Como dizer pra Voce que Nunca Deixei de te Amar
Talvez hoje eu não tenha “um mundo” pra entregar. Mas talvez o problema nunca tenha sido faltar mundo. Talvez tenha sido carregar o universo inteiro nas costas tentando ser indispensável pra alguém.
Algumas almas se cruzam
pra nunca mais voltar ao normal,
viram rota, viram vício,
viram falta… visceral.
A Cor da Pele
A cor da pele nunca foi destino,
apenas o primeiro verso do caminho.
Há quem enxergue fronteiras na superfície,
enquanto a alma desconhece esse artifício.
Minha pele guarda sol, vento e memória,
traz cicatrizes que também contam história.
Não mede caráter, coragem ou fé,
nem diz por onde um coração ficou de pé.
Quem aprende a olhar além da aparência
descobre no outro a própria essência.
Porque o corpo é só o lugar onde a vida mora,
mas o amor é a cor que nunca vai embora.
Lucci Santz
Banho quente, comida boa e o amor de quem se ama.
No fim, a felicidade quase nunca mora no excesso. Ela costuma chegar em silêncio, aquecendo o corpo, alimentando a alma e encontrando abrigo no coração de quem nos escolhe todos os dias.
No vale das sombras, quem caminha com amor,
cultivando a paz e a harmonia, nunca se perde,
pois a luz que carrega em si ilumina o próprio caminho.
“Montanhas foram criadas para serem escaladas e barreiras existem para serem ultrapassadas.
Nunca deixe de estabelecer metas de desenvolvimento temporal e principalmente espiritual para sua vida. E tenha sempre em mente que obstáculos surgirão mas que a razão disso é que eles servirão para valorizar ainda mais o valor da sua chegada, sua vitória, mesmo sua conquista”
Ney P. Batista
Jun/13/2021
Nunca se desespere diante das dores da vida, as sextas-feiras virão sempre mas o domingo também virá, assim como aconteceu com O nosso Salvador Jesus Cristo.
As pedras que surgem no nosso caminho, são para ser removidas por nós, pois é assim que nos tornamos mais fortes. Não importa o tamanho da pedra, o SENHOR só quer sentir nossa fé para crer que Ele nos dará a força necessária que precisamos para afastá-la do nosso caminho!
Eu, Ney Paula Batista, sei que Ele vive sim, Jesus Cristo, e que Seu Pai é o nosso SENHOR do Universo. As dores que passamos são sempre pedagógicas, até mesmo quando perdemos alguém que amamos. Lembre que o Filho sofreu tudo por nós e Seu Pai sentiu tudo isso, inclusive sua morte. Sendo assim, nossos sofrimentos nos ensinam muita coisa e podem nos tornar mais semelhantes a ELES.
Enfim, esse é o propósito dessa vida:
O tempo para nosso aperfeiçoamento espiritual que só pode acontecer pela dor pedagógica, isso mesmo, aquela que ensina e que quando compreendida e aceita, nos faz crescer.
Ney Paula B.
Oração Ao Universo
Tu que observas as passagens
e caminhas por lugares nunca vistos,
já te perguntaste
por que carregas tanta insipiência?
Um véu cobre o que ainda não descobriste.
Há ternura nos lugares calmos,
o afago do desconhecido
e a colisão dos corpos.
Sem tragédias, sem culpas,
um tom toca —
música na alma.
Como selvagem,
recorro aos instintos
e escuto o eco
das vidas que não vivi.
A sobriedade desperta um ego
que procuro enclausurar,
mas que ainda me permite
aceitar o convite do novo.
O arco no céu toca a terra
e me toca de forma abstrata.
Lança-me aos regalos reprimidos.
Desci de lugares altos
e espantei-me com minha ignorância.
Bati o dorso da mão
nas entrelinhas do mundo.
Viver sem sentir
é ferida aberta.
No desgaste da carne
lapido a pedra que sou:
mausoléu de vidas passadas.
Soltei sussurros ao vento
e deixei o sofista debater-se no poço.
Não o matei.
Apenas o silenciei.
Os passos encurtaram-se.
Calejei o chão e caí.
Olhei o céu
como quem descobre um lugar novo
e fiz uma oração ao Universo.
Vozes ressoaram dentro de mim.
Este universo que desconhecia
E atrevi-me a conhecê-lo
Ele, era eu...
Ysrael Soler
A vida é sobre iniciar e encerrar ciclos!
Nunca vivemos numa constante euforia ou tristeza, aliás essa alternância entre os estados nos tira da zona de conforto, levando ao rompimento com o eu daquele momento e a consequência inevitável é o crescimento pessoal!
O quanto cada um irá crescer nesse processo está diretamente ligado a capacidade de deixar aquele incômodo te levar a reflexões e se permitir conhecer o novo!
Maria Augusta Ranulfo
Nunca pergunte quem sou
Não vou saber responder
Hoje sou uma pessoa
E outro ao amanhecer.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026
QUANDO O PROGRESSO NÃO NOS TORNA HUMANOS
Nunca fomos tão capazes de compreender o universo. Calculamos o que antes parecia impossível, criamos máquinas que processam bilhões de informações, atravessamos continentes em poucas horas e colocamos nas mãos de qualquer pessoa uma quantidade de conhecimento que nenhuma geração anterior sequer poderia imaginar.
E, paradoxalmente, ainda não conseguimos resolver aquilo que talvez seja o problema mais antigo da humanidade: nós mesmos.
Continuamos matando por ódio, ciúme, vingança, intolerância e indiferença. Mulheres são assassinadas, crianças são violentadas, idosos são abandonados, famílias se destroem e vidas são interrompidas por conflitos que, muitas vezes, poderiam ter sido evitados pela simples capacidade de dialogar.
Então surge uma pergunta que nenhum avanço tecnológico consegue responder:
De que vale aumentar a inteligência das máquinas se não aumentamos a consciência dos seres humanos?
Podemos construir uma inteligência artificial capaz de aprender padrões em segundos. Podemos enviar uma mensagem para qualquer lugar do planeta. Podemos observar galáxias a bilhões de anos-luz. Podemos modificar genes, explorar o espaço e criar tecnologias que nossos antepassados considerariam magia.
Mas ainda encontramos seres humanos incapazes de controlar a própria raiva.
Talvez esse seja o grande paradoxo da nossa espécie.
Conhecemos cada vez mais o mundo, mas ainda conhecemos pouco de nós mesmos.
Informação não é sabedoria. Inteligência não é caráter. Conhecimento não é consciência.
Uma pessoa pode dominar matemática, física, tecnologia ou filosofia e, ainda assim, ser incapaz de sentir compaixão pelo sofrimento de outro ser humano.
O verdadeiro avanço talvez não possa ser medido apenas pela quantidade de coisas que conseguimos criar, mas pela quantidade de crueldade que conseguimos abandonar.
Porque evolução não deveria significar apenas ir mais longe.
Deveria significar ser melhor enquanto avançamos.
Se conseguimos ensinar uma máquina a reconhecer padrões, por que ainda não conseguimos ensinar uma sociedade a reconhecer a dor do outro?
Se conseguimos criar sistemas capazes de conversar com milhões de pessoas simultaneamente, por que ainda fracassamos tantas vezes em conversar dentro de nossas próprias casas?
Se temos acesso praticamente ilimitado à informação, por que continuamos escolhendo a ignorância quando ela alimenta nosso preconceito?
Talvez o problema não seja falta de inteligência.
Talvez seja falta de consciência sobre o que fazemos com a inteligência que possuímos.
O futuro pode nos oferecer máquinas extraordinárias, cidades inteligentes, medicina revolucionária e tecnologias inimagináveis.
Mas nenhuma dessas conquistas será suficiente se continuarmos carregando dentro de nós os mesmos impulsos primitivos que produziram violência, ódio e destruição ao longo da história.
Uma civilização não é verdadeiramente avançada apenas porque consegue construir máquinas mais inteligentes. Ela é avançada quando consegue produzir seres humanos mais conscientes.
E essa talvez seja a pergunta mais difícil de todas:
Estamos realmente evoluindo ou apenas ficando mais eficientes naquilo que já sabemos fazer?
Porque podemos conquistar o espaço e continuar perdidos dentro de nós mesmos.
Podemos criar inteligência artificial e permanecer incapazes de exercer inteligência emocional.
Podemos conhecer quase tudo sobre o universo e continuar sem compreender o valor de uma única vida humana.
E talvez, no fim, o maior teste da nossa inteligência não seja descobrir como dominar o mundo.
Talvez seja descobrir como não destruir uns aos outros enquanto tentamos dominá-lo.
A tecnologia nos deu poder.
O conhecimento nos deu possibilidades.
Mas somente a consciência poderá decidir o que faremos com tudo isso.
De que adianta conquistar o futuro se, para chegar até ele, perdermos aquilo que nos torna humanos?
Talvez essa seja a verdadeira fronteira que ainda precisamos atravessar.
Não está no espaço.
Não está nos computadores.
Não está nas máquinas.
Está dentro de nós.
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