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Coleção pessoal de valeria_azevedo_vieira

661 - 680 do total de 707 pensamentos na coleção de valeria_azevedo_vieira

Sabemos o que somos, mas não sabemos o que poderemos ser.

Ser grande é abraçar uma grande causa.

Em tempo de paz, convém ao homem serenidade e humildade; mas, quando estoura a guerra, deve agir como um tigre!

Assim que se olharam, amaram-se; assim que se amaram, suspiraram; assim que suspiraram, perguntaram-se um ao outro o motivo; assim que descobriram o motivo, procuraram o remédio.

Chorar é diminuir a profundidade da dor.

O amor é como a criança: deseja tudo o que vê.

É um amor pobre aquele que se pode medir.

O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém.

Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos.

A alegria evita mil males e prolonga a vida.

Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo, e ele crescerá em prudência.

Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo.

Escute os sábios e procure entender o que eles ensinam. Sim, peça sabedoria e grite pedindo entendimento.

Para ter sabedoria, é preciso primeiro pagar o seu preço. Use tudo o que você tem para adquirir o entendimento.

Cada um deve remar com os remos que tem.

A beleza dos jovens é a força e a dos velhos os cabelos brancos.

Tortuoso é o caminho do homem carregado de culpa, mas reto, o proceder do honesto.

Soneto 116

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

Soneto 15

Quando penso que tudo o quanto cresce
Só prende a perfeição por um momento,
Que neste palco é sombra o que aparece
Velado pelo olhar do firmamento;

Que os homens, como as plantas que germinam,
Do céu têm o que os freie e o que os ajude;
Crescem pujantes e, depois, declinam,
Lembrando apenas sua plenitude.

Então a idéia dessa instável sina
Mais rica ainda te faz ao meu olhar;
Vendo o tempo, em debate com a ruína,

Teu jovem dia em noite transmutar.
Por teu amor com o tempo, então, guerreio,
E o que ele toma, a ti eu presenteio.

SONETO LXV
Se a morte predomina na bravura
Do bronze, pedra, terra e imenso mar,
Pode sobreviver a formosura,
Tendo da flor a força a devastar?
Como pode o aroma do verão
Deter o forte assédio destes dias,
Se portas de aço e duras rochas não
Podem vencer do Tempo a tirania?
Onde ocultar - meditação atroz -
O ouro que o Tempo quer em sua arca?
Que mão pode deter seu pé veloz,
Ou que beleza o Tempo não demarca?
Nenhuma! A menos que este meu amor
Em negra tinta guarde o seu fulgor.