Conforto da Morte da Avo da Namorada
CEMITÉRIO DOS VIVOS
Abster- se do conforto da sala
Faz- se necessário.
Correr no corredor
Torto,
Da sauna gelada e sombria.
Regozijar- se com a frieza de uma mente vagante.
Na estranheza de um pensamento errante.
No diálogo provido da desfaçatez, e/ ou talvez,
Deleitar- se com a solidão paisagística
Do cinza.
De modo que sobrevivência emocional prevaleça.
Assim;
o bem- estar apetece.
130226
Alquimia: o surgimento das algemas douradas
É fato; o conforto requer esforço, privações e sacrifícios. Mas qual é o limite tolerável a um ser humano, que permita que o mesmo tenha qualidade de vida?
Quando criança, era comum ouvir a frase;" O trabalho dignifica o homem". Era notável a alegria( quimera ) das pessoas ao se glorificarem por serem livres da escravidão.
Hoje, no mundo contemporâneo não é diferente!
Continuamos em devaneio. Não somos um país independente, não somos livres da escravidão. As pessoas vendem seus conhecimentos. Trocam a mão de obra, barata/ e ou qualificada por dinheiro.
O indivíduo pode até não ser escravo de ninguém, mas é servo de si mesmo. Toda pessoa que vê na profissão, a única forma de viver com dignidade, continua na escravidão. O dinheiro prende as pessoas com as benfeitorias que ele promove. As algemas não são mais as mesmas! Não são mais de ferro nem de aço. Elas são douradas!
260526
É mais fácil encontrar conforto em versões próprias do que é "real" do que encarar a complexidade e, por vezes, a dureza do que realmente existe.
A tua sinceridade e a tua vulnerabilidade são o teu maior conforto, não a tua fraqueza. Nunca deixes que o comportamento dos outros te faça duvidar do teu valor. Continua a ser verdadeira, porque quem não sabe reconhecer a tua lealdade, simplesmente não merece o teu lugar.
É muito fácil vender Bravura de Leão enquanto se goza das prerrogativas e do conforto que o poder financeiro proporciona.
Há quem diga o que lhe dá na teia para vender coragem só por gozar de privilégios…
Sob a sombra dessas garantias, o rugido soa alto, firme, quase convincente — mas não passa, muitas vezes, de um eco bem ensaiado em terreno seguro.
O problema não está apenas na encenação da coragem, mas no contraste brutal quando as circunstâncias mudam.
Porque o verdadeiro teste da bravura não acontece quando se tem a caneta que assina destinos ao alcance das mãos, nem quando os riscos são amortecidos por privilégios.
Ele se revela justamente na ausência dessas muletas — quando o silêncio pesa, quando a vulnerabilidade se impõe, quando não há plateia para aplaudir.
É aí que surge o trágico calote da performance: aqueles que se acostumaram a performar força descobrem, tarde demais, que não sabem sustentar leveza.
Tentam, então, entregar a meiguice de um ursinho de pelúcia, mas sem nunca terem aprendido o que há de genuíno nela.
Porque a doçura verdadeira não nasce da falta de poder — nasce do domínio sobre ele.
No fundo, o que se expõe não é apenas a incoerência, mas uma espécie de dependência: há quem só saiba ser grande quando tudo ao redor já o coloca acima dos outros.
E quando esse cenário se desfaz, resta apenas o desconforto de encarar a própria dimensão real — sem metáforas, sem encenações, sem privilégios para sustentar a doce ilusão.
Talvez a coragem mais rara não seja a do leão que ruge protegido, mas a de quem consegue ser íntegro quando já não há nada que o proteja — nem mesmo a própria imagem.
Para os que gozam do conforto gélido das arquibancadas, os que sangram na zona quente das arenas às vezes fracassam.
E talvez seja justamente esse fracasso que os diferencie.
Da arquibancada, a visão é mais ampla, segura e limpa.
Os erros parecem óbvios, as decisões parecem simples e os riscos parecem muito menores do que realmente são.
Quem só observa, muito raramente sente o peso da escolha, a vertigem da incerteza ou o custo de colocar a própria pele em jogo.
Já na zona quente das arenas, tudo é diferente.
O calor da disputa distorce certezas.
O medo divide espaço com a coragem.
A dúvida caminha lado a lado com a convicção.
E, por mais preparado que alguém esteja ou pareça, existe sempre a enorme possibilidade de cair.
Mas há uma verdade que a distância costuma esconder: fracassar tentando não é equivalente a jamais ter tentado.
Os que entram na arena carregam marcas que os espectadores não conhecem.
São cicatrizes de sonhos contrariados, de planos interrompidos, de esforços que não produziram os frutos esperados.
Ainda assim, cada uma dessas marcas testemunha algo valioso: houve entrega.
Houve movimento, houve vida acontecendo.
O mundo costuma celebrar os vencedores sem deixar de amplificar a voz dos críticos.
Porém, entre o aplauso e a crítica, existe um espaço silencioso onde amadurecem as pessoas que ousaram agir.
É nesse lugar que se aprende humildade sem submissão, resiliência sem endurecimento e coragem sem arrogância.
Talvez o fracasso mais triste não seja o de quem caiu lutando, mas o de quem passou a vida inteira protegido pelo frio da arquibancada, acumulando opiniões sobre batalhas que nunca teve coragem de enfrentar.
Porque, no fim, a arena cobra muito caro.
Ela exige esforço, invulnerabilidade e persistência.
Mas oferece algo que nenhuma arquibancada pode entregar: a possibilidade de descobrir quem somos quando as certezas acabam e apenas a coragem permanece.
Às vezes, os corredores hospitalares são os labirintos que conduzem à zona mais quente das arenas.
Todas as artes existem para trazer paz, conforto, alegria e sonho para as pessoas. Ensinar a Humanidade os caminhos do amor é a missão da poesia.
O conforto não te traz retorno;
A acomodação não te traz evolução;
O agradável não te faz incrível;
A estagnação não o levará a ascensão;
A facilidade não te trará responsabilidade;
Com a Seda de Sumaúma
acolchoar o seu conforto,
com o meu beijo de hortelã
colocar você nos braços
dos nossos íntimos sonhos
nem frios e nem mornos.
Até o momento do abandono
para zelar com amor o sono,
e fazer o mesmo para estar
de pé antes de despertar.
Para quando o acordar vir,
seja faceiro e risonho
e plenos nos encontrar
no café-da-manhã pronto.
“Quem busca apenas prosperidade e não busca a Cristo está vendendo a alma por conforto.” Lucas 9:25. – miriam leal
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