Comecei a Viver de Verdade
Muitos encaram a vida como uma encenação e sorriem falsamente. Alguns levam a vida como um drama e vivem chorando. Poucos são os que consideram a vida uma comédia e choram de tanto rir.
Cada beijo que ela me der
vou guardar lá dentro do coração.
Para que o dia que eu estiver sozinho
eu possa relembrar o sabor daqueles lábios que eu espero ser só meu e de mais ninguém.
A nossa qualidade de vida e a resolução de uma vida de paz não deve depender da postura e da decisão de ninguém, visto que nem todos possuem maturidade, capacidade de compreensão ou mesmo conscientização de seus atos incalculados.
COSTUMES ANTIGOS...
Por que não me deste pelo menos uma flor, quando me vi no caminho contigo? Se não a deixei de amá-la é porque ainda não deixei de ser feliz por elas.
As flores são necessárias ao cultivo do amor: alegra-nos e acalma-nos; acalenta e aquieta nossa alma. Quando alegramo-nos ao recebê-las, o mundo se torna melhor.
A atitude de ofertá-las, a alguém que se ama, ainda não deixou de ser um gesto de nobreza; só por ser costume antigo.
Um simples ato muda tudo à nossa volta. E o indiferente torna-se diferente: praticando mais a gentileza.
Ainda curtimos com ardor e ar de poesia, os cavalheiros à moda antiga. As belas flores, os buquês de rosas... O abrir da porta do carro...Um jantar fora.
O cavalheirismo ignorado,a nós, ainda o desejamos.
Rezemos na capela e jantemos com a nossa família, em volta da mesa, à luz de velas.
As boas maneiras e ternura é possível de ser praticada com mais frequência. E o elo da união se fortalecerá na vida que cultivarmos; ela não deixará de ser bela se a cultivarmos de maneira sábia.
Se isso não for relevante... Desculpem-me! Estou indo ali e logo volto.
(01.05.18)
E que assim seja a vida: com sabor de eternidade em um instante que nunca cessa, pois recomeçar é uma necessidade, e felizmente, em algumas circunstâncias é a opção que nos resta.
Para ti MÃE
Amor genuino
Colo que embala, canção de ninar
Confidente, sem tempo nem hora
Alegria nas vitórias
Protetora nas derrotas
Cobertor em noites de frio
Lágrimas quando deixamos o ninho vazio.
Luz nos momentos mais sombrios
Abrigo desde a gestação
Mãe não dorme, não adoece
Alma com uma missão,
nela encontramos
sempre perdão.
Calor até que a sua ausência se torne dor.
Ainda que a memória falhe
As mãos se tornem trémulas
Os passos vacilantes
Histórias contadas cem vezes cem
A ela nada se pode comparar.
Mãe não é eterna,
Ame e cuide com dedicação
Dê carinhos em aluvião.
Antes que a morte venha na noite escura
E a saudade se transforme em preces de
ternura.
06.05.2018
Roguei a Deus que matasse os meus inimigos, praga desnecessária, e então rapidamente o tempo os levou, nem percebi minha velhice chegando. O Feitiço contra o feiticeiro.
Ó, tempo, meu aliado! Fez-me velho depois de fazer tombar meus inimigos, e os ainda vivos estão inválidos, pois já não lhes sou páreo competente. Do que me adianta esta paz se já não posso desfrutá-la, apenas posso dormir tranquilo o sono de velho com sonhos tão vazios.
Agora, insatisfeito com esta ausência de guerra, parece-me razoável crer, embora tenho a tranquilidade do silêncio, que não posso me sentir feliz, se não tiver desafiantes. Falta-me inimigos idôneos e inteligentes! Mas, quem quer ser inimigo de um velho de olhar triste?
Como vê, é profundo dentro de mim o senso de infelicidade sem o prazer de lutar e vencer, mesmo tendo muitas coisas desejadas por muitos: uma aposentadoria à vista e segurança: aliás, a mercê do tempo!
Gostaria de um presente dos deuses que me equipasse novamente com o vigor, a saúde e a energia vital. Todavia, o tempo não tem volta, assim como meus inimigos vencidos se foram, vou eu também como inimigos dos outros.
