Coleção pessoal de siomarareisteixeira

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Amor Perdido


Perco-me na tua ausência
Buscando através do meu olhar, no espelho,
Encontrar em vão o brilho dos teus olhos
Que são, sem ser, os meus olhos.
Mas o brilho que vejo refletido
Não é o brilho de paixão vindo do teu ser
É um brilho ofuscado do amor perdido
Solto, vago, triste e trêmulo ao ver

Apenas Um


Dancemos!
Vem ser o ápice da minha alegria
Dança e penetra-me com teu olhar
Traz-me a bailar, a nostalgia
Enlaça-me deliciosamente, a girar
Atando-me através da fantasia
Seduzindo-me na ventura de acreditar
Ser-mos apenas um, em eterna sincronia!

Véus da Alma


Quero agora, tua história, aqui!
Lancinante, entre os rasgos da memória
Entremeada de lembranças nos véus da alma.

Fácil pranto este, que agora flui,
Fluindo o desencanto, que ao desencantar,
Por fim,liberta!

Libertando a mente que ficou desperta
Orientando este meu, andar.

Amo a solidão!
Amiga e companheira!
Somente nesta conexão,
Conecto à mim mesma!

Poesia

Ah, poesia!
Sempre companheira
Eterna amiga
Fiel escudeira
Em qualquer tempo
A qualquer momento
Sendo alegre ou triste
Sentimento que aflora
E, lentamente, me devora

Poetas


Poetas, não se intitulam apenas poetas...
São seres estranhos, diferentes.
Possuidores de melancolia pungente
Nascem com o dom das palavras

A maldição do sentir extremado
Do sofrer demasiado
Do viver o sonho de amor
Com lancinante e extrema dor

Não sabem amar suave e sereno
Amam com todo o âmago, ao extremo.
Dedicam-se assim, por dias, noites,
Meses e anos sem fim

Mas como a vida é feita de escolhas
E na indiferença, na troca, sentem o desamor,
Mesmo compondo os mais belos versos
Inspirados que estão em seu espírito sofredor

Optam por parar de querer,
O que jamais poderão ter.
E como suas almas são predestinadas,
A escrever, escrever e mais nada,

Buscam nova inspiração,
Novas rimas, outra canção.
O poder do amor, um novo alguém,
Uma nova jornada!

MAR DA EXISTÊNCIA


Este é o mar da existência
Imenso, denso, misterioso!

Mergulha!

Mergulha nestas águas calmas,
Do azul do mais profundo infinito.

Indiferentes são agora
Todos os teus traumas,

Refutados em orações
Por teu coração contrito.

Sê tranqüilo ante os reveses,
Dai adeus ao teu espírito aflito,

Nada te fere ou te assusta em tuas messes,
Tua alma se libertou do teu castigo.

Proteção!

É o que tens agora, meu amigo!

Eterna Essência


Alçar vôos intermináveis de felicidade
Pelo Universo
É a Pretensão Máxima da Existência
E dele não existe subdivisão
Pois seriam sentimentos ilusórios.
Somente a permanência eterna da essência
É o que vale.

Verdadeiro Amor



Absorta e em seus propósitos envolta
No domínio que o coração conduz
Aberta à psique, que afoita,

No ímpeto da paixão, seduz!
Seduzida, pois,
Não sente que se fere ou açoita!

Sentimento divino que só a ternura induz
Imensa, intensa, avessa aos descaminhos
Só sabe amar e amar e o seu coração,

A cada dia mais e mais amor produz
Segue, vai adiante, fluida em seu caminho.
Não mais importa se amar tão só, é destino.

Assim, diafanamente sobrevoa a emoção
E entregue, envolta em luz,
Conspira à memória solta, em ação.

Sim, é o verdadeiro amor, deduz!

Quisera Eu Ser Assim

Quisera eu ser assim,
Com a espiritualidade em mim...
E na grandiosidade d’alma
Desprezar os prazeres terrenos,
Soerguer toda esta vida com calma,
Esquecer todo o profano
Lembrando somente do Ser Humano!
Quisera eu ser assim,
O doar-me sem pensar tanto em mim
E lembrar que aqui do meu lado,
No flagelo, no desamor,
Pessoas vivem com dissabor...
Quisera eu ser assim,
Receber o chamado Crístico
Aqui dentro do coração
E desempenhar um trabalho,
Que não seja somente um atalho,
Mas que sendo vigoroso, forte e pungente,
Traga a alegria a muita gente!
E nesta jornada plena de emoção
De entrega e satisfação,
Sem que haja a menor intenção,
Que seja pura, inteira, amiga, altaneira
E dar minhas mãos aos meus irmãos,
Nesta necessidade emergente
Que brota de dentro do meu coração!

Anjo Amigo



Ansiedade no olhar!
Perscruto, sobrevoando o infinito,
Alguém a quem possa falar
Sobre um coração tão aflito.


Procuro respostas no ar
Um alguém que seja bendito
E para meus olhos, como no altar,
Compreenda todo o conflito.


O sonho expresso, quase a chorar,
Mas eis que surge, um anjo comigo,
Que ao me ouvir, põem-se a cantar,


E o sonho entoa, lindo e colorido,
Proclamando em poema, o dom de sonhar,
Na beleza da alma, do meu melhor amigo!

Apenas Palavras


O que são estas palavras
Rimadas e declamadas sem pensar?
Se eu as soubesse,
Enquanto minhas,
Saberia o que falar!

Idéias, letras ou entrelinhas,
Na cabeça, persistem em um bailar.
Fundem-se a realidade,
Invadem e explodem pelo ar.
Na alma, a legibilidade.

Como faço para as inventar?
Apenas recito se não as escrevo
Não existem segredos!
Também não sei, a bem da verdade!
São apenas frases ditadas a esmo.

Talvez da infância a ingenuidade
Montantes de outros enredos
Ou da mulher, a maturidade,
Procedentes de vários contextos
A diligenciar uma só verdade!

Carinhos de Amor



Se dormes agora
E sonhas comigo?
Não sei...
Bem sei que estou contigo
O pensamento... Vôa!
Segue pelo vento
Sem barreiras ou espaços
Propaga-se através do tempo
Afoita sede da paixão
Olhos e sentidos atentos
Embriagados de emoção
Viajam por um momento
Lânguida sensação
Um beijo profundo e sedento
Deposito no teu coração.

UM OLHAR DE SAUDADE


É meu olhar que vaga perdido
Buscando tua presença em cruel ausência
Embasado, umido, aflito
Através das janelas dos meus sonhos

E nesta enfática e constante espera
Minhas manhãs outrora ensolaradas,
São hoje lapidadas pela esperança do nosso amanhã

Minhas noites, quiçá trevas e escuridão
Hora, fecundas em aquarela, estão
Forjadas pela mais bela tradução, do nosso amor!

PERDOA-ME


Perdoa-me se meus versos
Nesta fase de nossas vidas,
Mostram-se tristes e frágeis.
É que a tristeza latente

Emudece o canto das rimas
Apagando o lirismo, lentamente.
Perdoa-me então, se minha voz,
Por vezes cala quando deveria falar

E muito fala quando deveria calar.
Perdoa-me se em mim
O teu avesso de homem apaixonado
Fere e transporta a sentimentos

Que deixam meu coração tão sufocado.
Perdoa-me se não sou
E jamais serei o que idealizastes.
Perdoa-me por atirar-me em teus braços

P’ra logo depois, sutilmente,
Refugiar-me ao ostracismo.
Perdoa-me por perder-me

E tentar sempre achar-me em você.
Perdoa-me, pela imensa capacidade que tenho,
De te amar, demais.

Pó do Amor


De sangue, ossos e músculos
Nossos corpos são formados
Porém, na profundidade da magia
Que rege e nos elege
A versejar a eterna poesia
Somos apenas tênues porções de poeira
Condensadas e dosadas em supremacia
Arquitetadas, moldadas pelo grande oleiro
Que por sua onipotência
Projetou com maestria o afeto por inteiro
Moldou-nos enquanto sábio criador
E do material que fomos feitos
Batizou de pó do amor.

O INATINGÍVEL


Tocar o inatingível!
A meta imposta...Sobreposta
E renascer a cada momento,
A cada obstáculo humano...Desumano!

Resgatar dos confins da imaginação
Energias que não mesclem-se a morte
Pois emergentes são, urgentes o são
Irradiadas dos confins do coração

Na linguagem universal, sem mêdo
Sem recear o caminho no seguir adiante
Esquecer do passado, deteriorar o degrêdo

Luz interior fluida doravante
Inexistem segredos!
É o auto confiar a todo instante!

Vestida de Amor

Meu eterno menino...
Aqui novamente estou.
Corro agora para os teus braços
Pois somente em ti, sei quem sou!
Não me deixes só, neste minuto.
Vem me dê à mão, nada acabou.
Venho vestida de sonhos e de amor
E trago em minh’ alma imbuída
A vida, a esperança, meu lado criança.
A mulher, a amante, a amiga
E toda a emoção do universo,
Que em mim, outrora, por ti, foi construída!

O AMOR E OS POETAS


Amaldiçoados fomos, no dia da criação
Quando o Supremo Espírito a criar almas
Valeu-se para forjar dupla maldição
Nascemos Poetas...

Aí está! A primeira e profunda aniquilação!

Nascemos, crescemos e desenvolvemos
O dom do amor... Em outrens. Jamais em nós!
Não sabemos amar!
Aqui viemos para esta arte, ensinar!

Não somos amados. Jamais o seremos!
É nosso legado!
Encantar através de fraseados.

Eis aí a segunda maldição!

O máximo que ganharemos, será um amor sereno.
Somos sim, na grande maioria das vezes, enganados!
Profanados por nós mesmos!

POETA SOU


Poeta sou, no claustro da tortura.
Sonho e fantasia,
Fazem parte dos meus dias.
Universo impregnado de doçura e loucura,
Na explícita sentença das dores, dos amores,
Da profundidade de ser e existir,
Do âmago da paixão desvairada,
Da realidade de pessoas
As quais, jamais serão nada.
Devaneio implícito que corre nas veias
Que é o respirar, mesmo sem o desejar
Uma busca delirante da próxima loucura
Condição plena...Missão!
Uma dura pena, que esvai-se através da razão!