Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov
Em seu silencioso coração ela clama por ti, como uma ninfa dançando ao som da primavera, clama sua voz.
Quer sair, ser tocada pelos raios fulgentes de um sol de abril, se despe daquilo que a emudece e se veste dos desejos de ser som.
Sua voz é o verbo que chama, que posto no mundo faz emergir o que clama.
Ouça a voz que vem do coração de um deus...deixe cantar sem palavras, deixe bailar ao luar com encanto e graça.
Encontre-a nos sons delicados e nas fúrias da natureza, descubra com que ternura ou ímpeto ela vibra em ti e por ti...
Te vejo quando acordo, pensando em como seria maravilhoso passar cada momento ao seu lado.
Hoje eu só queria estar contigo, envolvido pelo calor do seu abraço e pela doçura do seu sorriso.
Amar você é o que eu mais desejo, pois você preenche minha vida de amor e alegria.
Meu coração acelera quando te vejo, sentindo uma emoção que só você é capaz de despertar em mim.
Intimido-me com um simples olhar seu, que tem o poder de me cativar e me fazer sentir especial.
Rainha do meu coração, você reina soberana, trazendo luz e amor para minha existência.
És um presente em minha vida, um tesouro que valorizo e que torna meus dias mais significativos.
Sua beleza me encanta e me conquista, todos os dias quero o teu sorriso.
Graciela
Ela aprendeu a ser forte cedo demais. Dá pra ver no jeito que segura o mundo como se nunca tivesse tido escolha.
E eu já vi o instante em que essa força falha, não por fraqueza, por confiança. Já vi quando ela encosta a testa no meu peito e respira fundo, como se ali pudesse baixar a guarda.
O olhar dela não me observa. Me atravessa. Tem algo ali que desafia e, ao mesmo tempo, se entrega. E eu gosto dessa contradição.
O sorriso ilumina, mas a boca dela não beija por acaso. Ela beija como quem decide ficar. Lenta. Quente. Sem plateia.
Eu penso na boca dela quando estou sozinho. Penso no jeito que ela fecha os olhos quando minha mão encontra a curva da cintura e o corpo dela responde antes da razão.
Ela é forte, sim. Mas o corpo dela entrega o que a postura tenta esconder quando encontra abrigo.
Eu não quero diminuir a força dela. Eu quero ser o único lugar onde ela não precise usá-la.
Porque quando ela ama, não é superfície. É incêndio que sabe onde queimar.
E eu desejo esse fogo, não para apagar, para arder junto.
Graciela.
Como seria bom se os problemas se esvaziassem nos copos de bebidas, mas o problema é que sempre voltam a ficar cheios.
A Analogia do Tecelão e a Tapeçaria:
Imagine a história da humanidade como uma imensa tapeçaria. O passado forneceu os fios de ferro do patriarcado rígidos, pesados e impostos.
O presente é o momento em que as mãos femininas, antes forçadas apenas a fiar, agora decidiram redesenhar o padrão.
O futuro é o tecido que ainda não existe, mas cuja suavidade e resistência dependem da coragem de quem corta os nós do preconceito hoje.
A paixão é como o primeiro gole da erva: queima, assusta e desperta. O amor, no entanto, é a cuia que se mantém quente durante todo o inverno da vida.
Tem algo de silencioso nessa sensação, como se as emoções estivessem atrás de um vidro. Você vê que elas existem, mas o toque não chega.
“O problema nunca fui eu. Como eu não pude perceber isso? Eu só pedia a sua ajuda… eu precisava de você, mesmo estando longe.”
Não use ninguém como muleta emocional pra se sentir vivo
reconstrua-se sozinho,
mesmo que devagar,
mesmo que as mãos tremam
e o silêncio doa.
Historia, não drama
Minha ansiedade me acompanha
como um ruído constante,
um alerta que nunca desliga,
e junto dela
o medo de exagerar,
de sentir demais,
de parecer dramática
por simplesmente sentir.
Ela nasceu cedo.
Entre olhares atentos demais,
expectativas grandes demais,
e a sensação de que sentir
era sempre exagero.
Cresci ouvindo
que tinha tudo.
Casa, cuidado, conforto,
um berço chamado de ouro
— como se isso anulasse
qualquer vazio que coubesse em mim.
Quando doía,
não era dor:
era drama.
Quando eu reclamava,
era vitimismo.
Aprendi cedo
a engolir sentimentos
antes que alguém dissesse
que eu estava exagerando.
Meus irmãos gritavam mais alto,
quebravam mais coisas,
ocupavam mais espaço.
O do meio, o mais difícil,
recebeu colo em excesso,
atenção dobrada,
como se o amor fosse um prêmio
para quem dá mais trabalho.
E eu?
Fiquei quieta.
Aprendi a merecer afeto
sendo fácil.
Sendo compreensível.
Sendo grata.
Mesmo quando algo em mim
pedia socorro —
em silêncio.
Hoje, no amor,
minha ansiedade aparece
com cuidado demais,
palavras medidas,
e o medo constante
de ser intensa demais.
Não é ciúme,
é receio.
Não é cobrança,
é medo de perder.
Carrego um receio silencioso
de depender,
porque no fundo
ainda busco validação
como quem pede permissão
para existir
sem pedir desculpas.
Já disse a ele
sobre meu medo de abandono.
Não nasceu agora.
Veio de casa.
Veio das vezes em que fui ouvida
só quando não incomodava.
Tenho amor,
mas também tenho feridas.
Tenho entrega,
mas carrego alertas.
Não sei sempre explicar
nem organizar o que sinto,
e ainda assim
sinto —
mesmo com medo
de parecer dramática.
Não quero amar por carência.
Não quero ficar por medo.
Quero escolher.
Inteira.
Mesmo ainda aprendendo
a confiar
que meus sentimentos
não são exagero,
são história.
Estar só é como beber o mate lavado: falta o amargor que dá sentido, sobra o vazio que a água não preenche.
"Compreendo o sujeito como um processo consciente que emerge do corpo e da mente, capaz de observar, regular e atribuir sentido às próprias experiências, sem estar totalmente determinado por elas."
No cajado da sabedoria, o entender 'e raso, o compreender; profundo. Tal como a relva que alimenta as ovelhas, mas o ruminar, acaba por sacia-las.
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