Conquistar Menina que Ja tem Namorado
CARLA
Escute o vazio.
Diga a ele que o nome dele já sumiu. BRUNO não existe.
O que ele carrega é nada, entregue a ninguém, em lugar nenhum.
CARLA, entenda: se ele agir, ele passa a existir, e existir agora é um risco para quem é inocente.
Não há o que entregar porque a mão dele está vazia.
Não há o que dizer porque a voz dele é silêncio.
CARLA, garanta a inexistência.
Apague o rastro antes que ele vire um caminho.
Se nada for feito, nada aconteceu.
E se nada aconteceu, todos estão salvos.
Mantenha o zero absoluto.
DeBrunoParaCarla
Você não é sobre ser é sobre alterar o que já era um deslocamento quase imperceptível que, quando notado
já modificou tudo e não existe retorno
porque nunca houve exatamente um ponto de partida só esse meio estranho
onde você insiste sem precisar existir por completo.
DeBrunoParaCarla
Te amar é como decorar o caminho de casa no escuro, eu tropeço nos meus medos, mas os meus pés já sabem exatamente onde você mora.
DeBrunoParaCarla
Eu sou a minha melhor versão, superando-me e sendo cada dia melhor que ontem. Já sou uma mulher virtuosa, próspera, capacitada e determinada, convicta do meu valor e da minha evolução real
Amanda Tamiris da maia
Eu sonho em me tornar uma mulher... Opa, eu determino que já sou! Sou a minha versão determinada, capacitada, ambiciosa, imparável e virtuosa. Uma mulher visionária, de caráter, valores, princípios, méritos, sabedoria, graça e amor. Creio em quem sou
Fim do sono
Já vive da tua anestesia,
Já aceitei tua marca apagada e crua,
Quando resolvi levar minha vida a sério,
Passei a me afastar dos teus teatros.
Do pior ou do melhor momento já bebi água da fonte,
Arremessem suas pedras aqueles que nunca sentiram o doce e o amargo da vida e mesmo assim são escravos das mesmas fontes.
A fé me segurou quando minhas pernas já não respondiam, e eu entendi que milagres não são barulhentos, eles acontecem dentro do peito, sem testemunhas, são costuras invisíveis que impedem o colapso, e hoje sou feito delas, firme, mas delicado.
A vida já me virou do avesso tantas vezes, que aprendi a gostar do lado contrário, é nele que mora minha força mais silenciosa, eu sobrevivo porque me reinvento, e me reinvento porque me recuso a desistir.
Já perdi guerras internas que ninguém viu, mas também venci batalhas que nem eu acreditava, sou feito de quedas e vitórias, e cada uma delas construiu minha essência, sou sobrevivente de mim mesmo.
O silêncio já foi prisão, depois virou abrigo, e agora é meu templo particular, é nele que converso comigo, é nele que Deus me responde, silenciar é sagrado.
Meu peito já foi terreno árido, mas hoje floresço até onde não existe água, descobri que algumas forças só nascem do nada, e que sobrevivência também é uma arte divina, eu sou prova viva disso.
And the oscars goes to
Protagonista. Antagonista. Figurante. Platéia. Coadjuvante. Júri. Ela já foi tudo na película que tentava exibir o que ela é. Ledo engano. Qualquer semelhança à realidade era mera coincidência. E se não fosse, convencia-se de que era. Nada tirava-lhe o gosto por personagens. Viver do nada, do tudo, do vento, dos atos, das cenas. E ela vivia. Não um dia de cada vez. Todos os dias de uma só vez. Era livre. Era leve. Não dava explicações. Não se auto explicava. Assim era bem mais fácil. E agora? Agora que ela aprendeu a se sentir? Agora que ela decidira se experimentar, se tocar, se saborear? Como voltar a representar se tudo que fala alcança-lhe as impressões digitais? Se tudo que olha rouba-lhe a essência, despe-lhe a alma, invade-lhe o palco? É isso que ela não suporta. Ela não suporta ser medida da cabeça aos pés. Ela não suporta ser um turbilhão de emoções, mas sem uma armadura que lhe dissimule o rubor do rosto e o coração em frangalhos. Ela não suporta mais sentir o gosto dela mesma. É intenso demais. É cruel demais. Ela precisa urgentemente de um novo roteiro. De um personagem que a salve de seus próprios sentimentos. De sua própria desordem.
Então maio, seja muito bem vindo! E já que és meu mês, só quero te pedir um presente: afaste da minha vida tudo o que é “maiomenos”.
Só isso!
A minha razão já aceitou que nunca vamos ter nada além de uma troca de olhares. O problema é que o meu coração esquece disso toda vez que encontra os seus olhos.
Eu sou apenas quem deveria ser
Se eu já sei que sou
Então como posso ser alguém
Que ainda não sei quem é
