Contos de amor

⁠Cores de um Amor Transbordante

Em terra caída, cai de amores. Feito tela pintada à mão, em tons de azul e rosa, o amor transbordou através dos meus olhos e fez de cais meu coração.

Cada toque da vida, cada nuance do sentimento, pinta no meu peito uma obra única. O amor não se limita a um único traço, ele se espalha, se funde, se torna infinito como a combinação perfeita entre as cores do céu e da terra.

Nas cores que o amor me oferece, vejo a beleza de um coração que se entrega sem medo, que se permite fluir como tinta sobre uma tela que nunca foi tão viva. O que é o amor, senão um retrato de quem somos, pintado com os tons que mais ressoam na alma?

Cada movimento do coração é uma pincelada que a vida faz, e em cada cor, vejo o quanto posso me perder para depois me encontrar.

⁠Deixe Que o Amor Transborde

Deixe que o amor transborde,
como um rio que não tem fim,
pintando a vida de cores
que o coração nunca viu assim.

Deixe que cada gesto seja um traço,
cada palavra, uma cor no ar,
pinte a alma com o abraço
que só o amor sabe entregar.

Não tema as tintas que se espalham,
não tenha medo de se perder,
pois só quando o amor transborda
é que podemos realmente entender.

Deixe que o amor transborde,
sem medo, sem pressa de parar,
ele vai colorir os caminhos,
e ensinar a beleza de amar.

⁠O Amor Como Se Revela Para Mim

O amor, para mim, é uma dança silenciosa entre duas almas, onde cada movimento é uma entrega, um entendimento que não precisa de palavras. Ele é um espaço de acolhimento, onde podemos ser inteiros e, ao mesmo tempo, aprender a nos desintegrar nas pequenas partes que nos fazem humanos. É aquele laço invisível que une, mas não aprisiona. É a liberdade de ser, com a segurança de pertencer.

Amar é estar. É cuidar. É perceber o outro nos gestos mais sutis e, ainda assim, enxergar grandeza neles. Porque o amor se revela naquilo que muitos poderiam considerar pequeno, mas que, para mim, são declarações inteiras:
"Deixa que eu resolvo."
"Eu cuido."
"Tô indo aí."

O amor também precisa ser dito. Ele se manifesta no toque, no olhar que sustenta, mas também na palavra que acolhe. Há amor no que é sussurrado ao vento, no que se ecoa no silêncio, no que se escreve para que permaneça. Mas o amor não se limita ao que se fala, ele vive no que se faz. Está no ato de estar perto sem necessidade de presença constante, no tempo dedicado sem ser cobrado, no abraço que cura sem que precise ser pedido.

O amor não pede mudança, mas naturalmente nos ajustamos ao outro porque queremos caber ali, porque o pertencimento não é imposição, mas um desejo que brota de dentro. E, assim, sem que haja perda, há encontro. Um encontro onde cada um pode ser por inteiro, mas também se permitir ser moldado pelo outro, não por necessidade, mas por vontade de caminhar junto.

E o amor, quando é genuíno, não exige. Ele é. Ele transborda sem esforço, se reflete nas ações e nas palavras, no que se doa e no que se recebe. O amor é esse cuidado que não pesa, essa presença que não sufoca, esse elo que não prende, mas sustenta.

Porque o amor, para mim, é isso: um sentir que não se mede, mas que se reconhece em cada detalhe.

O amor, um encontro de presença, cuidado e pertencimento.

Houve um tempo em que o amor atravessava estradas de terra, mares e continentes dentro de um envelope.


As palavras eram escritas à mão, carregando a inclinação da letra, a força do traço, as pausas do pensamento. Algumas cartas levavam perfume. Outras, uma flor prensada entre as páginas. Quase todas levavam saudade.


Quem escrevia não tinha a certeza da resposta. Esperava dias, semanas, às vezes meses. E, ainda assim, escrevia.


Talvez porque o sentimento viesse antes da comunicação.


Hoje, carregamos o mundo inteiro na palma da mão. Uma mensagem atravessa oceanos em segundos. Vemos quando a pessoa está online, quando digitou, quando visualizou. Nunca foi tão fácil chegar até alguém.


E, no entanto, nunca pareceu tão difícil alcançar uma alma.


Falamos com muitas pessoas ao mesmo tempo, mas raramente permanecemos em alguma conversa tempo suficiente para que ela crie raízes. Colecionamos contatos, curtidas, notificações e distrações. Estamos conectados por sinais invisíveis, mas separados por muralhas emocionais cada vez mais altas.


Vivemos uma época estranha, onde demonstrar interesse pode parecer excesso. Onde responder rápido pode ser interpretado como carência. Onde sentir muito assusta. Onde a sinceridade, tantas vezes, é substituída por estratégias.


Chamam de maturidade emocional aquilo que, por vezes, é apenas medo de se entregar.


Então me pergunto: o que movia aquelas cartas?


Não era o papel.
Não era a tinta.
Não era o perfume.
Era o sentimento que transbordava antes de se tornar manuscrito.


As palavras apenas encontravam uma forma de existir.
Hoje, para onde vai esse transbordamento?


Para onde vai o amor de quem deseja conversar sem calcular o tempo da resposta? De quem sente saudade sem orgulho? De quem gostaria de dizer "gosto de você" sem receio de parecer demais?


Talvez o problema não seja a tecnologia.
Talvez o problema seja que aprendemos a nos proteger tão bem que esquecemos como nos revelar.


E, enquanto inventamos jogos para não parecer interessados, acabamos perdendo justamente aquilo que mais procuramos: alguém diante de quem não seja necessário jogar.
Não acredito que este seja o fim das relações verdadeiras.


Mas acredito que elas se tornaram um ato de coragem.
Porque, em um mundo que ensina a esconder sentimentos, amar continua sendo a arte de deixá-los aparecer.

O SOLITÁRIO

Ajuda esse pobre
Faminto e sedento
De amor e de paz
De afeto e carinho

Que vive sem rumo
Sem pai e sem mãe
Que vai e que vem
Sozinho no mundo

Não negues a ele
A tua amizade
A felicidade de ter companhia

De poder conversar, dividir alegrias
De sorrir, de cantar
De viver cada dia

O amor mais bonito

No instante que me iludo, é quando você me esquece. Quando volto à tona, você mergulha nos meus olhos. Se eu te roubo rosas vermelhas, você faz "bem-me-quer". Quando hesito, é quando você já está na estrada.

Se me perco no teu beijo, você fica tentando encontrar um caminho. Quando me encho de receio, você me diz estar pronta. Eu te ponho em xeque-mate, você me diz que cansou de jogar. Quando não quero me machucar, você me telefona no meio da noite.

Eu vejo o sol nascer no mar, você se preocupa em não molhar os pés. Quando eu não durmo, é quando você sonha loucuras sobre nós dois. Quando sinto teu gosto na minha boca, você pede economia nos clichês. Se não quero parecer patético, você se diz um poema apaixonado.

Eu quero parar o tempo, você procura seu relógio embaixo da cama. Quando me escondo, é quando você me quer em cima de você. Se apresso meu passo na sua direção, você engata a marcha ré. Quando reuno meus pedaços, você dá o coração para bater.

Eu deito no seu colo, você se preocupa em fechar a janela. Quando me poupo, é o instante que você se dá de graça. Se ando em alta velocidade, você conta os níqueis pro pedágio. Eu perco as chaves, você insinua mudar pro meu apartamento.

Um amor físico, fatídico, real, raro e patente. Um amor que nasceu, mas nunca viveu. Um amor que aconteceu, mas não foi ocupado. Daquelas comédias românticas que ninguém tem tempo de rir, pois já começa pelo final. Os amores mais bonitos são aqueles que nunca foram usados.

NOSSO AMOR SE ACABANDO

Te sinto diferente,
não mais sorri com verdade,
seu olhar tenta mostrar
o que o coração não sente.

Suas mãos não conseguem mais
revelar os desejos,
e seus abraços já não passam segurança.

Sinto que algo está mudando dentro de você,
e mesmo assim,
tenta ainda me falar de amor,
mas já não transmite emoção.

Nos perdemos em algum ponto,
alguma coisa o fez mudar assim,
não percebi em que momento foi,
sinto somente que não mais o mesmo...

Nossos risos já não contagiam,
e nossas brincadeiras ficaram tão sem graça...
Deixamos de ser uma história linda,
para sermos apenas mais um caso de amor,
que encerra a felicidade,
e se esconde atrás da rotina
no costume de estar juntos...

Tenho pena desse amor,
que agora vai se apagando
como a chama de uma vela
e as lágrimas se derramam
e são as únicas a ficar
e contar o que sobrou...

Amor perdido

Às vezes o tempo, parece não ser tempo,
às vezes estamos vivos, mas não vivemos,
às vezes sonhamos o que não são sonhos,
às vezes pensamos em objetivos sem razão.
Às vezes sentimos amor, sem nem saber o que é!
Às vezes, às vezes, às vezes...
Mas, qual o verdadeiro significado de tempo, vida,
Sonhos, pensamentos e sentimentos?
Sei que...
O tempo foi nosso inimigo,
quando estávamos longe, ele dormia,
quando nos encontrávamos ele
resolvia correr pra algum lugar.
A vida também não foi justa,
quando demorou de cruzar nossos
destinos, fazendo de nós pessoas
que viviam de momentos roubados.
Ah! Os sonhos...tanto que sonhamos,
planos que fizemos, tolices...
O pensamento foi de certa forma nosso
único companheiro, sincero e sempre conosco.
E enfim, chegamos ao amor! Aquele sentimento
que muitos tentam explicar, mas de vários significados,
de muitos instantes, de inúmeras dúvidas, de inquestionáveis
razões...de inexplicáveis vidas!
Na vida, sou capaz de expressá-lo
com dois simples significados.
O primeiro, muito triste de não
te ter aqui comigo e, o segundo, de que fostes
e continuará sendo a única pessoa que me faz perder o tempo,
que me fez sonhar, lembrar de viver.
A única pessoa que amarei por toda essa vida,
ainda que eu viva sem a atua companhia.

Ninguém que tenta racionalizar o amor conhecerá o amor.
Ninguém que acredite ser dono de alguém acredita no amor.
Ninguém que acredite em pecado e castigo será livre para amar.
Carência é fraqueza, mas aquele que se dá vencido por ela, não conhece o amor.
Saudade é virtude, mas aquele que foge dela, não vive no amor.

Amor platônico

QUEM NUNCA? Quem nunca ficou deitado com o travesseiro enfiado na cara, deprimido? Quem nunca chorou, se descabelou, se estapeou, quis enfiar um dedo em cada narina e se rasgar porque o seu “amor” mudou o relacionamento do Facebook e a nova(o) namoradinha(o) dele(a) é a guria/o cara que você mais odiava no mundo?

Quando você ama não dorme porque a realidade é melhor que seus sonhos.
Meu amor, você é o sonho imperfeito que torna perfeita minha realidade.
Quero o crepúsculo matutino mais cedo e o vespertino mais tarde.
Pois, ao acordar sou feliz ao ver que você é de verdade.
E dormir eu não quero (você sabe), despedidas não me agradam.
Então, vamos fazer um trato?
Que a alvorada se encontre logo com as trevas de mãos dadas! Pois, só assim terei certeza, que ao lhe ver, posso até estar sonhando, mas é acordado.

Amor no outono da vida

Abro meus braços para o mar
Sinto meus pés afundarem na areia molhada...
Um imenso mar azul está à minha frente,
Refletindo gotas douradas pelo sol e areia.
Pensei em ti nesse momento e agradeci
Pelos beijos úmidos de maresia,
Pelo abraço apertado a me proteger do vento,
Pela íntima conversa silenciosa dos olhos...
Passos perdidos em meu caminhar
Sinto a areia molhada e minha alma
Marcada pela paisagem...
Este momento tem sentido na minha alma,
Este momento tem sentido na minha vida...
Uma lágrima serena escorre pela face
Formando um secreto sorriso...
Passado o vento na tarde que se fez outono
Em minha vida, esvaneceram alguns sonhos,
Mudou o tema da poesia,
Muitas histórias para contar...
Envelheceram as linhas do rosto e do corpo.
Mas o coração solto, liberto ainda quer amar.
Lento e invasivo, o amor chega sem avisar,
Outra vez laço de abraço e o gosto de um beijo.
Nos desvarios das horas na praia...
Continuo meu passeio na areia molhada
Perdida na memória dos meus passos
Vou deixando as ondas para trás e
Sigo em tua direção para te encontrar
Além da estrada, além do tempo para
Viver este presente de amor...

Não se Reconquista o Amor com Argumentos Não te esqueças de que a tua frase é um acto. Se desejas levar-me a agir, não pegues em argumentos. Julgas que me deixarei determinar por argumentos? Não me seria difícil opor, aos teus, melhores argumentos.
Já viste a mulher repudiada reconquistar-te através de um processo em que ela prova que tem razão? O processo irrita. Ela nem sequer será capaz de te recuperar mostrando-te tal como tu a amavas, porque essa já tu a não amas. Olha aquela infeliz que, nas vésperas do divórcio, teve a ideia de cantar a mesma canção triste que cantava quando noiva. Essa canção triste ainda tornou o homem mais furioso.
Talvez ela o recuperasse se o conseguisse despertar tal como ele era quando a amava. Mas para isso precisaria de um génio criador, porque teria de carregar o homem de qualquer coisa, da mesma maneira que eu o carrego de uma inclinação para o mar que fará dele construtor de navios. Só assim cresceria essa árvore que depois se iria diversificando. E ele havia de pedir de novo a canção triste.
Para fundar o amor por mim, faço nascer em ti alguém que é para mim. Não te confessarei o meu sofrimento, porque ele te faria desgostar de mim. Não te farei censuras: elas irritar-te-iam justamente. Não te direi as razões que tu tens para amar-me, porque não as tens. A razão de amar é o amor. Também não me mostrarei mais, tal como tu me desejavas. Porque tu já não desejas esse. Se não, amar-me-ias ainda. Mas educar-te-ei para mim. E, se sou forte, mostrar-te-ei uma paisagem que fará de ti meu amigo.

Dia de meditação, sentimentos misturados,
Saudade, amor, ternura...
Vazios de alguns dias, plenitude de outros.
Lembrei de conversas bobas,
Dos sorrisos cúmplices,
Do ato de compartilhar...
Tentei sorrir como em outros dias
Mas não consegui parar de pensar...
Longe e perto ao mesmo tempo,
são dos momentos simples que mais sinto falta.
Vou reaprender a conviver com a realidade,
Fazer desta saudade uma arte...
A arte de sentir a brisa, de sentir o sol de inverno,
De ouvir a chuva cair sem que estejas aqui,
De olhar o céu e fazer amor por telepatia
Com as lembranças que tenho de ti...
Não ligue, não se importe, porque te amo
Isso tudo é porque hoje
Meu coração está na mão da saudade...

Se um casto amor, se uma piedade sublime,
se uma mesma fortuna une um par que se ama,
se a má sorte a ambos afeta,
se um só espírito, um só querer, governa dois corações;
se uma alma em dois corpos se torna eterna,
com as mesmas asas levando-os ao céu;
se Amor com um só golpe e só uma flecha dourada
fizer arder e testar dois peitos;
se cada um amar ao outro e não a si mesmo,
um só gosto e uma só delícia, a esta meta
se cada um dirigir sua vontade:
se tudo isso por mil se multiplicar, não faria ainda um centésimo
de tamanho laço de amor, de tanta fé;
e somente o desdém o pode quebrar e dissolver.

⁠Escrevo esta carta para mim mesma, como um lembrete do amor próprio que desejo cultivar.

Querida eu,

Quero começar dizendo o quanto sou grata por ser quem sou. Apesar de todas as minhas falhas e imperfeições, sou uma pessoa única e valiosa, merecedora de amor e respeito - inclusive de mim mesma.
Sei que nem sempre é fácil se amar. Muitas vezes, nos julgamos com muita dureza e exigimos demais de nós mesmas. Mas quero lembrar que tudo bem cometer erros, falhar e não ser perfeita. Isso faz parte da jornada da vida e é o que nos torna humanos.
Gostaria de me lembrar de valorizar minhas conquistas, por menores que sejam, e celebrar minhas qualidades e habilidades. É importante lembrar que tenho muito a oferecer ao mundo e a mim mesma.
Desejo também ser gentil e carinhosa comigo mesma. Tratar-me com o mesmo cuidado e compaixão que trato as pessoas que amo. Quero me perdoar quando necessário e aprender a lidar com minhas emoções sem me julgar.
Por fim, gostaria de me lembrar de que o amor próprio é uma jornada contínua, que requer trabalho e dedicação. Mas é um caminho que vale a pena percorrer, pois é a chave para uma vida feliz e plena.

Com amor e carinho,
Eu.

O amor é difícil, porém real.
O amor fortalece,
O amor é essencial.
É explosivo, é imenso.
O amor não é normal.
Para aqueles que se entregam totalmente,
Amar pode ser fatal.
É tão forte e tão intenso,
Este sentimento que toma conta de mim.
Jamais em minha vida,
Havia me sentido assim.
Todo poeta sabe que,
Descrever o amor é impossível.
Não existe palavra que se iguale ao seu nível.
Eu amo. Ah, e como amo.
Mais do que é certo, saudável ou plausível.
Mas não amar, para mim,
É humanamente impossível.
O motivo pelo qual acordo todo dia,
Sorrio e saio da cama.
É saber que vou me encontrar com alguém que me ama.
Se a felicidade é uma ilusão,
Quero ser eternamente iludida.
Quero continuar amando até o fim de minha vida.
Quero que minhas últimas lágrimas sejam de emoção,
Não de despedida.
Quero que minhas últimas forças sejam gastas com um beijo,
Doce, intenso e insano.
E que meu ultimo suspiro,
Seja um murmúrio de ‘eu te amo’.

Qual é a cor do amor?


A maçã é vermelha.
O sol é amarelo.
O céu é azul.
A folha é verde.
A nuvem é branca... e a pedra é cinzenta.
O mundo tem muitas coisas... o mundo tem muitas pessoas... o mundo tem muitas cores... e cada uma delas é diferente.
No jardim as flores são de diferentes cores, mas vivem felizes juntas... uma ao lado da outra.
Na floresta os pássaros são de diferentes cores, mas vivem felizes juntos... um ao lado do outro.
No campo os animais são de diferentes cores, mas vivem felizes juntos...um ao lado do outro.
Em nosso mundo as pessoas são de diferentes cores, e, às vezes, vivem felizes juntas... uma ao lado da outra.
As cores são importantes porque dão mais beleza ao nosso mundo, mas elas não são tão importantes quanto o que sentimos... ou pensamos... ou fazemos.
As cores estão no "exterior" das coisas e os sentimentos no "íntimo" das coisas.
A cor é algo que vemos com os nossos olhos, mas o amor é algo que vemos com o nosso coração.
A maçã é vermelha,
o sol é amarelo,
o céu é azul,
a folha é verde,
a nuvem é branca... e a terra é marrom.
E, se te perguntasse, serias capaz de dizer...
qual é a cor do amor?

É preciso ter um tempo longe daqui
Tempo de ficar só
De andar na areia e sumir
O amor verdadeiro não reage assim
Pode fazer melhor
Esconde o medo e sorri

Quem já nadou contra a corrente
Sabe usar o vento a favor
Só o momento é diferente
É a mesma ferramenta que usou

Eu não preciso mais fazer o que você diz
Dei valor ao meu suor
Ninguém decide por mim
Se eu agi errado me perdoe porque eu não quis
Amarrar outro nó
Que prende pra dividir

O que impede de andar pra frente
É a direção que escolheu
Se um abismo separa a gente
Quem fez a escavação não fui eu
Eu sei que gente que tem coragem não finge
Que nada disso aconteceu

Quando eu acordei era fim de tarde
Meu lado claro escureceu
(Um novo sol só de manhã)
Faz envelhecer tendo a mesma idade
De tanto que a alma sofreu
Eu sei que gente que tem coragem não finge

Quase todo mundo pensa que sabe o que é receber… mas, a menos que você dê amor, você não sabe o que é dar, o mesmo é verdadeiro sobre receber: a menos que você seja capaz de receber amor, você não sabe o que é receber. Você quer ser amada, mas você não pensou sobre isso: você é capaz de receber amor?

Há tantas barreiras que não lhe permitem recebê-lo! A primeira é esta: você não se respeita; daí, quando o amor chega a você, você não se sente bastante adequada para recebê-lo. Mas você fica em tal atribulação, que não pode nem mesmo ver um fato simples: devido a você nunca ter se aceito como você é, você jamais ter se amado… como você pode conseguir receber o amor de alguém? Você sabe que você não é digna dele, mas você não quer aceitar e reconhecer essa ideia tão estúpida que a alimentou, de que você não é digna de amor. Assim, o que fazer? Você simplesmente recusa o amor. E, para recusar o amor, você tem de encontrar desculpas. A primeira e a mais importante desculpa é que “isso não é amor – eis por que não o aceito”. Você não acredita que alguém a ame.

Quando você mesma não se ama, quando você não se viu – sua beleza, sua graça, sua grandiosidade –, como você pode acreditar nisso quando alguém lhe diz: “Você é bela. Vejo em seus olhos uma profundidade insondável de tremenda graça. Vejo um ritmo em seu coração, em sintonia com o universo”. Você não pode acreditar em tudo isso – é demais. Você está acostumada a ser condenada, você está acostumada a ser punida, você está acostumada a ser rejeitada, você está acostumada a não ser aceita como você é – essas coisas você recebe muito facilmente. Mas você não sabe que não tem nada a dar. Todas essas coisas que você está dizendo estão relacionadas ao que você quer ganhar. E o outro está fazendo o mesmo. Uma vez casados, então virão os problemas, porque ambos estão esperando as mil e uma noites e nem mesmo uma noite indiana está acontecendo!

Então vem uma raiva, uma fúria que, pouco a pouco, se torna venenosa. O amor se transformando em ódio é um fenômeno muito simples, porque todo mundo se sente traído. O relacionamento humano precisa de compreensão. Minha sugestão é: medite. Torne-se mais e mais silenciosa, calma, tranquila. Deixe uma serenidade surgir em você. Isso lhe ajudará de mil e uma maneiras, não apenas no amor.