Coleção pessoal de swamipaatrashankara
Por dentro até que somos todos quase iguais. Alguns tem coração. Outros precisam de transplante de alma.
Toda obsessão tem apenas uma causa: a falta de evolução moral do obsediado. Por mais que tentemos encontrar outro fator que possa gerar o ataque dos espíritos obsessores, chegaremos sempre à conclusão que o ser obsediado é que deu chance ao início do processo obsessivo exclusivamente pela ausência da evolução moral. Sabe-se que a obsessão é uma via de mão dupla. Jamais se pode dizer que o obsediado é vítima do obsessor. Vítimas são ambos, obsediado e obsessor. O que há é uma correspondência de sentimentos, ums simpatia energética, uma codependência entre seres que estão se percutindo um ao outro. Muitas vezes nem é o obsessor que vem ao encontro, existem muitas obsessões de encarnados para desencarnados. De encarnados para encarnados. Essa última, por vezes é a pior: além do castigo moral e pessoal, há um constante assédio de uma alma para outra. Quando se fala em "orar e vigiar" não é apenas uma frase de efeito: ela nos ensina a evitar esse mal cada vez mais comum. Não adianta se achar protegido por alguma religião que siga: se ela não traz a correção moral necessária, será somente isso mesmo, uma religião. Não adianta orar se as palavras não saem do coração. Não existe outro remédio fora a correção moral: ela aumenta as vibrações espirituais, desmanchando o contato. Claro que as pessoas precisam de ajuda para isso, mas nada substitui o que ela pode fazer por si mesma. No final sempre será uma questão de escolhas.
Imagino que quando temos alguma ideia sobre a vida e alguém fala as mesmas coisas que pensamos, podemos sentir que fazemos parte da vida da outra pessoa. Normal. A realidade nunca é assim, mas nos sonhos, pode ser.
Paciência não é uma das minhas poucas virtudes. A história não tem que ser compreendida nos mínimos detalhes. Parto do princípio que ninguém conta exatamente a verdade, apenas a sua versão dos fatos. O que há de novidades além de problemas conjugais, namoros, falta de dinheiro, injustiças, doenças, mortes, separações? Os personagens podem ser diferentes, mas a tragédia humana é mais ou menos igual, dependendo da importância que cada um dá ao seu problema. As cócegas de uns são os espinhos de outros. Sou mais de atalhos. A pergunta que sempre fica na ponta da língua é: "Ok, você sofre, mas o que pretende fazer para mudar isso?"
Se não confesso à minha alma, a quem recorro para confessar pecados inconfessos? Quem será livre de pecados inconfessos para me escutar? Pecados: não seria tu e eu a não ter que confessar? Mas que seja: se me dá a penitência, vamos juntos pagar.
Fanatismo, mesmo ao contrário, sempre será fanatismo. Quando alguém não consegue explicação para alguma coisa, fala em nome de Deus. Ou fala contra. Se não acreditam em Deus, mais hipocrisia falar contra, pois se alçam superiores de alguma forma que escapa, pois assim como quem acredita não pode provar nada, quem não acredita também não pode provar contra também. Para os que tudo é Deus, a mesma coisa: trata-se mais do que acredita ser do que pode provar. Quando falamos sobre Deus, não é sobre a existência dele ou não e sim uma questão de fé. O homem, desde seus primórdios, mesmo quando a palavra Deus não tinha sido cunhada por ele mesmo, já tinha alguma coisa ligada com o que consideravam sobrenatural. O costume de dar pancadas com os nós dos dedos em árvores era para espantar o azar e já existia entre vários povos antigos, como os índios do continente americano. O hábito devia-se à crença de que as árvores eram a morada dos deuses: sempre que alguma culpa os afligia, os homens batiam no tronco para pedir perdão. Outra possível origem para a superstição liga-se aos druidas, os sacerdotes celtas, que davam seus toques-toques nos troncos para afugentar os maus espíritos por crer que as árvores mandavam os demônios de volta às profundezas. Não acreditar por não acreditar, não faz ninguém melhor do que quem acredita. Se as pessoas cuidassem mais das próprias vidas, acreditando em Deus ou não, certamente essas disputas sobre quem sabe mais do sobrenatural não teriam sentido algum. Em termos de Deus ou não, da criação do universo, do mundo invisível ou não, enfim, de tudo que foge a uma explicação plausível, não somos doutores em nada disso. Ninguém na face da Terra pode falar a favor ou contra a existência de Deus. Uma fórmula simples para isso seria - quem sabe - viver tudo que há para viver, ser feliz, amar, ajudar pessoas, ter caráter, personalidade, ser íntegro, honesto, um batalhador pela felicidade... Talvez seria mais importante que acreditar ou não se existe Deus. Deixe isso para os que debatem e se batem. Viva.
Não há nada pior que um casal que se une para tentar um relacionamento, onde ele tem Complexo de Édipo e ela, Complexo de Electra. Ambos já tiveram mãe e pai. Mais prudente não reviver isso e dependendo, melhor esses tipos jamais se encontrarem.
As cicatrizes do corpo e da alma significam que ainda estamos vivos. A dor passa, fica a marca para nos lembrar que algumas coisas machucam e que podemos fazer alguma coisa para não sofrer novamente. Pelo menos tentar.
Só me defina depois que eu morrer. Os epitáfios ficam por sua conta. Enquanto eu respirar, eu sou eu, ok?
Para alguns a frase "vou te amar para sempre" significa "só vou te amar enquanto você me amar". Esses não entendem de infinito. Não entendem de amor.
Entender como as pessoas funcionam é um bom passo para entender como você funciona. Dependendo do círculo que se encontra, acredite, a ignorância é uma benção. Melhor que acrescentar mais loucura à sua própria, mais produtivo continuar só com você mesmo.
A maior magia que existe são os nossos pensamentos, assim como as palavras. Pensamentos e palavras negativas sobre si mesmo são como mantras que nos sufocam, gerando magia ruim em nossa própria aura. Pensamentos e palavras negativas sobre outras pessoas são como mantras que os sufocam, gerando magia ruim na aura alheia. Todos os seres humanos são magos em potencial, apenas alguns sabem disso e como usar a magia e a maioria, não. Portanto, tome cuidado com o que pensa e fala.
Não que não exista um novo amor. Sempre vai existir. Nós é que somos carentes demais para perceber isso. O fim de um grande amor é só isso mesmo: o fim. Se fosse amor verdadeiro não teria fim.
Não esqueça convenientemente das coisas que já praticou. Não faça uma interpretação errada de si mesmo. As pessoas podem apenas aturar quem você é. Deitar-se em cima de louros duvidosos, cedo ou tarde, as máscaras caem. A cama de louros pode se transformar em espinhos. Entenda de uma vez por todas que quem tem que mudar é você. A aceitação alheia que vem com uma parte de piedade nem sempre vem revestida de compreensão. Aquela velha máxima de "tem que me aceitar como sou" não ajuda muito, pois se "você é o que é", as outras pessoas "são o que são". O limite de cada um termina exatamente quando começa o limite do outro. Não ultrapasse nunca. Os espinhos podem estar esperando. A compreensão de si mesmo não serve apenas para si e sim para conviver pacificamente. Na falta disso, o resto é teatro. Quem assiste sabe que não é verdade e apenas uma encenação. Seja capaz de ver quem realmente é. Mude. Estamos de passagem nesse mundo e ser felizes da melhor maneira possível, mas também proporcionar a maior felicidade possível para outras pessoas. A vida é muito curta. Não desperdice o tempo com o seu ego. Ele vai preencher somente você. O mundo precisa mais que isso.
Certos relacionamentos são como labirintos. Fáceis de encontrar a entrada e quase impossíveis encontrar a saída. Está pensando em labirintos físicos? Estou falando da sua mente.
