Coleção pessoal de Raimundo1973
Fragmentos viram cicatrizes
marcadas na retina de quem ainda ousa olhar.
Depois do confronto, não há vencedores.
há dois orgulhos sangrando em silêncio,
cada um recolhendo os próprios cacos.
Quando tudo começa a ruir,
comparar é inútil.
O chão não escolhe lados
quando desaba sob os pés.
Ninguém se adianta para enxergar o outro melhor,
porque o espelho está quebrado
e reflete apenas versões distorcidas da dor.
A distância cresce onde antes havia diálogo,
e o silêncio passa a ter voz.
O que restou não foi razão,
foi resistência.
Dois corações feridos
lutando para não admitir
que perderam juntos.
Viveram juntos perderam.
Após a queda um lamento.
Não admitir não.
Que perderam juntos.
Embora você não saiba,
existo no intervalo do teu dia —
sou o silêncio que te observa
quando a cidade faz barulho demais.
Sou um admirador sem rosto,
anônimo como o vento que passa
e ainda assim conhece cada curva do teu gesto.
Não busco palco, nem aplausos,
prefiro a discrição de quem sente
e deseja em segredo.
Caminho distante da multidão,
mas perigosamente perto de você.
Admiro tua nobreza,
essa elegância que não se veste —
nasce.
Teu jeito ocupa espaços
que meus olhos fingem não habitar.
E enquanto o mundo dorme,
me permito sonhar sem culpa:
não uma festa barulhenta,
mas um encontro lento,
onde o tempo perde a roupa
e a noite aprende nossos nomes.
Eu não sei você.
Mas eu estou de saída.
Não por fuga, nem por orgulho —
é por sobrevivência da alma.
Estou indo viver.
Aqui, ali, ou em qualquer outro lugar
onde o peito respire sem pedir permissão,
onde o coração não precise se explicar.
Vou em busca da felicidade,
embora ela tenha nascido comigo.
Só que às vezes ela se perde
quando insistimos em ficar onde não floresce.
Levo comigo tudo o que fui,
o que amei, o que doeu.
Não apago sentimentos —
aprendo com eles.
Se em outro lugar eu sorrir diferente,
não será esquecimento,
será maturidade.
Porque amar também é saber partir
quando ficar já não é amor.
Vou encontrar em outro lugar
o que aqui virou silêncio.
E se um dia você entender,
saiba: eu não fui embora de você —
fui ao encontro de mim.
Eu não sei se é amanhã
que você chega em fúria, desgovernada por dentro,
ou se é depois de amanhã
que você parte, levando o silêncio embrulhado na raiva.
Essa incerteza me confessa um medo antigo,
uma alucinação lúcida de quem ama sem controle do tempo.
Não sei qual versão tua atravessa a porta,
nem qual mulher decide ficar ou fugir.
Há dias em que você é abrigo,
noutros, tempestade que não pede licença.
E eu aqui — firme, vulnerável —
tentando decifrar teus gestos antes que virem ausência.
Não sei qual será tua atitude,
mas sei da minha:
continuar verdadeiro,
mesmo quando teu coração oscila
entre ficar hoje, ir amanhã
ou nunca mais voltar depois de amanhã.
Porque amar, às vezes,
é permanecer mesmo sem garantias,
é enfrentar o caos com o peito aberto
e chamar isso, ainda assim, de amor.
Olá, mulher virtuosa,
encantadora perfeição da minha vida.
Teu sorriso ilumina caminhos
que eu nem sabia que existiam.
O teu charme é acalanto,
meiga calmaria que abraça a alma.
Doçura que chega de mansinho
e transforma qualquer dia em paz.
Em você eu me reconheço melhor,
aprendo a ser leve, a ser inteiro.
Sou homem feliz quando te tenho,
abençoado por caminhar ao teu lado.
Te amar não é pressa,
é certeza que cresce no silêncio.
É olhar o futuro sem medo
e agradecer a Deus por você existir.
Se a vida é poesia,
você é o verso mais bonito.
E eu sigo escrevendo meus dias
com o amor que nasce do teu jeito de ser.
O amor não conhece a dor
porque escolhe curar em vez de ferir.
Não se entrega ao desespero,
pois sabe que até a noite mais longa
se rende ao amanhecer.
A fúria furiosa não habita seu cronograma,
o amor não tem presa para machucar,
ele aprende o tempo do silêncio,
o valor da espera
e a coragem de permanecer.
O amor não abandona quem acolhe um abraço.
Ele fica quando tudo treme,
segura a mão cansada,
encosta o coração no outro
e diz, sem palavras: estou aqui.
Amar é resistir sem endurecer,
é ser abrigo em meio ao caos,
é escolher ficar inteiro
mesmo quando o mundo insiste
em partir as coisas ao meio.
O amor é verdadeiro
Sem mascara sem rótulo
A um propósito maior
O amor ama quando o amor chora.
Não teima em resistir ao amanhã,
pois cada aurora é convite à transformação.
Deixa que a luz rompa as correntes da sombra,
abandona o peso do silêncio sem construção.
Melhorar é ato de coragem,
é sopro divino que não conhece pecado.
Liberta-te da prisão invisível,
abre as portas do coração ao inesperado.
Vem, deusa felicidade,
teu nome é chama que acende horizontes.
Trabalhemos juntos por dias mais claros,
longe das ruínas de um mundo arcaico e ferido.
O amor não conhece fronteiras,
não se curva a muralhas nem barreiras.
No porto, um barco nos chama,
com velas erguidas ao vento da esperança.
Vomos navegar sem rumo,
rumo à própria essência da alegria.
Sem bússola, sem capitão,
apenas o destino guiado pelo coração.
Deixa o barco nos levar,
onde o tempo se dissolve em paz,
onde o mar é espelho da eternidade,
e o amor é o único mapa que jamais se perde.
Estamos encontrando nós de nós para nós
Eu preciso de você, linda mulher
Que não esteja presa às dores do passado
Quero você livre, felicidade
Para nós nos amarmos todos os dias
(Refrão)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar
Verso 2
Teu sorriso ilumina minha estrada
Tua voz é canção que nunca se apaga
No teu olhar encontro paz e verdade
É contigo que eu quero eternidade
(Refrão)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar
(Ponte)
Não há correntes, não há feridas
Só esperança e novas vidas
O amor renasce, forte e inteiro
Nosso destino é verdadeiro
(Refrão final)
Vem comigo, deixa o sol te guiar
Nos meus braços você pode descansar
O futuro é nosso, sem medo de amar
Só alegria, só vontade de sonhar
Eu preciso de você com a alma leve, livre dos pesos que o passado te deixou. Quero você renascida do amor, como quem abre os olhos para um novo horizonte. e descobre que ainda é possível florescer
Eu preciso de você purificada.
Das indecisões passadas.
Livres das amarras dos pesadelos.
Eu preciso de você transformada.
Para vivermos Livres feliz.
O nosso amor num amor felicidade.
Preciso da tua essência desatada das dores antigas, do teu sorriso que não deve nada a ninguém, da tua coragem de ser inteira, mesmo depois de ter sido quebrada tantas vezes.
Eu preciso de você amante de si mesma, senhora dos próprios passos. mulher que se ergueu da sombra e transformou feridas em força. Porque é nessa tua versão mulher liberta, forte e renascida. que meu coração encontra abrigo. e minha alma reconhece o amor. que sempre esperou por ti.
Ela é mulher ousada,
ordinária no sentido de não caber em moldes,
extrovertida como quem ri alto da vida,
vulgar apenas para quem não entende liberdade.
Maravilhosa no caos que carrega,
louca no jeito de ser inteira,
depravada no olhar que desafia convenções,
criatura desbravadora de desejos e caminhos.
Ela não pede permissão para existir,
invade, transforma, deixa marcas.
É presença que bagunça a ordem,
é intensidade que não sabe ser pouco.
Gostosura total na minha vida,
não de corpo apenas,
mas de alma quente,
de energia viva,
de verdade sem filtro.
Ela é excesso.
E eu, confesso,
aprendi que viver de verdade
é não ter medo desse excesso.
Pra viver a felicidade.
Senti frio mesmo estando perto de você, moça bonita.
Não foi o vento, foi a ausência.
Percebi que os teus carinhos já não caminham na mesma direção que os meus,
que a sintonia se perdeu em algum silêncio não dito.
Não sei o motivo de tanta indiferença,
nem sei se quero saber.
Algumas verdades doem mais quando explicadas.
O frio que veio de você não foi acaso,
foi resposta.
E às vezes, aceitar o frio
é mais honesto do que insistir num calor que não existe mais.
Se soubesses o fogo que guardo por ti, entenderias a urgência do meu silêncio.
Desejo queima como brasa viva, pede abrigo no teu abraço e encontra paz na tua pele.
Quero o calor da tua presença, o sopro que desfaz a minha solidão e acende cada canto esquecido.
Vem, mulher de fogo, acalenta esta carência com a tua proximidade; deixa que os nossos corpos falem em silêncio.
Beija-me com a pressa de quem não tem tempo a perder; risca em mim as marcas do teu querer.
Entrego-me ao impulso, sem culpa, só com a verdade crua do desejo — voraz, urgente, por ti mulher encantadora.
Eu a amo com carinho desejo
Todos os meus dias
Eu a amo com carinho desejo
Todos os meus dias
Seja o reflexo de tudo o que é bom,
não como quem imita,
mas como quem transborda.
Deus é a vida que pulsa no silêncio do peito,
força invisível que mantém o passo firme
quando o caminho treme.
É a paz que acalma as tempestades internas,
mesmo quando o mundo insiste em gritar.
Deus é o amor que sustenta o cansaço,
que levanta o caído sem expor suas feridas,
que ensina a esperar sem roubar a esperança.
É a felicidade que não faz barulho,
mas nasce inteira no coração que confia,
no coração que escolhe crer
mesmo sem ver.
Ser reflexo do bem é permitir que essa luz passe por nós:
nas palavras que curam,
nos gestos que acolhem,
na fé que não desiste.
Quando Deus habita o interior,
a alma aprende a caminhar com verdade,
e a vida, mesmo ferida,
continua sendo sagrada.
Quem teme a solidão ainda não descobriu a essência da vida.
Estar só não é abandono, não é rejeição — é encontro.
A solidão não fere, não expulsa, não humilha.
Ela acolhe, abre espaço para o silêncio, para a reflexão, para a verdade que só se revela quando estamos em nossa própria presença.
Caminhar sozinho é caminhar com paz.
É perceber que a felicidade não depende de aplausos, nem de multidões, mas da serenidade de estar inteiro consigo mesmo.
A melhor companhia que posso ter é a minha: aquela que não me trai, não me abandona, não me nega.
Na solidão, descubro que sou suficiente.
Na solidão, encontro liberdade.
E é nesse espaço de silêncio que floresce a mais pura forma de amor: o amor por mim mesmo.
Você já deve ter ouvido alguém dizer
que as dificuldades, quando se prolongam,
nos deixam sem voz, amordaçados pela dor.
Por muito tempo foi assim comigo.
Caí no fundo do poço, onde o silêncio pesa,
e a esperança parece distante.
Mas eu não me desesperei.
Fui calmo. Fui paciente.
Aprendi a esperar a água subir,
não para me afogar,
mas para alcançar a saída.
Enfrentei o abismo sem fugir dele,
olhando nos olhos do medo.
E foi nessa espera consciente,
nessa resistência silenciosa,
que encontrei forças para vencer.
Porque quem aprende a permanecer de pé no fundo,
sobe diferente:
mais forte, mais lúcido
e impossível de ser calado outra vez.
Estou prisioneiro do tempo, num espaço que já não me comporta.
O relógio perdeu o comando sobre mim, porque sigo na tua direção sem medir horas, sem negociar segundos.
Caminho guiado apenas pela certeza de que é em ti que o tempo se revela.
Não corro para te alcançar, nem paro para esperar — apenas existo no movimento que me leva a você.
E assim, na passagem silenciosa do tempo, é teu rosto que vejo,
tua presença que dá sentido ao agora
e transforma cada instante em eternidade felicidade.
Sabe, amor,
eu já tentei todos os caminhos de fuga.
Já tracei rotas em mapas inexistentes,
mudei os passos, apaguei vestígios e tentei convencer meus pés a caminharem para bem longe de tudo o que me lembra nós dois. Mas o que eu não sabia — ou o que eu tentava ignorar — é que o mapa da minha fuga sempre acaba me trazendo de volta para o mesmo ponto.
Por mais que eu busque fugir de você, percebo que essa distância é um equívoco. Eu corro, mas não saio do lugar, porque você não está apenas em um endereço, em um café ou em um encontro marcado. Você se tornou parte do meu silêncio, da forma como eu vejo o mundo e de como eu me sinto quando ninguém está olhando.
É por isso que, mesmo no auge da minha ausência, você está sempre perto. Não é uma presença física que se possa tocar, mas é uma presença que se sente na alma. Fugir de você seria como tentar fugir da minha própria sombra ou do ritmo do meu coração.
No fim, descobri que não importa o quão longe eu vá: eu levo você comigo. E, de alguma forma, estar perto de mim se tornou, inevitavelmente, estar perto de você também.
Aquele que insiste em viver o presente com os olhos presos ao passado, apontando erros e culpando o outro, não compreendeu ainda o verdadeiro sentido do amor.
Amar não é vigiar cicatrizes antigas, nem usar lembranças como armas. Amar é libertar, é escolher caminhar leve, sem correntes de ressentimento.
Quem transforma o passado em prisão, perde a capacidade moral de construir um futuro de paz.
E quem culpa o outro por tudo, revela apenas a própria incapacidade de assumir responsabilidades e de se abrir para a felicidade.
O amor verdadeiro não nasce da cobrança, mas da aceitação.
Não floresce na crítica, mas na compreensão.
Não se sustenta na culpa, mas na liberdade.
Amar é coragem.
E só quem tem coragem de soltar o peso do passado pode ser feliz no presente.
Mulher virtuosa, cadê você quando te vejo e meu corpo inteiro estremece? É como se o mundo parasse só para confirmar que existes.
Meu dengo, meu chamego bom, teu nome é abrigo e teu jeito é calmaria depois da tempestade. Tu és espelho brilhante na sombra, luz que não fere, apenas revela.
Chamego bom, vem me fazer feliz não com promessas, mas com presença. Porque quando és, já basta.
Visionária, libertas o amor da paixão vazia e ensinas o coração a amar com propósito. Em ti, o sentir não grita — ele permanece.
Quando ela fala eu te amo,
a minha cabeça perde a explicação.
Tudo o que era razão se cala,
e sobra só o grito do coração.
É como se o mundo parasse um segundo,
o tempo ajoelhasse diante da emoção.
Meu peito vira um campo em chamas,
ardendo de verdade, não de ilusão.
Quando ela diz eu te amo,
não é som, é terremoto em mim.
Derruba muros que eu levantei,
expõe medos que escondi no fim.
Eu tento entender, mas não consigo,
amor não pede permissão pra entrar.
Ele invade, toma conta,
e ensina a alma a sentir sem pensar.
Quando ela diz eu te amo,
meu coração perde o chão.
É emoção demais pra um peito só,
é amor sem tradução.
Não cabe em palavra, nem explicação,
é verdade crua, é rendição.
