Como dizer pra Voce que Nunca Deixei de te Amar

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O poeta pode contar ou cantar as coisas, não como foram mas como deviam ser; e o historiador há-de escrevê-las, não como deviam ser e sim como foram, sem acrescentar ou tirar nada à verdade.

Como a luz numa masmorra faz visível todo o seu horror, assim a sabedoria manifesta ao homem todos os defeitos e imperfeições da sua natureza.

O futuro é como o papel em branco em que podemos escrever e desenhar o que queremos.

O poder não satisfaz, ou melhor, é como a droga e exige sempre doses maiores.

Assim como o médico não deixa ver nada das suas apreensões ao seu paciente, da mesma forma o advogado mostra sempre uma fisionomia cheia de esperança ao seu cliente. É um desses casos raros em que a mentira se torna virtude.

A gentileza faz com que o homem pareça exteriormente, como deveria ser interiormente.

A beleza na mulher honesta é como o fogo afastado ou a espada de ponta, que nem ele queima nem ela corta a quem deles se aproxima.

As lágrimas dos velhos são tão terríveis como as das crianças são naturais.

As Palavras

São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?

Eugénio de Andrade
ANDRADE, E., Antologia Breve, 1972

O matrimônio é como um processo judicial: um lado está sempre insatisfeito.

Ninguém avalia tão caro o nosso merecimento, como o nosso amor-próprio.

A dor é como uma dessas varetas de ferro que os escultores enfiam no meio do barro, ela sustém, é uma força!

O poder deixa-nos tal como somos e apenas engrandece os grandes.

Não há no mundo palavras tão convincentes como as lágrimas.

A guerra, assim como é madrasta dos covardes, é mãe dos corajosos.

O receio aumenta-nos os desgostos, tal como os desejos os prazeres.

Deus, arquitecto do universo, proibiu o homem de provar os frutos da árvore da ciência, como se a ciência fosse um veneno para a felicidade.

Velho pássaro, este mundo
dorme como um menino
e se renova cada manhã.

Cada um é como Deus o fez, e muitas vezes até pior.

Noturno

Lá fora o luar continua
E o trem divide o Brasil
Como um meridiano

Oswald de Andrade
ANDRADE, O. Poesias reunidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1971