Conquistar Menina que Ja tem Namorado
Deus é maior / Allah'u'akbar
Como já passaram 100 dias de genocídio em curso e o número de vítimas nomeadas ultrapassa as 25.000 (sem contar as que ainda estão enterradas sob os escombros), a escala do sofrimento humano há muito que atingiu dimensões insuportáveis. Mais de dez mil crianças foram mortas e continuam a ser mortas a uma taxa de cerca de 100 por dia; mais de 1.000 crianças sofreram amputações, muitas sem anestesia. 50.000 mulheres grávidas lutam para sobreviver e dar à luz, por vezes por cesariana, sem leite, comida ou água suficientes e muito menos condições sanitárias. Uma população inteira está a passar fome, 90% deles estão sem abrigo, a poucos quilómetros de um comboio cheio de camiões cheios de mantimentos que não são autorizados a entrar para fornecer comida e água. Bairros inteiros são arrasados. O bombardeamento contínuo excedeu em três meses toda a tonelagem de bombas usadas pelos EUA no Iraque durante seis anos. Entretanto, o povo de Gaza não tem defesas aéreas, abrigos antiaéreos ou fuga. Para as pessoas de fé, esta realidade agonizante obriga-nos a enfrentar sérios desafios teológicos. A expressão “Allahu Akbar” não deve ser traduzida como “Deus é Grande”, mas mais precisamente, “Deus é Maior que. . . ” Na verdade, Deus é maior do que o poder impressionante do exército israelita, o seu enorme armamento destrutivo e toda a força dos Estados Unidos e dos países ocidentais mobilizados contra o infeliz povo de Gaza. Deus é maior, de facto, que Tel Aviv e Washington, que a Sexta Frota e os seus porta-aviões, que a tecnologia de destruição de Israel, ou o seu muro de alta tecnologia e equipamento de vigilância. Deus é maior do que o silêncio e a cumplicidade das instituições internacionais face a massacres bem documentados e é maior do que o fracasso da liderança palestina ou dos seus supostos aliados árabes. A fé profunda e genuína na soberania última de Deus sobre os assuntos deste mundo envergonha todos nós, monoteístas, que acreditamos nas mesmas coisas, mas parecemos esquecer quando ocorrem catástrofes e perdas genuínas.
“Há encontros que parecem acaso, mas deixam na alma a sensação estranha de que já eram esperados.”
— Juliana Hoffmann Liska
“Há noites em que o coração conversa com a lua porque já não encontra linguagem entre os homens.”
— Juliana Hoffmann Liska
O Tribunal que Carregamos Dentro de Nós
Você já reparou que explicamos o comportamento dos outros pelo caráter e o nosso próprio pelas circunstâncias?
Quando erramos, quase sempre encontramos uma explicação. Estávamos cansados, preocupados, com problemas demais na cabeça. Foi um dia difícil. Perdemos a paciência porque chegamos ao nosso limite. Respondemos mal porque alguma coisa dentro de nós já vinha doendo havia muito tempo.
Mas quando é o outro quem erra, curiosamente, as circunstâncias desaparecem.
Ele não estava cansado: ele é grosseiro.
Ela não estava passando por um momento difícil: ela é complicada.
Ele não cometeu um erro: ele é irresponsável.
Ela não perdeu a paciência: ela é arrogante.
Para nós, contexto.
Para os outros, caráter.
Talvez exista dentro de cada um de nós um pequeno tribunal onde ocupamos, ao mesmo tempo, lugares muito diferentes. Quando somos os acusados, queremos que todas as provas sejam examinadas, que nossa história seja conhecida, que nossas dores sejam consideradas. Mas quando o outro ocupa o banco dos réus, muitas vezes queremos apenas uma sentença rápida.
É estranho como conhecemos profundamente as razões dos nossos próprios erros e quase nunca conhecemos as razões dos erros alheios.
Sabemos das noites em que não dormimos.
Das preocupações que carregamos.
Das palavras que engolimos.
Das perdas que ninguém percebeu.
Das batalhas que enfrentamos silenciosamente.
Mas do outro conhecemos apenas o instante em que ele cruzou o nosso caminho.
E, ainda assim, julgamos uma vida inteira por alguns minutos.
Talvez seja essa uma das grandes injustiças das relações humanas: queremos ser compreendidos pela nossa história, mas frequentemente compreendemos os outros apenas pelo comportamento que tiveram conosco.
Não significa aceitar tudo.
Compreender não é permitir que alguém nos machuque repetidamente, nem transformar falta de respeito em desculpa. Existem comportamentos que precisam de limites e pessoas das quais precisamos manter distância.
Mas existe uma diferença enorme entre estabelecer um limite e decretar quem alguém é.
Porque uma atitude pode revelar muito sobre uma pessoa, mas nem sempre revela a pessoa inteira.
Talvez devêssemos fazer uma pergunta antes de condenar alguém:
“E se eu conhecesse as circunstâncias?”
Talvez aquele silêncio tivesse uma história.
Talvez aquela impaciência viesse de uma dor.
Talvez aquela distância escondesse uma batalha que nunca nos foi contada.
E talvez, algumas vezes, não houvesse explicação nenhuma capaz de justificar o comportamento.
Ainda assim, a pergunta teria servido para alguma coisa: impedir que nossa primeira impressão se transformasse imediatamente em verdade absoluta.
No fundo, maturidade talvez seja aprender a usar a mesma medida.
Se queremos que considerem nossas circunstâncias antes de julgarem nosso caráter, precisamos oferecer aos outros pelo menos a possibilidade de também possuírem circunstâncias que desconhecemos.
Porque todos nós carregamos capítulos que ninguém leu.
E talvez o mundo se tornasse um pouco mais humano se, antes de escrevermos a sentença sobre alguém, tivéssemos a humildade de admitir:
eu vi o comportamento, mas não conheço a história inteira.
seus olhos.
Antes mesmo de entender o que estava acontecendo, eu já tinha encontrado alguma coisa nos olhos dela que não sabia explicar. Eu falava dos olhos porque era a maneira mais fácil de falar do que acontecia comigo quando olhava para ela. Pareciam ter profundidade suficiente para esconder tudo aquilo que eu não conseguia dizer. E talvez fosse exatamente por isso que eu gostasse tanto de mergulhar neles.
Porque havia dias em que o mundo parecia fundo demais.
As coisas lá fora tinham aquele peso que a gente tenta fingir que não sente. A vida seguia, as pessoas continuavam falando, os dias continuavam passando, mas existiam momentos em que tudo parecia difícil de levar. E então eu encontrava aqueles olhos.
Era como cair no mar sem ter medo de afundar.
Eu não precisava saber nadar. Não precisava saber para onde estava indo. Bastava entrar.
Talvez seja isso que algumas pessoas fazem com a gente. Elas não resolvem necessariamente aquilo que está quebrado, não apagam os problemas, não tornam o mundo mais fácil. Elas apenas conseguem fazer com que, por alguns instantes, a gente não precise lutar contra ele.
Ela era esse intervalo.
Eu podia passar horas tentando organizar dentro de mim aquilo que não tinha nome e, ainda assim, bastava olhar para ela para alguma coisa se aquietar. Havia um tipo de silêncio naqueles olhos que não era vazio. Era abrigo. Um lugar onde eu podia deixar todas as coisas que carregava sem precisar explicar por que elas pesavam tanto.
E talvez eu tenha amado também essa sensação.
A de ser recebido por alguém sem precisar chegar inteiro.
Eu acreditava que amar era isso: oferecer alguma coisa de si e perceber que, de alguma forma, aquilo também fazia o outro respirar melhor. Cada gesto pequeno parecia carregar uma energia que não precisava ser anunciada. Um cuidado aqui, uma presença ali, uma tentativa de estar perto quando o mundo ficava difícil. Como se amar fosse construir, aos poucos, um lugar onde dois poderiam descansar.
E eu queria ser esse lugar para ela também.
Talvez por isso a distância sempre tenha parecido tão cruel. Porque quando alguém se transforma em refúgio, a ausência deixa de ser simplesmente ausência. Ela começa a parecer uma porta fechada para um lugar onde você costumava conseguir respirar.
E ainda havia a saudade.
Aquela espécie de presença que continua existindo mesmo quando a pessoa não está. As lembranças permanecem vibrantes, ocupando espaços inesperados, aparecendo no meio de uma música, de uma noite, de um pensamento qualquer. Você percebe que algumas pessoas conseguem permanecer dentro da gente mesmo quando já não estão ao nosso lado.
Foi assim que ela ficou em mim.
Não como uma foto parada no passado, mas como uma paisagem que ainda aparece quando fecho os olhos.
E talvez seja por isso que aquela imagem do mar sempre tenha feito tanto sentido.
Porque eu não mergulhava apenas nos olhos dela.
Eu mergulhava naquilo que sentia quando estava ali.
Na tranquilidade que encontrava. Na versão de mim que aparecia quando não precisava me defender de nada. Na sensação de que, por alguns minutos, eu estava exatamente onde deveria estar.
Ao lado dela.
E talvez algumas pessoas sejam mesmo obra de alguma força que a gente não entende. Não necessariamente porque foram feitas para ficar para sempre, mas porque, em algum momento da nossa história, precisavam existir.
Ela existiu.
E me ensinou que existem olhos capazes de ser oceano.
Que existem abraços que parecem margem depois de muito tempo à deriva.
Que existe amor que não chega fazendo barulho, mas vai preenchendo os espaços vazios até a gente perceber que já não sabe exatamente onde termina a nossa solidão e começa a presença do outro.
Hoje, talvez eu entenda que mergulhar nos olhos dela nunca foi apenas sobre olhar.
Era sobre confiar.
Sobre fechar os olhos para o mundo por alguns segundos e acreditar que, se eu afundasse, alguém me encontraria.
E talvez seja essa a coisa mais bonita e mais dolorosa sobre amar alguém profundamente: às vezes, a pessoa se torna o mar onde você aprendeu a respirar.
E quando ela vai embora, você passa um tempo tentando descobrir como voltar a superfície.
Mas algumas profundidades não desaparecem.
A gente apenas aprende a carregá-las.
E eu ainda carrego aqueles olhos comigo.
Como quem um dia caiu no mar e, em vez de ter medo da profundidade, descobriu nela um lar.
Vida que segue
Deita e dorme...
primeiros raios do sol, já levanta,
engole o café,
paga conta.
Corre que corre... não para
vai e volta...
come... não come
chora e chora
e a dor não some...
Intoxica... desintoxica...
vai ou fica?
anda apressado
timer sempre ligado...
sonhos... esperanças...
viver... e viver... às vezes... cansa.
Olha pra frente,
olha pra trás...
vida afrouxa... vida aperta
no mundo perdido
o futuro lhe tira a paz.
Roda... roda... roda...
sorri sorridente
vida não é permanente...
chora que chora
a vida não volta atrás...
Embrulhado!
E está tudo acabado.
“Não podemos nos salvar por esforço próprio. Pois nosso Senhor já empenhou o esforço necessário. Resta-nos então trabalhar mais que escravos. Por amor a JESUS, o Filho de Deus.”
quando te vi, algo em mim já sabia...
que esse dia mudaria todos os outros
em minha vida
meu perfume lembra os teus olhos
mas os teus olhos em mim
me lembra o amor
daqueles pra vida inteira
com uma linda descendência
como acordar em uma manhã de natal
para meu querido peps
"Minha mente não habita o presente; ela já vive na realidade trilionária que estou trazendo para o mundo, e convido você a entrar antes que as portas se fechem."
Há uma angústia silenciosa que se instala quando se percebe que já não se consegue resolver sozinho boa parte da própria vida. Não é apenas a dificuldade prática que pesa, mas a sensação profunda de invalidez, como se algo essencial tivesse sido retirado sem aviso. A autonomia, antes natural, passa a ser um privilégio distante, e cada decisão depende de terceiros, de permissões, de circunstâncias que fogem ao controle.
Essa condição corrói por dentro. O indivíduo sente-se diminuído, não por falta de vontade ou capacidade intelectual, mas por estar aprisionado a limites que não escolheu. Surge a frustração de querer agir e não poder, de saber o que precisa ser feito e ainda assim permanecer imóvel. A dependência forçada fere o orgulho, a identidade e a dignidade, criando um conflito constante entre o desejo de reagir e a realidade que impede qualquer movimento efetivo.
Ei, já parou pra pensar que a vida e a morte não são inimigas, mas parceiras de dança? A gente vive correndo atrás de eternidade – academia, dieta, apps de meditação –, como se pudéssemos enganar o relógio. Mas olha só: sem a sombra da morte, a vida perde o brilho. É ela que dá urgência aos nossos amores, faz a gente rir alto num pôr do sol no Arpoador, ou escrever aquela poesia que queima no peito. A morte não é o fim cruel; é o que torna cada respiração preciosa. Argumento assim: se fôssemos imortais, procrastinaríamos pra sempre, desperdiçando o agora. Epicuro já dizia que a morte não nos diz respeito, porque enquanto existimos, ela não está aqui. Então, por que temer? Viva intensamente, abrace o efêmero. A vida ganha sentido justamente porque acaba.
Saudade é o vazio que pulsa, um eco silencioso do que já foi e não volta. Não é mera ausência; é a presença fantasmagórica de momentos que se infiltram na alma como brisa úmida do mar. Ela chega sem aviso, num cheiro de café antigo, numa melodia esquecida ou no contorno de um rosto que o tempo borrou.
No peito brasileiro, saudade é patria: o samba que embala ausências, o carnaval que mascara lutos, o abraço que o oceano separou. É o que nos humaniza, nos faz poetas involuntários. Dor agridoce, ela entrelaça fios invisíveis ligando o agora ao ontem, transformando perdas em relíquias eternas.
Mas cuidado: saudade em demasia paralisa, vira prisão de memórias. Aprenda a dançá-la, como frevo leve, deixando que ela venha e vá, sem raízes profundas. Pois viver é saudade em movimento – do que partiu, do que virá. Ela nos lembra: o amor verdadeiro nunca some; apenas espera, paciente, no limbo do coração.
Já passei por tudo nesta vida, amigo.
A mente, um turbilhão atribulado, ecos de tormentas que não calam.
O corpo, marcado por cicatrizes profundas feridas que nascem na alma ferida, serpenteiam pelo peito e se instalam nos ossos, como tatuagens de batalhas invisíveis. Sofrimento que começa no pensamento, devora o espírito e termina na essência mais pura de quem sou.
Noites em claro, dias de peso insuportável, mas aqui estou, de pé.
E mesmo assim, a esperança não nos abandona, teimosa chama que resiste ao vento. Virão dias melhores, eu sei.
Um dia, isso tudo findará, como nuvem que se dissipa ao sol.
Estaremos felizes, reunidos à família, aos filhos que são nossa luz eterna, rindo sob céus limpos, livres das sombras.
A vida, afinal, guarda essa promessa para os que persistem.
Que seja um dos piores cenários de sua existência; sonhar seja algo que já nem se lembra do que é; amar e ser amado seja ficção; e que a sorte te abandonou. Lembre-se: o sol invade sua janela e ilumina seu rosto todo dia. Se não vê, escute com seus olhos o grito ensurdecedor da vida. Então viva, viva e sorria pela vida.
A religião nada mais é do que a projeção de um pai idealizado, já dizia Freud, logo isso explica o apego a um Deus.
Para quem já perdeu quase tudo, é insuportável a ideia ou a realidade de que perdeu novamente. Eu não sei perder pessoas. Eu não aguento mais perder pessoas! Ah Deus!
