Coleção pessoal de valdir_junior_5
A fé cristã nasceu na luz pública do sacrifício; é irônico que hoje ela aceite ser guiada por líderes que juram segredos em câmaras ocultas.
O silêncio do fiel diante do pastor maçom não é prudência; é a renúncia da própria voz em troca de uma falsa paz institucional.
Dizem que não se pode servir a dois senhores, mas muitos altares hoje sustentam colunas que não são as do Evangelho, e o povo finge que não vê a sombra que elas projetam.
É estranho ver um rebanho que teme o lobo, mas se cala quando o pastor usa o avental de outra irmandade sob a túnica da fé.
O fanatismo cega: faz o fiel odiar o que não conhece na Umbanda e no Catolicismo, enquanto aplaude o erro que já se tornou rotina no seu próprio meio evangélico.
Hipocrisia é querer 'limpar' a casa do vizinho de outra fé, enquanto finge que a sujeira debaixo do seu tapete gospel é bênção.
Se a sua crítica tem alvo certo por denominação, mas se torna mudez diante dos erros dos seus, o seu problema não é com o pecado, é com a liberdade alheia.
Estranha é a moralidade que se escandaliza com o atabaque e com o santo, mas se cala diante da exploração e do falso testemunho de quem usa o nome de Deus para benefício próprio.
A fé que só enxerga o erro no rito alheio e ignora o pecado no próprio templo não é espiritualidade, é apenas preconceito com verniz de religião.
É muita conveniência apontar o dedo para os Orixás da Umbanda e para as imagens dos santos da Católica, enquanto se fecha os olhos para o 'lobo em pele de cordeiro' que prega ao seu lado no banco da igreja.
É fácil erguer as mãos para o céu no domingo quando se usa os pés para pisar nos outros o resto da semana.
A religião deveria ser um espelho para corrigir as próprias falhas, não uma lupa para encontrar o pecado alheio.
De nada adianta decorar as escrituras se o seu comportamento exige que as pessoas leiam uma edição revisada por conveniência.
Engraçado como alguns acreditam em um Deus que vê tudo, mas agem como se Ele fosse cego para as maldades que cometem em nome d'Ele.
Sua bíblia deve ser de ouro, de tanto que você a usa para bater nos outros em vez de usá-la para se iluminar.
Se a sua oração não muda o seu jeito de tratar quem te serve, você não está falando com Deus, está apenas ensaiando um monólogo.
Muitos rezam por um mundo melhor, mas sabotam qualquer um que tente fazê-lo sem pedir a autorização deles.
