Conselho para uma Pessoa Orgulhosa
A escola não pode continuar a ser uma fábrica de adaptações curriculares; precisa de se tornar num laboratório de possibilidades,onde o erro é a ferramenta,o diálogo a ponte e o aluno o protagonista.
© 22 out.2025 | Luís Filipe Ribães Monteiro
Vivendo uma vida de fantoche,
preso aos fios da vontade de alguém.
Minhas escolhas não me pertencem,
temo ser vista como a vilã também.
Canso de lutar contra o invisível,
às vezes só respiro pra não desabar.
A dor no peito é um nó constante,
aperta, insiste não quer soltar.
Cercada de vozes, risos, presenças,
e mesmo assim, um vazio sem fim.
Finjo amar a solitude que me cerca,
mas o que habita em mim é solidão, enfim.
Carrego feridas que ninguém nota,
sangram em silêncio, discretas, fiéis.
Não matam, mas doem como cortes na alma,
lembrando o quanto ainda sou frágil e real.
Há dias em que sorrio, inteira, viva,
em outros, sou só sombra e saudade.
Dói ver o espelho refletir um eco,
sem ninguém em quem confiar de verdade.
No fundo, o que mais desejo é simples:
ter as rédeas do meu próprio ser,
calar o caos, tocar a paze finalmente... viver.
Olhe pra mim, eu era assim, você pode mudar, o mundo pode mundar. Sempre há uma saída. A garrafa gira para tudo que é lado.
A depedência de Deus é um conceito que vai
muito alem de uma simples necessidade; É
estadode espirito.
O que esperar do outro?
Sempre esperamos que alguém faça algo por nós, seja uma ligação um gesto de carinho ou um abraço, daqueles que sintamos mais amados... Mas, criamos expectativas, que na maioria das vezes nos decepcionam.
A única coisa que se espera do outro é que ele faça sua parte para consigo mesmo...
“O alcance da vida é como o voo de uma ave: depende da força das asas, mas também da direção do vento. e mesmo quando o vento muda, quem tem propósito aprende a usar as correntes para chegar mais longe.”
Um dia eu desci,
desci leve, sonhadora,
pra começar uma nova história,
a jornada do ensino médio,
cheia de risos, cadernos e aurora.
Ontem eu desci de novo,
mas o peso era outro nas mãos
uma certidão antiga e áspera,
como o clima duro do sertão.
Sim, a certidão de nascimento,
que agora muda de nome e sentido,
pra comprovar não só um papel,
mas o amor que tenho vivido.
28/10/2025
A Casa de Jorge
Uma catarse bem feita era um caos anunciado,
na casa de Jorge, tudo era sagrado e profano, misturado.
Quando deixava a filha ir ao centro espírita, em paz,
perguntava-se em vão por que sua fé nunca mais.
Falava baixo, num tom de ironia e desvelo:
— Minhas crenças têm rosto, mas não têm espelho.
Covardes são deuses com forma e razão,
que pedem joelhos, mas negam o pão.
Virou-se à esposa e, num riso cansado,
disse: — Rosas e borboletas são belos pecados.
Mas de nada adianta beleza na pele,
se a fome é o que fere e o tempo repele.
A TV seguia o jornal — tragédia e ruído.
Jorge apenas via o mundo perdido.
Foi então que a filha, pela porta direita, entrou,
e o silêncio da casa, de leve, mudou.
Contou-lhe cinco amores, cinco quedas, cinco vias,
e cada história acendeu antigas nostalgias.
Por um instante, pai e filha se olharam contentes,
como se o tempo, cansado, parasse entre gentes.
Mas o tempo não cessa, é cruel e atento.
Trouxe com ele um último contratempo:
um estalo no gás, um sopro, um ardor,
e o fogo tomou o lugar do amor.
Explodiu o botijão, queimando os momentos,
os risos contidos, os sentimentos.
Restou o ar seco, o chão em ruína,
e a fé consumida na própria fuligem fina.
Assim, a catarse se fez, por inteiro,
limpando a dor, mas num fogo traiçoeiro.
E na casa de Jorge, entre cinza e verdade,
ardeu o milagre da humanidade.
Luccas Perottoni
O Rei de Pão e Covardia
Era uma vez um francês,
chamado Michael, burguês.
Três vezes por semana, inglês,
às seis da manhã, seu pão, sua altivez.
Comia em silêncio, convicto,
que o gesto o tornava distinto.
Um rei de café e costume,
com ares de classe e perfume.
Mas um dia, no velho trajeto,
o ônibus tomou outro aspecto.
A estrada virou confusão,
gritos, bandeiras, tensão.
Três homens bradavam na via,
contra a lei, contra a polícia.
Michael olhou — e reagiu,
sem saber por que o fez, fugiu.
De burguês virou milícia,
no susto, na própria malícia.
Um ato sem honra, sem guia,
feito no medo, na covardia.
E o povo, que nada entendia,
ergueu-lhe um trono — ironia.
Promulgaram-no rei por herança,
morto em sua própria arrogância.
Assim finda a realeza vazia:
um pão frio, uma fé tardia.
Um francês que quis ser alguém,
e acabou rei — depois, ninguém.
Luccas Perottoni
Poema: A resiliência de uma mente que transborda!
Autora: Tanile R. Silva
Eu já morri algumas vezes
Não teve sangue
Não teve velório
Não teve silêncio.
Teve dor, choro
Angústia e vazio.
Foi possível encontrar
Lágrimas
Vergonha
Culpa
Medo, e arrependimentos, daqueles que a solidão cria voz e domina o presente, enchendo o mesmo de perguntas e incertezas.
Eu não me reconhci.
Eu só reconhecia o que ecoava em meu vazio.
As vezes, a gente morre, mas continua existindo.
Buscando por força e sonhando com a superação.
Consegui me encarar frente ao espelho
Encontrei sentido através de uma memória doce, de um sábado ensolarado, em um campo floriu.
A esperança se torna o oxigênio da teimosia.
O sorriso, a tranquilidade da alma.
As palavras, os reflexos da mente que transborda.
E o pulsar do coração que bate, reflete a alma em resiliência.
Sou mistério e adrenalina.
Uma mistura imperfeita, feita pra te enlouquecer.
Eu amo no extremo — intensamente, loucamente — e parto no auge,
antes que o encanto se torne costume.
Sou a lembrança boa que arde, o caos que deixa saudade.
Vivo nos ápices, não aceito metades, nem o morno disfarçado de paz.
Se quiser me ter... faz uma loucura por mim.
Sou mistério e desejo.
Uma mistura perigosa, feita pra te tirar do eixo.
Eu amo com fogo, com pressa, com loucura —
e quando o auge chega, eu me despeço.
Deixo perfume, lembrança e saudade.
Sou a vertigem que te faz querer mais,
o veneno doce que vicia.
Não sei ser morna, não nasci pra metades.
Se quiser me ter… arrisca. Faz uma loucura por mim.
.. Quem dera fosse assim, como uma fórmula de equação.
Separaria os termos para os lados, e fazia a divisão.
O duro é achar o valor de X que é sempre um e eu insisto em ver nós dois. Sou ruim de matemática do coração
Não tentes entender tudo de uma vez. A vida é feita pra ser sentida, não decifrada. E cada erro que cometes é apenas um pedaço do caminho que te ensina onde é o teu lugar
