Mensagens de pesar pelo falecimento de um amigo que dão conforto
"Lembranças são memórias
e recordações do passado
Saudade é a falta que esses
momentos causam quando
foram bons"
Saudade de você
É estranho sentir saudade
de alguém que ainda está tão perto,
mas que já mora tão fundo em mim.
Às vezes, não é a distância que faz falta...
é o seu jeito,
a sua voz,
a paz que existe quando você está.
E então percebo
que saudade não é apenas querer alguém por perto.
É carregar sua presença
mesmo quando você não está.
É fechar os olhos
e encontrar você
onde ninguém mais consegue chegar.
Talvez seja isso que você fez comigo...
Sem perceber,
deixou um pouco de você em mim.
E agora,
onde quer que eu esteja,
sempre existe um lugar
onde você está.
AMAMOS, MESMO SABENDO QUE UM DIA SERÁ SAUDADE
Talvez uma das maiores coragens humanas seja amar sabendo que podemos perder. Sabemos disso desde o princípio, embora quase nunca tenhamos coragem de dizer em voz alta. Quem chega pode partir. Quem abraçamos hoje talvez amanhã exista apenas na memória. A voz que agora escutamos poderá um dia transformar-se em lembrança, e aquele rosto que conhecemos de olhos fechados talvez passe a habitar somente o território silencioso da saudade. Mesmo assim, amamos.
E talvez seja justamente nisso que o amor revele sua grandeza.
Porque amar nunca foi possuir. Possuir é desejar permanência; amar é compreender a impermanência e, ainda assim, permanecer enquanto for possível. Há uma espécie de loucura consciente no amor: entregamos partes de nós a pessoas que o tempo não prometeu conservar. Construímos casas sabendo que envelhecerão, fazemos planos sabendo que a vida poderá interrompê-los, criamos lembranças sabendo que algumas delas um dia doerão. Beijamos como se houvesse eternidade, embora saibamos que somos feitos de tempo.
E por que fazemos isso?
Porque talvez o contrário da perda não seja a permanência. Talvez seja nunca ter amado.
Quem tenta proteger-se de toda perda precisa proteger-se também de todo vínculo. Para jamais sentir saudade, seria necessário jamais ter alguém de quem sentir falta. Para nunca sofrer uma despedida, seria preciso nunca experimentar verdadeiramente um encontro. Para impedir que o coração se parta, teríamos que impedir também que ele se abrisse. E que espécie de vida seria essa?
Talvez seja por isso que o amor seja tão profundamente humano. Ele não exige garantias para existir. Ama-se sem contrato com o amanhã. Ama-se uma mãe sabendo, ainda que não queiramos pensar nisso, que um dia seu abraço poderá nos faltar. Ama-se um companheiro sabendo que nenhuma promessa pode derrotar completamente o tempo. Amam-se os filhos sabendo que eles crescerão, partirão e construirão caminhos onde talvez já não sejamos presença cotidiana. Amam-se amigos sabendo que a vida espalha pessoas por cidades, distâncias e destinos diferentes. Ainda assim, continuamos dizendo: fique. Venha. Sente-se ao meu lado. Conte-me sobre seu dia.
Isso é extraordinário.
Talvez Viktor Frankl estivesse certo ao perceber no amor uma das grandes possibilidades de sentido da existência. E talvez C. S. Lewis também compreendesse que amar nos torna vulneráveis justamente porque aquilo que realmente importa pode ferir-nos quando desaparece. Não existe amor profundo completamente protegido da dor.
Por isso não considero a saudade uma inimiga do amor.
A saudade é uma de suas consequências.
Só sentimos profundamente a ausência daquilo que um dia teve presença dentro de nós.
E há algo ainda mais difícil de aceitar: às vezes perderemos tudo.
Perderemos juventude, lugares, objetos, certezas, pessoas. Um dia outros entrarão nas casas onde vivemos. Nossos passos desaparecerão dos corredores. Nossos nomes serão pronunciados cada vez menos. O tempo continuará fazendo aquilo que sempre fez: passando.
Mas existe uma pergunta que o tempo não consegue responder por nós:
enquanto tivemos, nós amamos?
Talvez essa seja uma das poucas perguntas verdadeiramente importantes.
Não quanto acumulamos.
Não quanto conseguimos preservar.
Não quantas vezes vencemos.
Mas quanto estivemos presentes enquanto aquilo que amávamos ainda estava diante de nós.
Porque existe uma tragédia maior do que perder: perceber tarde demais que tivemos alguém ao nosso lado e não soubemos estar ali. Guardamos palavras para depois. Adiamos abraços. Economizamos “eu te amo”. Deixamos para amanhã uma conversa que pertencia a hoje, como se tivéssemos recebido alguma garantia secreta de que o amanhã nos seria concedido.
Não recebemos.
E talvez seja justamente por isso que o amor seja urgente.
Não uma urgência desesperada, mas consciente. A consciência de olhar demoradamente para quem amamos. De escutar um pouco mais. De perdoar quando for possível. De dizer aquilo que precisa ser dito enquanto ainda existem ouvidos para ouvir. De abraçar enquanto ainda existem braços capazes de nos devolver o abraço.
Amar é aceitar silenciosamente uma verdade terrível e maravilhosa:
isto pode acabar.
E, em vez de fugir por causa disso, aproximar-se ainda mais.
Talvez a grandeza do amor não esteja em vencer o tempo.
Talvez esteja em dar sentido ao tempo que nos foi dado.
Porque no final talvez percamos muitas coisas que julgávamos nossas.
Mas aquilo que verdadeiramente amamos terá participado daquilo que nos tornamos.
E então compreenderemos que algumas pessoas podem partir de nossas mãos sem jamais partir completamente de nossa existência.
Elas permanecem na maneira como falamos, nas coisas que aprendemos, nos gestos que repetimos sem perceber, nas histórias que contamos, nas músicas que ainda nos comovem, nas palavras que herdamos e até naquele silêncio inexplicável que às vezes chega quando uma lembrança atravessa o coração.
Talvez seja isso que reste quando tudo parece perdido.
Não a posse.
Não a presença.
Mas a transformação.
Amamos alguém e nunca mais somos exatamente a mesma pessoa.
Por isso continuamos amando, mesmo sabendo que um dia poderemos perder aquilo que amamos.
Porque a alternativa seria atravessar esta breve existência intactos, protegidos e vazios.
E talvez a maior derrota de uma vida não seja terminar com o coração marcado pelas pessoas que amamos.
Talvez seja chegar ao fim com o coração perfeitamente inteiro porque nunca tivemos coragem de entregá-lo.
Notou que as pessoas ficam caladas, frias, tristes e paradas, por causa da presença nacional de pecados, sofrendo de depressão, raiva e desconfiança?
Muitos mudam de roupa; mas, não mudam as suas velhas e tristes atitudes do coração, que mantêm a mesma imagem mesmo com roupa nova.
"Pais são abraços que permanecem mesmo quando os braços já não alcançam.
Na saudade, descobrimos que cada lembrança é gratidão;no silêncio, entendemos que não há arrependimento, apenas o eco de um amor eterno.
Ser filho é carregar no coração o abraço que nunca se desfaz."
— Roberto Ikeda
"A minha saudade não é vazio, é o amor que ficou guardado no peito, aquecendo o coração quando a presença já não se pode tocar."
By Amauri Alves
Hoje eu lembrei de você enquanto me maquiava.
Não por saudade anunciada,
mas por um gesto pequeno,
desses que moram no cotidiano e doem depois.
O delineado seguia firme,
parava no meio do olho,
como sempre parou.
E foi aí que você apareceu —
na memória, não no espelho.
Lembrei daquele dia em que você percebeu
o detalhe que quase ninguém nota.
Metade do traço,
metade do olhar,
inteiro na atenção.
Fiquei encantada não pelo elogio,
mas pela forma como você me via.
Como quem enxerga
o que não grita,
o que não pede,
o que só existe.
É estranho como o tempo faz isso.
Meses passam,
o nome silencia,
o sentimento dorme.
Mas basta um traço torto,
uma manhã qualquer,
e o passado volta sem pedir licença.
Você não voltou.
Foi só a lembrança.
Mas ela ficou ali,
sentada no canto do meu reflexo,
me olhando terminar aquilo
que nunca chegou ao fim.
Talvez algumas pessoas
não foram feitas pra ficar.
Foram feitas pra aparecer de repente,
num espelho,
num detalhe,
numa memória que insiste
em não desaparecer.
"A saudade é o preço que o coração paga por ter amado bem. E a fé é a garantia de que o amor nunca será uma história interrompida, mas sim adiada."
Se sua casa é silenciosa,
Tenha cuidado pra não virar saudades, a vida passa rápido... Fale eu te amo sempre que puder!
Lá vou eu, rindo e chorando, nestes vales de lágrimas, tristes e amargurados, tentando levar a vida como Deus e o Diabo querem. Mas a vida tem destas coisas. Assim, debaixo do céu e por cima do chão, vou levando a vida aos chutes e pontapés, vou enfrentando o salão, dançando o samba que a vida vai tocando para mim em cada raiar do sol.
Quem não imagina, quem não sente saudade, quem não tem a fé...é um ser irracional capaz de negar a sua propria existência.
Porque um ser humano normal é capaz de compreender os seus sentimentos, embora sejam virtuais.
(Daniel Perato Furucuto)
“Reavivar na memória as situações tristes e dolorosas da vida pode fazer-nos pensar que já não vale a pena viver.”
Daniel Perato Furucuto
A Coragem da Saudade
Dizer sinto saudades não deveria ser um motivo de vergonha ou uma demonstração de orgulho ferido, mas sim uma celebração do laço que nos une ao outro. Falar da saudade é reconhecer, em voz alta, que o tempo longe não apagou a importância daquela presença em nossa caminhada. É um grito de coragem que quebra o gelo da ausência e abre as portas para o reencontro. Quando temos a audácia de simplesmente falar que o outro nos faz falta, desarmamos as defesas do mundo e lembramos que a vida só ganha sentido real quando compartilhada.
Saudade: a sincronia entre quem fomos e quem somos.
A saudade não é um ponto no mapa, é uma órbita. A gente tenta separar o que sente, a falta do lugar, do tempo, da pessoa, como se fossem gavetas fechadas na alma. Mas isso é só uma ilusão, um jeito de tentar controlar a imensidão do que nos habita. A verdade é que tudo está ligado.
O lugar é o corpo da memória e o tempo é o seu sangue. Não dá para puxar um desses fios sem que a cena inteira se mova.
O espaço é apenas o palco onde a nossa essência aprendeu a respirar.
Quando voltamos a um lugar que nos marcou, o choque não vem das paredes, mas da nossa própria memória tentando reconstruir quem fomos ali. A gente não sente só a falta de quem esteve lá; a gente sente falta da frequência daquela luz, daquele instante, da pessoa que a gente era antes do mundo nos mudar. A memória não é uma estante de livros parados, é uma força viva que, toda vez que olhamos para trás, reescreve quem somos agora.
A nossa identidade é o mosaico dos rastros que deixamos.
Somos a soma de todos os lugares onde um dia nos sentimos inteiros.
Essa conexão é o que sustenta a vida. Cada pessoa que nos tocou, cada cenário que habitamos, mudou o nosso desenho interno de forma irreversível. A saudade, então, deixa de ser lamento pelo que passou e vira um exercício de alinhamento. É a nossa tentativa de encaixar no presente os pedaços de um sistema que, embora espalhado pelo tempo, ainda nos define.
A dor que a gente sente é apenas o preço da nossa própria evolução. Quem não sente falta, provavelmente nunca esteve realmente presente.
Precisamos ter sido todos aqueles outros para ser quem somos hoje. A saudade é a prova viva de que o passado não morreu, ele é o combustível que nos ancora no agora. É aceitar, com um pouco de melancolia, que somos um sistema imenso, mas que a vida nos impõe a solidão de não conseguir habitar todos os nossos eus de uma só vez.
Nesse ponto, a saudade ganha um novo significado. Se a vida é essa colcha de retalhos, a gente não deve tentar apagar o que já foi, mas aprender a sincronizar tudo.
Evoluir não é descartar o antigo, é alinhar essas frequências para que a gente possa caminhar como uma unidade, consciente e inteira.
A saudade não é um fim; é o sistema, enfim, se reencontrando.
@marco.arawak
[Verso] Tenho saudade daquela igrejinha, De crentes louvando na simplicidade. Não existia sofisticação, era tudo com muita humildade.
[Verso] Lembro como fosse hoje. As irmãs sempre em oração. E aqueles louvores antigos, Que fazem arder o coração.
[Refrão] E tudo ficou na lembrança, momentos de tanta emoção, de um tempo que a gente louvava a Deus, em fervente devoção.
Tempos que não voltam jamais, saudades de muitos irmãos, que conosco já não estão mais, que guardamos no coração.
[Verso] Tenho saudade daquela igrejinha, De crentes louvando na simplicidade. Não existia sofisticação, era tudo com muita humildade.
[Verso] Lembro como fosse hoje. As irmãs sempre em oração. E aqueles louvores antigos, Que fazem arder o coração.
[Refrão] E tudo ficou na lembrança, momentos de tanta emoção, de um tempo que a gente louvada a Deus, em fervente devoção.
Tempos que não voltam jamais, saudades de muitos irmãos, que conosco já não estão mais, que guardamos no coração.
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