Conforto da Morte da Avo da Namorada

Cerca de 59504 frases e pensamentos: Conforto da Morte da Avo da Namorada

Você quer mesmo morrer por esse garoto? Você nem conhece ele!

Inserida por pensador

O caso envolve muitas pessoas, pessoas com muito a perder! (...) Só podemos confiar em pessoas que conhecemos!

Inserida por pensador

É pela nossa garotinha! Nada importa se ela não sobreviver, entendeu?

Inserida por pensador

⁠Fosse manhã ou noite, sexta-feira ou domingo, era tudo indiferente, o que havia era sempre o mesmo: uma dor surda, torturante, que não sossegava um instante sequer; a consciência da vida que não cessava de afastar-se sem esperança, mas que ainda não partira de todo; a mesma morte odiosa, terrível, que se aproximava e que era a única realidade; e sempre a mesma mentira. Para quê então os dias, semanas e horas do dia?

Inserida por pensador

⁠Mas o que é isto? Para quê? Não pode ser. A vida não pode ser assim sem sentido, asquerosa. E se ela foi realmente tão asquerosa e sem sentido, neste caso, para quê morrer, e ainda morrer sofrendo? Alguma coisa não está certa.

Inserida por pensador

⁠Tudo aquilo de que viveste e de que vives é uma mentira, um embuste, que oculta de ti a vida e a morte.

Inserida por pensador

⁠E sozinho tinha que viver assim à beira da perdição, sem nenhuma pessoa que o compreendesse e se apiedasse dele.

Inserida por pensador

⁠Sempre o mesmo. Ora brilha uma gota de esperança, ora tumultua um mar de desespero, e sempre a dor, sempre a dor, sempre a angústia, é sempre o mesmo.

Inserida por pensador

⁠Não podia mentir a si mesmo: acontecia nele algo terrível, novo e muito significativo, o mais significativo que lhe acontecera na vida.

Inserida por pensador

⁠Ali ainda havia algo verdadeiramente bom: havia a alegria, a amizade, as esperanças.

Inserida por pensador

⁠Assim como os tormentos se tornam cada vez piores, também toda a vida se tornava cada vez pior.

Inserida por pensador

A vida, uma série de tormentos em crescendo, voa cada vez mais veloz para o fim, para o mais terrível dos sofrimentos.

Inserida por pensador

⁠E o que será se realmente toda a minha vida, a minha vida consciente, tiver sido “outra coisa”?

Inserida por pensador

⁠Procurou o seu habitual medo da morte e não o encontrou. Onde ela está? Que morte? Não havia nenhum medo, porque também a morte não existia.
Em lugar da morte, havia luz.

Inserida por pensador

Quando os filhos crescem.
Há um momento na vida dos pais em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro. É paradoxal. Quando nascem pequenos e frágeis, os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.
Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa. Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais nos finais de semana, nem férias compartilhadas em família. Agora tudo é feito com os amigos.
Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos voos para além do ninho doméstico. É o momento em que os pais se perguntam: onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam em suas batalhas imaginárias contra o mal?
As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria. Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição. A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica. Ontem estavam no banco de trás do automóvel, hoje estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito. É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.
Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela. Tempos que não retornam a não ser na figura dos netos que nos compete esperar.
Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas. Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos para estar conosco. Não economizemos abraços, carícias, atenções porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro.
A criança criada com carinho aprende a ser afetuosa. A mensagem da atenção ao próximo é passada pelos pais aos filhos. No dia-a-dia com os pais eles aprendem que o ser humano e seus sentimentos são mais importantes do que o simples sucesso profissional e todos os seus acessórios. Em essência, as crianças aprendem o que vivem.

A vida é povoada de nãos, de medos, de riscos. E sair da zona de conforto é trabalhoso. Custa coragem, custa tentativa, custa alguns erros, alguns empregos, alguns relacionamentos, algumas certezas. Mas a zona de conforto, frequente e ironicamente, é bastante desagradável. É o trabalho das 8 às 18. O trânsito na ida e na volta. É a mesma comida, a mesma coisa na televisão. O mesmo domingo, as mesmas queixas. A zona de conforto está lá, nos cozinhando em banho-maria, matando os nossos dias devagarzinho, acinzentando nossos hábitos.

A UMA MÃE QUE PERDEU UM AMADO FILHO
Querida mãe: não haverá conforto, pois nenhuma mãe quer deixar de sentir a dor imensa que é a perda de um filho amado, a dor é a paga e o resultado desse grande amor.
Deus não ameniza dores, mas dá ombros largos e fortes para poder suportá-las.
O que vai acontecer daqui para frente?
A tristeza, por tempo que sempre parecerá insuficiente para amenizar a dor, será a sua principal companheira, irá provocar muitas lágrimas, saudosas lágrimas.
Mas, veja, com o passar dos tempos essa tristeza não será continua, porém atacará, vez ou outra, e a dor será a mesma do primeiro dia sem o filho querido, assim como também as lágrimas voltarão a brotar - essa será a paga por continuar amando demais e não permitindo que o espaço que ele ocupou em seu coração, seja de outra forma ocupado.
Então, que fazer? Nada.
Dar vazão à tristeza, chorar, mas viver, olhar ao redor e ver outros entes queridos juntos a você, que estarão trocando momentos, olhares, abraços, palavras, sim, de tristeza-irmã, mas também de mesmas e alegres recordações... e de lágrimas pelo mesmo motivo: o amor.
O vazio não será preenchido (você não permitirá que isso aconteça, é o espaço dele, somente), mas esse vazio será um calmo lago, repleto de límpida água, que são o cultivo das melhores lembranças de seu filho, e isto finalmente irá acalmá-la, pois só os melhores momentos para amenizarem a dor de uma ausência, que se mostrará suave, entretanto, sempre presente, e a paz que você precisa, será encontrada em repouso nos seus sentimentos que formam o lago particular de suas belas lembranças.
Assim, viver é a melhor homenagem que fazemos àquele que adoramos e nos deixou fisicamente, no entanto, continua vivendo em nós.

Doce amor que da cor
Do frio ao calor, do conforto a dor
Os olhos que me amavam agora me julgam
As doces palavras do passado agora me machucam

Sinto minha vida esvaindo por entre meus dedos
As mãos de um assassino que trucidou sua própria felicidade
Antes livre para amar, agora sem direito de tal liberdade
Agora sozinho, esquecido para viver apenas com meus medos

Jogado como lixo dentro de quatro paredes frias e escuras
Deixado para apodrecer
Sem sentimentos, inútil.
O peso dos pecados me esmaga, sufocando

E agora, tomei uma decisão sem volta
Fraco, o perigo era eu, não consegui te defender de mim
Sonolento, a dor e a culpa vão embora com o vermelho carmesim
Mas do que isso tudo adiantou se nunca terei seu perdão?

Inserida por gustavo_brunner

⁠Não morre aquele que deixou no coração de alguém lembranças bonitas para lembrar, o conforto da presença personificada de saudade e o consolo da certeza de que foi sem nos deixar.

Inserida por ednafrigato