Conscientização Água
Me procure sem motivo aparente e faça tempestade em copo d’água. Me apavore, me enlouqueça e me envolva numa suposta pretensão. Me instigue, me irrite, invente motivos para pensar que pode ser e depois me alucine parecendo dizer não. Fuja. Passe dias, noites, horas ao meu lado e me conforte. Me acalme, me anime, me faça rir. Depois desapareça, me esqueça, me critique, me hipnotize. Confunda. Se declare, me rejeite, me difame, me oriente e eu, gramaticalmente incorreta, continuarei incoerente, desconexa, envolvida. Procurar-te-ei em tudo, em todos. Não te encontrarei, não saberei quem és. Imaginarei minha vida envolvida, enrolada nos teus braços, nos teus olhos. Em filmes, músicas, pássaros e copos de uísque barato eu me trancarei, esquecer-me-ei, afogar-me-ei. Um, dois, três, quatro modos de loucura. Às vezes cinco, muito gelo e um gole. Entorpecerei logo. Aí, devassados, vestiremos a nudez, compartilharemos o mesmo teto por uma noite, saborearemos o melhor vinho: fel. Transmitiremos calores incansáveis, incessantes e adormeceremos exaustos apenas sabendo que o inferno é o máximo. Depois fingirei que nunca te conheci e te encararei no meio da pista. Dançarei contigo como se tivéssemos dezoito anos e ficarei contigo, transarei no primeiro encontro. Esquecerei tua nobreza e me insinuarei para ti, seduzir-te-ei e enfim te terei novamente aqui.
Sobre o bobo coração
Onde está aquela gota d’água
que calmamente desliza por você?
por acaso tem ela pressa
de chegar e suplantar o alvorecer?
Ao olhar e ver-te aqui
quase a ponto de esmurecer
nada mais do que fechar os olhos
é o que faço para sentir seu ser
Por isso a palidez da face
é o maior brilho da eternidade
e assim terminam esse versos
já embebidos de saudade.
A nuvem que cantava a água
de cada dia
o tempo que não para
que da noite já era dia
quando o sol piava
a noite aparecia.
O que somos? Somos água, felicidade, amor, ódio, tristeza, dor, paixão, matéria, egoístas, generosos, merdas, almas, sorrisos, lágrimas, vermes, sangue, coração, pensamentos, ação, ruins, bons, bandidos, políticos, religiosos, destruição e construção... Somos humanos? HUMANOS.
Mais do mesmo
A mesma água que do céu cái, para la torna
A dor que trás lágrimas, tráz o riso de um novo filho
Os mesmos que gritaram hosanas, gritaram crucifiquem-no
O céu da noite triste, é o mesmo do dia feliz
A areia da praia é a mesma antiga rocha
O caminho de ida é também o de vinda
A vida e suas voltas nos tráz sempre ao mesmo ponto
O coração sábio não é decifrar estas coisas
Mas conviver em harmonia, mesmo em face a elas
O que posso desejar pra voce em 2010
Mais do mesmo, mas, mesmo diferente.
Senhor, obrigado por mais esse dia. Obrigado pelo ar, pela água, pelo alimento. Obrigado pelo meu solo e o meu teto não serem no Haiti.
Deus misturou um sentimento perfeito, uma imagem perfeita, um som perfeito, misturou com água, e assim, o mar nasceu.
Eu falava: apua ao invés de água.
Eu caí várias vezes antes de andar.
Que me dirá correr.
Eu tive que tentar pra acertar.
Eu tive que errar pra aprender.
Tive que deixar de ser menino pra crescer.
Rumo ao Mar...
Sol desperto no céu espelha-se na água
da lagoa e do mar, pontilhando de dourado
pequenas gotas bailarinas suspensas no mar.
Calor do sol, brisa suave no rosto,
segue o barco balançando a destino do mar,
transporta sonhos de um lado para outro,
onda branca e inquieta que não pára,
a encantar-se com a beleza de suas margens.
Doçura impetuosa das marés a subir no entardecer,
gotas cintilantes desafiando as fortaleza das pedras,
enquanto os barcos crepitam nas ondas azuis,
ida e volta, chegada e partida de pequenos cais.
Corre a água cristalina a buscar o seu destino,
palavras são veleiros que viajam nesta onda,
vão partindo com o vento como quem canta,
canto da ave, canto da pureza do mar.
Segue o barco neste mar entre montanhas,
cortando as ondas que soluçam baixinho,
canção do mar, plena de magia e poesia,
que nesta hora até os pássaros silencia.
Água, sal e vida, hora da despedida,
segue o barco a sua rota, ficamos aqui no cais,
de tantas belezas avistadas fica um quase poema,
vago como a luz que reinventa o azul do mar,
no verde-mar-poema que ficou na margem.
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