Coleção pessoal de RomuloBourbon

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⁠VITÓRIA-RÉGIA
As vitórias-régias e a praça arborizada
O cair-da-tarde no bairro de Casa Forte
Os jovens e adultos praticando esporte
São encantos de Recife, cidade amada

⁠O maior legado da humanidade é o livro. Ele atravessa gerações, educando jovens e adultos, construindo sociedades livres.

⁠Enxergue o mundo pelas retinas de seus olhos, e não pelas lentes de seu smartphone, pois o que os olhos não veem o coração não sente.

Imemoráveis Dias do Pai

Dez anos de Alzheimer ele padecia.
João, pai de Isabela, jovem bela,
Lhe indagava sobre o dia, e dizia ela
Que era Do Pai aquele novo Dia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passavam, e a filha, com cautela,
Repetia: “pai, meu nome é Isabela”.
Mas em poucas horas ele o esquecia.

Vendo o passar dos anos com o decano
Lhes foram assim cuidando do ancião,
Repetindo sempre as mesmas histórias.

Começa de cuidar outros dez anos,
Dizendo: – “meu nome é Isabela, paizão”.
Desse amor não lhe advirão memórias.

⁠NEOWISE
(Dedicatória ao cometa que passa nos céus)

Passei a noite vendo o cometa.
Sentado bem no topo do monte,
olhei para a linha do horizonte,
e vi o Neowise de minha luneta.

Aos dez anos, criança espoleta,
vi o Halley por alguns instantes.
Como eles, somos só visitantes
por tempo certo nesse planeta.

Como era linda a cauda brilhando!
Nem acredito que era só de poeira!
No alto do céu lembro dele voando!

Mas é triste e dói na alma inteira
sentir todo o mundo ir passando...
Tal qual cometa, vida é passageira!

⁠AURORA BOREAL

Verde do céu as luzes são brilhantes
Acelero o carro sigo o campo da minha visão
Hoje eu fui até o polo norte
E vi o vento solar

Que vem do espaço, você é meu futuro
No teu sorriso eu vejo a aurora boreal
Ontem adormeci e te quis comigo

Você não cai do meu firmamento
E eu me pergunto aqui se é natural
É um sonho ou será a vida real?

Entre o sabor de um beijo como o seu
Sigo o desejo que vem do meu coração
Do entardecer eu sei o que posso guardar

⁠No vocabulário, Esperança vem depois de Desistir. Seguindo a ordem, veremos Fé, Motivação, Paciência. E lá no final teremos Sucesso e Vitória.

⁠Quando o amor é verdadeiro, o tempo e a distância não são suficientes para extingui-lo. Ele sobrevive.

⁠PRAIA ILUMINADA

Fogos de artifício, o céu sorria
Sobre o mar da praia iluminada.
O vento no rosto da meninada
Anunciava um ano que se abria!

Ela, a sereia do mar, era só magia,
Pulando ondas d’águas quebrantadas!
Ele, pés descalços na areia molhada,
Era o príncipe da terra da alegria!

Eram os mais belos se abraçando...
Amados filhos lá se divertindo...
Formas puras no mundo brincando...

Não se esqueçam de mim, anjos lindos!
Por vós - as noites eu velei chorando,
Por vós - os dias eu vivi sorrindo!

Na mansa relva
Ergue teu olhar
Pois até na selva
O sol há de brilhar

⁠⁠CAJUÍNA-MENINA
(Ode à cidade de Teresina)

Diante de mim, a cajuína-menina
do campo, Moça meiga e valente.
À beira do Poti, a estátua imponente
do Cabeça de Cuia. Hora vespertina.

Mas o Riso de anjo da pequenina
atravessava a ponte, águas correntes;
e o Rio Parnaíba, à minha frente,
cortava a cidade-luz, Teresina.

E enquanto eu declamava Torquato
e Costa e Silva, rio abaixo, rio arriba,
quando nem havia ponte estaiada,

o Sol fulgurante, no artesanato,
vinha alçar-se, no céu, lá em riba,
brilhando no rosto de minha amada.

⁠Há muitas centenas de bilhões de estrelas no universo.
Assim são as suas possibilidades.
Faça boas escolhas.

⁠QUARENTENA

Chovia. Lembro da praia vazia, do céu cinzento,
No meio da tarde de um domingo nublado.
Belle de Jour, Alceu não a teria avistado,
Posto que era época de isolamento.
Chovia. Parei no tempo por um momento...

Tão longas eram as noites de confinamento,
Nem pareciam finitas. Casal distanciado.
Mas o amor haveria de ser preservado,
Posto que se pretendia o seu avivamento.
Chovia. No coração, um sentimento...

Não apareceu o sol, mas soprava o vento no mar.
A pandemia congelara a vida,
Mas ontem ela voltou a pulsar,
Ao te rever, minha querida.
Chovia. Havia sobrevida...

⁠SÃO JOÃO
É noite de São João,
no pátio tem atração,
simbora forrozar/
Tem quadrilha à noite inteira,
o povo acende a fogueira,
come milho e munguzá/
Gibão e mandacaru,
Petrolina e Caruaru,
eu tenho que visitar/
Muito amor no coração,
essa é minha região,
o Nordeste é meu lugar.

⁠ÉRIDA

Sem chão nem Fé, me vi flagelado
bem apegado a um Amor tinhoso.
Devaneando, morto, ao Sol do Descaso,
vi o mundo ruir. Abismo vultoso.

O bailar de Érida, Corpo equilibrado,
vinha mostrar seu Passo virtuoso.
Era o Baile corrente, aclamado,
tecido nos Saltos sem pouso.

E veio o Sonho: e foi desperdiçado!
E veio a Morte: o luto renovado,
o espinho encravado em meu pé!

Tudo indicava o Sol! Fiquei embaixo,
na Prisão que estive e em que me acho,
a Sonhar e a bailar, sem chão nem Fé!

⁠O ESCRITOR

Posso ser homem
E até ser mulher
Ideias me consomem
Sou coisa qualquer

Posso ser astronauta
Alienígena, talvez
Um mero internauta
Africano, chinês

Posso voltar no tempo
Ou ir direto ao futuro
Até congelar o momento

Posso derramar ódio
Ou transbordar amor
Prazer, sou o escritor

SER CRIANÇA

Ser criança é
Viajar ao planeta dos sonhos
Fantasiar a realidade
Tornar real a fantasia.

Ser criança é
Brincar com a seriedade
Desafiar a gravidade
Ter a melhor idade.

Ser criança é
Navegar no mar da ilusão
Surfar ondas da imaginação
Velejar além do alcance da visão.

O que seria do mundo sem as crianças?
Um deserto de tristeza?
Um rio de solidão?

Seria um vazio imenso
Um nada
E nada mais.

CIDADEZINHA QUALQUER

O canto de um galo ao amanhecer
O sol entrando pelas janelas
Agricultores com enxadas na mão
As vacas em frente de casa
Dona Severina preparando o café
Moleques roubando goiabas do vizinho
O sino da escola tocando
O entardecer
A tranquilidade
A natureza na sua melhor forma.