Conquistar Menina que Ja tem Namorado
O segundo
Sentada à beira do riacho, a menina da ladeira, longe de casa
A viajar por aí, já dona de si e dos problemas também,
Pensava na vida.
O que fazer a partir dali? Onde tudo aquilo a levaria?
Momento de indecisão: várias possibilidades,
Muita gente lhe dizendo o que fazer,
Nenhum conselho, nenhum caminho parecia certo para ela.
Como se escolhe o rumo de uma vida inteira em apenas um momento,
Sentada à beira de um riacho?
Momentos como esses trazem consequências avassaladoras.
Marta Almeida: 31/12/2019.
Por fora já não sou a mesma, mas por dentro mantenho a essência, a alma livre de menina, e um coração sonhador.
Você precisa se decidir.
Já tá me deixando confusa.
Se não quer aquela menina,
precisa mudar o tema do poema.
Não fale tanto dela.
Tire-a das suas palavras de mágoa,
ou assuma o que sente, finalmente.
Só assim serás livre dessa saudade.
Lute por quem ama!
Quando queremos, podemos tudo!
Companheira do Sofrimento
Ela é mulher, que já foi menina
Mais quando menina decidiu ser mulher
E agora quer retroceder a menina novamente
Mundo confuso já não sabe o que fazer
Hoje ela foge, esconde, aparece e se refugia novamente
Na segunda emplaca a coragem
Na terça a tristeza na quarta a saudade
Na quinta o medo na sexta há a sexta feira
Ela traz todos os males tona
Sábado e domingo se despede de todos
E ciclo se reinicia, mais ela é forte
E não desiste, parou observou e viu
Uma brecha, uma grade da sela danificada
Ah chance para tenta uma fuga
Mas ela para e pensa fugir dos sentimentos?
Isso soa com ironia, de fato não tem como
Rezar já não adianta mais, joelhos já se calejaram
De tantas vezes que ela pós o mundo na costa
E não aguento e o mundo a pós de joelho
E assim permanece
Contundo ela sabe que tudo tem uma saída
Impaciência a faz esquecer-se disso
A gota de esperança desce dos olhos dia a dia
E dela que vem a força para continuar árdua batalha
Palavra desistir não existe para ela
Portando que desista, o medo, à tristeza.
A solidão de viver com ela
Pois quando ela levantar-se quem vai cair é mundo
E assim o mundo permanecerá debaixo dos seus pés
Ah menina... Ele já vacilou com você uma, duas, três vezes. Vai esperar a quarta vez ou vai se valorizar?
_Ei menina, venha aqui....
_Já estou aqui, há muitos anos...
_Mas, eu te conheço?
_As vezes, quando você quer me ver....
_Como assim?
_Eu sou você, quando você me deixa ser Eu..
_E quando eu sou você?
_Antes, era muito raro, agora está ficando mais amiúde..
É quando você consegue respirar a vida, sentir a alma,
ser realmente você, ou melhor "eu".
_Mas sempre é assim...
_Quisera fosse, você seria muito mais intensa, a vida seria tão plena..
_E como faço para ser sempre você?
_É tão simples, basta nos completarmos, viver sem medo, confiando e acreditando sempre
em nós.
Você e Eu, Eu e Você, uma mistura perfeita de sonho e realidade...
"Eu te avisei menina para nunca entregar seu coração a nenhum homem, mas agora já é tarde (gargalhada) ela deu…"
já fui louca
já fui menina
já fui santa
já fui traquina
já fui alvorada
já fui penar
já fui estrada
já fui alienar
já fui esquina
já fui caminho
já fui adrenalina
já fui sozinho
já fui escuridão
já fui laço
já fui imensidão
já fui descompasso
já fui ousadia
já fui palhaço
já fui fantasia
já fui cansaço
já alento
já fui dor
já fui vento
já fui desamor
já fui presença
já fui saudade
já fui crença
já fui vontade
já fui deserto
já fui mar
já fui incerto
já fui amar
já fui calmaria
já fui ilusão
já fui poesia
já fui trovão
já fui festim
já fui contramão
já fui sim
já fui não
já fui tudo que pude ser
já quis ter e não poder ver
já quis sentir e não poder amanhecer
já vi o céu esmorecer
hoje apenas vivo
e respiro o ar do que apenas
posso ler.
...Em todo lugar que ele chegava perguntavam: E aquela menina que você amava já esqueceu? Ele sempre respondia com um sorriso meio de lado: Não, já tentei, mas ainda a amo. Ao ouvirem a resposta alguns diziam a ele: Na hora certa Deus irá colocar alguém em seu caminho. Ele calado apenas pensava: É impossível alguém entrar no caminho que me perdi pelo fato de não te-la aqui. Os anos se passaram, e um dia ele chegou acompanhado de uma moça na cidade na qual ele havia estudado até se formar no ensino médio, ao encontrar velhos amigos eles o perguntaram: E essa moça quem é? Ele respondeu: minha noiva. Olharam para os dois riram e disseram: Sério? Mas e aquela menina por quem você se apaixonou e dizia amar pelo resto da vida? Ele sorriu e disse: Lembram quando diziam que na hora certa Deus iria colocar alguém em meu caminho? Pois então, no fundo vocês estavam certos. Questionaram novamente: Você esqueceu seu primeiro e grande amor pra sempre? Ele novamente responde: Não, eu esqueci o meu primeiro amor, o meu grande amor é a minha noiva que está ao meu lado agora e assim será pelo futuro que me aguardará. Hoje ao lembrar daquele passado e daquele amor ele da um sorriso irônico e diz: Como é bom cair para levantar e seguir adiante aprendendo com as decepções e encontrar a verdadeira felicidade. Aquela menina que ele amou loucamente ao ve-lo na rua com sua noiva, lembrou daqueles momentos no passado, deu um sorriso sem graça, virou-se e saiu andando sozinha...
Talvez porque eu sou louca,psicótica,e quem sabe a menina mais difícil de entender que ele já conheceu,talvez seja por isso que ele não quis me fazer feliz,e quem sou eu com todos os meus defeitos,perto de um mundo de mentiras?Por melhor que seja viver fora da realidade,não ha nada que uma amor não possa superar,quando ele existe em ambas as partes.
Um doce de Mel
Menina que já nasceu doce de modo que até a lua deseja ser chamada assim.
De pele esbranquiçada e macia, carrega em seu nome a opulência da natureza.
Ofusca adeptos ao sabor, mas quem aprecia mesmo é a realeza.
Seu falar é manso tanto quanto os passos de um felino.
É abelha quem cria, mas quem consagrou foi o divino.
Mel também é uma garotinha meiga e adorável.
Do mesmo modo que trata-se de um alimento precioso, para muitos seu valor é inestimável.
Dentro si, vive ao mesmo tempo uma criança e mulher virtuosa.
Que tenhamos todos igualmente a sorte de ter uma vida saborosa.
A menina perdoa. Não porque virou santa, mas porque já não aguenta mais carregar este ódio. Odiar cansa. Não sei se muda algo no Céu ou na Terra, se salva ou condena minha alma, mas estou exausta e só agora entendo isso.
Menina mulher
Que encanta onde passa
Tem a alma pura e o sorriso mais lindo que já me deparei
Tem brilho no olhar, como se fosse a estrela mais brilhante de todas as constelações
Tem olhar puro, meigo, sincero
O abraço que se torna abrigo mesmo estando longe
Sem ao menos te tocar sinto o calor do seu corpo
Suas mãos acariciando meu rosto como o toque em uma seda
O valor? Ah o valor....
Indiscutível... mais valioso que qualquer diamante, porém ainda bruto
Mas ao lapidar com carinho, amor, e proteção
Se torna o mais lindo e puro de todos já existente....
meu diamante bruto.....você.
Menina da minha infância, olhar apaixonado, desejo já mais consumado, sonho traído longevidade desconhecida, mais o coração ardendo, como uma chama nova.
Sorri, por entre as lágrimas, como a menina que fui, já não agarrada à mão da minha tão amada avó, mas para sempre, presa a ela, por lindas penas brancas a esvoaçar até ao Céu.
Aprendendo regular dopamina
Menina nascida na cidade do barulho, já com a vida cercada de muros.
Recebida não com colo, mas com sentença.
Chamaram-na excesso antes de ser presença.
Aprendeu cedo que amor, em certas casas, é moeda rara e grito frequente.
Cresceu calibrando o próprio pulso pelo humor de quem deveria cuidar e dar o exemplo,
lendo o clima como quem estuda tempestades para sobreviver.
Hiperalerta.
Hiperativa.
Hiperconsciente.
O sistema nervoso virou quartel.
O coração, radar.
Enquanto era chamada de vários nomes que podem ferir,
ela decifrava o mundo pela tela azul da madrugada,
internet discada como portal secreto,
ICQ piscando como farol de outro continente,
músicas baixadas em silêncio,
fitas gravadas como quem arquiva provas de que existe beleza.
Trancada, mas não pequena.
Sozinha, mas não vazia.
Ela estudava pessoas como quem estuda maré.
Observava. Comparava. Não engolia narrativas prontas.
Sua mente nunca coube em moldura doméstica.
Quando o portão abria,
virava oceano.
Skate no asfalto,
corrida na areia,
prancha rasgando a água,
dopamina como milagre bioquímico,
liberdade como direito ancestral.
O mar não gritava com ela.
O mar respondia.
Ali descobriu irmandade feminina,
descobriu biologia como idioma do planeta,
descobriu que justiça não é conceito e sim
instinto.
Desde criança defendia quem nem gostava,
porque desigualdade lhe doía na carne.
Onça quando preciso.
Silêncio quando estratégico.
Memória absoluta quando traída.
Ela não guarda ódio.
Ela arquiva.
Inteligente o bastante para liderar,
sensível o bastante para sentir antes de acontecer.
Sonhos lúcidos, pressentimentos,
um tipo de percepção que não cabe em manual clínico
nem em catecismo.
Chamaram-na intensa.
Era apenas desperta.
Confiou demais,
porque quem ama com verdade não imagina cálculo alheio.
Teve ideias roubadas,
amizades rasgadas,
lealdades quebradas.
E mesmo assim continuou oferecendo água num mundo que vende sede.
Há nela uma dualidade quase mitológica:
a menina que sobreviveu à casa em guerra
e a mulher que escolheu proteger águas e florestas.
Trauma e missão dividindo o mesmo corpo.
Ela se trata.
Regula a dopamina.
Aprende a dialogar com o próprio sistema nervoso como quem domestica um cavalo ferido sem quebrar sua força.
Não precisa mais viver em modo incêndio.
Pode viver em modo construção.
Às vezes o passado aciona alarmes invisíveis
e a tristeza senta ao lado.
Mas agora ela sabe nomear o que sente
e nomear é poder.
Há quem diga que ela carrega memórias de outras eras,
que já andou por sombras antigas
e retorna vida após vida tentando equilibrar a balança.
Talvez mito.
Talvez metáfora.
Talvez apenas a forma poética de explicar
por que alguém tão jovem carrega tanta responsabilidade.
Ela é virgem na análise,
áries no impulso,
escorpião na emoção,
tigre na defesa,
oceano na profundidade.
É abrigo para segredos.
É ombro firme.
É aquela que chega quando todos vão embora.
E, paradoxalmente,
ainda se pergunta por que foi rejeitada no início.
A resposta não está nela.
Nunca esteve.
Ela nasceu inteira demais
para caber em lugares rasos e pequenos.
Agora caminha com o aperto no peito de quem enxerga o mundo ruir, a
geopolítica em combustão,
a natureza saqueada,
os heróis sociais e ambientais tombando pela missão,
e mesmo assim escolhe plantar.
Porque há pessoas que vieram para consumir.
E há as que vieram para criar e cuidar.
Ela não é ingênua.
Ela é deliberadamente boa.
E isso exige mais coragem
do que qualquer guerra.
“Espelho, espelho meu...”
quantas versões minhas você já viu nascer?
A menina que chorava escondido,
a mulher que aprendeu a sobreviver.
Espelho, espelho meu,
por que às vezes pareço tão forte,
se por dentro carrego tempestades
que nem o tempo consegue dissolver?
Você conhece meus silêncios,
meus medos atrás do batom vermelho,
as cicatrizes que escondo no sorriso
quando finjo não me olhar por inteiro.
Mas hoje, diante do reflexo,
não quero saber quem é a mais bela.
Quero apenas reconhecer
a mulher que renasceu depois das guerras .
Helaine machado
julie.
Há uma menina que ainda não existe no mundo, mas que, de alguma forma, já existe dentro de mim.
O nome dela vai ser Julie.
Eu ainda não sei quando ela vai chegar. Não sei se será daqui a alguns anos, se a vida vai demorar para colocá-la nos meus braços ou se o destino ainda está decidindo se nossos caminhos realmente precisam se encontrar. Talvez ela nem saiba que eu já penso nela. Talvez, enquanto eu escrevo isso, ela esteja em algum lugar que eu jamais poderia imaginar, vivendo uma vida que ainda não tem nenhuma relação com a minha.
Mas eu já a amo.
E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas sobre o amor de um pai. Ele pode começar antes mesmo de existir um rosto para olhar.
As vezes eu me pego imaginando os olhos dela. Não sei exatamente como serão, mas já consigo imaginar a maneira como eles vão me procurar quando ela estiver assustada, quando precisar de colo ou simplesmente quando quiser encontrar o pai no meio de uma multidão. Imagino o sorriso, o jeito de falar, as manias que provavelmente vão me tirar do sério e, ainda assim, fazer com que eu queira guardar cada uma delas para sempre.
Imagino seus primeiros passos pela casa.
Imagino a voz me chamando de pai.
E acho que é nesse momento que eu percebo que existe uma versão de mim que ainda não conheço.
O pai da Julie.
Talvez ela transforme completamente a minha vida sem sequer perceber. Talvez eu passe a dirigir mais devagar, a olhar o relógio com mais frequência, a pensar duas vezes antes de tomar certas decisões. Talvez minhas preocupações deixem de ser apenas sobre mim. Talvez eu descubra que existe alguém capaz de ocupar um espaço dentro de mim que eu nem sabia que estava vazio.
Eu imagino uma menina pequena segurando meu dedo com a mão inteira.
E acho que, naquele instante, eu entenderia que faria qualquer coisa por aquilo.
Não porque ela teria feito alguma coisa para merecer.
Não porque ela precisaria me devolver alguma coisa.
Mas simplesmente porque seria minha filha.
Esse é o amor que ainda não conheço, mas que já consigo sentir chegando de longe. Um amor que não pede reciprocidade, que não depende de respostas, que não precisa ser escolhido todos os dias porque já nasceu decidido. Um amor que provavelmente vai me ensinar que existem pessoas pelas quais você não pensa duas vezes antes de colocar o mundo inteiro nas costas.
Eu penso na Julie crescendo.
Na primeira vez que ela cair e olhar para mim esperando que eu diga que está tudo bem.
Na primeira vez que ela chegar em casa chorando porque alguém machucou seu coração.
Na primeira vez que ela quiser sair sozinha e eu precisar aprender que protegê-la também significa deixá-la ir.
Talvez eu seja aquele pai meio bobo que vai querer saber onde ela está, com quem está, se chegou bem. Talvez eu seja exageradamente protetor. Talvez eu precise aprender, todos os dias, que ela não nasceu para viver dentro das minhas mãos, mas para construir a própria vida.
E mesmo assim, em algum lugar dentro de mim, sempre vai existir aquele homem olhando para uma menina pequena e pensando:
"Como pode alguém tão pequena significar tanto?"
Eu não sei como serão os olhos dela.
Não sei se ela vai gostar de música, de livros, de filmes, de desenhar ou de qualquer coisa que eu imagine hoje.
Não sei se ela vai parecer comigo.
Não sei se vai torcer para o Palmeiras(mas deveria)
Não sei se vai herdar meu jeito, minhas manias ou se vai ser completamente diferente de mim.
E talvez seja justamente isso que torne tudo tão bonito.
Porque eu não amo uma pessoa que conheço.
Eu amo a possibilidade dela.
A possibilidade de um dia abrir uma porta e encontrar uma menina correndo na minha direção.
A possibilidade de ouvir uma voz dizendo "papai".
A possibilidade de segurar alguém nos braços e perceber que, depois daquele momento, minha vida nunca mais vai ser somente minha.
Julie ainda não sabe se vem.
Eu também não sei quando.
Mas, se um dia ela vier, espero que encontre em mim um lugar seguro para voltar.
Espero que ela saiba que pode errar sem deixar de ser amada, cair sem ter vergonha de pedir ajuda, crescer sem medo de me perder.
Espero que, quando ela for grande o suficiente para entender essas coisas, saiba que antes mesmo de existir para o mundo, já existia em meus pensamentos.
Que antes de eu conhecer seu rosto, eu já imaginava seus olhos.
Antes de ouvir sua voz, eu já imaginava como seria escutar "papai".
E antes de poder segurá-la no colo, eu já sabia que, se a vida me desse a oportunidade de ser o pai dela, eu faria tudo o que estivesse ao meu alcance para que ela nunca duvidasse do quanto é amada.
Talvez esse seja o maior sonho que eu ainda não vivi.
Uma menina chamada Julie.
A menina do papai.
Uma pequena pessoa que ainda não chegou, mas que já ocupa um pedaço enorme de um coração que nem sabia que estava esperandp por ela.
E quando ela finalmente chegar, se chegar, talvez eu olhe para aqueles olhos que passei tantos anos imaginando e perceba que eu estava errado sobre uma coisa.
Porque talvez eu tenha passado a vida inteira tentando imaginar como seria amar minha filha.
Quando na verdade, bastaria conhecê-la
Não se engane com o calendário: há maturidade em quem tem 20 e uma alma de menina em quem já passou dos 30
