Coleção pessoal de TatianaGraneti
Amadurecer não é deixar de sentir a pancada. É sentir, chorar, e superar. Amadurar não é se estragar por dentro, é tornar-se doce pra um consumo seleto.
Algumas pessoas te cercam por infinitas coisas, sejam por pequenos interesses ou grandes vantagens. Não pelas coisas infinitas que são o amor, a amizade, reais afinidades.
Não crie objeções sobre pessoas. Aparentemente toda história tem dois lados. Se alguém te levar boatos negativos, não pré- julgue quem esta sendo difamado. Vale a pena examinar a relevância de alguém que se esforça tanto, na função de espalhar boatos sobre quem não considera. Sejam surdos a malícia alheia. Reportem apenas as suas certezas. Não se conduza na maldade, porque condutas ruins proliferam.
Todo ser erudito evoluí em implosão, sofre no semblante tranquilo, sabendo frear emoções. Ele é feito do efeito colateral do sentimentos, mas sabe que o amor mesmo integro, sempre foi divisor. Nem todos são pra viver, em sua maioria apenas pra sentir, e concluir o kárma. Nossas certezas são frágeis, e poucas intenções são belas. E viver é desintegrar muito antes de morrer, devido as mudanças ininterruptas. É absorver da vida o seu melhor. É desatar, desandar, murchar e florescer. É também crescer, colocando a razão à frente do coração. Ele que é impulsivo, forte e quase sempre exagerado. Tantas energias nos atravessam, e outras vem ao nosso encontro. A vida é contundente, é um breve suspiro, de acelerados passos. É tudo tão depressa, que a tudo nos arremessa. Ela se nomeia agilidade, mas é busca livre por felicidade. Ela nos desconecta de uns, nos interpela em nossos erros. Nos dá muitas chances, é sempre retorno daquilo que temos enviado.
A mulher necessita de um café forte para contrapor com o seu coração fraco,
e cego o suficiente para alojar ilusões,
Mesmo feita de alma, a nela a nudez da liberdade, que é nítida, e fugaz.
É erva daninha por natureza, complexa demais para ser simplificada.
É indisponível a dominação, por ser de natureza selvagem, nela cabe todo o orgulho, por que metade dela é vaidade.
Em silêncio nutre amor, que por dentro não se deixa morrer, mas a todo tempo adormece, ignorando ela o tenta vencer, e pela janela do olhar é tão clara a leitura, mas evidências não trazem fatos, e o homem com dúvida se tortura.
A vida é frágil,
E o tempo é ágil,
Em um minuto encontro,
Em outro despedida,
A alma é como maré cheia,
Por isso tantos corpos,
E as tantas vidas,
E cada existência tem sua razão,
A morte é a necessária solidão,
Cuja função é o equilíbrio,
E lapida o homem bruto, em diamante real,
Para que está matéria, não se torne escravo do material.
Ainda ontem era assim
Eu só enfim
Uma das três Marias solitária
Ainda ontem era assim
Pouca preocupação
coisas espalhadas ao chão
Ainda ontem era assim
Mas eu era criança
Com tempo pra brincar
Chorando arranhões nos joelhos
Que rapidamente iam cicatrizar
Ainda ontem era assim
Meu coração a mil por bobeira
Mas hoje acabou a brincadeira.
Escorpião
Sou via de mão dupla
As vezes pessoa única, as vezes aglomeração
Cristal vermelho ou pedra de ametista
Sou meu veneno travoso, com um final picante de pimenta adocicada
Sou o que era ou não foi
O que existe e é intenso ou deixa de existir
Predador de domínio, alma extravagante, exuberante e vil
Eu não choro a toa, eu não reajo em vão
Não reclamo sem motivos, não sou dado a muita explicação
Eu não sangro a toa, eu não insisto a toa
Eu não sou grossa a toa, eu não ataco qualquer pessoa
Eu deixo brechas para retornos, eu não esqueço uma decepção
Eu não uso palavras a toa, eu não sou do tipo que magoa
Eu não atropelo meus sentimentos a toa e nem me entrego á submissão
Não sou santa, não sou pura, não sou embonecada
Sou vezes desconexa e efêmera
Meu sangue ferve e nem sempre é de amor
Eu não sou de todos os carinhos e mimos, por vezes quero uma pisada de leve
Eu sou quente! Nem boa nem má.
Não faço questão de estar certa, sei que posso errar
Não gosto sempre do solicito, do previsto, por vezes aceito um olhar de correção
Eu não choro na frente de ninguém, eu sou arredia, eu sou selvagem
Não dou noção da minha fraqueza, não passo medo, não deixo que me ponham em ordem
Eu me rasgo inteira, não abandono minha vaidade, tenho pulsos extras nos punhos
Eu tenho mais de um olhar, tenho mais de mil verbos, eu uso muitos gestos como expressão
Eu odeio o fácil e o obvio, eu não gosto de aporrinhação
Eu gosto do surpreendente, eu sou meu lado emocional
Eu levo por vezes tudo em silêncio, sou obstinado a lealdade
Tenho ímpeto, tenho força suficiente, mas não tenho passividade
Sou impulsiva, indomável e adorável também posso ser
Destilo um sorriso sarcástico amostrado sem pudor
Faço vitima para alimentar meu ego, bom amante e sedutor
Por vezes romântica, atrevida e vingativa se for abandonada
Tenho olhar frio de caçador, pavio curto, coração dilacerado
Tenho veneno natural que me consome as vezes de dor, as vezes de fome
Não me deixe pressionada, nem tente me causar pavor
Eu abato tuas resistências, te atraiu com os encantos do meu olhar pragmático
É melhor que te rendas rápido ou eu te imobilizo...
Pois não vivo, sobrevivo. Pois não tenho, retenho e vejo através das aparências
Nada me passa despercebido, chego ficar arrepiada
Sou um poço de sentidos sensitivos, pressentimentos aguçados.
Não me ponha a prova, não me dê rejeição
Tenho pressa mais vou com calma
Eu sou sedutora, eu conheço os meios, eu te faço perder os sentidos
Eu toco, eu te possuo
Digo coisas sem nexos e deixo coisas sem dizer
Eu faço o que eu quero, dou lugar a emoção
Exibida e pervertida, sou aquecida, sou extremo
Gosto de um tanto de dúvida, de um tanto de provocação
Não sinto total prazer na certeza, o comum me causa cansaço
Falta de adrenalina me dá abstinência, não gosto de mãos dadas, não ando à coleirinha
Gosto é de mãos entrelaçadas como se outra completasse a minha
Gosto de sussurros no ouvido do tipo bem descarado
Gosto do amor bandido sem violência mais cheio de olhares compenetrados
Quando sofro sou melancólica ou sou oito ou oitenta
Minhas lágrimas são quase brasas, mas minha energia alimenta
Meu silêncio é orgulho e isso eu gosto de manter
Eu posso carregar o mundo, mas nada pode me deter
Eu tenho uma natureza incontrolável, não tenho má fama a toa
Eu posso parecer dócil e doar-me por inteira
Mas se sentir é bom que retribua com o que for verdadeiro
Não gosto de falsidade e nada queira me esconder
Sinto tudo como energia, logo vou perceber
Não faço questão de ser teu tudo, mas gosto de sinceridade
Assim me sinto acolhida e sinto total liberdade
Não é bom mexer com meu instinto, pois nada podes prever
Se eu não controlo a fúria, certamente não será você.
O homem está tão preocupado em encontrar vidas em outros planetas, mas não cuida das que já existem aqui.
A perdição desse mundo é que as pessoas vivem com a língua grande,a boca aberta, a mente vazia e as mãos atadas.
Uns possuem em totalidade. Para outros é falta, é apenas necessidade que causa ódio e espalha intolerância e desafeto. O amor é muito mais que apenas sentimento. É medo do dividir, do apressar, e de simplesmente parar para quem apenas continua. É risco de ter ou não ter o outro, e de ser ou não ser feliz.
