Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov

Cerca de 459314 frases e pensamentos: Como a Vida Imita o Xadrez de Gary Kasparov

A morte não é triste. O triste é que a maioria das pessoas não vive nada.

O que as pessoas chamam de impossíveis, são as coisas que elas ainda não viram.

Às vezes, quando a gente perde, a gente ganha...

Eu aceitaria até o inferno por você, mas não por sua solidão e sim por não suportar ficar sem ter você por perto.

As pessoas mais difíceis de serem amadas normalmente são as que mais precisam de amor.

Poder Além da Vida
Filme "Poder Além da Vida" (2006)

Meu nome é Bela. Vim oferecer minha vida em troca da vida de meu pai.

Bela: Nunca te agradeci por salvar a minha vida.
Fera: Bem, eu também nunca te agradeci por não ter me abandonado para ser comido pelos lobos.

As lágrimas e uma faca que perfura sem vê e arde como o anoitecer

Inserida por xadrez

O gume de uma faca e o barulho do divulgar da raiva incerteza é como sinos de um amor não correspondido como ódio que te jugas passos ao longe ecoando atrás de um amor ao fogo

Inserida por xadrez

A vida é crua. Faminta como bico dos corvos. E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima, olho d'água, bebida. A vida é líquida.

A arquitetura como construir portas,
de abrir; ou como construir o aberto;
construir, não como ilhar e prender,
nem construir como fechar secretos;
construir portas abertas, em portas;
casas exclusivamente portas e tecto.
O arquiteto: o que abre para o homem
(tudo se sanearia desde casas abertas)
portas por-onde, jamais portas-contra;
por onde, livres: ar luz razão certa.

Até que, tantos livres o amedrontando,
renegou dar a viver no claro e aberto.
Onde vãos de abrir, ele foi amurando
opacos de fechar; onde vidro, concreto;
até fechar o homem: na capela útero, com confortos de matriz, outra vez feto.

Minha vida aqui ficou melhor, muito melhor. Deus não me abandonou, e nunca abandonará.

A beleza da vida se multiplica cada vez
Que a gente partilha com alguém que a gente ama...
Se você quiser multiplicar a vida...
Você precisa dividi-la.

O Homem Escrito

Ainda está vivo ou
virou peça de arquivo
sua vida é papel
a fingir de jornal?

Dele faz-se bom uso
seu texto é confuso?
Numa velha gaveta
o esquecem, a caneta?

Após tantos escapes
arredonda-se em lápis?
Essa indelével tinta
é para que não minta
mas do que o necessário
é uma sigla no armário?

Recobre-se de letras
ou são apenas tretas?
Entrará em catálogo
a custa de monólogo?

Terá número, barra
e borra de carimbo?
Afinal, ele é gente
ou registro pungente?

Trata de saborear a vida; e fica sabendo que a pior filosofia é a do choramingas que se deita à margem do rio para o fim de lastimar o curso incessante das águas.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Typografia. Nacional, 1881.

Será que você é a lembrança doida na vida de alguém?

Há sempre um perigo no amor que tem utilidade. Enquanto o outro exerce uma função na nossa vida, corremos o risco de não experimentar o amor gratuito(...) A utilidade pode parecer amor, mas não é. Amor que se fundamenta na utilidade que o outro tem corre o risco de se transformar em abandono num futuro próximo.

Padre Fábio de Melo
Tempo de esperas - O itinerário de um florescer humano

A vida só se dá pra quem se deu.
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.

Existem as pessoas que apenas têm sede de vida e aproveitam cada minuto, crescem com cada tropeço e levantam revigoradas e prontas para sorrir de novo. Pessoas assim são urgentes para o amor, mas têm suavidade para vivenciá-lo. Elas se apaixonam por gente, circunstâncias e trocas. E gargalham de verdade. E abraçam de verdade. E absorvem o Outro para apreendê-lo, não para sugá-lo. Essas pessoas sentem com o corpo todo, gostam com o coração inteiro.

O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência. Pois, senhor, não consegui recompor o que foi nem o que fui. Em tudo, se o rosto é igual, a fisionomia é diferente. Se só me faltassem os outros, vá; um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde; mas falto eu mesmo, e esta lacuna é tudo.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).