Coleção pessoal de Raimundo1973
Vivemos presos a correntes invisíveis,
regras e normas moldadas sem amor,
um caminho traçado rumo ao matadouro,
sem escolha, sem voz, sem clamor.
Quem ditou essas leis sem alma.
Quem deu o aval pra nos calar.
Neste mundo onde muitos respiram,
mas poucos têm forças pra lutar.
Somos multidão sem direção,
escravos do sistema e da ilusão,
mas dentro de cada coração cansado,
ainda pulsa a chama da libertação.
Em minha angústia depravada,
mendigando migalhas de carinho e ternura,
criei para nós um paraíso imaginado,
onde até o amor, condenado,
aceitou viver por nós.
Mas não foi o bastante,
Descobri, enfim, que o meu mundo
jamais foi o teu.
Você me deu a solidão de perto e de longe.
Mas retribuir com a mesma moeda não faz parte do meu caráter.
Vai, planta teu jardim,
e aprende a ser humilde com a tua própria nobreza.
Nada é igual por aqui, tudo muda a cada dia.
O capricho se funde ao orgulho,
e a vaidade compromete a aparência.
Você nem notaestou aqui só por você,
somente por você.
Não há mistério, nem confusão,
foi tudo desprezo
Baby, adeus.
Assim como o universo não se curva ao controle humano, a Terra não é morada, é apenas passagem. Nada nos pertence, não há domínio nem comando tudo flui, tudo passa, como o vento que não se prende em lugar algum.
Se você precisa sempre estar à vista, buscando olhares e atenção, lembre-se nem todos os aplausos e elogios são para você.
Quando estiver em meio à multidão, não espere que ela perceba a tristeza alheia apenas esteja inteiro consigo mesmo.
Reações, conflitos, dilemas e problemas surgem a cada instante, mas sigo com a certeza serena que dias melhores sempre virão.
A procurar sentidos entre motivos e insensatez,
vivo uma tortura silenciosa, amordaçado,
sem carrasco, sem sentença,
preso numa cela sem grades,
onde a justiça não me condena,
mas o amor me aprisiona.
Tudo isso por não estar contigo,
deusa sublime que governa meu coração,
rainha do desejo,
minha única salvação.
O tempo estagnou na esperança do nosso encontro, linda mulher.
Sigo na tua procura, guiado pelo desejo de viver contigo o amor que o destino nos reserva.
Escandalosa, devassa, rainha da tentação,
explora a inocência com sorrisos de sedução.
Desejos furiosos, impulsos sem direção,
ama sem compromisso, é furacão em combustão sugando o melhor desejo de cada mortal.
Bruxa selvagem
corre nos olhos,
derramando feitiço cativante
fez de mim teu escravo obediente.
Escolhes o alvo sem palavra,
sem razão,
apenas pela vaidade voraz,
pela luxúria que inflama
o ego explorador sem nenhum reforço.
Um desafio, um desejo,
com vontade de vencer,
sonhar contigo, Cleópatra misteriosa,
é barganhar com o tempo
um novo acordo com a felicidade.
Nasce, renasce o encanto
de estar ao teu lado.
Um sonho bonito,
uma magia que se faz vida
ao viver contigo,
feiticeira linda.
"Na vida, tudo nasce, constrói e se edifica,
mas encontra seu fim inevitável e silencioso.
Tudo passa depressa, correndo, escorrendo,
como água num ralo que leva para outro tempo,
onde nada permanece igual,
e o que era, já não é mais.
Posso estar morto por dentro, vivendo por fora o pior caos da vida, mas jamais decepcionarei o melhor de mim, meu caráter moral.
Quem soma o próprio tempo aborrece o horário; veste uma carapaça de ilusão fingindo não reconhecer as atividades que o condenam.
A aceitação do necessário silencia a inquietude que não partilhou da ignorância insana, no diálogo aberto, a máscara confunde o tolo, que não reconhece o sábio.
O bom da vida vivida é seguir sem entender o progresso do tempo, pois quem somos nós para aborrecer os dias, se a cada amanhecer a vida se renova em silêncio.
A guerra é a ignorância armada, nela, caem os guerreiros que não têm opinião própria, quem marcha por ordem do general, atropela e sacrifica o que há de mais nobre: o caráter moral.
Quem não observa as nuvens passando no céu, não conhece as passagens da vida, são quadros que se pintam a todo instante, tendo o céu como moldura.
O choro não consola os olhos em lágrimas, nem acalma o coração em lamento, as lágrimas sofridas carregam um valor sentimental, enquanto o coração ferido veleja num oceano sem porto seguro.
