Coleção pessoal de Raimundo1973
Faz de mim o teu abrigo de confiança,
onde o medo descansa e a paz alcança.
Um porto seguro em noites de tempestade,
braços que acolhem com ternura e lealdade.
Em mim não há pressa, nem promessa vazia,
há cuidado simples, silêncio que guia.
Quando o mundo pesar sobre o teu coração,
que em mim encontres calma e proteção.
Te ofereço presença, não correntes,
um amor que sustenta, firme e consciente.
Que o riso seja casa, o afeto, direção,
e a confiança, nossa mais doce canção.
Faz de mim o teu refúgio único,
faz de mim, faz de mim.
A tua lembrança confortável,
onde o amor sempre diz “sim”.
Que a felicidade seja morada constante,
um gesto sincero, um hoje vibrante.
Se for pra ficar, que seja assim:
leve, seguro… faz de mim.
Baby, fica atento à confusão do mundo.
O que era sonho está sendo distorcido na calada da noite.
Ideias sem raiz viram promessas vazias,
e o que parecia descanso acorda como pesadelo ao amanhecer.
Vivemos um retrato de impasse sem freio.
A ordem perdeu o rumo,
o barulho virou regra
e o silêncio, abandono.
Ninguém escuta, todos opinam.
Ninguém cuida, todos cobram.
O controle não está mais nas mãos,
está espalhado no medo,
na pressa,
na falta de propósito.
As pessoas querem respostas rápidas
para vazios profundos.
E a pergunta que ecoa é simples e dura:
onde buscar ajuda quando o mundo adoece por dentro?
Talvez não fora.
Talvez no retorno à consciência,
à verdade que não se vende,
à fé que não é emergência,
à responsabilidade de ser humano antes de acusar o caos.
Enquanto isso, vigia.
Não se deixe moldar pela confusão.
Nem todo barulho é verdade,
nem toda direção leva à saída.
Meu amor, será que você deseja compreender
A angústia muda da minha solidão?
Não responda, por favor, se é só pra fugir,
Se você não entende, como pode estar comigo aqui?
Eu parei tudo pra tentar te mostrar
O caos que grita por dentro do meu peito
Mas você olha e não enxerga
Escuta, mas não sente
E eu me perco nesse esforço sem efeito.
Você chama de exagero
O que em mim é sobrevivência
Enquanto eu sangro em silêncio
Você chama isso de ausência.
Estou refletindo a tua incompreensão
Ela dói mais que a distância, mais que a negação
Não é falta de amor, é falta de visão
Você não me vê, e isso quebra o coração.
Expliquei com palavras simples
Desenhei com atitudes reais
Mas quem não quer entender
Nunca entende, nunca vai.
Cansei de traduzir sentimento
Pra quem não quer aprender a sentir
Meu cansaço não é fraqueza
É o limite de insistir.
Estou refletindo a tua incompreensão
Ela pesa, machuca, vira prisão
Amar sozinho é contradição
É gritar por dentro e receber indiferença em vão.
Talvez um dia você entenda
Quando a ausência fizer barulho
Que não era drama, nem carência
Era um pedido de cuidado, simples e puro.
Que vontade de estar nos teus braços agora, baby.
Você não sabe o quanto eu desejo.
Não é só saudade do teu corpo perto.
É da paz que mora no teu abraço inteiro.
O mundo pesa quando você não está.
O tempo anda torto, demora a passar.
Meu peito chama o teu nome em silêncio.
É desejo vestido de sentimento.
Eu queria agora me perder em você.
Descansar meu caos no teu calor.
Se teus braços soubessem o poder.
Que têm de acalmar meu amor.
Não é carência, é conexão.
É alma pedindo abrigo.
Teu abraço é direção.
É onde eu me sinto vivo.
Fecho os olhos e te imagino aqui.
Teu cheiro quebrando minha resistência.
Entre querer e não poder ir.
Eu luto com a distância.
Se você soubesse o quanto faz falta.
Talvez sentisse esse chamado também.
Não é só vontade que me assalta.
É amor querendo ficar além.
Eu queria agora me perder em você.
Descansar meu caos no teu calor.
Se teus braços soubessem o poder.
Que têm de acalantar meu amor.
De repente você aparece nos meus pensamentos,
Sem bater na porta, sem nenhum argumento.
Bateu uma vontade louca de te ver,
Uma saudade incondicional de você.
O coração reconhece antes da razão,
Teu nome ecoa forte dentro do meu chão.
Quando a noite cai e o silêncio insiste,
É você que surge, mesmo quando não existe.
Eu tento fugir, mas não dá pra negar,
Tem lembrança que nasce só pra ficar.
Você aparece de repente na minha vida,
Sem pedir licença, invade sem despedida.
Vem sem promessa, sem compromisso,
Mas bagunça tudo com um simples sorriso.
Mulher extrovertida, riso que contagia,
É saudade misturada com vontade todo dia.
Não é amor assumido nem história pra contar,
É só esse desejo teimoso de te procurar.
Entre o querer e o não poder, eu fico assim,
Vivendo você longe, mas perto de mim.
Se eu fecho os olhos, quase posso sentir,
Teu jeito leve de me provocar e sorrir.
É saudade que não pede explicação,
Só chega, senta e aperta o coração.
Você aparece de repente na minha vida,
Sem pedir licença, invade sem despedida.
Vem sem promessa, sem compromisso,
Mas bagunça tudo com um simples sorriso.
Mulher extrovertida, riso que contagia,
É saudade misturada com vontade todo dia.
Se for pra sumir, some de vez então,
Mas não aparece assim, não.
Porque toda vez que você vem,
Leva um pedaço de mim também.
Depois da queda do nosso amor
Tudo veio ao chão de repente.
As muralhas não aguentaram
O impacto devastador do que a gente fingia ser.
O que era promessa virou ruína,
Palavras ocas soterradas no silêncio.
Nós não suportamos o caos lastimável
De insistir onde já não havia verdade.
Depois da queda não adianta lamentar.
Juntar os cacos não refaz o que morreu.
Colar pedaços não devolve o inteiro,
O que quebrou por dentro não revive com adeus.
Não há ponte, não há volta,
Não há fé que sustente o fim.
O amor caiu — e ficou no chão,
Sem sinal de recomeço em mim.
Tentamos chamar de fase, de erro,
Mas era o fim pedindo coragem.
Às vezes partir não é desistir,
É só respeitar a própria dignidade.
Hoje não espero nada do que fomos,
Nem do que você promete ser.
Depois da queda do nosso amor,
O resto é aprender a não mais sofrer.
Porque você foi embora
Eu não estava pronto pra sua ida
Você chegou de surpresa
E partiu levando minha vida
Foi sem aviso, sem conversa
Sem um “fica”, sem explicação
Tudo aconteceu tão de repente
Que rasgou meu chão, meu coração
Eu ainda arrumava a casa
Pra te fazer ficar melhor
Enquanto você já partia
Me deixando sozinho com a dor
Eu não me preparei
Nem imaginava separação
Quem ama nunca espera
O adeus batendo no portão
Eu não me preparei
Pra dormir sem teu perdão
Você levou tudo com você
E deixou silêncio em meu coração
Ficou o cheiro da saudade
Teu nome preso na minha voz
A cama fria, a lembrança
Do que éramos nós
Se um dia você lembrar
Do amor que eu te dei
Lembra também que eu fiquei
Quando você foi… e eu não me preparei
Eu não me preparei
Nem imaginava separação
Quem ama nunca espera
O adeus sem explicação
Eu não me preparei
Pra esse fim sem razão
Você foi embora da minha vida
E levou meu coração.
Você sabe o meu nome,
mas insiste em me chamar
pelos meus erros do passado.
Quem me vê só pelo que fui
não enxerga o homem que sou.
E quem vive preso ao ontem
não tem coragem de caminhar comigo.
Eu não carrego mais culpas
que já paguei com silêncio e aprendizado.
Não sou rascunho, nem resto,
sou versão refeita — consciente.
Se o teu olhar ainda aponta falhas,
o meu já segue em frente.
Certamente você não pode caminhar comigo,
porque eu escolhi evoluir
e você escolheu lembrar.
Mulher encantadora, poderosa.
Teu sorriso clareia o meu amanhecer.
Linda, abençoada, feita de luz.
Teu jeito simples me ensina a viver.
Quando você chega, o mundo silencia.
Tudo encontra o seu lugar.
A tua bondade ardente me envolve.
É fogo manso que sabe amar.
Vem me fazer feliz, fica comigo.
Teu amor é abrigo, é direção.
No teu olhar encontro o sentido.
Que acalma o peito e aquece o coração.
Teu encanto me leva ao êxtase da paz.
Não é pressa, é vontade de ficar.
Você não promete o impossível.
Só me mostra como é bonito amar.
Se um dia o medo tentar nos separar.
Segura minha mão, deixa acontecer.
Porque amar você é certez
É escolha, é luz, é querer.
Parei.
Parei de lutar por você.
Cansei de justificar tuas falhas
E fingir que tuas atitudes eram amor.
Desacreditei dos teus gestos,
Das promessas jogadas no vento.
Eu não posso mais me rebaixar
Pra caber no teu desinteresse.
Talvez tenha sido tarde,
Mas acordei.
Acordei de um pesadelo vivido acordado,
Ao teu lado, na indiferença.
Era caos, dilema, desgaste.
O erro não foi te amar demais,
Foi tentar me partir em dois
Pra você escolher só metade.
A que ponto cheguei, mulher…
Hoje eu digo sem tremor na voz:
Tu não me representa mais.
Não me representa mais.
Mulher fria, desinteressada.
A tua loucura nunca me acolheu.
Não me representa mais.
Não me representa mais.
Outro encontro contigo.
Outra vez você não foi.
Na verdade eu já sabia,
fui só pra confirmar
que você não é presença,
é promessa que não sai do papel.
Tolice tua imaginar
que eu ainda me importo.
A tua ausência não disputa
com a minha presença.
Eu chego inteiro
mesmo quando ninguém chega.
Não te espero.
Não te imagino.
Não te coloco no caminho.
Minha estrada é deserta
porque eu escolhi seguir,
não porque faltou companhia.
Aqui não existe meio termo,
nem passo atrás disfarçado de saudade.
Quem anda comigo tem a própria decisão,
quem hesita fica no acostamento.
Eu sigo.
Sem sinal, sem retorno, sem você.
Eu não vou te fazer rir
Só pra disfarçar a dor que você carrega
Posso até aliviar o peso do dia
Mas ferida profunda não sara com conversa
Eu gosto de você, mulher
E é por isso que eu falo sem maquiagem
Amor não é hospital de emergência
Nem remendo bonito pra salvar aparências
Eu não sou a tua cura
Nem o milagre da tua confusão
Te quero do meu lado inteira
Curada de si, em decisão
Curada não por mim
Porque assim você vive na ponte, indecisa
Um pé no medo, outro na vontade
E o coração sempre em risco de queda
Eu não sou meio-termo
Nem pra mim, nem pra você
Ou vem com verdade no peito
Ou é melhor não me envolver
Seja a tua própria cura
Antes de bater na minha porta
Não sou teu remédio de hora marcada
Sou abrigo, sou parceria, sou rota
Amor não salva quem não quer se encontrar
Não resgata quem foge do espelho
Eu fico, eu cuido, eu caminho junto
Mas não carrego o teu peso só pra te agradar.
Reflita a tua dor cura-te
Antes de andar do meu lado.
Venha viver o teu melhor comigo.
Vou estar contigo por onde cê está.
Na vida no amor homem e mulher.
Eu não sei se talvez.
Se um dia haverá compromisso
ou se tudo vai continuar exatamente como está:
no meio do caminho, sem nome, sem promessa.
Não vou oferecer o meu ombro
nem pedir que me ajude a dividir o peso.
Cada um carrega o que escolhe carregar.
Silêncio também é escolha.
Não te cobro presença,
mas também não aceito ausência disfarçada de liberdade.
Sentimento não é rascunho
pra ser deixado na gaveta quando aperta.
Se for pra ficar, que seja verdadeiro.
Se for pra ir, que seja honesto.
O que cansa não é a dúvida —
é permanecer onde nunca se decide.
Há dois viventes no mesmo chão,
Unidos no laço, divididos na visão.
Um vive de eco, de colo, de opinião,
Choraminga alto pra esconder o coração.
Esse precisa de plateia pra existir,
De aplauso, de mão estendida pra seguir.
Se ninguém escuta, ele cai,
Se ninguém chama, ele não vai.
Do outro lado, existe a força crua,
Determinada, firme, alma nua.
Não vai atrás, não corre na frente,
Caminha no passo exato, consciente.
Não pede apoio, não implora sinal,
Carrega nas costas o próprio ideal.
Aprendeu cedo que a estrada ensina,
E que excesso de muleta enfraquece a sina.
Unidos por destino, não por igualdade,
Um vive de carência, o outro de verdade.
Enquanto um grita pedindo direção,
O outro segue em silêncio, dono da decisão.
Não é orgulho, é sobrevivência,
Não é frieza, é resistência.
No fim da estrada a conta é igual:
Quem vive de si, chega.
Quem vive dos outros… fica no sinal.
A mulher tem encanto que não se explica,
é força serena, é luz que multiplica.
No olhar carrega mundos inteiros,
no silêncio, respostas; no gesto, verdadeiros.
Ela tem o poder de deixar o homem sem ar,
um sorriso basta, o tempo para de andar.
Faz o peito suspirar forte, sem pedir licença,
mistura doçura, coragem e resistência.
Não é só beleza — é alma que sustenta,
é braço que acolhe, é voz que enfrenta.
Quando cai, levanta com mais dignidade,
transforma dor em amor, medo em liberdade.
Hoje é dia de exaltar essa força bonita,
que luta, que ama, que nunca se limita.
Mulher é poesia escrita com o coração,
é força divina em forma de emoção.
Oi pai, tem piedade de mim,
Que essa dor não cabe no peito não.
Não é faca, nem é ferida,
É traição rasgando o coração.
Promessa feita no travesseiro,
Virou riso na boca de outro alguém.
A cangaia veio sorrateira,
Me deixou sem rumo e sem ninguém.
Eu era rei desse amor bandido,
Hoje sou refém da solidão.
A cangaia passou na minha vida,
Fez do orgulho pó no chão.
Eita cangaia agonizante,
Quebrou os chifres sem compaixão.
Foi de lá pra cá, sem rumo, sem pena,
Fez morada no meu coração.
Dói demais, dor extravagante,
Devastadora, sem explicação.
É dor de corno, é dor constante,
Depois da cangaia só resta a canção.
Hoje eu bebo pra esquecer teu nome,
Mas ele insiste em me acompanhar.
Chifre quebrado dói menos que saudade,
Quando a verdade resolve machucar.
Existe o amor que não se rende.
Ele apanha da vida, sangra em silêncio, mas não recua.
É teimoso, firme, não por orgulho,
mas porque acredita que sentir vale mais que desistir.
Esse amor permanece quando tudo diz “chega”,
e resiste não por fraqueza,
mas por coragem.
Há também o amor que busca respostas.
Ele questiona, observa, sente dúvidas.
Não se contenta com migalhas nem com palavras vazias.
Quer entender gestos, silêncios e distâncias.
É um amor inquieto, porque sabe
que amar sem verdade é se perder de si mesmo.
E existe o amor indeciso na caminhada.
Caminha com o coração em conflito,
dando passos curtos, olhando para trás.
Não sabe se fica, se vai, se espera.
Não é falta de sentimento,
é medo de errar o caminho
e se machucar outra vez.
Amor que se diz amor
busca ser verdadeiro.
Não se esconde, não engana,
não vive de meio termo.
Amor de verdade pode até falhar,
mas nunca trai aquilo que sente.
Sorriso alegre, bonito, encantador,
Luz que acende o silêncio ao redor.
Magia no olhar, doce fascinação,
Um segredo guardado no fundo do coração.
Teu rosto bonito é mapa a desvendar,
Terras ocultas que insistem em chamar.
Cada traço esconde um porquê,
Um enigma suave que convida a crer.
Teu mistério me chama sem explicar,
É brisa leve que sabe ficar.
Entre o sonho e a razão, eu sigo sem medo,
Decifrando aos poucos o teu segredo.
Teu corpo é letras, caminhos e sinais,
Atalhos sutis, destinos reais.
Não é pressa, nem posse, nem querer dominar,
É só o encanto de estar perto, de imaginar.
E assim, no silêncio que aprende a falar,
O mistério floresce sem se entregar.
Amor que não grita, prefere sentir,
Quanto mais escondido, mais belo em existir.
Atende a lição da vida, presta atenção:
Se amor, carinho, respeito e igualdade
Não bastam pra quem dorme ao teu lado,
Então não é amor — é vaidade.
Não implora presença,
Nem mendiga afeto frio.
Quem te ama não negocia
O básico do sentir.
A vida é curta demais pra esperar migalha,
Pra viver calado num coração vazio.
Se não existe reciprocidade,
Não existe nós — só desvio.
Antes de virar ausência em casa cheia,
Antes de morrer aos poucos por alguém,
Tenha coragem, bata o pé,
E escolha você também.
A festa é desse egoísmo, mulher,
Vá viver a tua vida.
Mesmo que seja só,
Seja feliz contigo.
Não carrega quem não te carrega,
Não insiste onde não há abrigo.
Amor não prende, não pesa,
Amor soma — não castigo.
Amar é encontro, não disputa.
É paz, não ferida aberta.
Se não é pra ser inteiro,
Que seja livre — e de porta aberta.
Envolvidos num som do corpo,
Luz vermelha piscando no quarto.
Promessas tortas no ouvido,
Esse amor já nasceu errado.
Mulher ordinária, olhar de pecado,
Jura que é santa de dia.
De noite vira tempestade,
Me perde, me acha, me vicia.
Diz que não presta, mas chama meu nome,
Finge juízo, mas quer confusão.
Entre o certo e o proibido,
Nosso erro vira paixão.
É pecado, é sujo, é gostoso demais
Se for errado, deixa errar em paz.
Mulher ordinária, rainha do caos,
No tribunal do amor nós dois somos réus.
Que falem de mim, que falem de você
Esse desejo não sabe obedecer.
Se o inferno é quente, então tanto faz,
Eu peco sorrindo e volto outra vez.
Beijo com gosto de perigo,
Riso debochado no ar.
Você me chama de louco,
Mas não consegue me largar.
Coração sem documento,
Esse romance é contrabando.
Quando o povo aponta o dedo,
A gente tá se procurando.
É pecado, é sujo, é gostoso demais
Se for errado, deixa errar em paz…
Final
Entre pecados vergonhosos e prazer clandestino,
Você é meu erro favorito,
E eu assumo meu destino.
