Como dizer pra Voce que Nunca Deixei de te Amar
Versos de Revolta
Deixo meus versos
como rastros de fogo
num caminho que arde
pela culpa dos insensatos.
Minhas palavras ficam,
gravadas como cicatrizes
na pele da memória,
reação contra a hipocrisia
que escorre
das bocas ornadas
de tantos "intelectuais",
cuja erudição é verniz
sobre o vazio.
Não há o que temer!
Pois tudo já é temido!
O perigo não se manifesta
onde a covardia se veste
de autoridade,
onde a segurança se impõe
como jugo elegante,
um escudo frágil
contra a incerteza
que ruge no mundo.
Vivo em segurança?
Ou em confinamento?
Essa segurança sufoca,
nos molda em cúpulas
de certezas frágeis,
ergue muros invisíveis
que nos protegem
do caos lá fora,
mas nos exilam
dentro de nós mesmos.
Há de parar!
Ou então, pararemos nós!
Porque quem vive assim,
enjaulado em verdades prontas,
aprende a temer
até o próprio pensamento.
E se o medo crescer
maior que o desejo de liberdade,
é a alma que se condena
ao cárcere da resignação,
onde as palavras morrem
antes mesmo
de se tornarem grito.
Os versos que deixo
são insurgências contra o conformismo,
ecos de um coração inquieto
que se recusa a aceitar
a rotina disfarçada de escolha.
É urgente quebrar o silêncio
que nos encobre de poeira,
é preciso incendiar
as ideias moribundas
antes que a chama interna
se apague de vez.
Naufrágio em Mim
Minha cama vira barco
quando a noite se estende
como um oceano sem margens,
e minhas lágrimas desenham
rotas incertas na pele
de um horizonte que nunca chega.
No grande vazio
onde o silêncio ecoa,
não sei para onde navegar.
Sou marinheiro de olhos fechados,
tateando as ondas com mãos vazias,
e a bússola que carrego
não aponta o caminho
para lugar algum.
Sinto fome,
uma ânsia que não cabe
no peito salgado de mágoas.
Dê-me de comer,
mas que seja algo
além desse vazio repetido,
além desse sal que corta a boca
e engasga meu grito mudo.
E quando tudo se perde
no mar que me afoga,
ele é meu único refúgio,
porto improvisado
nas águas turvas do medo.
Sua voz é como farol
que rompe a escuridão,
e eu, à deriva,
me deixo ser salvo
pela calma que ele traz,
pela promessa de terra firme
onde meu corpo cansado
possa, enfim, descansar.
Então, quando o calor de sua mão
toca minha pele fria,
a tempestade se dissolve
como névoa ao amanhecer.
A luz que ele lança sobre mim
é cais onde meus olhos secos
desaguam esperanças.
E no balanço desse barco incerto,
encontro o ritmo da paz
que tanto busquei
nos ventos que me arrastaram.
Naquele porto improvisado,
eu sou embarcação que cansa,
ancorando meus medos no peito
de quem não teme minhas águas.
Ele, farol e cais,
é o norte que escolhi seguir,
a promessa de que, mesmo à deriva,
há um destino além da tormenta,
um abraço onde o barco repousa
e meu naufrágio se desfaz.
O amor é como o veneno nas presas de uma serpente, e seu único antídoto é ele mesmo em uma escala bem maior
Do Vazio, Transbordo
Do vazio, preencho-me,
como tela que se pinta sozinha,
colorido com as mais belas cores
de uma paleta que nem escolhi.
Sou arte que se faz sem intenção,
um quadro que respira
e dança com os tons
que o acaso me deu.
Do vazio, transbordo,
como rio que se perde
entre margens inconstantes,
a fluidez de um só
corpo que se desenha
com as tintas do improvável,
na liberdade de ser
mais que apenas vazio.
Quando a vida me cobre
com véus de incerteza,
esboço-me em traços largos
e deixo que o tempo
pincele meus contornos.
Não sei se sou obra completa
ou fragmento em constante mudança,
mas aceito o caos
como parte da criação.
Sou o intervalo entre
a matéria e o conceito,
o pulsar do imprevisto
na estrutura que se rompe.
Quando me olho de fora,
percebo que sou mais
do que a soma de escolhas,
sou o reflexo que escapa
entre as fendas da razão.
Há beleza no que escorre
sem forma definida,
no gesto que se faz
pela inquietação do existir.
Sou composição inacabada,
mas inteira naquilo
que jamais cessa de se criar.
E assim,
de um espaço que era nada,
sou cor, sou movimento,
um corpo que não cabe
em linhas retas
nem em molduras fixas.
Sou a contradança
entre o vazio e o transbordar,
a essência que se molda
na ausência de certezas,
como verso que se escreve
no tempo que passa
sem pedir licença.
E se ao final
me perguntarem o que sou,
direi que sou fluido,
transição que se esparrama
entre o ser e o deixar de ser.
Um conceito escorrendo da mente
que, ao tocar o chão,
se torna rio que não desiste
de encontrar o mar.
Porque ser é também desaguar
em possibilidades infinitas,
é não temer a dissolução
e encontrar na própria mudança
a raiz que jamais se fixa.
Sou processo que se faz
enquanto a vida se move,
uma arte sem moldura,
uma verdade sem contorno,
transbordando de mim
no vazio que me acolhe.
E se por acaso
me perguntarem novamente,
não direi mais que sou completo,
nem que estou pronto.
Direi que sou como a água,
que ao abraçar a terra,
transfigura-se em rio,
em mar, em chuva,
mas nunca deixa de ser
essencialmente líquida,
livre para se moldar
e expandir,
pois mesmo quando se evapora,
não deixa de ser presença,
não deixa de ser vida.
Se algum dia alguém te quebrar, imagine-se como várias peças de LEGO. Uma hora, vai aparecer alguém para te juntar novamente e até mesmo te transformar em uma versão mais forte.
Repudiei tantas vezes a esses sentimentos que já não os sinto... como já não sinto a mim mesmo.
Vivo cada dia mais receoso para tê-los de volta, mas já não sou o que era antes, como o meu eu do passado já não é igual a mim.
Tem pessoas que não entram na sua vida por acaso. Elas chegam como um furacão, mexem com tudo, viram tua alma do avesso e te fazem sentir coisas que você nem sabia que ainda era capaz de sentir.É um olhar que queima, uma presença que te desnuda mesmo sem tocar. E de repente, tudo que era calmo se transforma em tempestade. Você tenta manter o controle, mas algo dentro de você já sabe: já era.Porque quando a conexão é de alma, o corpo sente, o coração dispara e a razão já não tem mais voz. É desejo, mas também é medo. É entrega, mas também é dúvida. É aquele tipo de intensidade que te faz perder o sono e se perguntar se vale a pena se jogar.Mas a verdade é que algumas pessoas valem o risco. Porque tem coisa que a gente só vive uma vez… e fingir que não sente é desperdiçar a chance de viver algo que pode te marcar para sempre.No fim, ou você se protege… ou se permite sentir tudo. Mas saiba: quem sente demais vive o que ninguém tem coragem de viver.
Peça sabedoria a Deus com humildade, como quem ajoelha não para si, mas para servir o povo com justiça e verdade.
Bom dia, amigos!
Como é maravilhoso levantar de manhã e dar aquele bom dia com muita alegria para vocês, amores..
Respeitar é um ato que nunca sai de moda...
Faça elogios às pessoas que você ama e as que estiverem ao seu redor...
Dê um belo sorriso, isso faz bem demais...
Não tenha vergonha de dizer "Eu te amo"...
Simplesmente espalhe amor por onde você passar. Todos notarão a sua presença e você será sempre querido ou querida em todos os lugares.
Ame, ame, ame, ame...
AMAR faz muito bem demais da conta!
Deus muda o caráter sim — mas usa como ferramentas o direito, a disciplina, o senso de dever e o exemplo nobre.
Assim como se perdeu um filho quando não o adverte, perde a alma o homem que não adverte os seus pensamentos tolos.
"Amo como quem ainda espera"
Amo,
como quem olha a estrada vazia
e jura ter visto um vulto conhecido
entre a névoa da memória.
Amo,
como quem rega uma flor seca,
com mãos trêmulas,
e fé demais pra caber no peito.
Amo,
sem calendário,
sem garantia,
como quem ainda ouve teu nome
no barulho da chuva.
Amo,
como quem fica na estação
mesmo depois do último trem,
só porque o coração disse:
“fica mais um pouco, vai que…”
Amo,
como quem não desaprendeu a sonhar
mesmo depois de acordar sozinho.
Amo como quem ainda espera.
Mesmo sabendo que talvez…
tu já nem venha mais.
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