Conselho para uma Pessoa Orgulhosa
Para a art pop, de uma maneira simbólica, eu me coloquei em frente a um espelho, tirei minhas roupas, depois minha maquiagem, depois minha peruca, vesti um macacão preto e disse a mim mesma: "Agora você tem que provar que pode ser brilhante sem tudo isso".
A falta que ele fazia provocava uma dor física aguda, como o corte de uma faca, deixando-a muitas vezes amargurada.
Sempre se tem uma escolha. Só que algumas pessoas fazem a errada.
Assim como não concebia uma felicidade sobre-humana, também não conseguia conceber uma eternidade além da curva dos dias. A felicidade era humana e a eternidade quotidiana. Tudo resumia-se em saber humilhar-se, harmonizar o coração ao ritmo dos dias, em vez de obrigá-los a seguir a curva de nossa esperança.
Da mesma forma que é necessário, em arte, saber parar, pois chega sempre um momento em que uma escultura não deve ser mais tocada, e que, para isso, a vontade da inteligência serve melhor ao artista do que os mais amplos recursos da clarividência, assim também é necessário um mínimo de ininteligência para se conseguir uma existência feliz. E quem não a tiver, tem de conquistá-la.
Você não pode olhar só o que vai mal. Sempre tem como dar um jeito. É só fazer uma força.
(Alegria)
A história nunca rejeita os homens fortes. Aquele que luta por uma causa justa, sempre será lembrado.
Quando, durante a oração, percebo a minha miséria diante de Deus, acontece uma coisa extraordinária: meu pensamento se torna mais claro, episódios mal compreendidos adquirem de repente todo o seu sentido, e áreas inteiras da minha inteligência que estavam adormecidas voltam a funcionar. Conclusão que me parece bastante razoável: o sentimento adequado da nossa miséria é o centro da nossa consciência, a chave do nosso senso das proporções, a única via eficiente para um ser humano se instalar na realidade da sua vida com uma perspectiva correta.
Para a minha sorte e para o azar de muitos, tenho uma memória de ouro que me impede de confiar novamente em quem não merece.
Não sou nada depressiva. E nem estou naqueles dias quando a carência ataca de uma só vez pra me pegar totalmente de surpresa.
Sabe aquela história em que uma criança fica presa debaixo de um carro e seu pai encontra uma força super humana para levantar o carro e salvar a vida da criança? Eu sempre imaginei se era real. Se alguém com quem eu me importo estivesse machucado ou preso, meus instintos iriam aparecer? Eu saberia o que fazer? Eu levantaria o carro? Pular em frente a uma bala? Eu seria capaz de bater em alguém sem parar? Eu gosto de pensar que sim. Quando alguém que você ama está em perigo físico, encontrar a força que você precisa para salvá-lo é fácil. Mas às vezes a ameaça não é física. Às vezes, é mais fundo, e nesse caso, os instintos não podem te salvar. Nenhuma força super humana, nenhuma descarga de adrenalina. Você não pode sair da batida do carro. Tudo o que você pode fazer é sentar e esperar e desejar que as coisas fossem diferentes.
(…) viver na luz é realmente uma escolha, mas nem todos têm o mesmo privilégio, porque se sentindo pequenos demais, não conseguem enxergá-la. Esquecem-se, porém, que a magia da vida está na forma como a percebemos. E que a vida que reside em nós é pura luz, mas só notamos quando a tocamos com os nossos melhores sentimentos. O que nada tem a ver com subjugar ou oprimir os sentimentos alheios, para fazer prevalecer os nossos. É muito mais do que isso; é algo que transcende a simples realidade objetiva. É tocar e sentir; é viver e vivenciar; é doar e entregar com alma, com verdade.
Seu andar é verdadeiramente deslumbrante, seu olhar é de uma maravilha incomparável, e sua beleza é tão fascinante que meus olhos se perdem ao contemplá-la.
Você vive na ilusão e na aparência das coisas.
Há uma realidade, mas você não a conhece.
Quando compreendê-la, vai ver que você não é nada.
E, sendo nada, você é tudo.
Isso é tudo.
— Eu ouvi ela dizer uma coisa... No meio da conversa, sabe? Ela disse que você gosta dessa vida.
— Eu não gosto nada dessa vida... Não gosto dessa merda de vida.
