Coleção pessoal de samuelfortes
As palavras são pétalas coloridas, exalam dor e cheiro, carinho e afeto, afago e suplício, palavras são concretas e duras, duras o suficientes para eternizarem uma frase.
Nematóides salutíferos benfazejos
Em vez ou outra no ano de 2006, quase sempre, pois não poderia chover, antes de começar a aula da primeira turma do curso de Educação Ambiental da UFOP, exercia a atividade de me sentar no gramado das Oliveiras aos pés da Escola de Minas de Ouro Preto, às 7h da manhã.
Aos sábados pela manhã, fazíamos um sarau, lítero - filosófico - teatral . O assunto era livre e ia quem quisesse, ficava lotado. O que levaria um ser humano em sã consciência acordar cedo em um sábado,ver ou assistir uma pessoa falar de literatura, teatro e consciência ambiental ? Uma única coisa, fazer a cabeça!Assim como disse Clarisse, o melhor de mim é aquilo que ainda não sei, aquilo que desconheço e me renova, colocando numa rota de criatividade e de não esgotamento.
Em certa ocasião, obtive o prazer de ver passar por ali e se sentar ao nosso lado, Flávio Vespasiano di Giorgi, até o momento eu não sabia quem o era, e com ele, uma coisa especial aconteceu, nasceu em mim o que era poesia.
Di Giogi, disse algo de como controlar o entusiamo e não fazer com que a arte seja usada para humilhar, mas para encantar e em seu discurso comentou sobre o orgulho.
O orgulhoso é sempre alguém que tem mais de si em si mesmo, e portanto é necessariamente algo muito positivo, já o vaidoso é um orgulhoso equivocado, é um orgulhoso que não se conheceu direito, um orgulhoso que não soube flagrar em si mesmo as reais causas de sua alegria, é mais difícil ferir a nossa vaidade, justamente quando foi ferido o nosso orgulho.
Ao fim, disse: estou orgulho com a vaidade do não vaidoso duvidosos, em vocês.
Essa falta de irracionalidade no sentido amoroso, é magnífica, porque ela é honrosa e também o que marca, é o que faz com o que você as vezes tenha que fazer escolhas que te prejudique, mas honram à tua vida, que honram àqueles que estão contigo e que faça que a gente mereça.
Sinuosidade e retilineidade
Tenho muito medo do mesmo,a mesma praça ,o mesmo banco, mesmo jardim,a mesma rua,mesma casa,mesmas pessoas e mesmo caminho. Em um mundo de grande mudança e velocidade, existe o prisioneiro do mesmo e quem sabe agente tem sorte, a mesma segue a coragem, mas repito uma coisa, coragem não é só uma disposição eufórica, você precisa prepará-la.
Ramalhete do Ontem
Eu sempre entendi, que os olhos e a boca são instancias mediadoras entre as almas pensantes de quem dialoga, portanto há uma certa desonestidade e um falseamento, uma quebra de autenticidade toda vez que você começa a dar volta para preencher com palavras um certo tipo de reflexão, que naquele momento da sua vida é incapaz de fazer. O não sei, ele é tão eloquente ,comunicativo de si mesmo, quanto o mais a profunda e pertinente reflexão, o não sei é tão útil para se escancarar, abrir, mostrar para o outro que é, do que o mais sofisticado das reflexões e, é por isso, que através de muitos não sei, eu pudi pelo menos garantir a todo mundo que um dia veio conversar comigo, e de maneira mais clara que eu pudi, a preciosa informação à respeito de quem eles estavam lidando,interagindo ou vivendo.
Eis a pretensão ilusória
A felicidade é uma pretensão ilusória de converter um instante de alegria em eternidade, felicidade seria aquele instante que você gostaria que durasse um pouco mais, aquele instante que não acabasse tão cedo, mas a felicidade é um lixo,não enquanto a alegria. O lixo da felicidade está na pretensão ilusória,mas a outra metade dela é linda.E nada inclui em meu juízo, que não se apresentasse tão claro e tão distante a meu espírito que eu não tivera nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida.
Essa página, pode não ser uma janela aberta para o mundo, mas é, certamente, um periscópio sobre o oceano do social.
Saltando para mais perto de hoje, o pensamento é uma coisa e, sem a qual e com a qual, o mundo continua tal e qual.
A filosofia não explica as grandes questões da humanidade, a filosofia muito menos tem a pretensão de explicar, a mesma, apresenta as questões para humanidade, ela mesma já denuncia a impertinência das reflexões que propõem.Por isso, a filosofia nunca explicou nada, apenas provocou e costuma-se associar a ideia de filósofo,hoje, como sendo uma atividade profissional e parece que para ser o mesmo, seja necessário ser professor, autor de livros, participar de bancas de mestrado e doutorado, em suma, ter uma vida acadêmica tradicional.
Ora, essa proposta é absurda, porque as preocupações da filosofia, elas são as preocupações de todo mundo, portanto, sabendo ou não, querendo ou não,todos nós filosofamos.
Classes
Na história do pensamento, muitos filósofos se caracterizavam por acreditar que aquilo que você vê no mundo da vida, as instituições, discursos, falas, conhecimentos, educação e a mídia, tudo isso não se explica por si só.
A explicação de tudo isso, está em uma espécie de subterrâneo e é preciso escavar, é preciso fazer uma espécie de arqueologia das causas e esses pensadores são chamados de filósofos da suspeita. Três, sem dúvida, Karl Marx, Sigmund Freud e Friedrich Nietzsche.
Marx acreditava que a explicação das ocorrências do mundo da vida, elas se encontram camufladas, escondidas numa infraestrutura econômica e assim, em qualquer sistema econômico considerado é ali que você encontra as verdadeiras causas das ideologias, discursos, denominações e de toda produção humana, a consciência resulta de como produzimos bens materiais em uma determinada sociedade.
No sistema capitalista haveria sempre dois tipos de agentes, no sistema capitalista a produção de bens se dá em torno de um critério jurídico que é a propriedade privada dos meios de produção, chamados de burgueses, e os que vendem sua força de trabalho, chamado de proletários. E a verdade que tudo aquilo que você enxerga, tudo aquilo que atravessa a nossa vida, está diretamente ligado a relação entre burgueses e proletários e como eles não se dão bem, estaria ligado à luta entre os mesmos.
Por isso, a luta de classes que o foi estudo do pensamento de Marx, é sempre convidativo para pessoas lúcidas, não porque concordemos e façamos disso um mantra, mas que possamos entender na história do pensamento, um momento chave que certamente determinou muitos outros que se asseguravam.
Razão pela qual, os grandes estudiosos do pensamento de Marx são curiosamente os seus maiores e ferrenhos críticos.
Parmênidis, Heráclito, Socrtaes, Platão, Aristoteles, Agostinho, Tomas de Aquino, Descartes, Kant e Hegel. Assim nasce a espinha dorsal da verdade e confiável.
Religião sem ética
Agostinho teólogo cristão do século 5, dizia que o mal em si não exista.
O mal é a privação do bem e todas a vezes que o bem se ausenta, o mal vem à tona. Mas o mal em si não existe, pois se ele existisse nós teríamos que dar conta de uma ideia teológica muito difícil. Deus é o criador de todas as coisas e por que então ele criou o mal? O mal em si não existe,o que existe é a ausência do bem, Deus criou a bondade e a maldade é ausência de deus e nesta hora as religiões tem as suas múltiplas formas de lidar com essa percepção, há aquelas que são maniqueístas, bem de um lado e mal do outro, há aquelas que são circunstancialistas,isto é, dependerá da ocasião que está vivendo e há outras que são normativas e permanecendo de maneria mais direta ao bem e o que é o mal.
A maior obra da literatura escrita sobre esse tema, foi escrita por um homem que tinha grande questão religiosa e foi Fiódor Dostoiévski, quando escreveu o livro Os Irmão Karamazov, ele cita uma frase que sintetiza essa questão, "se deus não existe,tudo é permitido". Essa é uma questão, será que a ética está apoiada apenas na religião? Em grande medida, a ética está apoiada na religiosidade e já algumas éticas então apoiadas em religiões.
Mas também, em nomes de religiões da história já se praticaram a patifaria, assassinatos, genocídio e a pilhagem.Portanto não é a região em si, que se torna o motor da convicção ética. A convicção ética vale muito mais a partir de valores de respeito à vida coletiva e da vida geral em suas múltiplas manifestações, pela crença que não é somente a minha vida que possui validade.
Os valores não são egoístas e nem poderiam sê-lo, embora sejamos um animal que como outros tende a perpetuação do gene, a gente não quer que a nossa vida seja apenas e tão somente essa perpetuação do Gene Egoísta que é o tema clássico de um livro do etólogo, Richard Dawkins. A lógica não é essa, ela é muito mais e aprofunda a ideia de uma divindade que possa parecer nas suas várias expressões, mas que ao mesmo tempo seja capaz dentro de sua maneira de nós com ela entendermos e com ela lidarmos e nos oferecer valores. É possível ética sem religião,claro, é possível religião sem ética ? De maneira alguma.
Acredito que faça parte e nossa parte é a divisão sem prestação. A virtude e o prazer justificam a vida, até no isolamento, ainda que possa haver sofrimento no grego Epicuro (341-269 a.C.), que aperfeiçoou o átomo de Demócrito e precursor de Charles Darwin ao dar vida à matéria, se : "nada vem do nada, todo corpo é formado por corpúsculos indivisíveis, o átomo". Dito no seu Jardim, não naquele das Aflições de certo guru. Comer é um hábito, que todos merecem, para saciar a fome e sentir prazer na boca e mente, no gosto diferente nas papilas até passar pelo céu da boca, e ser engolido, após mastigar o número dos dentes até o siso, que tem juízo, mas não razão em sua divisão.
Meditações Metafísicas na sensibilidade
Eu que duvido, não posso duvidar de que quando duvido eu penso, mas para duvidar e pensar, tenho que existir e então eu existo.
Volto até Voltaire
Na filosofia, um dos grandes pensadores franceses e um dos grandes filósofos, é Voltaire.Voltaire que é um pensador francês do século 18, sempre muito humorado e crítico, possui um pensamento que é até divertido. Voltaire disse: Deus é contra a guerra,mas fica ao lado de quem atira bem.
Essa ideia pode até trazer alguma ofensa a percepção religiosa estrita, mas é uma ideia a se refletir. Não se deseja o confronto,mas terá a maior capacidade de vencer e atirar bem e , atirar bem significa habilidade, perícia, não se perder e não saber lidar com as coisas que nos auxiliam. Para que eles sejam momentos grávidos e capaz de dar a luz a um novo momento,nós temos que afastar essas 2 atitudes, a cautela que imobiliza e aquele hiper inconsequente.
Qual é a vida ruim? É a vida que você deseja o tempo, é a vida que você pretende como temporal e ela será sempre temporal, mas é a vida que você clama para que o instante não se eternize, mas que pelo contrário se temporalize ou se você preferir, a vida que você quer que termine no instante que acabe logo.
Patologia da melhoridade
Duas coisas pressupõem um observador que constata a diferença, uma coisa. Uma coisa não é, porque é diferente da outra,uma coisa é singular da outra e se torna diferente porque está observando as duas e comparando. A diferença pressupõem comparação, singularidade não,as coisas são singulares.Se as coisas são maravilhosamente adequadas às suas finalidades e elas são singulares, é porque as finalidades também são singulares,porque se todos tivessem a mesma finalidade seríamos iguais, mas não somos iguais, e sim singulares. Aristóteles disse: a nossa finalidade é singular na medida de nossa singularidade.
O que justifica a minha diferença em relação a você é a diferença de nossa finalidade .Mas, eu comprei um livro do Lee Iacocca e, se chama "Como se dar Bem", algumas pessoas tetam imitá-lo, Aristóteles disse aconselha,porque mesmo que Lee Iacocca tenha sido feliz, o que não significa ser aplaudido, senão não teríamos celebridades suicidárias,mesmo que ele tenha vivido bem,ele viveu a vida que é dele, buscando a felicidade que é dele, é claro que a sua própria finalidade. Então é óbvio, não é a sua e você não é igual a ele, a busca é uma coia individual singular e intransferível.
É claro que quando você se depara com essa reflexão,você é obrigado a constatar como Aristóteles constatou que em toda cidade, é a sociedade que classifica as pessoas em função de seus afazeres, alguns afazeres valem mais do que outros, mas isso não tem nada a ver com sua finalidade, sabe por quê? Porque a sua finalidade, ela decorre da adequação da natureza do seu corpo com o universo, não tem nada a ver com aplauso ou glamour da sociedade em que você vive, portanto se você viver atrás do glamour, correrá o risco de viver uma vidar que não é a sua.
O texto se chama Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens. E, nesse discurso, Rousseau fala sobre a especificidade do humano em relação ao resto da natureza. (...) Um gato, o exemplo é de Rousseau e não é meu, um gato nasce com instinto de gato. E o instinto de gato é a natureza do gato, é a essência do gato. Esse instinto basta para o gato viver como gato (...), então, o gato é 100% determinado pela sua natureza. A vida do gato é a natureza do gato e corresponde a natureza instintiva do gato. E é por isso que gato vive como gato, desde que existe gato. Gato não se aperfeiçoa, gato não vai à lua, não desfila em escola de samba, gato vive do mesmo jeito há milênios, porque o gato obedece uma natureza que não tem mudado muito. Desta forma, disse Rousseau: "Um gato morrerá de fome ao lado de um prato de alpiste." Ele não vai arriscar, não está programado para arriscar. Um pombo, por sua vez, também nasce com instinto de pombo, natureza de pombo, jeito de pombo, e este instinto pombalino vale e basta para o pombo viver como pombo até o fim da vida. O mesmo não inventa, não cria, não improvisa, o pombo respeita a sua natureza de tal maneira que o pombo morrerá de fome do lado de um prato de filé. E o homem? O homem também tem instinto, também tem natureza, e tanto é assim que, quando nasce, vai procurar seio materno, não foi porque aprendeu com alguém, porém, o instinto do homem não dá nem para a primeira semana. Se fosse por instinto, não haveria palestras. O instinto do homem não esgota a vida do mesmo, muito pelo contrário, a vida do homem transcende e muito a sua base instintiva e poderíamos dizer que exista um delta entre a existência e a natureza. Disse Rousseau: "Quando a natureza se cala, ainda há muita vida por viver". Claro, o homem não é como o gato, o homem tem um instinto, mas o instinto não basta. E é por isso que homem inventa, improvisa, cria e esta construção intelectiva sobre a própria vida, quando o homem esculpe a estátua da própria existência, recebe o nome de moral. E é por isso que o homem come o alpiste.
Antologia Botânica
Pensando bem, é melhor começar o texto com "mas", porque em um mundo de muita mudança e velocidade,correrás o risco de ficar prisioneiro do mesmo,a mesma praça, o mesmo banco, o mesmo jardim,as mesmas flores e temos medo das mesmas dúvidas e das frustrações.
Mas, alguém que quer algo vai procurá-lo, as vezes vai ter que fazê-lo por muitas e muitas vezes, e ao fazer isto estará demonstrando inteligência focal.
Acredito que o ser humano estará pronto para uma mudança de caminho ou na rota, somente quando os "se não" mundanos que nos fazem continuar naquele enorme início de caminho e está em número bem superior que os de razões, isto é, à medida que os nossos "apesar de" ficam e se tornam extremamente muito maiores em relação aos "por causa de", podemos notar isso quando fazemos avaliações de vida em que a nossa vida está em detrimento de um lapso de racionalidade que nos pega de surpresa e a acurácia em rever este conceito se torna avaliações contínuas e notamos que insistir naquilo que tem mais "a pesares" do que " por causa" e observamos que com isso existe o nascimento de muito mais "se não" em relação a "razões" insistir nesse movimento progressivo se tornará retrógrado,retardado,uniformemente variado e insistir ai não é valentia é tolice. Afinal de contas, há uma diferença entre ser flexível e ser volúvel e o volúvel é alguém que muda “toda hora”.
O flexível é alguém que é capaz de alterar a rota depois que tenha fundamentos para isto, por isso, eu admiro a pessoa que tenha clareza do que deseja e não desiste, afinal, não existe fracasso no insucesso, o fracasso está na desistência, ninguém fracassa quando não obtém sucesso, mas sim, quando desiste após não ter obtido o sucesso.
O campo
A adaptação humana para ser gregário em uma cidade e sofrer segregação no campo. Se está na roça quer cidade e sequer tem dores, se quer cidade tem dores e sequer quer roça!
Viva São José,mas não o santo,a rua !
É o melhor cruzamento do bairro para serviço de Pai-de-Santo. Não há ponto igual de macumba, cheio de garrafa de cachaça, galinha preta, sapo e charuto.Fecha o corpo ou negócio e, traz até amor perdido.
Assim, é bom manter o corpo sadio se a mente fica confusa, sem saber se chega logo.
Sobraram no bairro, diante da especulação, intactos antigos chalés de bicho em cada sobrado com boteco nas esquinas do bairro.
É tempo de ler o "Capitão de Areia", de Jorge Amado, enquanto mais um castelo desaba.
Observância, na entrada pego na catraca livre a comanda,talvez, vou ou de prato do dia ao preço da idade de cristo, pelo visto bom, mas ausente no pedaço.Um simples pecador em certas circunstâncias pode ser mais querido a Deus do que noventa e nove justos.
Visão do mundo atual e o capitalismo que qual hidra de Hércules ou fênix renasce com mais força e menos força de trabalho e poder de destruição e menos emprego. Que diria Marx hoje, que só fez a crítica do Capital no século XIX, ainda que com atualidade até o taylorismo, cujo trabalho gera valor que se multiplica. O agronegócio vende a apropriação do solo, o crédito de carbono a atmosfera e a mineração a usurpação do subsolo ....
