Coleção pessoal de siomarareisteixeira

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O Ultimo Adeus



Quanto tempo demora-se
Para esquecer um amor?
Quanto pranto, sangue
Dor lancinante e, no entanto
Ainda em meu ser é uma constante
Olho pros céus e imploro a Deus
Quanto tempo ainda terei que esperar
Depois do nosso ultimo adeus?
Pra que este sentimento enfraqueça
E enfim esmoreça frente aos olhos meus?
Neste desespero minha ultima atitude
É algo bem mais rude
Do que o exaspero das reações
Em função de tantas sofreguidões
Deposito agora o livro dos nossos versos
Que outrora construíram nossos universos
Emolduraram as nossas vidas
Deixando-as tão coloridas
Em uma cova distante e fria
E escrevo sobre a lápide sombria

“Aqui jaz todo meu imenso amor
E toda a nossa poesia.”.

UTOPIA



Talvez fosse o desconhecido a lançar ao léu
A inexatidão de sentidos e emoções torpes.

Ignotas rotas de um destino, onde os caminhos
Contorcem-se em labirintos espelhados,

Refletindo um brilho obtuso e hipnotizador.

São os ímpetos do âmago despertados
Pela cruel mágica da criada ficção

A idealizada satisfação do humano alienado
Construindo redes a fecharem-se em ação

Ao redor do ideal, outrora projetado!

ETERNAMENTE


Então, não me peça desculpas!
Combinado! Tentarei!
Fecharei os olhos e me entregarei a musica.
Mas você estará ao meu lado?

Porque faltara o essencial.
A pessoa que me mereça, o ator principal.
Com o pensamento a divagar, prometo, dançarei.
Girar a me entregar em sentimentos

Que jamais irão findar.
Mesmo que o momento seja breve
E que a razão teime em entrar em ação.
Porque uma fração de segundo vivido

Na entrega da paixão por si mesmo
É se integrar ao lívido entremear
Do sol e do luar
Com somente os anjos, a admirar

E poder ter a eternidade
Envolta em brilhos de esperança
A prometer sempre e sempre,
Eternamente, a contradança.

VIAGEM DE AMOR


Fecho os olhos e em uma viagem
Nos teus braços perfumados, estou!
Sonho acordada e nesta miragem
Da cruel realidade, nada mais restou!

Teu corpo, teu calor, teus beijos...
Beijos com sabor de mel, apaixonados,
Mãos ávidas saciando nossos desejos
Nossos corpos suavemente, sendo desvendados.

Entrego-me neste inebriante e supremo delírio
Deixo-me levar por teus caprichos, pois contigo,
Vou a qualquer lugar, tu és o meu amor, o meu exílio!

Assim nesta febre louca, de paixão e frenesi,
Sou tua fêmea, tua mulher, lascivamente tua, apenas tua!
Mas, frustrada abro os olhos e tu, não estás aqui...

Mutação



Abrace-me com ternura,
Machuque-me em suaves ondas de prazer,
Deixe-me ser eternamente tua formosura,
Até exilar-me inteiramente em teu ser!

Quero ser tua doce verdade,
Nesse amor que devora o coração,
Em você vou perder toda a castidade
E enlouquecer a cada dia mais nesta paixão!

Viveremos num delírio constante de alegrias,
Nossas vidas unidas serão banhadas de sonhos
E seremos o elo do esplendor nas poesias.

O dueto maravilhoso se consagrará numa canção.
Transformaremos a pura realidade em fantasia,
Para nos transformarmos eternamente,
Em um só coração!

BALADA DO PROFUNDO AMOR



Se for para nada ser
Que eu não seja uma, duas ou três.

Mulher, amante ou simples amiga talvez.

Que nada mais me reste se nunca mais
Eu ouvir falar a tua voz

Que se faça a noite fria e inconteste
Dos que perdidos vagam rumo ao nada

Que se faça a negra maldição
Se eu vier a te perder

Só então o desencanto
Secará meu triste e solitário pranto

Para jamais em mim, outra emoção assim, conter!

UNIÃO DE ALMAS

Agora ao beijar-te a boca
Abandono-me na profundidade do teu olhar
E neste integrar lúcido de almas

Percebo o quão forte é esta união
Outrora, universos paralelos
Agora, união envolta em emoção

Explícita, longa e intensa ação
A condensar nossas energias
Desde a primeira atração

Quando jovens éramos
E naqueles dias sonhávamos
Com esta vida cheia de alegrias

DEUSES OU HOMENS


Deuses ou homens
Que podem ser de ouro, prata ou lata!
Muitas vezes, sangue visceral.
Outras vezes, equívoco total!

Creia no que quiser crer.
Veja o que quiser ver.
Só não esqueça de olhar as estrelas
E delas vislumbrar que o mundo

Gira sem parar, redoma e fortaleza,
No trâmite natural dos mistérios
E estes sim, transformam com sutileza,
Banalidades em casos sérios!

Vem!


Feche os olhos e vem comigo,
Seguimos na mesma direção...
Não vagueamos...Buscamos!

Não sonhamos...Idealizamos!
Feche os olhos, me dê a mão.
Caminhe comigo...

Caminho contigo...
Vamos!
Não precisamos de explicação

Corações que sem querer, entrelaçamos
Em lindas luzes que salpicam em emoção!
Vem!

"E quando eu deixar de sonhar,
por favor, me enterrem,
pois aqui, nesta terra,
já não será mais, o meu lugar..."

O Semear do Amor



Nunca é por demais tarde.
Jamais o tempo faz-se ausente
Que nesse momento cesse o grito
O lamento que invadiu

Destruindo a melhor parte do que na alma existia
Apanhados de sonhos idealizados
Transformados em belas e coloridas flores
Guardadas e enfeitadas, delicada e esmeradamente

Em lindas cestas, bouquet e ramalhetes
Flores colhidas nos jardins suspensos
Da projeção mental de um amor imaginado, imortal!

Todavia, em oposição à eternidade
As estações passaram e do calor a fertilidade
O clima tornou-se seco e árido

A beleza, o brilho e as cores das flores
Inexoravelmente, findaram.
Se foram incitados ou por descuido, facilitados?

Já não mais importa...

Quiçá, delírios procrastinados da razão.
Entretanto, sempre existe tempo para que a existência
Ensine o semear, em outros jardins, com exatidão.

Fuga



E voou para o além em acrobacias inimagináveis
Roubando ao som de melodias
O verdadeiro script de seu autor.
Inventou sua própria história,
Sentindo a dor da ilusão,
Fugiu ao deparar com a vitória,
Sabendo que sofrer, iria então.
Nada na vida daria glória,
Nada do mundo seria canção
Tudo que tinha estava na memória,
E tudo que perdeu restou no coração.

Minha Embriaguez


Um olhar penetrante
Que parte deste homem galante
Desejos no olhar
Suspiros, murmúrios, luxúria
Forma insinuante de conquistar
Altivez!
Tua forma de amar
Minha total embriaguez!

Alguém me Espera


Andar no teu compasso
Mesmo mundo, outra esfera
Sempre a medir meus passos
Não importa se é outra terra
Pois é só esticar os braços
Que logo, um alguém me espera.

GUARDO NO CORAÇÃO



Engulo a última palavra

Torpe de sangue e solidão.

Guardo este amor bem guardado,

Dentro do meu coração!

Amor ou Carência


Será amor ou carência,
Esta insana incoerência,
Que diz tudo e nada ao mesmo tempo?
Bate e rebate nas asas do vento,

Traduz o óbvio inaudível
A inocência
E, imperceptível a coerência?
Ver e crer, diferem

Do não ter e não crer?
Discernem do desejo humano,
Nos lançando a desejar o profano,

Desejos em gotas que reluzem,
Solitários e ermos
Na calçada, sob as nuvens...

Mania de Amar


Peregrina de mim mesma
Sempre a garimpar espaços ermos
Intrínsecos e desconexos
Sem temer nesta existência
A eterna mania de amar
Amar o amor cata-vento
Girar, girando ao vento
Com alegria infinda
Ou triste e profundo lamento

Filhos do Destino



Somos filhos de um destino
Que na sutileza exata
Conduz nossos caminhos
Sem marcar hora ou data

O encontro, inusitado,
Seduz, encanta, arrebata
Correlaciona o inesperado
Deixando-nos lado a lado

Unidos pela atração
E ungidos na afinidade
Entregamos o coração
Sublimando a realidade

Voltar a Sonhar



Se saudade é a palavra
Mister de todos os sonhos longínquos
Olhe para o céu estrelado
Tapete entremeado de luzes
Onde fulgura o brilho intermitente
De lindas lembranças
Do amor dos apaixonados
E num longo suspiro
Sorria, feche os olhos
E volte a sonhar...

Dança Insana


Não divago sobre você
Em você, eu me embriago
São emoções que me tomam
Sensações que arrebatam
Enfraquecem minhas barreiras
E me prostram a sua mercê
No tatear frenético
Do pulsar insano
Dos nossos corpos síncronos
Numa dança ilícita
De sons em uníssonos
Desta paixão explícita.