Coleção pessoal de valdir_junior_5

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Aprendi que o silêncio machuca muito mais do que o barulho. Deixo o troco para o destino; minha paz de espírito não aceita migalhas de vingança.

Não queira uma mulher perfeita. Queira uma mulher que sinta, que transborde, que erre e que recomece. A perfeição é uma ilusão que inventamos para nos proteger do medo de amar por inteiro. O amor verdadeiro só floresce quando a gente deixa de amar o ideal e se apaixona pelo humano.

Eu até pensei em me vingar, mas desisti quando percebi que a minha liberdade e a minha paz valem ouro, e nada neste mundo vale o preço de perdê-las.

O erro do seu inimigo é achar que o ódio dele te mantém acordado. Durma bem. A indiferença é o veneno mais letal para o ego de quem tentou roubar a sua paz.

A melhor forma de se vingar de alguém não é pagando na mesma moeda, nem provando que você venceu. É fazer a pessoa perceber que, não importa o quanto tente, ela simplesmente não tem mais o poder de estragar o seu dia.

Guardar rancor é beber veneno esperando que o outro morra. Jogue o copo fora e deixe que a sede deles faça o trabalho.

Deixei a vingança de lado quando entendi que algumas pessoas já nasceram com a própria ruína contratada.

Dizem que quem some não gosta da verdade, mas a mentira é continuar ali, fingindo que não dói. Quem some sem barulho tem o caráter mais limpo que existe: não faz cena, não mendiga espaço e não aceita morrer em vida só para manter o outro confortável. Chorar por quem sumiu é o preço de descobrir, tarde demais, que o silêncio daquela pessoa era o último aviso de que o estoque de dignidade dela tinha vencido.

O meu sumiço não é um castigo para você; é o funeral da pessoa que eu costumava ser para te agradar. Quando a minha ausência finalmente pesar no seu teto, entenda que eu não fui embora por falta de amor, mas sim porque cansei de assistir você assistir ao meu fim sem mover um único dedo para me salvar.

Sumir não é pressa de ir embora; é o cansaço extremo de assistir à própria morte em vida no coração de quem você mais amou. Quando eu finalmente desaparecer do seu mapa, não chore pela minha ausência; chore pelo dia em que eu estava bem na sua frente, implorando em silêncio para ser visto, e você escolheu a cegueira.

O despertar espiritual mais violento não acontece na oração, mas no dia em que você percebe a podridão moral de quem dita as regras da fé na sua vida.

Ninguém sustenta um personagem a vida inteira; mais cedo ou mais tarde, a conveniência cansa e o monstro que habitava pede para sair.

Casamentos de aparências, famílias de vitrine e altares de egoísmo operam da mesma forma: exigem o seu silêncio para manter a mentira deles de pé.

Quem usa o altar como escudo costuma esconder atrás do texto sagrado o caráter que a doutrina não conseguiu consertar.

O pior cego não é o que não vê, mas o que convive com uma miragem achando que encontrou um porto seguro.

Não sei se os teus pensamentos me visitam, mas os meus fazem morada em você todas as noites.

Amar de verdade é aceitar a distância. Mas é também saber que nenhuma estrada me afasta de ti.

Se o teu coração também me chama, eu não sei. Mas o meu continua respondendo apenas ao teu nome.

Meu caminho seguiu adiante, mas o meu coração permaneceu em ti como uma promessa muda; não sei se o teu silêncio guarda a mesma saudade que o meu, mas sei que fomos feitos daquela matéria rara que o tempo não apaga, a distância não gasta e a vida jamais consegue substituir.

A carência quer um dono para a sua dor; o amor de verdade quer uma testemunha para a sua paz. Quem está carente aceita qualquer abraço, mesmo que ele aperte as costelas até faltar o ar. O amor de verdade não aperta, não sufoca e não cobra resgate. Ele é o único lugar do mundo onde você pode desarmar o peito e, finalmente, respirar fundo.