ser intoxicante. Pode nos atrair, criar a ilusão de que tudo era melhor, que éramos mais felizes, ou as experiências eram mais ricas na época. Também pode nos debilitar, nos deixando presos em nossas lembranças de dor, mágoa e decepção, nos impedindo até de tentar outra chance de felicidade.

Temos de aprender a nos amar mais, e nos humilhar menos perante as pessoas que vivem a vida a nos rebaixar. Pessoas que se acham superiores por terem um pouco de nada, que acham que têm tudo, mas no final não têm nada. Não sabem o gosto de se sentirem desejados ou amados pelas pessoas, pois as pessoas que os rodeiam vivem no mesmo mundinho fútil e sem sal que eles. Pessoas vazias, que não têm nada para oferecer para além de sua " dor de cotovelo e mau humor " e que no fundo bem lá no fundo, eles só te rebaixam porque nunca conseguem ser como tu és, " linda, amada, um ser que floresce todos os dias por estar com pessoas positivas e com energias contagiantes". Então antes de elogiar o outro por ter tudo e no fundo não ter nada, se olhe no espelho e elogie o lindo ser humano que tu vês, que "tem pouco e ao mesmo tempo tem tudo", está mais do que na hora de tu te valorizares.

Inserida por B03M18

- Meu olhar é omissado diante o horizonte do mar , enganado pelo sol quando na pista vagar, se plantei vou colher, terra arei e lavrar pois a planta purificou a min e meu ar, a fé é minha crença, primeiramente a Deus vou amar , com ele sem chave abrirei porta sem cadeado me priva a lei do homem é fail só Deus irar me julgar.

Inserida por Ursklein