Conquistar Menina que Ja tem Namorado
A arte mais linda que já li mora na inocência das crianças.
Eu, como poetisa, não vejo o mundo como todos veem. Eu leio o mundo poeticamente.
Ser poeta é um ato de desordem. É um ato de coragem. Ser poeta não é apenas escrever e esperar que o leitor se encante com suas palavras. Ser poeta é ler a vida, é escutar a alma das coisas, é perceber o que os olhos distraídos não enxergam.
As crianças vivem isso sem esforço. Elas não escondem sentimentos. Elas choram, riem, pintam, cantam. Elas são intensas. Elas são presentes que a vida nos dá todos os dias. Os adultos, nós, nem sempre conseguimos ver a arte que elas fazem com as mãos, com os olhos, com o silêncio do corpo.
Elas não fingem. Elas se entregam. Elas vivem a arte como se a vida dependesse disso — e, de certa forma, depende.
Eu vejo isso. Eu sinto isso.
E posso dizer, com toda a simplicidade que a verdade permite: a arte mais bonita que já li veio de uma criança.
E, se prestarmos atenção, poderemos aprender com elas. Aprender a sentir a vida de verdade, sem máscaras, sem pressa, sem medo de ser intenso. Aprender que a beleza não está em objetos caros, nem em grandes feitos. A beleza está no que damos de nós, no que sentimos, no que ousamos deixar nascer.
As crianças nos lembram disso. Sempre lembram. E talvez, se aprendermos a escutá-las, possamos nos tornar um pouco mais humanos, um pouco mais poéticos, um pouco mais vivos.
Não queira o milagre de Deus, porque o milagre são os sinais para os descrentes, o sistema já está pronto, só usar o método racional com a atitude para fazer a sua parte, o resto já está pronto.
Já parou para imaginar a importância do
estímulo para alguém que às vezes está
sobrecarregado de desânimo?
Aproveita para validar pessoas todos os dias, com sentimentos que enriquecem o coração e aliviam a alma. Agindo assim, seus fardos também ficarão leves e fáceis de carregar.
Talvez a solução que você não enxerga já está pronta ou é desnecessária. Descanse alguns minutos, mude o foco por um instante e volte ao trabalho.
Não vai achando que existe você e os seus, existe mesmo é você e os céus. E dos céus já não cai maná, vai ter que trabalhar. Só assim Ele vai te abençoar.
Chega um ponto da vida em que a dor já não alcança mais você.
Há um instante em que a dor deixa de ter poder sobre você.
Um dia, a dor não te atravessa mais: você atravessa ela.
Chega o tempo em que a dor não te toca — você se torna maior que ela.
–Purificação
Carta
Já pensou como as coisas acontecem em nossas vidas?
Muitas vezes não fazem sentido no momento, mas, com o passar do tempo, tudo fica mais claro. As peças se encaixam, e muitas vezes até percebemos que tudo teve um propósito.
É incrível a capacidade que temos de nos adaptar, de seguir em frente buscando alternativas, sempre na tentativa de alcançar a “tal” felicidade... mesmo sem saber, ao certo, o que é ser feliz.
Você já se perguntou o que é, de fato, a felicidade? Já se sentiu realmente feliz?
Às vezes, encontramos um amor que, por algum motivo, não dá certo. Mas o sentimento não desaparece. Ele pode até adormecer em nosso peito, mas, de repente, do nada, uma música ou um lugar nos traz de volta aquela pessoa, como se fosse ontem.
E então me pergunto: será que ser feliz é estar ao lado de quem amamos, mesmo que seja preciso abrir mão de tantas coisas? Será que é aceitar as diferenças, mesmo quando parecem nos afastar?
Eu talvez jamais saiba a resposta... O que me resta é seguir em frente, sempre buscando a tal felicidade.
Com carinho,
Seu chato
Eu só não consigo exatamente o que pedi a Deus quando Ele já tinha se decidido a me dar coisa melhor!
Deus já fez as obras dele, agora depende tudo da pessoa, não adianta orar ou rezar para Deus, sendo que é a pessoa que tem que fazer as obras agora.
Você já se pegou sendo várias coisas ao mesmo tempo?
Astronauta, médica, psiquiatra, professora de educação física e piloto de avião...
Poxa, eu tenho que escrever esses pensamentos - ah, claro, porque também pensei em ser escritora!
Sabe aquelas menininhas que tinham um diário e escreviam tudo o que viviam quando eram crianças?
Pois é, eu era uma delas.
E lá estavam, nos meus dias, todas as coisas que tinham acontecido comigo, para eu ler depois, em paz.
Acho que já era o terceiro diário, e eu ainda não tinha conseguido ler nenhuma folha.
Quando lia, às vezes nem me recordava de muitas das coisas que tinha vivido.
Sempre achei que eu tinha memória ruim.
Quando casei, pensei:
“Nossa... o que fazer com meus diários da adolescência?”
Aí resolvi jogá-los fora.
Mas por quê?
Por que esconder todos os meus segredos?
Caraca, estou lembrando de coisas que há muito tempo não lembrava.
Porque agora, na minha cabeça, não é mais piloto de avião e sim escritora.
Eu já passei por médica, advogada... e com 30 anos, essa menina ainda não consegue saber o que quer da vida.
Também, ela teve 18 anos de influência do pai, e depois disso, de outros homens.
Ela nunca pôde ser ela por ela mesma.
E neste momento, ao se ver sozinha, perdida, sem ninguém para direcionar o caminho, percebe:
agora é hora de andar com as próprias pernas.
E isso assusta.
Dá medo.
Medo de fracassar, medo de não conseguir, medo de não ter ninguém pra apoiar.
Ela sempre sentiu e sentia demais.
Se importava demais.
Queria demais ajudar as pessoas.
E fazia isso com gosto, porque o coração também vinha junto.
E quando ela pensa em realizar um sonho, percebe que o que quer, de verdade, é fazer diferença na vida das pessoas.
Esse é o propósito dela.
Mas com qual profissão isso vai acontecer?
Qual delas vai fazê-la feliz e plena, com o coração doendo de tanta felicidade, por se importar de verdade, por querer fazer o bem?
Só que, pra conseguir tudo isso, ela sabe:
precisa se esforçar.
Ser a melhor versão de si mesma.
Tornar-se... um “f***-se”.
Sim, um “f***-se”.
Porque dessa maneira, com dinheiro, com conhecimento — seja lá como for, vai poder ajudar as pessoas.
“Deus, é medicina? Sim, eu estou com medo de ser medicina.
E de chegar lá e não gostar.
De fazer isso só por fazer.
Isso está me assustando, Deus.”
29/08/2018 — 00h47
Karina Megiato
Entardecer
Os pássaros já não mais pousam no quintal.
Os latidos, tão ruidosos, já não existem mais...
Não há mais tantos motivos para sorrir,
apenas as muitas folhas secas
e uma gaiola vazia, forrada com jornal.
E eu permaneço aqui.
Não dá pra descrever a dor e o estrago, que é ver alguém que já foi tudo em sua vida, escolhendo ser só mais uma na vida de outro.
A vida é a realidade que dói, mas também cura.
É o espelho onde o tempo reflete o que o coração já sabe.
Se todos seguissem o padrão imposto pela mídia, a própria mídia já estaria falida, pois a quem iriam se opor?
O amor humano, quando é puro, tem o poder de ressuscitar a alma cansada e foi assim comigo. Eu já quis me fechar para o mundo, mas vieram algumas almas boas e me ensinaram que vale a pena deixar a porta entreaberta.
