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Poetas da Construção
Sempre ouvi falar dos pedreiros em piadas e comentários. Dizem que têm mãos de ferro, a famosa cantada que nunca falha, e até um prato digno de um banquete. Mas será que realmente entendemos o valor desses mestres das construções?
Escolhemos casas para morar sem imaginar o quanto de suor e dedicação foram investidos para que elas se erguessem. Quando algo quebra ou precisamos de uma reforma, imediatamente chamamos um pedreiro, pois não sabemos fazer o que eles fazem. Estudamos, obtivemos diplomas, somos reconhecidos na sociedade, mas diante do trabalho desses artífices, nossos títulos se tornam meros papéis. Eles não nos ensinam a construir um lar, onde começa uma família. E para formar uma família, começamos com uma casa, erguida pelas mãos calejadas de um pedreiro.
Outro dia, da minha janela, vi os pedreiros trabalhando no condomínio ao lado. Trabalhavam como formiguinhas, em uma dança harmônica de risos e piadas. Paravam para tomar café, dividindo tudo entre si. Compartilhavam um velho rádio, vibrando com as músicas que tocavam, e cada um cantava mais alto que o outro. Havia pedreiros de todas as idades, e um deles parecia ter uns 20 anos. Pensei comigo mesmo: como seria maravilhoso ter a amizade dessas almas vibrantes, que faziam do seu tempo de trabalho um momento de irmandade e fraternidade.
Aqueles pedreiros eram como poetas da construção, escrevendo versos em tijolos e cimento, compondo uma sinfonia de gestos e sorrisos. Suas mãos ásperas contavam histórias de resiliência e amor pelo que faziam. Cada parede erguida era um testemunho de sua maestria, cada lar construído um poema de dedicação.
E assim, entre risos e música, eles transformavam um simples canteiro de obras em um palco de emoções. Eram artesãos da felicidade, criando sonhos em concreto, moldando o futuro com suas próprias mãos.
Mães que usam seus comentários para irritarem a seus filhos são as primeiras a saberem depois que eles não perderam nada.
Todos os casais deveriam eliminar de seus comentários todas as críticas contra o seu cônjuge, porque ferem os princípios do seu bem-estar físico e espiritual e do relacionamento vivido por do amor e respeito.
É preciso maturidade e respeito aos comentários diversos. Posso não concordar e emitir minha opinião, e devo estar pronto a receber a crítica diversa da opinião a qual emiti, se participo ativamente de uma rede social aberta, logo, devo ter plena ciência que receberei críticas, apoio, desprezo, ou seja, as reações serão imprevisíveis, pois não existe ser humano unanime, perfeito, pleno em sabedoria e conhecimento, mas existe uma condição que todos nós podemos alcançar, respeitar a opinião divergente, e mantermos tão somente no embate das ideias. Coisa chata é querer controlar o comportamento do semelhante, dizer o que ele deve ou não compartilhar. Se não há satisfação com respectivas ideias, posso emitir minha opinião, se assim for possível, do contrário, apenas ignorar e deixar que o tal desfrute da liberdade que tem. Mas não é assim que se sucede, há sempre os que querem exercer o domínio, e quando não conseguem, escolhem o caminho da inimizade.
Os comentários do Lik. Tanya ensinam que, na teshuvá, a pessoa altera a rota da objetividade, redirecionando ações que levavam à condenação para um caminho de salvação (LT 7). No judaísmo, o tzaddik vence o mal por mérito, e a teshuvá pode transformar pecados em méritos (Y 86b), permitindo que Deus aceite sua oração. Já na Bíblia, o justo é justificado pela fé (Rm 5:1), e seus pecados são perdoados e removidos (Rm 4:7-8), podendo orar sem culpa, porque Deus o ouve como se nunca tivesse pecado.
Enquanto os covardes, os fracos e os tímidos do povo rebaixam os políticos com seus vis comentários, a igreja dobra os seus joelhos em orações pelos representantes da nação e pelo cumprimento da justiça e do temor de Deus sobre todos.
Os comentários oportunos repercutem positivamente nas esferas cristãs, na política, na sociedade, na grande mídia e nas redes sociais; porém, poucos tiram proveito de seus conselhos e de suas experiências para melhorar o ambiente educacional, profissional, familiar e social, deixando-se levar pelo pessimismo e pelas dificuldades em seus respectivos relacionamentos.
Ouço comentários de homens renomados e formados em excelentes disciplinas, mas quando falam mal das autoridades e dos magistrados, são meros alunos da ignorância, que continuam cursando em escolas das trevas.
Muitos procuram em seus comentários boias de salvação, quando falham em suas responsabilidades, dando a nos entender que a culpa é sempre aheia.
Desde que o mundo é mundo ouvimos dele os piores comentários acerca da vida e do trabalho humanos e nada fazemos quando escutamos os sábios conselhos de quem teme a Deus e pensa positivamente acerca das oportunidades, das habilidades, dos dons e da criatividade.
Gaste tempo em leituras, vídeos ou comentários que lhe ajudem a crescer como pessoas dignas da sociedade, cujas inteligência, capacidade, infuência e comunicação colaboram para grandes transformações sociais.
Pratique a humildade ao liberar o seu perdão, não envolvendo outras pessoas e comentários adjacentes como justificativas pessoais, porque quem sofre o dano e exerce misericórdia, perdoando, é apto para ser um exemplo de como vencer as fraquezas da alma, onde tantos sofrem, lembrando as suas angústias, mágoas, raivas e ressentimentos, alimentando a covardia e a vingança por anos.
Abata a sua ironia, as suas reações neuróticas, os seus comentários efusivos e as suas decisões precipitadas, antes de explodir com alguém, pensando primeiro como Jesus reagiria se você estivesse nos passos dele.
Aprendo a cada dia da minha vida que não devo dá importância aos comentários que não farão diferença em meu caminho;
Entendi que meus ouvidos não são obrigados a escutar comentários que nada irá fazer diferenças a minha vida;
Não me importo com o que não me convém e que não me é importante;
Ou você aprende a administrar sua dor ou terá de administrar uma série de comentários maldosos envolvendo seu nome.
Sabe o porquê de tantos comentários "negativos" recebidos dos outros nos afetarem tanto? Por que a maioria deles (comentários) são coisas que gostaríamos de dizer a nós mesmos, mas não temos coragem.
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