Coleção pessoal de renatha0307
O vazio que sinto dentro de mim faz com que eu me sinta cheia desse nada! E acredite, estar cheia de nada é tão complexo e ruim como estar cheia de tudo.
E normalmente misturar uma coisa com outra não dá certo. Ainda mais se a pessoa só lembra que você existe quando precisa ou só pergunta se você está bem para te colocar em roubada.
Ajudar é ajudar, não tem essa de tirar vantagem, se é para agir dessa forma não iluda a pessoa sobre parceria, irmandade, equipe ou seja lá o que mais possa ser inventado. Não adianta desaparecer no primeiro problema. Franqueza é sempre o melhor caminho ou então você recebe exatamente aquilo que oferece, mais cedo ou mais tarde.
Influenciar pessoas para o bem é maravilhoso e dificilmente encontramos alguém que faça isso sem querer tirar nenhuma vantagem para si mesmo. Dificilmente encontramos alguém que doe o seu tempo para ouvir de verdade o que o outro tem a dizer. Influenciar somente para benefício próprio causando ainda mais problemas e dificuldades na vida dos outros não é só errado, é pura maldade.
Errar todo mundo erra mas parece que a cada dia que passa pedir desculpas virou atitude rara porque as pessoas não conseguem mais assumir erros, o egoísmo é tão grande que não existe mais bom senso.
Mas é assim que aprendemos né? convivendo com esperteza boa e ruim.
"Eu vi de perto o que neguinho é capaz por dinheiro, eu conheci o próprio lobo na pele de um cordeiro. Infelizmente a gente tem que tá ligado o tempo inteiro, ligado nos pilantra e também nos bagunceiros e a gente se pergunta porque a vida é assim, é difícil pra você e é difícil pra mim."
Felizes são aqueles que se perdoam pelos erros e aceitam como única alternativa fazer melhor da próxima vez.
Há um tempo venho sentindo uma grande vontade em não ter muito contato com as pessoas de antes.
Algumas por decepção e outras somente pela necessidade de me afastar.
As pessoas tem o costume de nos olhar, julgar e a todo momento se acharem os donos de uma verdade absoluta acerca de nossas vidas.
Bom, vamos lá há momentos que tudo o que precisamos é calar todas as outras vozes, nos afastarmos mesmo, nos distanciarmos de fofocas, picuinhas e de tudo que possa nos fazer mal. Ouvir somente a voz do nosso eu. Existem pessoasas que acham isso absurdo, coisa de outro mundo.
Mas, não é! Não há nada de absurdo em querer viver o seu silencio e seu momento a sóis com você mesmo.
Demorei pra aprender isso, mas aprendi que nem todo mundo nos escuta sem julgar e coração aberto.
Não dê ouvidos ao que te faz mal.
O essencial é está em paz com você!
Insignificantes seriam os dias sem uma razão para comemorar, um sonho para buscar, uma razão para viver. Insignificantes seriam as horas sem um motivo para alcançar, uma intenção para resgatar, um amor para cultivar. Insignificantes seriam os minutos sem ter uma certeza de onde pisar, uma luta para continuar e uma vida sem a magia para sonhar.
A felicidade que tanto almejamos se encontra na jornada. Siga com sabedoria a jornada que lhes foi conferida.
Não quero que a vida me dê todas as respostas.
Quero acordar de manhã e sentir o frio na barriga das incertezas da vida,
Quero tomar café e sair pelo mundo, atrás das minhas próprias descobertas e respostas sobre as questões do mundo. É essa procura pelas respostas, para as perguntas que temos que dá sentido em viver.
Aprendi que é possível seguir em frente, não importa quanto pareça impossível. Com o tempo a dor diminui.
Onde Nasce Os Fortes
Onde nasce os fortes?
Nasce dentro de cada um
Quando nos recusamos a aceitar as adversidades que a vida nos impõe.
Nasce da capacidade de se renovar, se reenventar e se reerguer quantas vezes necessário for.
É ser maior do que aparentamos.
É pôr a mão na massa
É ter no rosto
Um sorriso tímido,
quando na verdade o que sentimos é vontade de chorar.
É ter brilho no olhar, amor no coração, esperança na alma
para seguir em frente sem medo.
É ser força.
É ser resiliente...
Você é o que você gosta
Quem sou eu? Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir.
A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.
Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias.
Sou Woody Allen. Sou Lenny Kravitz. Sou Marilia Gabriela. Sou Nelson Motta. Sou Nick Hornby. Sou Ivan Lessa. Sou Saramago.
Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole.
Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho.
Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro.
Sou azul. Sou colorada. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou avião. Sou jeep. Sou bicicleta. Sou à pé.
Você está fazendo sua lista? Tô esperando.
Sou tapetes e panos. Sou abajur. Sou banho tinindo. Hidratantes. Não sou musculação, mas finjo que sou três vezes por semana. Sou mar. Não sou areia. Sou Londres. Rio. Porto Alegre.
Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais salgado que doce, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte fraquinho. Sou cara lavada. Sou Gisele. Sou delírio. Sou eu mesma.
Agora é sua vez.
O Dom De Se Acalmar
Quando você está em um momento onde até qualquer respiração mal sincronizada é capaz de tirar a sua paz, está mais do que na hora de aceitar o incerto da vida e ir atrás dos encantos que há escondidos em cada falha que guardamos dentro de nós. Parafraseando Los Hermanos: e mesmo que tudo dê errado, mesmo assim, não tem problema. Eu deito no telhado de uma casa qualquer, olho pro céu e invento uma nuvem que chove sorrisos, bem em cima de mim.
- Já senti ventanias tão fortes que tive vontade de segurar o teto para ele não voar, e poucas horas depois tudo terminou em brisa. Já ouvi chuvas tão agressivas que dava medo em abrir a janela, mas pouco depois se resumiam em gotinhas tímidas grudadas no vidro. É passageiro, o susto é passageiro. A agonia nos abraça tão apertado que dá vontade de sair por aí salvando o mundo, mas ao abrir a porta já não tem mais perigo nenhum. Tudo depende da importância que você impõe.
Se está ventando muito, não precisa se agarrar ao primeiro cobertor que for ver na frente, aproveite o impulso e jogue alguns sentimentos antigos para serem levados pela direção do vento, junto com o teto se for preciso. Dê tchauzinho e um grande aceno, pois já não te serve mais. Aquele teto já estava aí há tanto tempo mesmo. Vai ver você agora quer morar debaixo das estrelas, acampando em meio ao nada e tendo apenas o balançar das folhas como paredes.
Até eu que sou tarja preta aprendi a me acalmar e a respirar ao invés de suspirar. Até eu que sou um caos sentimental aprendi a chover menos em copos d’água. Eu que vivi sempre estufada, sem espaço pra nada de tanto estar cheia de tudo, aprendi a abrir a válvula de escape e esvaziar um pouco. Que mal tem? Passar a vida com o coração acelerado pelos motivos errados é um desperdício de hormônios. Acelera quando algo sai errado, acelera quando não te falam o que queria ouvir, acelera quando alguém vai embora, acelera quando não entendem o que você sente.
Ah, pra quê se esforçar tanto, afinal? Se virou rotina se esforçar ao máximo para acalmar os batimentos, está mais que na hora de tomar uma dose do calmante mais forte já inventado. O santo soberano de qualquer medicamento à venda em farmácia, que não vem com bula, mas é tão fácil de usar que nem é preciso instruções:
Dê um tempo, tome um tempo, não culpe o tempo, sinta o tempo e recupere seu tempo
O que não pode acontecer é ter tanto medo da vida, e se esconder atrás de tantas chaves. Pois, tudo passa. Eu já me enchi com tantos cadeados, mas poucos segundos depois já não lembrava mais o que estava guardando. Já corri tanto da solidão que quando percebi estava de mãos dadas com ela. Então, parei de correr. Joguei as fechaduras. Abri as janelas. E sorri com o vento. Se funciona? Dia sim, dia não. Mas passa, o dia bom passa, e o ruim também. A chuva é fase, por que eu não seria?
O incerto também tem seu encanto.
"A mãe da mãe"
Enquanto os olhos do mundo estão no bebê que acaba de nascer, a mãe da mãe enxerga a filha, recém-parida. O papel de avó pode esperar, pois é a sua menina que chora, com os seios a vazar.
A mãe da mãe esfrega roupinhas manchadas de cocô, varre o chão, garante o almoço. Compra pijamas de botão, lava lençóis sujos de leite e sangue. Ela sabe como é duro se tornar mãe.
No silêncio da madrugada, pensa na filha, acordada. Quantas vezes será que foi? Aguentará a manhã com um sorriso? Leva canjica quentinha e seu bolo favorito.
Atarefada, a mãe da mãe sofre em silêncio. Em cada escolha da filha, relembra suas próprias. Diante de nova mãe, novo bebê, muito leite e tanto colo, questiona tudo o que fez, tempos atrás. Tempo que não volta mais.
Se hoje é o que se tem, então hoje é o que é. Olha nos olhos, traz pão e café. Esse é o colo, esse é o leite. Aqui e agora, presente.
A mãe da mãe ajuda a filha a voar. Cuida de tudo o que está às mãos para que ela se reconstrua, descubra sua nova identidade. Ela agora é mãe, mas será sempre filha.
Toda mãe recém-nascida precisa dos cuidados de outra mulher que entenda o quanto esse momento é frágil. A mãe da mãe pode ser uma irmã, sogra, amiga, doula, vizinha, tia, avó, cunhada, conhecida. O fato é que o puerpério necessita de união feminina, dessa compreensão que só outra mãe consegue ter. O pai é um cuidador fundamental, comanda a casa e se desdobra entre mãe e filho, mas é preciso lembrar que ele também acaba de se tornar pai, ainda que pela segunda ou terceira vez.
❤️
Não é fácil renascer. Mudar de casca. Trocar de folhas... sair do ninho... abrir suas asas e se parir... Mas não há outro caminho para quem deseja descobrir a si mesmo. Tirar os véus... desvelar sua verdadeira natureza, colher o néctar da própria existência. E o desafio maior está justamente no que antecede o renascer... no morrer para tudo o que não é... para tudo que te cala, te consome, te envenena, te isola, te adoece, te separa... na morte das ilusões, dos nãos para a vida, dos nãos para si mesmo, dos "nãos" para o "outro". ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Parece lógico deixar que tudo isto morra em nós, mas a questão é que muitas vezes tudo isto foi o que nos serviu de alicerce para dar conta da própria vida. São os caminhos que conhecemos e forjamos para sobreviver, para aguentar os trancos, as quedas, os medos, os nãos dos outros, e tudo o que de alguma forma desafiou nosso impulso natural de amar. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Há que se dar uma volta de 360º em espiral ascendente a fim de irmos além de todas estas estruturas criadas pelo ego no intento de nos proteger, pois estas mesmas estruturas acabaram por nos afastar de nossa natureza mística, não-dual, transcendente de todas as adversidades da vida. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Renascer a meu ver, é mergulhar nas incertezas da existência com a certeza de que nas profundezas do nosso ser, só existe amor. É renascer para a infinitude e beleza do existir. É renasSER. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
