Coleção pessoal de Raimundo1973
Eu não vou me esconder,
porque você já conhece o fogo que trago no peito.
Sabe das minhas intenções,
essas que não cabem em silêncio nem em disfarce.
Intenções de te amar sem limites,
de incendiar teu corpo com meus desejos furiosos,
de te tomar pela paixão extravagante
que nasce só quando teu nome toca minha pele.
Você está aqui, mulher,
vivendo em cada parte do meu mundo,
respirando dentro dos meus sonhos,
ocupando o espaço onde antes só havia vazio.
E se o amor é tempestade,
eu aceito ser o vento, o trovão, o relâmpago —
tudo,
desde que você continue sendo
a razão ardente da minha vida.
Julgam-me pelas palavras que pronuncio, pelas atitudes que escolho e pelos costumes que carrego.
É fácil apontar o dedo sem conhecer, é simples condenar sem compreender.
O que poucos enxergam é que por trás de cada gesto existe um caráter moldado pela honestidade, pela dignidade e pela moral que me sustentam.
Minhas qualidades não se revelam em aparências superficiais, mas na essência que permanece firme diante das críticas e dos olhares apressados.
Não sou definido pelo julgamento alheio, mas pela verdade que carrego dentro de mim.
Quem se limita a me julgar pela superfície jamais conhecerá o valor da minha integridade.
Aprenda —
ser feliz não é um destino, é um movimento silencioso,
uma decisão leve que nasce no fundo do peito
quando você simplesmente aceita continuar existindo.
A felicidade não é promessa, nem prêmio,
é um sopro antigo que já mora em você,
esperando apenas que seus passos
não sejam interrompidos pelo medo.
Viver é permitir que cada dia
revele um pequeno milagre,
mesmo que escondido no caos,
mesmo que tímido entre as dores.
A felicidade nasceu em você.
Não precisa buscá-la em ninguém,
nem provar nada ao mundo.
Só viver —
e deixar que esse brilho interno
cresça silencioso até iluminar tudo
que você ainda não percebeu que pode ser.
Eu não vou por ninguém — vou por mim.
Caminho na direção que minha alma aponta,
sem pedir licença, sem buscar aplauso.
Porque quem vive para agradar o mundo
acaba perdendo a própria voz.
Eu não faço pra agradar ninguém,
faço porque é minha essência,
porque carrego na pele a marca
de quem aprendeu que liberdade
não se negocia, se conquista.
E eu não posso te amar antes de mim.
Antes de oferecer o peito, eu cuido dele.
Antes de entregar o coração, eu o fortaleço.
Porque amor que nasce do abandono de si
não sustenta ninguém — apenas destrói.
Se eu escolher ficar, será inteiro.
Se eu escolher amar, será verdadeiro.
Mas nunca mais deixarei minha alma por último.
Minha prioridade sou eu —
e quem quiser caminhar comigo
precisa saber que amor não é prisão,
é parceria.
E começa sempre dentro da gente.
Mulher virtuosa, você me envolveu em um êxtase tão profundo que eu nem imaginava existir caminho para chegar. Tua força selvagem, essa loba furiosa que devasta e acende, veio como um vento quente que arranca máscaras e certezas.
Em tua sensualidade incontida, encontrei um território novo — um mapa que eu jamais soube ler, mas que teu toque revelou. Cada gesto teu era bússola, cada suspiro, direção.
E, sem perceber, desembarquei no aeroporto do amor: esse lugar onde a alma pousa cansada e acorda inteira, porque foi tocado por alguém que carrega virtude, intensidade e verdade no mesmo corpo.
Acho que os caminhos se cruzam de alguma forma
para que possamos aprender a ser melhores,
como se o destino costurasse silenciosamente
os fios que nossos olhos não conseguem enxergar.
Às vezes é encontro, às vezes é choque,
às vezes é apenas um sorriso breve
que muda tudo por dentro.
Porque ninguém aparece por acaso
uns chegam para acalmar, outros para despertar,
e há aqueles que vêm apenas para ensinar
a força que guardávamos sem saber.
E no fim, mesmo entre perdas e reencontros,
a vida sempre nos devolve a lição:
somos feitos para cruzar caminhos,
mas também para seguir adiante mais fortes
do que quando começamos.
Vem…
me cobre com teu corpo quente,
essa pele macia — manjar que acalma e incendia.
Teus beijos molhados, labaredas suaves,
acendem desejos vorazes, carícias que me consomem.
Vou rasgar tua roupa,
não por violência, mas por intensidade,
porque nada em nós quer ser impedido
nem aprisionado —
é a liberdade do êxtase que nos governa.
Posso te amar sem freios,
degustar esse prazer selvagem e proibido;
deixa que meu fogo transborde
em fúria doce, desejo que devora e se entrega.
Intencionalmente, tocarei tua alma e tua pele,
como um selvagem guiado apenas pela vontade,
porque depois que eu provar tua doçura, mulher,
até meu corpo se rende —
treme, dispara, se faz frágil em teu domínio.
Não precisamos provar nada.
Sabemos bem o que somos um para o outro:
a chama que nunca se apaga,
o desejo absoluto vestido de amor.
Não guardei a dor, nem lamentei o lamento
quando eu estava só pensando em mim —
mas agora cada suspiro ecoa eu sei donsou capaz,
como prece perdida na noite sem fim.
E nessa ausência que me abraça sem piedade,
descubro que o silêncio sabe mais de mim
do que todas as palavras que falei.
Se volto ao passado, é apenas para entender
que o que dói não é a solidão,
Nem é saudade do que quase foi amor.
E mesmo assim, ovento que atravessa portas fechadas,
lembra que há feridas que são curada ainde que ficam as sicatrizes,
O coração vai aceitar,
cada passo será um salto de fé,
cada queda, um convite à luta.
Não será peso a prender os sonhos,
mas o impulso indomável da esperança
que rompe muralhas invisíveis.
Não haverá fim, nunca um adeus,
apenas o pulsar firme do recomeço
um começo tecido com ternura,
molhado de coragem e verdade,
um manifesto de vida que se escreve
com a força dos que sabem amar
mesmo na tempestade.
O futuro é voo,
porque o coração escolhe não pesar,
mas transcender força e liberdade.
Se um dia eu reencontrar o que se foi,
quero que me encontre irreconhecível —
não mais refém dos meus próprios gritos silenciosos,
mas dono das minhas cicatrizes,
firme como uma rocha que não se quebra,
claro como o sol depois da tempestade.
Carrego na pele as marcas da coragem,
a força que nasce ao olhar de frente
o abismo onde o medo tentou me soterrar.
Não há sombra que me assombre agora,
Sou o autor da minha história,
livre para ser tudo o que um dia temi ser.
E se o silêncio trouxer de volta o que partiu,
não será ausência, será música.
Não será vazio, será espaço fértil,
não será dor, será raiz que floresce.
Que venha como brisa,
sem urgência, sem ferida,
pois só merece retorno
aquilo que já aprendeu a ser luz.
E se o coração aceitar,
não será peso, será voo.
Não será sombra, será aurora.
Não será fim, será começo
um começo que se escreve
com ternura e coragem.
Se o tempo me moldou em cicatriz,
se o vento já levou o que não tinha raízes,
se o silêncio já aprendeu a cantar dentro de mim.
O que foi perdido não é ausência,
é chama que arde invisível,
é pedra que sustenta o abismo,
é sombra que ensina a luz a ser mais viva.
Não busco retorno, não espero resgate.
Carrego o vazio como quem carrega um estandarte,
porque há força naquilo que falta,
há eternidade naquilo que não volta.
O que me importa
se um dia eu encontrar o que foi perdido?
Nada do que volta retorna inteiro,
nada do que partiu regressa sem feridas.
O tempo não devolve,
ele transforma.
E, às vezes, o que chamamos de perda
é apenas o peso que precisávamos soltar
para seguir respirando.
Se um dia eu reencontrar o que se foi,
quero que me encontre diferente:
mais firme, mais claro,
com a coragem de quem aprendeu a atravessar
as sombras que um dia o medo escondeu.
Porque o que realmente importa
não é recuperar o que se perdeu,
mas descobrir quem eu me tornei
no caminho entre a queda e o recomeço.
O riso nasce, tímido, entre as lágrimas quentes,
florescendo em solos de lembranças densas e vividas.
Cada suspiro é um eco do ontem,
onde a dor se veste de pétalas,
revelando que também é um campo fértil, um jardim.
Entre espinhos, brotam cores insistentes,
e o coração aprende que sofre para florir,
que o passado não é só sombra,
mas uma luz entre as dores,
um convite a sorrir mesmo na tristeza,
a cultivar beleza no silêncio das lembranças.
Sorrimos, então, jardins ambulantes,
onde a vida se refaz em cada lágrima que cai,
e a alma entende, enfim,
que até a dor pode ser flor, quando a vida.
O passado, feito de pranto e silêncios,
se desfaz em pó quando o teu olhar me alcança.
E cada memória fútil se torna ponte,
levando-me até o abraço que renova.
Há uma ternura escondida na ferida,
um mel que escorre da cicatriz,
um canto suave que nasce da dor.
E é nesse canto que te encontro,
doce, forte, eterno —
como se o amor fosse a única verdade capaz
de transformar tristeza em poesia...
Doce é o instante em que o coração insiste em florescer,
mesmo quando a garganta guarda o peso da saudade.
Sorrimos tantas vezes entre lágrimas, de memórias de um passado vivido
como quem descobre que a dor também pode ser jardim.
Após tantas vezes sorrimos com a tristeza travada na garganta,
embrulhada em memórias fúteis de um passado de pranto e dor,
a vida ainda insiste em nos entregar pequenos brilhos de esperança.
E é nesse instante, quase silencioso,
que o amor aparece como um suspiro quente no peito,
varrendo as sombras que deixamos acumuladas pelos caminhos.
Porque amar — mesmo ferido —
é tocar na doçura que sobrevive dentro de nós,
é transformar a dor em ponte,
o passado em aprendizado,
e o coração em casa novamente.
E quando finalmente permitimos,
o amor vem devagar,
cura o que o mundo machucou,
e devolve ao nosso sorriso
a suavidade que nunca deveria ter partido.
É ali, nesse espaço que ninguém vê,
que o amor fala baixo,
mas cala o mundo inteiro.
É ali, onde o silêncio é mais profundo,
que o coração se ergue como um grito,
rasgando o invisível,
fazendo da sombra um altar.
É ali, onde não há testemunhas,
que a verdade se despe,
sem medo, sem máscara,
e o amor se torna fogo,
capaz de incendiar até o impossível.
É ali, nesse segredo indomável,
que o mundo se curva,
porque nada é mais forte
do que aquilo que não precisa ser visto
para existir.
No silêncio onde o amor se esconde,
Somos donos de um vazio profundo,
Ecoa suave uma verdade única,
Que só a alma sente no mundo.
Amar é navegar na própria essência,
Sem mapa, sem rota nem destino,
Cada passo revela a imensidão,
De um vazio que é puro e acolhedor.
Para caber em qualquer fresta,
O amor nos lança na dúvida e no ar,
Entre o toque e a promessa.
Na dor e na calma desse espaço,
Encontramos a coragem de ser original,
No amor, o absoluto e o efêmero,
Tudo é forte, nada é derradeiro.
