Coleção pessoal de SabrinaNiehues

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Meu único problema é estar sóbrio.

Com nenhum amor em nossas almas
E nenhum dinheiro em nossos casacos
Você não pode dizer que estamos satisfeitos

Eu só queria dizer-lhes que todo o meu silêncio que eu lhes deixava, significava que junto à vocês eu chorava!
Meu silêncio demonstrava aos ares o quanto junto a vocês eu sofria...

Havia dois motivos pelo qual não havia se matado: ou porque não tinha coragem da morte, ou porque ainda amava a vida!

Então eu cansei daqueles poemas bonitinhos de se ler e sentir. Então cansei de apenas olhar pra ele de longe e saber que nunca será meu. Então eu cansei se escrever as porcarias de palavras que eu sempre escrevia. Então eu cansei de ser e sentir nada. Eu resolvi me matar. Então descobri que sou um grande nada na face da terra que nada sente e que nada faz...

É impressionante o quanto as pessoas conseguem fugir da morte. A cada segundo, a cada dia, a cada ano. A morte está em todo lugar, só esperando para saltar em cima de nós. Vai chegar a hora em que ela há de cair sobre mim. Se for possível, eu quero saudar-lhe com um belo de um sorriso como quem diz: Finalmente!

Eu era uma garota estranha. Eu não queria o que todas queriam. Eu não queria os garotos de olhos azuis e rosto liso. Eu queria os homens mais velhos e de barbas negras...

Eu poderia ser feliz e infeliz ao mesmo tempo apenas tendo e revendo aquelas memórias...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado, sem nada dizer...

Procura-se um buraco escuro para se esconder. Procura-se uma pessoa que também esteja a procura de outra. Procura-se o amor, a cura da doença, dinheiro, drogas, bebidas, esperança. Procura-se pessoas boas para se sentir melhor. Procura-se o sentido da vida, procura-se um amor, uma dor para se sentir quando se está vazio... Procura-se o sentido dessa merda de vida e procura-se Deus também. E procura-se saber se Deus não é uma doença criada pela mente humana. Procura-se de tudo nesse planeta. Encontra-se de tudo nesse planeta. E nada satisfaz. Aliás, também procura-se o nada!

Eu vi seus amigos saindo, seus amigos te deixando
Sua coragem se esvaindo, e o seu olho fechando
Eu vi seu choro, vi seu medo por dentro te dominando

É claro que a vida é boa (…)
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste…

A cada metro rodado na estrada
Eu via uma cruz
E cada cruz, dizia o meu pai,
Era uma alma que se salvava
Desse mundo cruel...

Esse é o meu drama
O que corrói é o tédio
Um dia eu fico cego
Me atiro deste prédio!

As pessoas inventaram um Deus para ter um propósito de vida, pois não querem acreditar que suas vidas e sentimentos existam apenas por existir. Os humanos se acham os mais inteligentes animais, se acham superiores a tudo e todos. Acreditam numa força maior pois não querem aceitar a verdade. Nada existe, e nós somos nada vagando por aí. Nós somos um pedaço de carne que anda e pensa e que logo morrerá e apodrecerá. Nós somos os palhaços desse circo que é o mundo. Fim!

Há certas horas, em que não precisamos de um amor, não precisamos da paixão desmedida, não queremos beijo na boca e nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama. Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado, sem nada dizer...

O que está encolhido na escuridão será trazido à luz.

Tão certo quanto a noite é escura e o dia claro
Eu te mantenho na minha cabeça dia e noite...

Deitei na cama, abri a garrafa, dobrei o travesseiro nas costas para ter um bom apoio, respirei fundo e sentei na escuridão olhado a janela. Era a primeira vez que eu estava sozinho em cinco dias. Eu era um homem que se fortalecia na solidão; ela era para mim a comida e a água dos outros homens. Cada dia sem solidão me enfraquecia. Não que me orgulhasse dela, mas dela eu dependia. A escuridão do quarto era como um dia ensolarado pra mim.

Enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas, soluços e sarabandas, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida.