Conhecer Novas Pessoas
O olhar
Carrego no peito
o olhar da mulher
que nunca quis me conhecer.
Não foi amor.
Foi ausência.
E mesmo assim, ficou.
Tatuei não o rosto,
mas o olhar.
Porque era ele que me atravessava
sem nunca me tocar.
Ela não ficou.
Não chamou.
Não voltou o gesto.
O que ficou fui eu,
com a pergunta aberta
batendo no osso.
Esse olhar no meu peito
não é dela mais.
É a prova
de que sobrevivi
ao não-ser-vista.
Hoje entendo:
não marquei submissão,
marquei memória.
E memória não manda.
Só lembra
de onde eu vim
e por que não volto.
O que é ser livre ?
É conhecer bem o que é liberdade e seu valor,
É quem não abre mão de viver…
É saber que a obediência conduz à liberdade
É saber distinguir verdadeiramente:
O que é amor do que é - apego, desejo, senso de propriedade ou de pertencimento;
O que é querer do que é - poder e dever;
O que é importante do que é - fundamental.
É sempre ter coragem para encarar os desafios da vida, sem desistir da luta - seguir apesar de…
É viver o senso de justiça, sempre com sabedoria. Nunca deixando que suas fraquezas o tornem parcial com os erros.
É ter autocontrole emocional devido ao autoconhecimento, que consequentemente leva a entender melhor o próximo, ser mais paciente.
Enfim, ser livre é viver com sabedoria e serenidade:
Sabedoria para ter a perfeita consciência de quem você é, sua origem, e qual o propósito de sua vida; razões que levam você a agir previdentemente e sempre de acordo com essas convicções.
Serenidade para entender que não há liberdade sem dor, ser livre não é ser isento… É uma escolha, apesar de…
Ney Paula B.
USA 08/27/2023
Às vezes me perco de mim mesmo, e toda vez que me reencontro, passo a me conhecer um pouco mais. Na verdade, percebo que esses desvios não são falhas, mas sim o terreno fértil onde minhas novas identidades nascem. O eu que retorna é sempre mais resistente e autêntico do que aquele que partiu.
Senhor,
Eu não quero apenas falar de Ti.
Quero conhecer-Te de perto.
Não me basta apenas saber quem Tu és.
Quero ouvir a Tua voz, caminhar Contigo e viver uma intimidade que transforme o meu coração.
Quero a minha fé alimentada pela comunhão.
Que eu Te busque não apenas pela Tua misericórdia, mas pela Tua presença.
Acima de tudo, quero conhecer-Te cada dia mais e fazer da minha vida um reflexo da Tua vontade
A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA
Estudar História é muito mais do que conhecer datas, nomes, guerras ou civilizações que desapareceram há séculos. É aprender a enxergar a humanidade no tempo. Tudo aquilo que somos — nossas cidades, leis, crenças, costumes, conflitos, instituições, conhecimentos e maneiras de compreender o mundo — possui uma história. O presente não surgiu pronto. Ele é resultado de incontáveis decisões, descobertas, erros, encontros e transformações acumuladas ao longo de gerações.
Por isso, conhecer o passado é também uma maneira de compreender melhor o presente. O historiador Marc Bloch expressou essa ideia de forma memorável: “A incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado.” Não conhecemos a História apenas para descobrir o que aconteceu, mas para compreender como chegamos até aqui. Uma guerra possui antecedentes; uma cultura possui raízes; uma instituição passou por transformações; uma ideia que hoje parece óbvia pode ter levado séculos para ser construída.
A História também nos ensina algo profundamente importante sobre nós mesmos: o mundo nem sempre foi como é agora. Povos organizaram suas sociedades de maneiras diferentes, impérios que pareciam indestrutíveis desapareceram, certezas foram abandonadas, conhecimentos foram corrigidos e ideias consideradas impossíveis transformaram civilizações. Conhecer essas mudanças amplia nossa percepção e nos torna menos prisioneiros do nosso próprio tempo.
Isso exige humildade intelectual. Quanto mais conhecemos a experiência humana, mais percebemos a pequena parcela da realidade que conseguimos enxergar a partir de nossa própria época. O conhecimento histórico nos ensina a perguntar antes de concluir, investigar antes de julgar e compreender um acontecimento dentro de seu contexto antes de impor sobre ele as nossas próprias categorias.
Séculos antes da historiografia moderna, Cícero já chamava a História de “testemunha dos tempos, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, mensageira do passado” (De Oratore, II, 36). Embora a historiografia contemporânea seja muito mais crítica e metodologicamente complexa do que essa antiga concepção, a frase preserva uma intuição poderosa: uma sociedade que perde sua memória histórica perde também parte de sua capacidade de compreender a si mesma.
Estudar História, portanto, é entrar em contato com a enorme experiência acumulada da humanidade. É observar seus maiores feitos e seus piores fracassos, suas descobertas e tragédias, suas virtudes e contradições. Não para viver preso ao passado, mas para compreender melhor o presente e pensar o futuro com mais consciência.
Conhecer a História é descobrir que chegamos tarde a uma conversa que começou muito antes de nós — e que compreender essa conversa é uma das melhores maneiras de entender quem somos.
“Nenhuma sociedade é verdadeiramente livre quando seus cidadãos precisam conhecer o Direito para descobrir aquilo que lhes é permitido fazer.”
Sem ter por onde começar, eu comecei assim mesmo. Sem conhecer o caminho, apenas caminhei em alguma direção. Nunca parei para pensar em quantas pessoas eu faria sofrer durante esse percurso, nem em quanto mal eu seria capaz de causar sem jamais ter a intenção de fazê-lo.
Antes eu podia sentir. Hoje, nem esse direito me permito mais. Não posso me sentir triste, cansado, sozinho ou desamparado, porque a dor que carrego acaba se tornando muito mais intensa na mulher que amo.
E, apesar disso, sou inundado por todos esses sentimentos.
Não encontro forças para lutar por coisa alguma. Tudo o que eu queria era deitar ao lado dela, sentir sua mão deslizando pela minha cabeça e o perfume dela preenchendo o ar ao meu redor. Queria sentir seus cabelos tocando meu rosto e acreditar que fui perdoado por todas as vezes em que a magoei. Queria apenas ter a certeza de que ela ficaria bem, para que eu, enfim, pudesse voltar a sentir alguma coisa.
Mas eu não posso.
A vida tem uma estranha maneira de arrancar tudo que poderia me fazer bem. E, pouco a pouco, ela vem levando tudo de mim.
Conhecer alguém distante, estabelecer uma conexão intuitiva e até hipnótica, sentir o estímulo para superar precipícios, construindo pontes — sendo o tempo engenheiro e o amor arquiteto — tudo lindo e bacana até a execução do projeto. Surge então o divisor de águas entre o sonho e a realidade. O tempo, esse engenheiro, será sempre o soberano da verdade.
De nada serve conhecer a Palavra de Deus se usarmos o conhecimento para julgar e desprezar os outros.
A ideia de ciência como uma forma histórica de conhecer — nascida na modernidade ocidental — exige, antes de tudo, humildade intelectual. A ciência não surgiu como uma verdade eterna, mas como um método específico que se consolidou ao longo do tempo, sobretudo a partir de rupturas com explicações míticas, religiosas e puramente especulativas. Seu prestígio social atual não é fruto do acaso: decorre de sua capacidade de produzir conhecimento confiável, verificável e, sobretudo, útil.
Mas é preciso cuidado com uma confusão comum: ciência não é sinônimo de qualquer investigação. O simples ato de perguntar, observar ou até experimentar não basta para transformar uma curiosidade em conhecimento científico. A ciência exige critérios. Exige método. Exige que aquilo que se afirma possa ser confrontado com a realidade e, mais do que isso, que possa ser testado, criticado e eventualmente refutado.
Nesse sentido, nem toda curiosidade vira ciência porque a ciência impõe limites rigorosos ao conhecer. Ela exige que as hipóteses não sejam apenas plausíveis, mas validáveis. Isso significa que o conhecimento científico não se sustenta apenas na convicção de quem afirma, mas na possibilidade de outros verificarem, reproduzirem e contestarem os resultados. A ciência, portanto, não é dogma — é um processo contínuo de correção.
Outro ponto fundamental é compreender que o dado, por si só, não fala. Não existe neutralidade absoluta na interpretação dos fatos. Todo dado é lido à luz de um contexto, de uma teoria, de um paradigma. É o marco teórico que organiza o olhar do pesquisador e dá sentido ao que é observado. Sem isso, dados são apenas fragmentos dispersos da realidade.
Por isso, a ciência é, ao mesmo tempo, poderosa e limitada. Poderosa porque cria ferramentas para compreender e transformar o mundo; limitada porque depende de interpretações humanas, sempre situadas historicamente. O que hoje é considerado verdade científica pode amanhã ser reformulado — e isso não é fraqueza, mas sua maior força.
No fundo, a ciência é uma forma disciplinada de humildade: ela reconhece que não sabe tudo, mas insiste em aprender melhor.
Como seria morrer sem conhecer nossa alma gêmea?! deve ser muito ruim, deixar a metade de nossa alma vagando uma vida inteira procurando alguém que ele nunca ira encontrar.
Antes de te conhecer, dois corpos não podiam ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo…
hoje, quando estamos juntos, até as leis da física deixam de fazer sentido.
Conhecer diferentes teorias não significa acumular conceitos, mas ampliar o olhar para compreender que cada sujeito aprende de maneira única. É nessa diversidade de saberes que a Psicopedagogia encontra sua maior riqueza.
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