Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov
De novo o Amor
Entrou o amor pela janela
Da minha alma.
Como se fora um chuvisco
Fino e leve
Pareceu-me a mim que seria breve.
No entanto, enganou-me e deteve-se
Empacado. Encravado.
Apossou-se de cada canto do meu Eu ingênuo
E foi tomando conta de tudo que ele é.
Da minha esperança, da minha fé
Dos meus sentidos e razões.
Sonhos e ilusões.
Assenhoreou-se de tudo
E quando dei por mim
Já não havia mais como retroceder e
Esconder-me dele.
Despencou torrencialmente
Dentro do meu coração.
E, enfim, virou tempestade
E sem piedade
Transformou-se em um calamitoso Tufão.
A Tragédia do Paquistão
Que sonho foi brutalmente interrompido?
Como Malala o de um ativista destemido?
Como Sharif o de um Primeiro-Ministro?
Ou um cantor como Kamal?
E não há nisso nenhum mal.
Qualquer que seja o sonho
Foi medonho
O interrompimento do desabrochar
De meninas e meninos paquistaneses.
Pelo ataque hediondo.
A poesia estancou nas ruas
Da triste Peshawar
E a dor espalhou-se no ar
E nos corações de pais
Que nunca mais terão de volta
A visão do seu amor
Seu pequerrucho se assomar na porta
E gritar respondendo um “ei”.
Mamãe! Papai! cheguei.
Um grito pela humanidade
Oh! Deus! Economizai os raios do vosso sol, que ele seja fraco como a estrela mais distante do nosso universo e deixai a terra sem a luz que vivifica e restaura, mas poupai a humanidade das guerras.
Economizai nos mares e oceanos, que eles não passem de riachos transitórios que secam até a sua última gota quando os verões tingem de sangue as pastagens secas e quebram em torrões a terra ressentida, mas por caridade, poupai a humanidade do desamor.
Que a primavera não chegue mais florescendo a serra e deixando um halo de divindade nas árvores grávidas de amor, mas poupai a humanidade da fome.
Que tenha no céu um único tipo de ave. Não precisais povoar as florestas e as matas de uma biodiversidade magnífica para encantar o homem, ele não precisará perder o seu tempo, assim, catalogando e estudando a enorme variedade de seres. Podeis, também, deixar que cresçam uma só qualidade de flor. Talvez a rosa que por sua simplicidade transmite humildade diante da imponência da Titan Arum.
Ou, ainda, podeis deixar uma bem pequena que dezenas delas caberiam na cabeça de um alfinete, a wolfia angusta.
Não retoqueis em demasia as vossas criações de flora e fauna.
Construi a natureza pobre e escassa de seres complexos deixando, então, o homem com parcos recursos de sobrevivência, mas poupai a humanidade das drogas.
Eu troco Senhor, o azul que se estende no horizonte e deixa a alma embriagada de esperança pela paz mundial.
Quando o sol nasce e espalha raios coloridos enfeitando todo o nascente e revigorando as forças, podeis trocar pelo opaco anoitecer sem noites de luar.
E que as trevas cubram toda a terra para todo o sempre, mas não percais a vossa misericórdia na desorientada humanidade.
Que o dilúvio lave e leve a vida que brota em cada broto e flores que forram de amarelo as passadeiras dos vales sombrosos repletos de ipês.
Que a vida seja tão breve que não se possa sentir saudade e não se tenha lembranças boas que povoem nossas mentes crentes de que tivemos um dia anos dourados.
Mas, Senhor, perdoai em vosso Santo nome a humanidade toda sem que se tenha que judiar e matar de marte trágica, dolorosa, sequer um de meus irmãos.
Deixai Senhor, que eu ouça sempre o som do seu Grandioso Coração.
O que a Filosofia, ou a Matemática, ainda não explicam, a Fé justifica. E, como nunca saberemos tudo, a falta de fé torna o Homem ainda menos sábio.
Perceba a Lua cheia sobre nós.
Sejamos como essa luz, que mostra seu valor
Quando não há energia elétrica,
Quando o homem do campo está voltando para casa.
Que sejamos cheios, mas conscientes
De que também haverá minguante.
Mas é essa "crise"
Que torna a lua Nova.
Que renovemo-nos sempre,
Sem deixar a essência, os princípios.
Que a cada fase nova,
Cresçamos mais, juntos,
Para celebramos o estar cheio novamente.
Somos luz para tantos jovens
Somos luz, um para o outro.
Mas saibamos que a nossa luz
Nada mais é do que a luz de Deus
Que reflete no seu povo.
Sem oportunidade não se faz mérito. A ordem é essa. E não o mérito que constrói tudo, como os poderosos querem que pensemos.
Já pensou o quão bem estaríamos, se desde a década de 50, a TV falasse todos os dias em como acabar com a seca?
A igualdade entre uns, reflete a desigualdade diante tantos outros, assim como comumente contraposto, agir por imediatidade não acelera o tempo, ações precisam de reações, pensar antes de agir não é tão inquietante quanto reagir, eis que o tempo se desacelere, não tenho pressa.
O amor é como um copo d'água. Os que possuem em demasia, esbanjam sem preocupação e desperdiçam sem medo de que se acabe; os que têm apenas um copo, bebem lentamente e não perdem sequer uma gota, e sempre agradecem a Deus pelo pouco que têm.
Sou um pescador de sonhos como muitos, mas diferente destes, não tenho isca nem sequer anzol, apenas utilizo as minhas mãos. O único que pesquei, vai, porém, escorregando por entre os meus dedos.
Engraçado como as pessoas são, querem colher aquilo que não plantaram e ainda se acham no direito de reclamar do resultado.
"O que posso fazer? Como explicar uma beleza, que se comparável á flor mais bela do mundo, seria insuficiente! E posso afirmar que nem todas as belas flores do mundo seriam comparáveis a tua beleza."
Estilhaça-me! Arranca os pedaços que sobrou ou simplesmente ignore como fantasma o que nunca te arrancou suspiros...
A felicidade está nos momentos que você define como "insignificantes" e não na alegria falsa que se enxerga, como através de um vidro, distorcendo seu modo de ver, os sorrisos estampados nos rostos alheios.
O que nunca faltará para uma pessoa que brilha, são os imitadores! Assim como o sol tem luz própria, a lua depende dele para refletir uma migalha de sua luminosidade. E a comparação é humilhante. Então, aconselho que seja você mesmo, em vez de viver a vida daquele que lutou para chegar até onde ele mereceu estar.
Siga a sua vida, reinvente-se, seja autêntico, procure sua própria luz e não viva à sombra alheia.
POETA SEM AMOR
Poeta sem amor
E como o pólen da flor,
sem o agente polinizador;
é como um pai de família
Fora da lida,
De um doce labor...
Poeta sem amor
É como a luta perdida;
é como uma Olimpíada:
Sem atleta,
sem troféu, sem vencedor.
Poeta sem amor
É como jogo sem torcida,
sem juiz, sem jogador;
é como um náufrago à deriva,
desejando um salvador.
Poeta sem amor
É como a presa fugindo
do temível predador;
é como a doença, insistindo...
prolongando a dor.
Poeta sem amor
É como o pecado atraindo o pecador.
Vive esperando do céu,
o tão sonhado laurel
das mãos do Salvador.
Poeta sem amor
Deseja sempre o melhor!
Pois sabe que sozinho a vida é pior.
Por isso:
Prefere viver a dois.
(18.07.15).
Como a tolerância é bela!
Quando a compreensão sobrepujar o radicalismo fundamentalista, teremos paz. Ser utópico, não é viver no espaço fora do mundo, mas sim, sonhar com um mundo melhor.
Assim como a explosão emocional não é indicada, a implosão emocional muito menos. Não devemos acumular emoções mal trabalhadas, já que estas antes ou depois irão procurar meios de expressão principalmente através das doenças psicossomáticas e comportamentos disfuncionais.
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