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Como dizer pra Voce que Nunca Deixei de te Amar

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Eu me considero a pior criatura para está hoje, aqui, na frente de todos, mas como não houve nenhuma intervenção dívida, vou continuar.

Escombros de mim


Vivo em silêncio, no escuro de mim,
como quem perdeu o último trem da esperança.
O mundo me passa, veloz e sem fim,
enquanto eu paro, cansado da dança.


Nunca pedi que me vissem como vítima,
nem busquei compaixão disfarçada.
Mas fui julgado por olhos que não me leem,
acusado por bocas que nada sabiam.


Amei com a alma, com tudo que sou,
entreguei meu melhor, meu gesto mais puro.
E ainda assim, virei sombra, virei dor,
abandono vestiu meu futuro.


Hoje, caminho entre os escombros de mim,
em calabouços que ninguém visita.
Tranquei meu coração — e joguei a chave
nos pesadelos onde a luz hesita.


Não quero outro alguém, não por maldade,
mas porque meu peito não quer ferir.
Sou nau sem porto, sem vontade,
um grito mudo, a não mais sorrir.


Mas há, lá longe, um sopro que insiste,
um eco dizendo que posso voltar.
Talvez, um dia, eu me permita,
sair de mim… e me resgatar

Entre flores e tempestades — Touro

Teimoso como raiz que não se solta da terra,
Firme como o tronco que encara o vento.
No teu peito mora a calma do campo,
Mas também a força bruta da enxurrada.




Tens o dom da paciência — regas os sonhos devagar,
Colhes frutos doces porque soubes-te esperar.
És leal, és chão, és porto seguro,
Abraço que aquece e não solta fácil.




Mas… oh, Touro, quando decides não ceder,
O mundo pode gritar — e tu, seguirás mudo.
A mesma força que constrói, pode prender;
A mesma vontade de proteger, sufoca.




Amas o belo — aromas, sabores, toques,
Vives a vida como banquete eterno.
Mas às vezes te perdes no excesso,
Guardando o que já não cabe nas mãos.




És terra fértil, mas não és pedra imóvel:
Dentro de ti, um jardim floresce e luta.
Virtude e defeito, tão juntos, tão teus,
E é nesse contraste que Touro é… Touro.

Superar é aprender a dançar com a dor, transformando-a em sabedoria e usando cada queda como um impulso para o próximo voo.

Assim como não se pode conter as águas com as mãos⁠ assim não podes fazer muita coisa contra a inveja alheia , mesmo que se coloques de humilde

⁠A audácia em certos casos, como no caso de alguém, que definiu seu intento e propósito, colocando seus objetivos como metas é de grande valia, pois a atitude audaz, pode gerar grandes resultados.

As pessoas só serão saudáveis quando tratarem os alimentos como fontes de nutrição e não como objetos de prazer.

⁠O carácter do homem é o que sustenta a sua inteligência e seus dons principais, assim como mantém de pé a bandeira das suas conquistas.

Um homem que se acha superior aos outros pelo que tem é como um veado que se sente superior pelo tamanho do chifre!

⁠A vida que temos, são as sementes que plantamos. Portanto como todo bom lavrador, é necessário muito esforço e trabalho, para melhorar nosso plantio...

E eu, no ápice da insensatez
Pensei: queria ter sido como santa na gruta
Imaculada, sem erros, diminuta.
Mas sensata, disse: humana Deus me fez.

"Pessoas carinhosas e sinceras
são como a chuva fina
que acalma a nossa alma"

Palavras agradáveis e no momento oportuno, são tesouros valiosos, adoçam a alma e curam como um bálsamo.




Parafraseado de Pv 16.24 e 25.11

Se veem sua sombra como algo tenebroso, escolha deles. Sua luz te beneficia a cada dia.

Dizem que são luz, que são gentis,
mas brilham como néon barato,
muito brilho, pouca verdade,
e um cheiro forte de verniz gasto.


Aplaudem com palmas macias,
mas os olhos? Ah, esses gritam tédio.
São artistas do elogio vazio,
mestres do “como estás?” sem remédio.


Sorrisos de catálogo,
frases feitas, poses de vitrine.
E a alma? Essa tirou férias,
descansa num canto… bem longe de mim.


Fingem empatia com tanto empenho
que quase merecem um prémio.
Mas cuidado: o sarcasmo é um espelho,
e a verdade, um velho boémio.


Ela chega tropeçando, rindo,
arranca máscaras com jeitinho.
E lá ficam eles, nus de encanto,
com a cara de pau… e o ridículo no caminho.


Válter Nobre

Orar com confiança é como se tomássemos um remédio que faz efeito instantâneo, pois, mesmo que a resposta venha depois, já nos sentimos fortes ao término da oração.

I


Para quê tantos planos, se o inesperado nos aguarda como a última chama de um candeeiro que mal ilumina o próprio pavio? Traçamos rotas sobre mapas que se desmancham na chuva. Colecionamos certezas em gavetas que o acaso tranca com ferrugem. Vejo os rostos que partiram [não em procissão solene], mas evaporados no ar pesado das tardes. Eles não deixaram rastros, só um vácuo de gesto interrompido, um café pela metade sobre a mesa. O imprevisto, quando não chega como um ladrão ágil na janela da mocidade, instala-se paciente na poltrona da velhice, à espera do seu momento. É um hóspede que não traz bagagem, apenas um relógio de areia sem fundo. E nós, que julgávamos donos do terreno, descobrimos-nos frágeis como vidro sob pressão. A realidade não bate à porta; invade pelo telhado, quando já estamos dormindo. E o tempo, esse artesão silencioso, talha-nos com golpes cada vez mais fundos, até que a madeira revela suas rachaduras ocultas...


II


Para quê tantos diplomas, selos de um reino que desaba ao primeiro sopro do inverno? Corremos em círculos numa pista que não leva a lugar algum, apenas nos devolve ao ponto de partida, mais cansados. O sistema cobra em moeda invisível: noites em claro, olhos fixos em écrans frios, mãos que apertam outras mãos sem sentir a pele. No final, a conta vem em forma de silêncio. Um vazio que ecoa nos corredores da memória. Perguntamo-nos se valeu a pena o sacrifício do sol pela sombra, do riso pela cifra. Quiséramos ser imortais na alma [deixar uma marca que não se apaga na água], uma palavra que o vento não dispersa. Sonhamos com um fragmento que sobreviva, contador da nossa breve estadia. Mas a verdade é mais árida: seremos esquecidos, como bilhões antes de nós foram. Nomes apagados das lápides pela hera, vozes dissolvidas no ruído de fundo do mundo. Nem mesmo poeira seremos, pois a poeira ainda assenta nas coisas.


III


Sem identidade, viramos número nos arquivos empoeirados de alguma repartição [quisera celestial]. Sem leitor, nossas histórias são livros fechados em prateleiras abandonadas às traças. Sem memória, o que fomos deixa de existir até como fantasma [um fantasma ao menos assombra]. Sem alguém que lave nossos pés cansados, esses pés que tanto andaram de um lado para outro, atravessando lama e terra, em busca de um sentido que se esquivasse como o horizonte. Esses pés que pisaram flores e pedras, que sangraram em atalhos escusos, que dançaram em noites de alegria efêmera. Quem os guardará? Quem recordará o peso do corpo que carregaram, a direção que não encontraram? Somos peregrinos de uma fé que não nomeamos, em jornada para um templo em ruínas. E no fim, nem mesmo a água do esquecimento nos refrescará. Secaremos como rios intermitentes, nossa história sussurrada por ninguém, nosso amor reduzido a zero na equação do tempo...


IV


Mas talvez haja uma verdade mais dura e mais bela nisto tudo: a liberdade está precisamente no desapego do rastro, na renúncia à eternidade. Que importa não sermos lidos, se em vida fomos o verbo e não a nota de rodapé? Que importa o esquecimento, se amamos com a urgência de quem sabe o fogo se apaga? Os planos fracassados não eram inúteis; eram treinos para a entrega. Os diplomas não serviam ao sistema; eram armaduras que tivemos de desprender para sentir a chuva na pele. Os pés lavam-se a si mesmos no rio do caminho, e a água que levam é a única oferenda. Não ficaremos? Ficaremos no modo como uma pedra altera o curso do rio, mesmo que ninguém veja. Na maneira como uma palavra jogada ao acaso gerou um sorriso em um estranho. Somos o sopro que move um grão de areia no deserto imenso — ação mínima, mas real...


V


Então caminhemos. Sem a âncora pesada da imortalidade desejada. Com a leveza trágica de quem sabe que a chama se extinguirá. Que nossos passos, agora, não procurem sentido [que o criem no ato de pisar].
Que nossos rostos, antes de se desfazerem, reflitam o céu inteiro, ainda que por um instante. E quando o inesperado vier, seja na mocidade ou na velhice, que nos encontre de olhos abertos, contemplando o vazio não como um abismo, mas como o espaço onde, por fim, tudo é possível. Porque fomos. E esse ter sido, efêmero e sem testemunha, foi nosso ato mais radical de amor. Um eco sem paredes para repercutir, mas que existiu como vibração no ar. Um grão de poeira cósmica que, por um segundo, soube que brilhava.


--- Risomar Sírley da Silva ---

Que o Ano Novo nos atravesse não como promessa fácil, mas como espelho lúcido do tempo, ensinando-nos que viver é aceitar o devir, reconciliar-se com o passado sem habitá-lo, caminhar com o presente sem possuí-lo, e lançar ao futuro apenas aquilo que amadureceu na consciência, na liberdade e no sentido profundo de existir.

Não controlo o mundo, mas posso controlar como vejo e respondo a ele.

Vive como quem já perdeu tudo, e descobrirá que nada pode ser tirado de ti. O desapego é a mais alta forma de poder.