Coleção pessoal de wesleyroseno

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Meu pai sempre dizia: não levante a sua voz, melhore os seus argumentos.

Essencialmente, todos os modelos estão errados, mas alguns são úteis.

Acordei hoje com tal nostalgia de ser feliz. Eu nunca fui livre na minha vida inteira. Por dentro eu sempre me persegui. Eu me tornei intolerável para mim mesma. Vivo numa dualidade dilacerante. Eu tenho uma aparente liberdade mas estou presa dentro de mim.

É difícil imaginar uma maneira mais perigosa de tomar decisões do que deixá-las nas mãos de pessoas que não pagam o preço por estarem erradas.

As dúvidas são mais cruéis que as duras verdades.

Somos responsáveis não só pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer.

Nalguma preferência uma estima é baseada,
E estimar todo o mundo é não estimar nada.

Quando nos fazemos entender falamos sempre bem.

As línguas têm sempre veneno para verter.

As pessoas podem ser persuadidas a engolir qualquer coisa, contanto que venha temperada de elogios.

Morre-se apenas uma vez, mas por tanto tempo!

Quem dos outros ri, deve recear que, como vingança, também se riam de si.

Todos os vícios, quando estão na moda, passam por virtudes.

A virtude é o primeiro título de nobreza; eu não presto tanta atenção ao nome desta ou daquela pessoa, mas antes aos seus atos.

Facilmente nos deixamos enganar por aquilo que amamos.

Um tolo que não diz palavra não se distingue de um sábio que se cala.

É comprida a estrada que vai desde a intenção até à execução.

A palavra foi dada ao homem para explicar os seus pensamentos, e assim como os pensamentos são os retratos das coisas, da mesma forma as nossas palavras são retratos dos nossos pensamentos.

Deveríamos olhar demoradamente para nós próprios antes de pensarmos em julgar os outros.

⁠Ainda bem
que não morri de todas as vezes que
quis morrer – que não saltei da ponte,
nem enchi os pulsos de sangue, nem
me deitei à linha, lá longe.

Ainda bem
que não atei a corda à viga do tecto, nem
comprei na farmácia, com receita fingida,
uma dose de sono eterno.

Ainda bem
que tive medo: das facas, das alturas, mas
sobretudo de não morrer completamente
e ficar para aí – ainda mais perdida do que
antes – a olhar sem ver.

Ainda bem
que o tecto foi sempre demasiado alto e
eu ridiculamente pequena para a morte.
Se tivesse morrido de uma dessas vezes,
não ouviria agora a tua voz a chamar-me,
enquanto escrevo este poema, que pode
não parecer – mas é – um poema de amor.